Cadu comenta: “Este ano eu pretendo comprar meu primeiro carro. Tenho cerca de 3 mil reais poupados. Li seu artigo sobre os imóveis e adorei! Bem que você poderia escrever um artigo semelhante, porém explicando para a compra de um carro. Qual é a melhor forma para quem não tem uma boa grana para dar de entrada? Vale mais a pena comprar um carro usado ou zero? No meu caso, eu consigo guardar todo mês cerca de 500 reais. Levando-se em consideração que a despesa não seria somente o parcelamento do carro, mas, também, combustível e outros gastos (que inclusive eu gostaria que você citasse, pois estou por fora disso), eu creio que poderia usar cerca de 300 reais para o pagamento das parcelas”.
Oi Cadu, tudo certo? Obrigado pela visita e por importar-se em comentar e enviar sua mensagem. Fico feliz que o blog esteja colaborando para que tome decisões cada vez mais acertadas. O raciocínio para sua dúvida deve ser muito semelhante ao demonstrado no artigo sobre a compra ou aluguel de um imóvel. De cara posso te dizer que pra financiar qualquer coisa em sua vida, antes você tem que ter um rendimento, de qualquer origem, que lhe ofereça mais que a taxa de juro do financiamento. Fora isso, você está indo para o lado errado da inteligência financeira. Vamos ver alguns números.
Antes de fazermos qualquer simulação, precisamos definir um valor para o carro que deseja comprar. Vamos imaginar que queira um carro de R$ 20.000,00 e que vá usar a entrada de R$ 3000,00 mencionada em sua mensagem. Neste caso, estamos falando de financiar R$ 17000,00. Vou usar uma taxa conservadora de 1,5% ao mês e período de 60 meses para o pagamento. Acredite, você não vai encontrar esta taxa de 1,5% ao mês por ai. Enfim, vamos manter as coisas assim. Para o caso acima, as parcelas então serão de R$ 431,69.
Alguns leitores e colegas me alertaram para incluir no cálculo o efeito da amortização, que é como os bancos e financiadoras normalmente trabalham. Usando a tabela Price, o valor final do financiamento é de R$ 23.555,37 e pode ser demonstrado através desta planilha. Na mesma planilha é possível simular um financiamento usando o método SAC de amortização
Agora vamos pensar que você decidiu pegar estes R$ 431,69 das parcelas e, ao invés de entrar no financiamento, os aplicou na caderneta de poupança, rendendo 0,55% ao mês. Em 36 meses você terá R$ 17134,27, podendo então comprar o carro à vista. “Mas Navarro, esperar 3 anos”? Calma lá, estamos falando de inteligência financeira, não de pressa ou consumismo, certo? Ah bom! Aqui você vai esperar sim 3 anos, mas vai deixar de pagar R$ 6555,37 a mais pelo carro. Fica então a pergunta: vale a pena esperar? A minha resposta você já sabe, mas como o dinheiro é seu, ainda deixo a questão no ar.
Eu nunca recomendo o financiamento a ninguém, a menos que o rendimento com o uso do bem financiado ultrapasse o valor dos juros cobrados na negociação. Ah, mas isso eu já disse lá em cima. Vou reformular o raciocínio. Realizar um sonho hoje pode transformar seus próximos 60 meses num pesadelo. Talvez o “pesadelo” de esperar mais 3 anos para comprar o carro valha a pena para realizar seu sonho! Uau, filosofei forte agora hein? Nada mal para um ser tão racional como eu. Sem enrolar, quero pedir que deixe de lado o consumismo e passe a comprar as coisas com a cabeça e a calculadora. Para custos de manutenção do veículo e demais despesas decorrentes de sua compra, consulte o artigo Carro não é Investimento!
Se você quer fazer seus próprios cálculos de financiamento, valor das parcelas, valor final do carro etc, preparei uma pequena planilha com o que você precisa. Faça o download aqui e divirta-se! Lembre-se de que o tempo pode ser seu aliado nas finanças pessoais e que seu dinheiro deve ser sempre mais importante para você que para os bancos e financeiras disponíveis por ai. Como sempre, conte comigo
PS: Depois de publicado este artigo, ainda receberei muitas críticas sobre a opção por adiar a compra do carro pensando no dinheiro poupado. Já adianto que só aceito como argumentos cálculos e comprovações matemáticas de que o inverso pode ser vantajoso. Pela terceira vez deixo escrito que só se o ganho com o carro exceder o juro é que a coisa passa a ser interessante, portanto seja mais criativo e invente algo diferente!















Grande Navarro!
Rapaz, acabei de chegar do trabalho e estava conversando com a minha mãe sobre isso.
Confesso que a sede por comprar o carro é muito grande. Há muito tempo que eu sonho em comprar o MEU carro. Tenho namorada, viajo bastante pra minha casinha de praia e não aguento mais andar de ônibus e de kombi.
Vou pensar bastante antes de tomar qualquer decisão.
Obrigado pela planilha de cálculos. Vou repassá-la pra alguns amigos que encontram-se na mesma situação que eu.
Adorei o artigo!
Abs e muito sucesso com o blog!
Fala Navarro!
Faz certo tempo que leio seu blog, mas nunca deixei meu comentário (desculpe).
Concordo com sua visão sobre o carro, tanto que ainda não tenho um. Mas minha namorada financiou 100% de um veículo. Ela precisou por causa do trabalho. Mas de qualquer forma foi mto bem pensado, pois com o carro o salário dela aumentaria, e este aumento cobriria as despesas com o carro e ainda sobraria um pouco.
Comentarei mais daqui pra frente =)
Abraços
Nesses 3 anos o Cadu podia andar de bicicleta pra onde precisasse.. ele ia gostar tanto que ia desistir de comprar um carro e economizaria mais ainda.
Precisa ir em uma festa chic mas não quer ir de bicicleta? Pega uma carona, vai de táxi.
Precisa ir pro litoral curtir as férias? Aluga um carro.
Há várias opções pra não precisar POSSUIR um carro.
Navarro, foi pensando nesses juros altíssimos que deixei de lado o financiamento e entrei num consórcio.Através do consórcio, estou pagando 13 mil reais numa moto que vale à vista 10 mil. Ainda assim são 3 mil reais a mais que o valor do bem, porém achei ser um bom investimento, levando em conta que poderei pegar o veículo antes dos 5 anos que me dispuz a paga-lo.
Qual sua opinião a respeito de consorcios?
Navarro
Suas análises são corretas mas excessivamente matemáticas. Você deixa de lado um aspecto fundamental do ser humano: a emoção. Sem emoção, não haveria venda, comércio, civilização. Afinal, o maior componente de uma transação comercial é a emoção.
Concordo com sua visão de sempre poupar ao invés de financiar. Porém, além do exemplo que você deu, onde o rendimento com o bem financiado supera os juros pagos, há outro caso:
Eu tenho 38 anos e estou comprando um novo apartamento. Já fiz os cálculos e se não financiasse, teria que esperar 20 anos. Bom, estaria com 58. A idade é um componente a se levar em conta. Uma coisa é um rapaz de 20 poupar 3 anos para comprar um carro. Outra coisa é um homem de 40 poupar 20 anos para ter o apartamento dos seus sonhos. Pode não haver tempo para curtir o sonho!
E para finalizar, existe o componente psicológico. Poupar por conta própria exige disciplina. É por isso que eu penso que muitas vezes é melhor contratar um plano de previdência do que assumir o investimento. É preciso se conhecer muito bem e saber seus limites. Disciplina é fundamental, e cada um de nós a tem em doses diferenciadas.
Parabéns pelo Blog, sou leitor assíduo.
Bacana Navarro!
mais uma das boas dicas que não são esclarecidas.
queria acrescentar pra galera que entres outros fatores estão a forma de quitação, e estou penando com isso pq o banco não me deixa pagar as parcelas de traz para frente pois o juros cairia muito, e isso não é rentável para o banco, sem falar que c eu quitar minha moto antes do prazo ainda tenho q pagar uma taxa de quitação (é mole?), gostaria q aproveitasse a oportunidade e esclarecesse essas coisas à turma q lê seu blog frequentemente pois o problema não são só os juros. Se precisar de um depoimento à respeito do que estou passando para que sirva de exemplo?
Agora outra dúvida, e quanto aos consórcios?
Cadu, que legal que o artigo te ajudou e que está pensando melhor nas alternativas que tem em mãos. Fico contente em poder ajudar.
Leandro, seu argumento é importante e é como mencionei no próprio artigo. No caso dela, o benefício financeiro deverá pagar pelo financiamento e isso é algo normal e tranquilo. Parabéns pela consciência ao fechar o negócio. Fique sempre à vontade para comentar e obrigado pela visita.
Lilx, ótimo ponto! Esperar 3 anos não é tão mal assim certo? E dá-lhe bicicleta. Valeu pela visita.
Fred, o consórcio pode sim ser algo interessante, mas pode também não ser. Há quem espere para ser sorteado e essa espera poderia render bons frutos caso o dinheiro da parcela fosse investido. Mas há sortudos como você que pegam logo o bem e o consórcio oferece melhores condições se comparados ao financiamento. Parabéns pela moto! Divirta-se com ela. Obrigado pela visita.
Antonio, você tem toda razão. Sou um cara super racional, mas também tenho meus sonhos e confesso, esperar por eles pode ser mesmo muito difícil, mas vale a pena. Parabéns pelo sonho da casa própria, fico feliz por você, de verdade! Poderia te fazer uma proposta de investir o dinheiro da parcela até os 45 anos e então dali partisse para a realização do mesmo sonho, mas creio que já fechou o negócio, certo? A emoção sempre vence o duelo com a razão, especialmente num país de pouca renda como o Brasil. Minha missão é mais simples. É apenas gerar o tipo de discussão que estamos travando e conseguir que as pessoas percebam que neste mesmo país de juros altíssimos, muitas vezes é melhor deixar a emoção de lado e viver acordado a viver um sonho eterno. Adorei sua colaboração e espero que um pouco do que pretendia deixar possa ser absorvido por todos, que como você tem sonhos e ambições pessoais. Conte comigo!
Mariz, seu depoimento seria sim muito interessante para que pudéssemos explicar alguns destes conceitos. Os bancos não querem que você possa quitar seu financiamento, embora isso seja possível. Mas a taxa de quitação está no contrato que você assinou, portanto você concordou com ela, certo? Obrigado pela visita.
Consórcio é melhor que financiamento, pois não corre juros, mas tem taxa administrativa alta. Tenho aqui comigo que só vale a pena se você for sorteado antes de ter quitado 50% das parcelas, mas é um chute. O
Navarro poderia escrever sobre isso, dizendo o ponto ótimo até onde o consórcio vale a pena. Ou mesmo se vale a pena se for feito um lance e de que montante (%).
Agora, tem o outro componente psicológico de ser uma poupança forçada.
Outro dia eu fiz o cálculo de quanto eu gasto com carro e cheguei à conclusão de que valeria mais a pena andar de táxi, ônibus e à pé do que o carro. A diferença é de 500 para 200.
Por isso, eu passei 3 anos sem carro.
Navarro
Sobre imóveis, um ponto a ser considerado é o mercado. Como os juros estão em queda, há um aquecimento no mercado imobiliário e tudo aponta para valorização deste tipo de investimento.
Ou seja, mesmo financiando, tende a ser um bom negócio a médio-longo prazo, já que a valorização do bem tende a compensar os juros do financiamento.
No fim, foi isso que mais pesou na minha decisão, muito mais do que a imediates do uso, que nem é tão imediato assim, pois comprei na planta.
Oi gente.
Antes de tudo quero dar os parabéns ao Navarro pelo blog, que me leva à constatar, feliz, que existe sim vida inteligente on line.
Também quero me solidarizar com os sonhadores de plantão, e entre eles me incluo, já que o apelo da casa própria e do carro novo é muito forte.
Acontece que os novos tempos, com toda a facilidade de comunicação em todos os níveis e formas, tem nos facilitado todos os conhecimentos, o que nos impulsiona à reflexão.
É impossível receber as informações contidas nesse blog, que o Navarro tão desprendidamente divide conosco, e deixar de aceitar o desafio de criar o hábito de raciocinar logicamente.
Afinal, por mais que se sonhe a gente tem que acordar um dia, não é?
Desesperados, os que apostam na nossa capacidade de abstrair tudo o que for racional, vão descobrindo a cada dia novos filões para realização de sonhos de consumo.
O mais recente é o da promessa da perfeição através da cirurgia plástica em suaves prestações, que funciona exatamente como todos os demais apelos.
Você entra no financiamento, conserta aquele maldito nariz que é a causa de toda a sua frustração e infelicidade, e fica 48 meses pagando pelo resultado, sem sequer dar uma fungada forte no cangote do amado para não estragar a obra de arte que tão caro está custando.
Agora, me digam… para que serve um nariz se não for para sentir o cheiro de quem se ama?
Para que serve um carro novo se o velho vai te levar aos mesmos lugares com a mesma segurança e conforto?
Será que eu estou perdendo a capacidade de sonhar?
Posso assegurar que não, mas estou conhecendo novos caminhos e aprendendo a mensurar meus sonhos de forma que se realizem sem que eu tenha que acordar no meio, o que só é possivel atavés do planejamento real.
Deixo aqui uma sugestão: Vamos criar o grupo de auto ajuda dos “Sonhadores Cibernéticos de Plantão”? Aposto que os “Matemáticos Racionais On Line” poderiam nos orientar bastante. Que tal?
Um abraço a todos.
Consórcio é melhor que investimento, sim. Mas ainda melhor é ver a grana crescer num bom investimento.
Quanto à cara própria, trata-se de uma escolha. Ás vezes é melhor pagar o aluguel com parte dos rendimentos, mas, para isso, vai precisar guardar dinheiro durante muito tempo e fica difícl para quem não mora na casa dos pais ou sogros (como eu!).
O problema é o juro do financiamento.
Navarro, será que algum dia teremos, no Brasil, algums financiamento a juros menores que uma boa aplicação?
Faltou responder uma pergunta:
Vale mais a pena comprar um carro usado ou zero?
Um carro semi-novo pode sair muito mais barato que um carro novo, só por causa do título de 0km.
Comprar um carro com um ano ou dois de uso é supervantajoso, pois o automóvel já teve a desvalorização inicial (um carro zero desvaloriza de 6% a 12% em um ano) e ainda está na garantia de fábrica.
Um carro com cinco anos de uso é um bom negócio porque já passou da revisão inicial dos 40 mil quilômetros e, se houver algum reparo, será simples.
Depois de ter pago mais de R$ 5000 em juros, vou pensar melhor antes de entrar num financiamento.
Tem uma coisa que pode pesar muito na escolha de um novo X semi-novo: a garantia. Tive problema com meu carro, problema grave no câmbio. Se não fosse a garantia, esta diferença entre novo/semi-novo já teria evaporado.
O que pesa em novo é todo o processo de licenciamento e alguns opcionais como inso-filme que não vão alterar o valor de revenda do carro.
Por outro lado, manter uma estratégia de troca de carro de 3 em três anos praticamente signifíca que você fica livre de mecânicos.
E isso não é impossível. Uma dica: cartões de crédito de fidelidade. Todas as montadoras tem. Se a pessoa for organizada, ela consegue trocar o carro com o bonus do cartão. Mas aí entra outra coisa: saber trabalhar com cartão de crédito.
Tenho 19 anos, passei num concurso agora, vou ganhar uns 800 reais. Desejo comprar uma moto que custa 5700,00 então é preferível eu ficar andando de pé, de buzão (perdendo umas duas horas diárias) durante um ano, do que financiar em 12 meses?
Eu simulei economizo 1100 reais no ano fazendo o que o Navarro diz, mas onde entra o conforto, a comodidade, é pago com esses 1100 reais.
É nessas horas que o lado racional tem que imperar. O que adianta realizar um sonho de ter um carro, pagando quase 2 vezes mais o valor total. Precisamos parar de preciosismo. Ter carro não é para qualquer um. Um carro é um Luxo ou uma necessidade.
Nilson
Você está no começo da sua trajetória. Já se formou? Com o gás que temos nessa idade, temos que aproveitar para encontrar nosso cominho e fazer coisas que nos deêm um retorno financeiro. Você não quer ganhar R$ 800,00 o resta da vida, então é de se pensar no que uma moto vai te ajudar a ganhar mais. Se ela diminuir o tempo do trajeto até o trabalho, permitindo que você faça uma faculdade ou uma especialização, ótimo. É um excelente investimento. Agora, se for só por conforto… Além do mais, R$ 1.100,00 é um dinheirão, e não somente para quem ganha R$ 800,00.
Concordo Nilson, temos que pensar no que o investimento que faremos vai trazer de retorno financeiro para nós.
Mas se seu sonho é simplesmente andar de moto pela cidade e você tem condições de realizá-lo, ok.. vá em frente e realize-o.
Adorei o Blog. Achei a linguagem clara, simples, objetiva e, principalmente, bem-humorada! Visitarei sempre. Parabéns.
Antonio já estou na dificuldade sim, e estudante sabe como é, vise andando em lotação pra todo canto, mas nao pretendo ficar nessa vida muito tempo.
Mas acho que vou ter que financiar a moto mesmo. Parece q vai ter greve no transporte público daqui. Tenho a opção de pegar a magrela e rodar uns 20 Km por dia. De buzão já é ruim, imagine sem ele.
Olá para todos,
Gostaria de adicionar uma experiencia pessoal,
Financiei um corsa gls (meu sonho de consumo)sem entrada (17900,00) em 48 parcelas de 690,00
Atualmente já paguei 13 parcelas…. e para quitar está 15300,00, que é praticamente o valor atual de mercado do veiculo (devido a desvalorização). Em outras palavras já paguei 8 mil reais de prestação, e não foi amortizado quase nada do contrato.
Todo mês eu fico pensando se devo continuar com o meu carro, ou assumir o preju, dando o carro pela divida, mas ai eu entraria em outra divida com outro carro? rsrs, vejam como é complicado….
E olha que o valor da minha prestação da para pagar um carro zero, mas acabei me recusando a aceitar esse preju e partir para um 0km, embora a tentação seja grande…..
Atualmente estou pagando as parcelas adiantadas, pegando os descontos e tentando quitar esse carro o quanto antes…..
Então ai vai o meu conselho para os amigos: NÃO FINANCIE, TENTE JUNTAR O MÁXIMO DE GRANA, PREFIRA O MAIS BARATO AO DE MAIS ESTATUS….
E AQUELA FRASE TIPICA DE KOMBI ANO 85 É A PURA VERDADE:
TA VÉIO MAS TÁ PAGO!!!!!!!!!!!
É claro que esperar e comprar a vista é mais vantajoso financeiramente, mas no meu caso por exemplo, dando uma entrada grande e financiando em apenas um ano, não acho que seria tão oneroso assim.
O que realmente importa é saber se as prestações irão caber no seu bolso e financiar o mínimo de tempo possível. Acima de 12 parcelas eu também não recomendo.
[...] O Navarro, do Dinheirama, fez uma análise muito útil sobre a compra de um carro com financiamento. A conclusão dele é que só vale a pena pagar juros se o carro for ser usado para o trabalho, ou seja, bem racional. “Agora vamos pensar que você decidiu pegar estes R$ 431,69 das parcelas e, ao invés de entra… [...]
Estou viciado neste blog!!!
Se carro, definitivamente, não é um investimento, não seria mais vantajoso eu fazer um acordo com um taxista e andar só de taxi? A 6 meses venho somando todas as despesas que tenho com meu carro e vou chegar a conclusão que precisso bater um papo com o taxicista! Imagine o quanto seria bom poder ir ao trabalho sem o medo de ser multado por excesso de velocidade, semáforo vermelho, ou me extressar no trânsito.
Alguém pensa em algo parecido com isso…?
O seu texto é realmente esclarecedor! Por acaso, essa semana eu estou analisando a possibilidade de troca do meu carro, que tem 2 anos e pouco; fiz uma simulação de financimento e fiquei chateada: se eu financiar R$6.000,00 em 24 meses, a uma taxa de cerca de 1,55%, o saldo final será de cerca de 9300,00!
Isso porque, além dos juros de que você falou acima, há ainda a ‘TAC(Taxa de abertura de crédito)’, que todas as concessionárias e bancos cobram, e, nesse caso, é de *R$730,00*(pasmem…), o que encarece ainda mais a coisa.
Por conta disso, se for fazer negócio, já decidi mexer no rico dinheirinho da poupança. E me conscientizar que esse dinheiro é um gasto mesmo, não é investimento, vai para o espaço.
Aí vou continuar poupando para cobrir o rombo.
Abraços!
[...] carro acabará custando R$ 40.371,64 ao final dos sete anos. Estou falando de sete anos. Isso é loucura. Qual foi a última vez que você esperou sete anos para trocar de carro? Se você ainda não tem [...]
Oi pessoal!
A algum tempo tenho pensado em comprar um carrinho. Depois que me separei, minha vida ficou complicada sem o carro( que ficou com o ex) e com duas crianças. Por mim, não me importo muito de ficar sem carro, mas pelas crianças faz falta. Se tivesse carro posso vir almoçar todos os dias com elas, passear mais, e levá-las e buscá-las na escola em dias de chuva…Mas uma coisa ainda me dói: “carro não é investimento”…O nosso dinheiro(da minha pequena família) está todo aplicado em investimento, e tá rendendo, e bem na bolsa de valores, o que é muito mais que qualquer outra aplicação tradicional, eu tô falando de uma média de 3% ao mês. Acredito que até o fim do ano tenho o dinheiro para comprar a vista…Porém lá se vai meu investimento e rendimentos…Entra a dúvida cruel…Compro o carro, ou reservo dinheiro para táxi e deixo o dim-dim lá rendendo? Que fazer?
Maria,
não recomendo a compra do carro.
Vamos supor que você tenha lá seus R$20.000,00
Eles rendem 3% ao mes? São R$600,00.
Agora pense, quandos dias chove no ano? Um taxi no valor de R$ 20,00 não resolve o problema?
Do mesmo modo, imagine que seu dimdim rendesse “somente” 1%. São R$200,00. Você pode tirar R$100,00 para o transporte dos passeios com as crianças, e ainda lhe sobrariam mais R$ 100,00 para investir.
Se é todo o dinheiro que vocês tem, não aconselho de jeito nenhum a compra. O carro vai gerar mais despesas!
Recomendo também que reveja o investimento. Se esse for realmente todo o dinheiro que você possui, procure por investimentos um pouco mais conservadores. A bolsa não será sempre alegria.
Mesmo você não tendo os 20mil, talvez metade, 10mil. Na minha opnião ainda não compensa.
Pense bem, aposto que sem o carro, você conseguiria ainda “guardar” uma graninha todo mês. Já com o carro…
Agora, você deve por do outro lado da balança a felicidade de passar mais momentos com seus filhos. Isso não tem preço.
Oi Edwardes,
Obrigado pela sua opinião…Tenho realmente que pensar…Só que o rendimento em bolsa não é bem dessa forma que você “embolsa”. Para eu obter o lucro tenho que realizar o papel, mas isso é assunto para outro papo.
Quanto as alegrias ou não da bolsa, você está certo, em termos…Realmente ela não rende sempre e como deve ter visto despencou em agosto, mas dá para controlar um pouco mais a queda colocando stops…
Voltando ao carro, meu foco realmente são as crianças…
E por isso as dúvidas…Hoje mesmo gastei sem culpas o dinheiro do táxi para almoçar com elas.
Vou ainda amadurecer essa idéia…
Beijos
Navarro,
Fiquei até deprimida depois que li estes textos. Acho que fiz besteira com o dinheiro extra que ganhei. Fiz um consórcio de imóveis - crédito de R$ 70.000,00. Tenho R$ 26.000,00 para dar de lance. Ainda não fui contemplada. São 144 parcelas e já paguei 03. As 04 primeiras parcelas são R$ 789,00 e as demais serão R$ 601,00. Enfim, desisto deste consórcio e invisto este dinheiro? Por favor, me dê uma luz!!!!
QUE MASSA, graças a Deus que eu achei esse site. Hj eu quase fiz uma besteira, assinei o papel, mas ainda dá para desistir. Ia comprar um ka 97 sem entrada em 42 de 449,00. O carro é 11,990, ou seja seria 7000 de juros, quase 7 meses do meu trabalho, suor de 7 meses para encher o bolso dos banqueiros. Sempre tem uns doidos que me aconselharam a comprar, que pobre só compra se endividando enfim…Ainda bem, que achei esse site, amanhã cedinho ligo para lá e digo que ocorreu um imprevisto, que não vou mandar documentação nem nada, e depois vou abrir uma poupança e depositar o valor que eu gastaria no carro, as parcelas mais gasosa, etc. Nossa, me sinto até mais aliviada, sem carro, mas aliviada. Ah e tenho 24 anos e sou bancária, e fiz o curso de uso consciente de crédito no banco em que trabalho e nem acredito a besteira que ia fazer, caracas. Valeu mmo, virei leitora assídua.
Meu problema é o seguinte, peguei uma moto de um amigo que só aguentou pagar algumas parcelas 3 para ser exato, ele me passou a moto e as 33 parcelas restantes, a moto continuará no nome dele? e quais os procedimentos necessários para que não ocorra nenhum problema para mim ou para ele, gostaria muito que fosse no meu nome, pois vai que ele no final das parcelas tente me tomar essa moto.Responda para mim.Obrigado.
Ai… me identifiquei com a situação do Cadu, tenho 22 anos e sonho com meu carro. visto que vivo dependendo de carona dos amigos (pensando pelo lado racional isso é ótimo, economiza, porém é muito constrangedor)
Só que a minha situação é complicada porque sou estágiaria, e não tenho nenhuma garantia para ingressar em financiamentos, sem contar que não tenho disciplina para guardar dinheiro.
Além da poupança teria outro meio para eu investir meu dinheiro e esquecer que ele existe durante 3 anos?
Navarro, vc poderia falar alguma coisa de como IOF influência no finaciamento do carro?
Obrigada!