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Desafio do leitor: Conta conjunta ou não?

24comentários

Casamento e Dinheiro! Casais e suas Finanças!Artigo escrito pelo leitor Arthur Gouveia*

Fiquei impressionado com a receptividade e repercussão, do artigo anterior “Parcelar desejo ou parcelar conta?”, no que se refere à forma como eu e minha esposa tratamos a compra de móveis para a casa. Assim, resolvi falar um pouco mais sobre as finanças no dia-a-dia de um casamento.

Uma das grandes causas de brigas entre casais é a famosa conta corrente “no vermelho”. Isso não é novidade para ninguém. Quem nunca discutiu com um(a) parceiro(a), por questões financeiras, que atire a primeira pedra. Eu, um cidadão casado e sem formação psicológica, acredito que as coisas poderiam ser amenizadas ou mesmo resolvidas com um pouco mais de comunicação e diálogo.

Você sabe o quanto seu(sua) parceiro(a) ganha?
Nem todas as pessoas gostam de divulgar seus rendimentos, mas isso é fundamental para que o casal possa se planejar financeiramente. Tudo fica pior quando o “bolo” cai em uma conta conjunta. O Navarro já falou sobre finanças para casais em um post muito interessante, onde defende o uso da conta conjunta. Tudo bem, paga-se menos tarifas nos bancos, mas eu e minha esposa não usamos de tal “facilidade”. Que bom que é possível discordar dele, em seu próprio blog. Ao invés de usar uma conta conjunta, dividimos as despesas.

Uma fórmula simples (e pessoal)
O uso de uma conta conjunta exige muita dedicação e comunicação. Lembre-se de que parte de suas receitas deve ser gasta com você! Isso mesmo, com você! Eu sempre digo que, ao casar, três novas entidades tomam forma: ele, ela e ambos. Não perca sua individualidade. Claro, parte das receitas de cada um deve ser gasta individualmente, parte deve ser usada em gastos comuns e parte em investimentos pensando no futuro.

Aqui, cada um tem uma certa quantidade de contas a pagar. Eu pago a Internet, o financiamento do apartamento e o condomínio. Ela, a energia. O supermercado pagamos com um cartão de crédito exclusivo e, assim como o telefone, pagamos no esquema “um mês eu, um mês ela”. Utilidades domésticas são responsabilidade dela, desde que o preço esteja dentro do orçamento. Se for algo de valor substancial, sentamos e negociamos. O cinema, o jantar, os passeios, ficam quase sempre por minha conta. As vezes ela paga, as vezes cada um paga o seu.

Sobra alguma coisa?
Depois de pagas todas as contas e satisfeitas as condições de investimento, o que sobra do salário (e sempre sobra!) é de cada um. Eu faço com meu dinheiro o que eu quiser. Ela tem a mesma atitude com o dinheiro dela. Eu tenho uma estratégia de investimentos, ela tem outra. Ela adora comprar sapatos, eu adoro comprar livros. Ela investe na caderneta de poupança, eu invisto em ações. Conversamos e pesquisamos muito antes de comprar algo e, no fim, dividimos as contas.

O segredo está no papo
Converse com seu(sua) parceiro(a). Deixe claro seus projetos e objetivos. Fale sobre o carro que você quer comprar, sobre o lindo vestido que te chamou a atenção, sobre o plano de previdência que pretende contratar. Converse, fale de seus projetos, desejos e necessidades. Fale de dinheiro. Peça para dividir as contas. Não é questão de vergonha, mas de inteligência financeira. Claro, tente dividir de forma justa. Se você ganha mais, deve pagar mais!

Casar é vantajoso financeiramente. Para os dois! É melhor, e mais fácil, manter uma casa usando o trabalho em equipe. Isso se chama economia de escala. Resumindo, case, abra os valores de seu contracheque, divida as despesas, invista um pouco para o futuro e o que sobrar é seu. Use com moderação.

————–
* Nota:
A opinião do leitor não representa, necessariamente, a opinião do autor do blog, Conrado Navarro. Este espaço é aberto a todos que queiram participar. Envie seu artigo para avaliação e tenha sua história publicada. A discussão em torno da educação financeira só tende a melhorar suas decisões. Vamos lá, o que está esperando?

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

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  • Link Curto: http://bit.ly/xSa4lN
  • Simone

    Gostei muito do texto. Infelizmente em casa a coisa não funciona assim. Sou casada. Meu marido, para simplificar as coisas, me “dá” boa parte de seu salário e eu, sozinha, que faço todos os pagamentos de contas, compras de supermercado, passeios, tudo. Decido o que pagar, o que comprar.
    Sinceramente eu não gosto disso, pois fica tudo na minha responsabilidade, eu preferiria dividir as contas, as responsabilidades.
    Ele não tem noção de quanto pagamos de água, luz, telefone, de mercado. Não sabe o que compro, o que desejo comprar, o que deixei de comprar. Não sabe se guardo dinheiro ou se desperdiço-o. Para ele a situação é bastante cômoda.
    Mas é assim desde o início e acho difícil mudar. Mas vale a pena tentar.
    Parabéns pelo texto e atitudes. Um abraço.

  • http://stdby.blogspot.com/ Fernando

    Eu sou solteiro…fazer o q?…
    Mas lembra aquele livro…Casais Inteligentes Enriquecem Juntos…
    Quando casar eu compro…rs
    Pq o rss já tah assinado!
    belo blog!
    abs

  • http://www.fazedordesite.com Rodrigo Fante

    Eu e minha esposa temos uma relação de total transparência nesse sentido.
    Ela sabe quanto eu ganho, eu sei quanto ela ganha.
    Até por vivermos fora do Brasil e estarmos tentando juntar um pé de meio pra fugir logo de volta pro Brasil.
    Nos recebemos nossos salários na mesma conta corrente, ou seja, tudo se junta ali.
    Pagamos as contas daquele dinheiro.
    Saimos, jantar , mercado, luz, agua etc.. tudo sai dali.
    Compras pessoais idem, roupas, calçados, sempre tudo comprado quando necessário, por enquanto não nos damos ao luxo de nos darmos a luxos.
    O que sobra investimos de comum acordo.
    Tudo planejado e já decidido em conjunto também, isso é bom para quem esta passando uma fase onde os 2 devem se policiar e investir juntos para crescerem.
    Mas também já temos decidido que chegando no Brasil, cada um ganha o seu, recebe onde quiser, dividimos as contas e o que sobra gasta como quiser, independência é fundamental.
    Pois é chato você querer comprar uma roupa e ter que pesquisar antes com alguém, mesmo tendo dinheiro.
    Funciona quando os 2 tem objetivos fixados no mesmo horizonte como nos, mas sei de muita gente que sofre com isso.
    O mais importante não é o que decidir, mas sim conversar e decidir o que é melhor para os 2.

  • Arthur Gouveia

    Simone,
    Acho que realmente a situação é bastante cômoda para o seu marido, mas também para você. Acho que o esquema aí é “toma um dinheiro pra não dizer que não te ajudo e aí você não me perturba com o jeito que gasto o MEU dinheiro”. Converse sobre isso. Se ele não sabe como estão as contas, você provavelmente não sabe como ele gasta o dinheiro. Fica uma relação sem transparência. Só recomendo cuidado. Homem é muuuuuito defensivo nesses assuntos. Não chegue com a história “precisamos conversar. Você sabe quanto ficou o mercado semana passada?”. Vá devagar, mostrando as contas, conversando sobre as finanças sempre que houver uma oportunidade. Faça isso como se fosse parte do dia-a-dia. Apareceu uma notícia no jornal, comente. Mostre um post interessante aqui no Dinheirama. Vá devagar, mas o importante é o primeiro passo.

    Fernado, case logo rapaz! É muito bom. Foi a melhor coisa que já fiz na vida e nem é tão caro assim. Quando eu falei em “economia de escala” estava falando que é mais barato dividir o aluguel por dois, a conta de energia, as utilidades domésticas. Vale a pena.

    Rodrigo, você está no caminho certo. Mantenha os objetivos e volte logo pro Brasil. Quem está como vocês deve economizar em tudo o que é possível. Isso inclui as tarifas bancárias, mas cuidado para isso não gerar confusão do tipo “Pô! Mês passado você comprou um sapato, dessa vez eu VOU comprar uma roupa para mim!”

  • http://www.produzindo.net/ Bernardo Pina

    Estou em vias de me casar e esse é um ponto que ainda não me decidi. A idéia inicial era fazer uma conta conjunta e transferir nossos salários quase todos pra lá, deixando apenas um X (algo em torno de 300/400 reais) na conta de cada um para gastos pessoais.

    Não sei se é uma boa idéia, nunca me casei. Mas é uma idéia que estamos considerando…

  • Arthur Gouveia

    Bernardo, acho que essa é a pior decisão a tomar. Não sei se o Navarro concordaria comigo, mas nesse caso ao invés de manter um conta conjunta ou duas individuais vocês iriam manter TRÊS contas! Três tarifas, três controles, três tudo! Acho melhor separar as despesas e manter as contas individuais.

  • Navarro

    Bernardo, não existe certo e errado. Existe conforto e comprometimento. A fórmula apresentada pelo leitor Arthur funciona pra ele, mas não é regra. Casamentos recentes e de pouco tempo funcionam muito bem da forma que ele apresentou, mas nem sempre continua assim ao longo dos anos. A individualidade passa, sem que perceba, a ficar cada vez maior e algumas discussões acabam acontecendo por conta disso. A experiência dos consultores neste sentido demonstra o fato. Portanto, continuo indicando que haja uma conta conjunta, acompanhada de perto por ambos.

    Arthur, entendo seu ponto de vista e acho super válido e por isso achei legal publicar o artigo. Sim, haveriam três controles, mas um deles seria compartilhado e motivo de comprometimento TOTAL de ambos. As tarifas são um problema, mas são mais baratos que os problemas que vejo na prática quando o casamento já tem alguns bons anos e um começa a duvidar da conta do outro, dos gastos etc. No começo é uma maravilha. Analise por esse lado e converse com alguns casais casados a mais tempo. Um artigo do Cerbasi fala mais sobre finanças de casais. Abraços e obrigado mais uma vez.

  • Arthur Gouveia

    Navarro, você tem razão e eu também tenho! O que vale é essa troca e experiências e o Dinheirama está se tornando uma grande fonte de aprendizado para todos. Como eu disse não estudei finanças e nem tive uma boa formação nesse assunto. Eu e minha esposa namoramos por 10 anos (!!!) antes de casar e essa forma foi a que melhor funcionou para nós. Acredito que, no futuro, a fórmula atual possa não funcionar. Aí é hora de fazer o que mais faço com minha esposa: conversar. Acho que a transparência e a honestidade são fundamentais. Hoje não acho que haja a possibilidade de um duvidar dos gastos do outro já que pagamos tudo o que há para pagar antes de começar o uso individual do dinheiro. Mas no futuro, quem sabe o que pode acontecer?

    Estourei o orçamento para livros no mês de agosto. Agora em Setembro acho que comprarei o livro do Cerbasi.

  • Lúcio Costi Ribeiro

    E no caso de ganhos variáveis? Se o marido tiver salário fixo e a mulher variável? Aí acredito que o melhor é dividir as despesas. O que vocês acham?

  • http://www.internetcredito.com.br Rodrigo Varandas

    Parabens Conrado seus posts são instigantes. Sou 01 assinante deles. Quero solicitar sua intelecção em ”TI” e ”econômia” para preparar (POST) algo referente a o ramo de ”crédito virtual”. Poucas informações sobre este assunto estão disponível na INTERNET, acho que tem haver com o BLOG DINHEIRAMA. Valeu e bons trabalhos…

  • http://palavrafinal.zip.net Ricardo Luis Pereira

    Maravilhoso esse debate, sinceramente acho que todos as “teses” apresentadas são válidas e totalmente viáveis. No final o que realmente importa no casamento é a abertura que deve existir entre o casal, para principalmente se discutir a questão DINHEIRO, o que fazer, como fazer, e por quê fazer cabe a cada um definir qual seu caminho, dependendo do seu planejamento financeiro (esse sim fundamental e que deve ser um único) conceitos como cortar gastos, estabelecer um orçamento onde os dois saibam quanto é a conta de luz, telefone, condomínio etc. Pois os investimentos só virão quando esse controle for uma atividade não tão romantica, mas que deve ser prazerosa para os dois.
    Um abraço a todos, e parabéns pro Navarro … o dinheirama esta cada dia melhor.

  • Cristina-sp

    Para mim é ponto pacífico: conta conjunta nem morta! Gosto de ter controle sobre o meu dinheiro. E ademais: vocês ja imaginaram se o marido ou a mulher adquir uma dívida e for processado na Justiça? A penhora vai ser direto na conta, valor total. Não há divisão de dinheiro ou de responsabilidades na conta conjunta. VAi tudo no rolo, não adianta espernear.. Tô fora!!!

  • http://www.abruno.com Alysson Bruno

    Bom, aqui em casa usamos duas contas conjuntas, uma dela (titular principal) e outra minha. Nossos salários são utilizados conjuntamente, mas quem decide tudo sobre os dois salários sou eu, é um peso enorme, mas já tentamos diferente e não funcionou (minha esposa tem a tendência a achar que se o dinheiro está na conta é por que pode gastar, ela não sabe muito bem o que é fluxo de caixa).

    Acho que cada casal tem seu método de repartir receitas e despesas, mas o principal é que o fator financeiro não atrapalhe o amor que há entre ambos. Nunca fiz um estudo aprofundado sobre o tema, mas arrisco dizer que é bem provável haver mais separações por questões financeira que por outros motivos.

  • http://endinheirado.wordpress.com Arthur Gouveia

    Alysson. Cuidado. Deixar todas as decisões financeiras a cargo de apenas uma pessoa pode ser perigoso. Se funciona para vocês, ótimo, mas que tal conversar com sua esposa? Ensinar a ela o que você sabe, aprender com ela, compartilhar conhecimentos, acessar o Dinheirama, o http://endinheirado.wordpress.com e discutir os artigos, conversar sobre os planos futuros, sobre os objetivos. Separe uma quantia mensal para investir.

    Um abraço.

  • Rafael

    Ótimo texto! Conheci a pouco o tempo o site, estou planejando meu casamento, e eu e minha noiva temos uma mente bem aberta para tudo, além de termos uma ótima comunicação…

    Estão me ajudando muito! Obrigado!

  • Al Basilio

    Esse casal Gouveia é de paulistas? Só paulista dividi contas de restaurante e de casa. Cada um paga o seu entre amigos só em Sampa. Se é pra ficar cada um por si não preciso de ninguem do meu lado.
    Al Basilio

  • http://nanalutz.blogspot.com Nana

    Eu pensava assim, preferia contas separadas e divisão de despesas. O problema é que ele é muito desorganizado com dinheiro, guarda cheques que recebe e esquece de depositar, esquece senha de cartão, deixa o dinheiro “espalhado” pela casa e se atrapalha com coisas de banco. Resultado, mesmo tendo dinheiro, ele não consegue usá-lo direito e eu que me ferro tendo que pagar as coisas. Daí sugeri o uso de conta corrente, pois aí coloco o dinheiro dele na poupança pra render (ao invés de ficar rolando pela casa). E não há brigas na hora de pagar as coisas.
    O lado negativo é esse de precisar consultar na hora de comprar algo, mas como não sou muito consumista (nem ele), isso não é muito problema. Não costumamos gastar sem necessidade.
    Cada caso é um caso. :)

    Obs: já conversei milhões de vezes com ele na tentativa de auxiliá-lo a gerenciar melhor o dinheiro e a conta dele, mas não deu certo. hehe
    Por isso tomei essa medida “drástica”.

  • http://nanalutz.blogspot.com Nana

    Obs: já conversei com ele um milhão de vezes na tentativa de auxiliá-lo a gerenciar melhor o dinheiro dele, pq nem ele nem eu temos idéia de quanto ele tem. Mas não adiantou, continuou tudo uma bagunça e eu sempre falando e tendo que pagar as coisas no fim das contas.
    Então tive que tomar essa atitude “drástica”.
    Ainda espero conseguir ensiná-lo a lidar com essas coisas, mas pelo menos, enquanto ele não aprende, eu gerencio as coisas e não fico pagando tudo sozinha.

  • Al Basilio

    Casamento é a união tanto nos bons momentos e tambem quando seu marido precisa de voce ou casou com ele porque ele tinha dinheiro e podia te dar padrão? Se sou ele cairia fora tbm e logo. Deus abençoe as cariocas!

  • Cris

    Gostaria de saber a opinião de vcs qto manter uma conta conjunta onde eu ganho bem mais que meu noivo e ele divulga o valor dos nosso rendimentos pra seus familiares, inclusive senha da conta. Já pensei em voltar atras e desfazer o “acordo” até porque ele não concorda que sendo “nosso” dinheiro, só cabe a nós dois acompanhar e controlar. O objetivo inicial dessa conta foi poupar para comprarmos nosso imóvel e iniciar um financiamento talvez. Mas parece que o saldo está vislumbrando ele e ele já fala em caso não dê certo, a família vai requerer a parte que é dele. enfim, rumores de que não é mais dos dois, e sim apenas na mesma conta o dinheiro de cada um. Isso me preocupa, ate porque não bloqueamos o saque por um dos titulares, se ele quiser retira algo, ate poderia. Me orientem, por favor! Valeu, obrigada!

  • Marcela

    Eu namorei o meu marido por 8 anos e estou casada há quase 3 anos e me casei com separação parcial de bens. Meu marido tem uma família sem condições e quando morava com seus pais ajudava nas despesas de casa e nunca conseguiu juntar nada por conta disso. Então eu propus a ele, já que ele não consegue juntar dinheiro ele pagaria todas as contas de casa quando nós casássemos para eu poder juntar para nós dois, já que casamos com separação parcial de bens (tudo que eu conseguiria depois do casamento é dos dois). Eu consegui um trabalho bom para ele, ganhei um apartamento dos meus pais logo não precisamos pagar aluguel e ainda não temos filhos. Porém meu marido ganha bem mais que ele gasta e mesmo assim não junta nada, já conversamos várias vezes e este assunto só nos desgasta, é muito chato esse tipo de conversa. Ele não sabe controlar o dinheiro não sabe bem qto ganha e nem aonde gasta tanto para não sobrar nada. Logo ele me propôs o seguinte: Montarmos duas contas conjuntas onde eu gasto todas as minhas despesas no cartão dele e assim eu consigo juntar mais. E ele tem acesso a minha conta, pois casar com separação parcial de bens não o garante que ele terá acesso a minha conta. Odeio mesquinharia entre casais de dividir tudo, mas, ao mesmo tempo, que eu entendo esse pedido dele para ele ter garantias já que se separarmos algum dia (espero nunca acontecer) ele não fique sem nada, eu tb tenho medo, não pelo caráter, mas pelo descontrole e desorganização dele com o dinheiro. Estou realmente com dúvida qual seria a melhor opção, já que não gosto dessa separação financeira e mesquinha, mas ao mesmo tempo não acho justo correr o risco de perder tudo que consegui juntar, já que sou uma pessoa organizada e controlada. Não quero que este tipo de coisa atrapalhe o nosso casamento, pois apesar desse jeito descontrolado que ele tem, eu o amo muito.

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