Algumas dúvidas são muito comuns quando o assunto é previdência privada, especialmente em se tratando do PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Reservei três dessas dúvidas e as comentarei aqui neste artigo, com o objetivo de melhor informar os amigos leitores para que hajam mais e melhores argumentos numa eventual decisão que envolva investimentos e aplicações.
Antes, quero deixar uma mensagem que surgiu de uma troca de e-mails com o Eduardo, um leitor muito participativo. Ele soube definir muito bem o papel da previdência privada: “uma forma de acumulação de capital para o longo prazo (10 - 20 anos)”. Perfeito Eduardo. E a previdência fica por ai. Quem quiser multiplicar seu patrimônio ou ficar rico vai ter que arriscar um pouco mais.
Vamos aos pontos importantes:
Quais as alíquotas de IR retidas quando do resgate em um plano PGBL?
São dois os produtos PGBL disponíveis:
- O tradicional, onde haverá retenção de IR na fonte à alíquota de 15% (sobre todo o valor) no momento do resgate e você terá de calcular, na declaração de ajuste anual do ano seguinte, mais um possível pagamento ou restituição, dependendo de seus outros rendimentos;
- O PGBL com tributação regressiva, em vigor desde janeiro de 2005, que estipula tributação somente na fonte, não havendo necessidade de se fazer o ajuste na declaração anual. A alíquota neste caso existe em função do prazo da aplicação, como vemos a seguir:
- Prazo igual ou inferior a 2 anos: 35%;
- Prazo superior a 2 e igual ou inferior a 4 anos: 30%;
- Prazo superior a 4 e igual ou inferior a 6 anos: 25%;
- Prazo superior a 6 e igual ou inferior a 8 anos: 20%;
- Prazo superior a 8 e igual ou inferior a 10 anos: 15%;
- Prazo superior a 10 anos: 10%;
Ouvi falar que há a possibilidade de se deduzir todo o montante aplicado no PGBL quando da declaração de IR anual. Isso é verdade? Como fazer os cálculos?
Aqui é normal a confusão. Não se deduz todo o montante. Do total anual dos aportes feitos para o plano PGBL, até o limite de 12% de sua renda bruta é que poderá ser deduzido do IR a pagar. Ah, e só se beneficia da dedução quem faz a declaração completa do IR. O cálculo pode parecer um pouco estranho e há uma ferramenta no site da CAIXA que pode ser muito útil. Para acessá-la clique aqui.
Alguns bancos apresentam taxas de administração que caem conforme o período investido. Isso é seguro? Com o que devo me preocupar neste caso?
Excelente pergunta. Você já ouviu falar da taxa de carregamento? É uma taxa que os bancos cobram para aplicarem seu dinheiro no fundo desejado. Ou seja, a cada aporte mensal uma parte do dinheiro é tomada para cobrir custos do banco. Você precisa saber se o seu plano PGBL tem ou não esta cobrança. Imagine que essa taxa seja de 2,5%, isso significa que a cada R$ 100,00 depositados, comporão sua conta R$ 97,50 e não os R$ 100,00 que você depositou. Faça esta conta para valores maiores e para longos períodos e vai perceber que pode perder um bom dinheiro. Além disso, há a taxa de administração, normalmente cobrada anualmente e que anda sempre na casa de 4% - 5%. A saída é procurar pelos bancos onde esta taxa seja mais baixa. E por último, há a taxa de saída, que normalmente é igual à CPMF e que é aplicada sobre o valor do resgate. Todos os planos cobram esta última taxa.
Conclusão
A decisão, de conhecer melhor e aplicar ou não nestes planos, é sua. Quanto mais informação e conhecimento puder adquirir, melhor! Nunca deixe nas mãos de outra pessoa a decisão de sua vida daqui a 10, 20 anos. Seja previdência privada, investimentos em fundos ou ações, para ficar em poucas opções, informe-se e decida segundo seu julgamento e conhecimento. Senão pode ser que lá na frente você se arrependa. E, quase sempre, será tarde demais. Um abraço.


















Gostei muito do blog, Conrado. Até já te linkei!
Parabéns pelo blog. Já estou incluíndo na minha lista de blogs para leitura diária.
Oi Navarro, adorei.
Agora será que você pode falar sobre VGBL?
Qual é a maior diferença?
Obrigada.
[...] fomentando dúvidas e comentários sobre a dupla PGBL e VGBL. No começo de abril, publiquei um artigo sobre o PGBL. Agora é a vez de explorar um pouco o universo e as características do VGBL. A análise não [...]
Optei pelo PGBL por dois motivos: 1º, acumular capital a longo prazo. 2º (e mais importante), planejamento tributário. No meu caso, os 12% descontados da base de cálculo do imposto de renda fazem uma grande diferença: Calculo exatamente o que depositar para fechar o ano em 12% (pode se dar aportes a qualquer momento, não precisam ser mensais). Isso garante que eu receba ao final do ano, 27,5% de tudo que depositei, como restituição de imposto de renda. Claro que quando eu for resgatar o plano, em 10, 20 anos, pagarei IR, mas a alíquota será de apenas 10%. Fora que a restituição pode ser investida em aportes no próprio plano… Mas cada caso é um caso. Vale a pena calcular e pesquisar bastante antes de optar por Previdência Privada.
[...] de funcionários de uma empresa (fundos de pensão). Aqui estão os exemplos mais conhecidos, PBGL e VGBL, cada vez mais sofisticados e com melhor rentabilidade. A adesão a um desses planos é [...]
Tenho um plano PGBL e o pessoal do banco me comentou o seguinte: Considerando que os fundos de renda fixa continuem rendendo se 10 a 12% ao ano, vale a plena sacar o montante do plano antes de iniciar o pagamento do 1º benefício e aplicar este montante em fundos, levando em conta, alem do fator rendimento, o fato que, em caso de morte, após o pagamento do 1º beneficio, todo o dinheiro do fundo fica com o Banco. É isso mesmo?
[...] anual de IR, do modelo completo, pode ser uma boa opção. O Dinheirama tem um artigo sobre PGBL e outro sobre [...]
Prezado,
como funciona a dedução dos 12%?
Sei que é do rendimento anual, mas como é isso?
Quais as vantagens?
[...] Sociedade Dinheirama, sobre vários aspectos da formação da reserva, os tipos de fundos e planos (PGBL, VGBL), se são agressivos, moderados ou conservadores. Entretanto, pouco abordamos as formas de [...]