O orçamento ainda é motivo de confusão para muitas famílias. Até ai, nenhuma novidade. O grande problema está em criar certas regras, no convívio diário, que funcionam como um catalisador do caos e da quebradeira. E mais grave é a naturalidade e falta de percepção das pessoas ao criá-las. Vou deixar os três maiores motivos de minha preocupação.
Limite de cheque especial é considerado receita. Isso é um absurdo e alguns devem estar pensando que estou brincando. Não, não estou, mas bem que gostaria de estar. As pessoas acostumam-se a viver usando o limite e o consideram parte do “disponível” para o mês. É um erro grave e que deve ser atacado da forma mais direta possível: mude seu padrão de vida para aquele fora do cheque especial. Ache onde está o “ralo”, suspenda ou diminua seu limite e aprenda a viver com o que realmente ganha.
Pagamento de parcela mínima do cartão de crédito e financiamento da fatura ampliam seu poder compra. Claro que ampliam, afinal você compra mais coisas e paga sempre pouco, certo? Errado. Os juros são altíssimos e com uma simples conta matemática verá que pagou uma fortuna pelas coisas que comprou. Ou seja, vive num padrão de vida fora do possível e apenas adia o problema. E, pasmem, a quantidade de gente de classe média, média alta e de ricos que fazem isso é enorme. Já disse antes que os maiores devedores de IPVA são aqueles donos dos carros mais caros. A dica: prefira pagar sempre à vista, em dinheiro, negociando os preços de forma insistente. Se não puder comprar porque não tem dinheiro, economize e compre depois.
Durante o mês, poupar e investir a sobra do orçamento mensal. A sobra é quase sempre zero. Somos péssimos em gerir sobras, porque afinal de contas pra que sobrar? Se é sobra, é resto e deixar resto é falta de educação. Pois é, e assim as pessoas não saem do lugar durante muitos anos. A dica: categorize a poupança (ou o investimento) como uma despesa mensal e sua sobra vai passar a ser realmente uma sobra. Mas se ainda assim sobrar demais, aumente a parcela da “despesa” poupança. Isso só vai fazer bem!
Falei coisas simples, óbvias para muitos tenho certeza. Pena que não para a grande maioria. Será que você não anda fazendo algo errado com seu dinheiro? Faz questão da gasolina mais barata mas não liga em parcelar a fatura do cartão usado para pagá-la? Compra a mercadoria mais barata no supermercado usando o cheque especial?


















Existem pessoas que conseguem administrar cheque especial e cartões de crédito, mas decididamente eu não sou uma delas. Desisti do talão de cheques a pelo menos 3 anos. Do cheque especial foi a dois e quebrei meus dois cartões de crédito no mes passado, emfrente à minha sogra que me arrumou dinheiro para cobrir um rombo de R$3.000,00 que vinha se arrastando a mais de 1 ano. No ano passado fiz duas aquisições de médio porte: 1 novo computador e uma geladeira para o escritório, ambos à vista. Que delicidade: não ter que me preocupar em pagar prestações! Esta ano comprei um notebook e parcelei em 12 vezes, mas completamente sem juros, cortesia de meu cunhado coração gigante.
Cheguei a pouco tempo ao seu blog e leio avidamente todos os novos posts! Parabens pelo bom trabalho. Espero aprender muito por aqui.
Grande abraço,
Ved
Conrado, essas são dicas “simples”, mas que poucos colocam em prática. E a prática disso resulta, sem dúvida, em muito mais poder de compra com o mesmo valor.
Minha esposa tinha o costume de tratar limite de conta como lucro do mês. Só de juros íam mais de R$ 60,00 por mês, todo santo mês. Bastou ajustar as coisas 1 único mês e não precisou mudar o “estilo de vida”.
Pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito é quase um crime. Você se enforca em pouquíssimo tempo.
Parabéns pelo conteúdo.