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Domingão Dinheirama – Independência financeira

11comentários

Liberdade financeiraHelena comenta: “Navarro, parabéns pelo site. Ouvi em uma rádio que há uma regra internacional, usada por especialistas em finanças, capaz de determinar uma quantia mínima para atingirmos a tão querida independência financeira. Isso é fato? Que regra é essa”?

Olá Helena, obrigado pela visita e pelo apoio. É verdade, existe sim uma regra adotada por um grande número de consultores e ela é bem simples: acumule o equivalente a 200 vezes o que você gasta por mês. Alguns especialistas preferem contabilizar 200 vezes a renda mensal. De qualquer forma, um exemplo simples ilustra o que deve acontecer. Se você recebe R$ 5.000,00 de salário, terá que acumular R$ 1.000.000,00 para poder sentir-se “livre”. Isso é muito subjetivo, claro! Mas é uma forma de dar números ao que parece ser apenas um sonho.

Ah, mesmo com essa grana toda, você não deve pensar em sair gastando horrores por ai. A idéia é que este colchão financeiro permita que você possa decidir-se mais tranquilamente sobre seu futuro. Em outras palavras, isso significa manter seu padrão de vida sem, necessariamente, ter um patrão. Quanto mais cedo você se preocupar com sua independência financeira, mais cedo poderá alcançá-la. A regra deve ser usada como expectativa e o valor final trabalhado conforme sua realidade.

Rico escreveu: “Navarro, venho conseguindo poupar e investir quase 40% do meu salário, mas minha esposa gasta todo o seu dinheiro. Ela não se interessa pelo assunto e alega que já faço isso por toda a família. Isso não é justo e gostaria de algumas dicas suas neste sentido. Sinto que poderíamos alcançar nossa independência financeira de forma mais rápida se houvesse maior colaboração em casa. Que situação. Obrigado”.

Rico, eu que agradeço pela visita e pela mensagem. Antes de me aventurar nessa resposta, quero parabenizá-lo pelo enorme esforço e disciplina. Poupar 40% do salário é realmente muito difícil e fará toda a diferença. Bom, sobre sua esposa, a questão é mais delicada do que parece. Arrisco-me a dizer que ambos têm objetivos diferentes no médio e longo prazo e parece que o assunto “dinheiro” ainda é uma caixa preta entre o casal. Pelo que vejo:

  • Faltam metas e objetivos claros de médio e longo prazo. Não há outra forma de defini-los senão através do diálogo. Imagino que sejam recém-casados e há por parte dela um certo deslumbre com a atual abundância de dinheiro, o que não é normal nesta etapa de um casamento. Em suma, é preciso que cheguem a um consenso quanto ao objetivo financeiro do casal e da família.
  • Ela tem dificuldade em manter-se econômica e organizada com suas próprias finanças. Não espere de alguém algo que ele não sabe fazer. Prefira acompanhá-la nas atividades cotidianas, colaborando com pequenas dicas e material sobre educação financeira. Uma boa saída é sentarem juntos para desenhar o orçamento doméstico e estipularem um plano sobre o pagamento das contas, envolvendo dinheiro seu e dela para os pagamentos. Precisam estar comprometidos não só com o casamento, mas com as novidades, exercícios e desafios que ele traz.
  • Há um vácuo de comunicação quando o papo recai sobre as finanças do casal. Isso pode decorrer da formação sociocultural de vocês ou da falta de diálogo sobre assunto desde os tempos de namoro.

Não há muito mais o que eu possa falar sem conhecer mais profundamente a sua realidade, mas saiba que muitos casamentos acabam por problemas financeiros e isso no seu caso é perfeitamente evitável. Não quero decepcioná-lo ou demonstrar pessimismo. Pelo contrário, quero que aproveite plenamente seu casamento. Isso significa ter que lidar com números, contas, investimentos e planejamento financeiro com a mesma dedicação dada ao amor, respeito ou carinho. Boa sorte.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

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  • Luiz Dorça

    Ótimo blog!
    Sou estudante de engenharia da UNIFEI e é legal saber que a universidade está formando pessoas tão competentes como o Navarro no MBA!

    Sobre o post, acho que o Rico deve continuar poupando sem pressionar a esposa, pois ninguém consegue mudar ninguém. O diágolo pode trazer conselhos, mas para que eles resultem numa mudança concreta, isso só depende da pessoa em si.

  • Felipe

    descupe generalizar… mas mulheres realmente tem uma mentalidade muito consumista de tudo o que tem.. mais dinheiro e significado de mais coisas… não pensa a longo prazo.. somente a curtissimo…
    Mas como o amigo disse acima… vale conversa… mas a mudança e pessoal.. só depende da pessoa

  • Navarro

    Fico feliz ao encontrar estudantes e colegas da UNIFEI por aqui. Obrigado pela visita Luiz.

    Sobre mudar uma pessoa, isso certamente é difícil. O que proponho não é que ela seja uma nova pessoa, mas que apenas encare o dinheiro e o objetivo da família de forma mais responsável. Por incrível que pareça, isso não é difícil. A inteligência financeira é passível de aprendizado mesmo nas mais teimosas criaturas. Ainda bem. Abração.

  • Ismael Lima

    Novamente, parabéns!

  • Ana Paula

    Olá Felipe. Ainda bem que já começou se desculpando por generalizar sobre as mulheres. Concordo que algumas ainda se deslumbram com dinheiro, com as coisas e com as compras. Mas generalizar é forte demais.
    O número de mulheres com investimentos em ações ou renda fixa tem crescido muito e isso mostra nossa preocupação com o futuro.
    Minha educação financeira começou quando ainda era criança e hoje, meu namorado e eu sempre conversamos sobre dinheiro e investimentos sem crise.
    Acredito que uma pessoa não muda, mas ela pode aprender, ou pelo menos, compreender.

    Abraços!! Parabéns pelo blog Navarro!

  • SANDRO

    É preciso clocar freios nas mulheres,vamos ver um exemplo de como elas são muito consumistas,veja qto pares de sapatos possui uma mulher,não conheço nenhuma com menos de 20, e nós homens 2 ou 3 no máximo,você vê as lojas de roupas,lojas femininas são um monte espalhasas por ai, enquanto que masculinas são apenas algumas, uma calça jeans feminina aqui em SJCampos-SP custa em média R$60,00 , já a masculina a gente acha até por R$ 20,00 ,mas porque tão mais caro? sendo que o processo industrial é o mesmo,a mão de obra também, e as vezes a calça masculina consome até mais pano? Salão de belaza então,não que eu não ache que as mulheres não devam se arrumar , mas as vezes acho que elas exageram, já as donas do salão comemoram o aumento da lucratividade e coitado do seu Juvenal que tem uma barbearia,que corta 2 ou 3 cabelos por dia! é até engraçado,mas é uma tendência mundial, as mulheres estão conquistando cada vez mais seu espaço e nosso dinheiro,rs!

  • http://www.ondeestaodinheiro.com.br OndeEstaODinheiro

    Eu acho que uma maneira é ter uma conversa franca sobre objetivos de vida. Sobre metas e o que elas representam. Tudo na vida é movido pela relação dor e prazer. Tentar evitar dor e buscar prazer. Você sujeita-se a se sacrificar no curto prazo poupando 40% do seu salário em troca de um prazer maior a longo prazo que é o de alcançar a tão sonhada independência financeira e dai ter tempo e dinheiro para curtir a vida ao máximo. Já a sua esposa prefere ter o prazer de curto prazo de comprar coisas, mas passa a dar a possivel dor de longo prazo de ter que trabalhar pelo resto da vida para pagar as contas. Mostre pra ela o valor de uma pequena poupança. Algo saudável como 10 a 20% dos rendimentos ao longo de alguns anos e ela talvez deixe de comprar alguns pares de sapato ou bolsas para passar a comprar cotas de algum fundo de investimento.
    Quer conhecer um outro caminho para conquistar a independência financeira? Visite o meu site: http://www.ondeestaodinheiro.com.br

  • Josué

    Minha sugestão é que o casal leia o livro: Casais Inteligentes enriquecem juntos. Li, gostei, estou aplicando em minha vida financeira e indico a todos que, como no caso acima vivem em conjunto ou não, mas que seu sucesso está ligado ao comprometimento de outro automaticamente.
    Sucesso a todos.

  • Enteu

    Caro Rico,
    Uma sugestão. Como mesmo disse sua mulher não se interessa por economiar, mas gastar. Sugiro que passe algumas contas para ela pagar, por exemplo o IPVA, condomínio… enquanto vc a torna mais feliz em gastar seu dinheiro vc pode simplesmente guardar esse dinheiro que deixou de gastar.

  • http://ricoquandocrescer.blogspot.com The Naughty Crusty

    Costumo discutir finanças pessoais com minha namorada desde o começo da relação, sendo que hoje moramos juntos e “dividimos” as finanças. As contas são pagas de forma equitativa entre nós, e também temos um planejamento de guardar um pouco todo mês, parte em minha conta e parte na conta dela, sendo que dessa forma ela também vê o “bolo de dinheiro” dela crescer, com rendimentos também crescentes. Ainda assim, temos alguns conflitos quando ela tem um “impulso de consumo”, por vezes comuns, e temporariamente parece que a preocupação de longo prazo parece mais minha que dela. Para contornar isso, usamos um sistema de “mesadas”, em que ambos têm uma mesma quantia disponível por mês, e que podem gastar sem dever satisfação ao outro. Nossos salários são diferentes, mas a mesada é a mesma para evitar o sentimento de “injustiça” eventual. Faz um ano quase que começamos a usar esse sistema, a planejar o sonho de independência financeira e também planos de longo, médio e curto prazo – até o momento, parece funcionar bem. Em qualquer caso, tive contato com casais que tinham sérios problemas com dinheiro, e a tática do “meu dinheiro e seu dinheiro” não se demonstrava muito efetiva. Creio que o diálogo seja fundamental para alcançar um equilíbrio, e definir objetivos comuns é o primeiro passo para o sucesso (inclusive financeiro) da relação.

    Abraços!

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