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Você sabe comprar?

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Falamos sobre a enorme quantidade de pessoas que financia suas faturas de cartão de crédito. Falamos também do grande número de pessoas que recorre aos financiamentos e empréstimos nos bancos. Por trás destas atitudes está o ímpeto de comprar, de possuir e, algumas vezes, de ostentar. Muitas vezes, nem as compras essenciais são sabiamente compradas e as pequenas diferenças é que despedaçam o orçamento mensal. Então, você sabe comprar?

Separei algumas perguntas simples mas que podem ajudá-lo no dia-a-dia e principalmente na economia e melhor aproveitamento do seu dinheiro. Muitas vezes pagamos mais porque não pedimos desconto ou porque não pesquisamos em mais um ou dois lugares. Além disso, é preciso saber que um bom negócio nunca consiste em fechar pelo preço anunciado, mas pelo que você conseguir chegar depois de reclamar um desconto ou abatimento.

Você tem o costume de pedir desconto? E de pesquisar? Isso significa saber negociar. Uma dica: chegue sem muitas pretensões de comprar o produto, demonstre menos interesse do que gostaria e deixe o vendedor tentar conquistá-lo. Se você se mostrar muito afoito para comprar algo, ele será o primeiro a perceber que pode cobrar mais. Depois de negociar, peça sempre mais desconto e procure pagar à vista. Se a sua negociação for parar na mesa do gerente, é porque você está chegando no preço justo.

Gosta de comprar tudo que é novidade? Cuidado, os novos produtos sempre trazem margens maiores, uma vez que revendas e fornecedor não sabem ao certo a reação do público. Evite ao máximo tais lançamentos.

Você sabe quanto pode gastar? A maioria das pessoas não possui nenhum tipo de controle de receitas e despesas, e isso faz com suas compras sejam baseadas apenas nos desejos e vontades e não no fluxo de caixa mensal. Portanto, organize-se antes de sair às compras de maneira que saiba quanto pode gastar sem ferir seu orçamento. É simples: se você tem dinheiro para pagar as prestações de algo que quer comprar, tem dinheiro para economizar e comprá-lo depois de certo tempo, pagando à vista. Certo?

Mais sobre orçamento, clique aqui.

Repare que são dicas simples, muitas vezes óbvias. Qual o problema então? É o gosto pela complicação e pela “sensação de liberdade”. O orçamento bem feito engessa e mostra, sem dó, onde está o “ralo”. Preferimos não enxergar a aceitar que aquilo é nossa responsabilidade. Pense nisso. Um abraço e até a próxima.

PS: Que tal se você pudesse comprar os ovos de Páscoa com até 12 parcelas? Claro, com muitos juros! É uma facilidade que vai deixá-lo tão feliz, que vai lembrar da Páscoa até o Natal. Tudo porque as pessoas não querem planejar, colocar o dedo na ferida. Não está acreditando na notícia? Então clique aqui.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

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  • http://garotadpi/blogdpi Fernanda

    Meu pai, quando pedíamos um brinquedo, nunca comprava de pronto. Tinha que aguardar uma data, etc. Um dia andando no centro, paramos na loja de brinquedos da cidade. Eu me apaixonei por um tamanduá de brinquedo (eu fazia diversos com garrafas de água mineral) e disse que queria, queria, queria muito um daqueles. Meu pai fez a vendedora abrir uma das caixas e mostrar como o bicho funcionava. Brinquei um pouco e ele disse: os que tu faz são muito melhores que este, olha só que sem graça, ele não faz quase nada. Tem certeza que quer um deles? Pensei um pouco e meio constrangida desisti do brinquedo. Talvez o meu pai não tivesse idéia, mas aquele dia ele me ensinou a diferença sobre desejo passageiro, desejo e necessidade. Hoje em dia se olho algo na vitrine de uma loja e me apaixono, saio para dar uma volta. Se eu lembrar, mais tarde daquele objeto, pode ser que eu volte para comprá-lo. E nesse caso eles estão sempre esperando – não caio na conversa de vendedor de que ‘é o último’.

  • http://www.papodehomem.com.br Guilherme Nascimento Valadares

    Conrado, seu blog é show. Gostaria de republicar esse artigo no PapodeHomem, sob sua autoria e com link para cá. Você entraria como autor convidado. Caso você autorize, me mande um email, ok.

    Grande abraço,

    Guilherme
    http://www.papodehomem.com.br

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