03 abr Economia

Mais alguns números…

Os números podem ser chatos e entediantes, concordo. Mas eles têm um poder único: representam facilmente aquilo que muitas vezes um artigo inteiro não consegue detalhar através de letras e palavras. Serei breve, mas serei direto. Segundo dados do Serasa, entre 2004 e 2006, as 43,3 mil empresas cadastradas aumentaram em 6,4% seu faturamento. Já […]

por Conrado Navarro
há 8 anos

Os números podem ser chatos e entediantes, concordo. Mas eles têm um poder único: representam facilmente aquilo que muitas vezes um artigo inteiro não consegue detalhar através de letras e palavras. Serei breve, mas serei direto. Segundo dados do Serasa, entre 2004 e 2006, as 43,3 mil empresas cadastradas aumentaram em 6,4% seu faturamento. Já o faturamento (dinheiro de intermediações) dos 50 maiores bancos do país subiu 41% no mesmo período, segundo o Inepad (em pesquisa publicada no jornal Folha de S. Paulo). Como assim?

Entra em cena o spread, ou spread bancário, que é a diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e a quanto ele empresta esse mesmo recurso a terceiros (empresas, pessoas etc). Ainda que a taxa básica de juros (SELIC) tenha caido de 19,75% para 13% entre setembro de 2005 e fevereiro passado, o spread mexeu-se pouco, indo de 29,4% para 27,6%. Deixando de lado o “economiquês”, isso significa que os bancos ainda cobram caro para emprestar dinheiro, ainda que os custos para adquiri-lo tenham baixado bastante. Ou seja, eles continuam faturando (e muito) com nossa insistência em financiar e usar dinheiro dele emprestado. Que tal começar a usar mais o pagamento à vista? A Bia, do blog Mercado & Malagueta, deixa sua opinião sobre crédito e empréstimos.

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney. No Twitter: @Navarro.

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