Não faz muitos posts, eu havia comentado sobre o faturamento dos bancos, que cada vez mais aumenta, ainda que os juros caiam. E não é que as tarifas também aumentam enquanto a inflação cai. Surpreendente. Segundo notícia publicada dia 03/04 pelo jornal Folha de S. Paulo, entre fevereiro de 2006 e fevereiro de 2007 tivemos uma inflação acumulada de 3,02% (IPCA) enquanto que as tarifas dos bancos subiram até 15,94%. Se em 1996 os bancos faturaram R$ 12 bilhões em tarifas, em 2006 este número foi de R$ 47 bilhões. Os assinantes da Folha, ou do UOL, podem ler mais aqui. Que tal?
Alguns podem pensar que sou contra o sistema bancário. Aqui não estamos discutindo a questão filosófica do problema, mas sim a razão numérica. Muitas vezes pagamos tarifas sem tomar nenhum conhecimento delas. Interessante que a responsabilidade de conhecê-las é nossa. Será que existe má-fé? Cristina Martinussi, do Procon-SP, argumenta: “Hoje em dia, os bancos costumam abrir as contas já com pacotes que, muitas vezes, os consumidores nem sabem o que incluem”.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) assume que as tarifas são ditadas e cobradas de maneira livre, respeitando a concorrência entre as instituições. Mas com que critérios estes preços são definidos? A Febraban responde: “os critérios para alteração de preços variam de acordo com uma série de fatores e de custos diferentes para cada banco”. Convencido? Assim fica cada vez mais importante entender do que acontece na economia ou corremos o risco de ver nosso dinheiro sumir cada vez mais rápido. É ou não é? Assinantes Folha, ou UOL, podem ler mais aqui.
Fico muito preocupado porque cada vez mais usamos a internet e os serviços móveis para acesso ao banco. Assim, cada opção que antes era comum (tirar extrato por exemplo) passa a ter custo e não nos damos conta disso. A novidade agora é o pagamento de contas por celular, como explica o Tnow. Quanto custará o serviço? Enquanto isso, vale a pena entender cada centavo cobrado pelo banco, não deixe pra depois. Sente com o gerente e negocie. É seu direito. Abraço.


















Eu vejo com bons olhos essa iniciativa do pagamento por celular.
Isso é bom, pois o mercado de “cartões de crédito” é concentrado em 2 empresas: MasterCard e Visa. Essas empresas cobram taxas entre 4% e 5% da maioria absoluta dos estabelecimentos comerciais (salvo aqueles que tem poder de barganha pelo alto volume de dinheiro que giram).
Essas taxas, logicamente, são repassadas ao consumidor. Com a criação desse novo sistema de “cartão de crédito” que é totalmente virtual, pois não precisa daquele cartão de plástico, as empresas de cartão de crédito vão sofrer uma ameaça real, pois a base de celulares é bem maior que o número de cartões de crédito no Brasil. Tudo isso cobrando uma taxa de administração bem menor das empresas, algo em torno de 1,5% a 2%.
Parabéns pelo excelente blog!:)
Abraços,
Leo Paiva
Você tem toda a razão e, além das tarifas, tem muito banco que ainda empurra uma porção de “vantagens” para o cliente, tornando-o um verdadeiro serviçal da instituição.
O pior, é que quando a gente vai questionar, eles justificam dizendo que vamos perder bônus que um dia, sabe-se lá se ainda nesta encarnação, pois afinal cada encarnação bancária termina com a mudança do gerente, (qualquer semelhança com o que acontece com o Brasil a cada mudança de presidente não será mera coincidência), se converterão em pontos, os quais, a partir de um determinado número, poderão ser trocados por descontos nas tarifas bancárias.
Vai daí, nós, que não somos os donos dos bancos, (suspiro) temos mesmo é que questionar cada cobrança, procurar as tarifas mais baixas, sempre com nosso foco voltado para nossas reais necessidades.
Parabéns pelos textos, sucintos e claros, de fácil entendimento e conteúdo ideal.
Olá
Primeiramente eu gostaria de parabenizá-lo pelo blog, visito-o quase que diariamente e as os posts são muito valiosos para mim que pretendo conhecer melhor o mercado financeiro. Sou estudando de Ciência da Computação e também de Administração de Empresas e considero que o celular, bem como qualquer tipo de aparelho móvel, será o futuro das transações financeiras. Estão sendo feitos muitos avanços no que diz respeito a uma busca cada vez maior por conexões seguras e estáveis para esses aparelhos, visando uma maior confiabilidade nas transações. Em relação à taxação desse tipo de serviço, o pessoal da internet não gosta muito de pagar por serviços não … Acho que os bancos devem ter cuidado ao analisar o público-alvo desse tipo de serviço.
Grande abraço e, novamente, parabés pelo blog.