É hora de gastar mais, muito mais!
Publicado por Conrado Navarro em 18.09.2007 na seção Educação Financeira, Finanças Pessoais
Artigo escrito pelo leitor Marcos Oliveira*
E-mail: marcosoliveiras [arroba] gmail.com
Sou leitor deste blog há quase três meses e acredito que, como muitos outros leitores assíduos, as dicas e orientações do Navarro já passaram a fazer parte do cotidiano, seja para tomar uma decisão, seja para tomar a decisão de não decidir. Recentemente, enviei uma mensagem comentando sobre algo que ouvi de um consultor financeiro - Marcos Silvestre - e fui convidado a escrever algo sobre o assunto. Bem, vou tentar ser simples e objetivo como o autor deste blog.
Verão que o assunto é simples, mas, com frequência, não damos a devida atenção. A sugestão do especialista é que gastemos mais! “Espere aí ! O blog é sobre educação financeira, fala sobre orçamento, poupança, investimentos e você vem falar que devemos gastar mais?” Isso mesmo. Calma, o “gastar mais” tem um sentido completamente diferente hoje. Depois que ouvi a sugestão desse consultor financeiro, passei a refletir acerca dessa sugestão e vi o quanto estava gastando pouco. Então, aos poucos, passei a mudar minha estratégia e a seguir seu conselho: já estou gastando bem mais. Confuso? Vamos lá.
No tempo de nossos avós…
“Quer dizer que está sugerindo que não devo me preocupar com o futuro ou com meus investimentos? Não devo mais me preocupar em economizar?” Não. Absolutamente, não. Quando digo que precisamos gastar mais, não faço referência a gastar o dinheiro que temos economizado, nossos investimentos, nosso futuro. Nada disso. Digo que precisamos voltar o que faziam nossos avós: quando compravam algo, usavam até gastar!
Nossos avós tinham (ou têm) o bom hábito de só comprar algo novo quando o antigo realmente não atendia (atende) mais suas necessidades, quando não realizava (realiza), de forma satisfatória, sua função. O sapato é usado até gastar a sola. A roupa, até não servir mais ou até ficar desgastada. Com isso, eles não precisavam se preocupar se uma nova coleção foi lançada ou se sua roupa/calçado já não estão “na moda”.
Você quer? Precisa? Mesmo?
É isso que venho tentando fazer depois que ouvi este conselho. Não compro mais uma roupa só porque penso que minhas roupas já estão velhas demais (ainda que tenham sido compradas há dois meses ou menos). Não fico mais fascinado com o novo modelo de celular que foi lançado, com várias funções que não vou precisar. Aliás, não me preocupo se os outros vão pensar que estou com um modelo ultrapassado, que não tem câmera digital, mp3 ou qualquer outra função dispensável que julgam essenciais no tal investimento (se é que isso pode ser classificado como um investimento).
Afinal, se só uso o celular basicamente para originar e receber ligações, pra que vou me importar com tudo isso? Agora, reflito mais quando sinto-me tentado a comprar e me pergunto várias vezes se eu realmente preciso desse ou daquele produto. Se a resposta for sim, ainda me pergunto se estou mesmo precisando disso agora ou se posso esperar mais um pouco. Geralmente, percebo que não preciso comprar ou que a compra pode esperar mais um pouco.
Reflita antes de comprar!
Quantas vezes você já comprou alguma coisa e se arrependeu logo depois, porque perdeu o encanto com pouco tempo de uso? Quantas vezes comprou um tênis, um sapato, uma calça ou qualquer outra coisa que só usou uma ou duas vezes, esquecendo-a no canto depois de um breve intervalo? Quantas vezes você foi ao shopping “somente para passear” e acabou comprando algo que, depois, percebeu que realmente não precisava?
O que estou tentando fazer é reduzir as compras baseadas no simples prazer de possuir algo, sem verdadeiramente usufruir deste produto. Por exemplo, pensei várias vezes em comprar um carro. Depois de avaliar o quanto realmente queria ou precisava dele, percebi que carro não é investimento (como o artigo que já foi publicado aqui no Dinheirama) e que só queria ter um veículo pelo simples prazer de possui-lo, sem necessariamente precisar dele (não naquele momento).
Não confunda tudo isso com avareza!
Quando realmente preciso de algo, eu compro. Mesmo. Também não sofro privações, sem me permitir um momento de lazer ou diversão. Não estou me tornando um avarento, mas apenas aproveitando por mais tempo as coisas que comprei com tanto sacrifício e fazendo com que essa compra realmente valha a pena. A roupa que só usei uma vez e não sinto mais a mínima vontade de usar, faço uma doação (ou vendo). Algumas pessoas não estão preparadas para esse choque de realidade e de raciocínio financeiro e, por vezes, preferem creditar essas ações ao lado “pão duro” das pessoas. Tudo bem.
Reforçando…
Use mais aquilo que você compra. Avalie se precisa mesmo comprar o novo produto, pergunte-se várias vezes sobre essa “necessidade”. Se for preciso, entre em conflito consigo mesmo e não tenha preguiça de ficar se questionando. O preguiçoso compra o que vê pela frente, sem ao menos pesquisar mais. Imagine o quanto ele não compra errado. Acho que já escrevi bastante. Espero ter conseguido contribuir com aqueles que sofrem desse mal chamado “consumismo”, palavra que resume essa síndrome do século XXI.
Tudo conspira para que você tenha vontade de adquirir as coisas de imediato, sem ao menos pensar sobre sua real utilidade. No trabalho, procuramos alternativas para que a empresa não desperdiçe recursos. Não parece incoerente? Será que pensamos muito nos outros, na sociedade, no todo e não pensamos no que há de mais importante? Nós mesmos! Comprar, comprar, comprar… Tô fora!
————–
* Nota: A opinião do leitor não representa, necessariamente, a opinião do autor do blog, Conrado Navarro. Este espaço é aberto a todos que queiram participar. Envie seu artigo para avaliação e tenha seu texto publicado. A discussão em torno da educação financeira só tende a melhorar as suas (as nossas) decisões. Vamos lá, o que está esperando?
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[...] post by Navarro and software by [...]
Concordo e discordo com alguns pontos. Você fala que não está se tornando um avarento, mas se vc pensar direitinho está sim! Eu sou daquelas pessoas que gostam de coisas novas, mas essenciais, como por exemplo uma roupa: uso e compro outras para ter mais opções na hora de vestir e não apenas uma para ser usada até o final da sua vida.
Não sei se este de usar até acabar é um fator importante para o nosso bolso, pois se pensarmos desta forma nunca que iríamos trocar de televisão a cores ou a preto e branco (como antigamente). Acompanhamos o que a sociedade tem de novo e o que nos faz sentir bem em relação ao novo.
O que você prefere? Ser taxado como cafona ou como “da moda”?
Ola Marcos, muito bacana seu artigo.
Na verdade ouvi também o conselho do Prof. Marcos Silvestre na rádio BandNews, onde ele assina uma coluna diária. E como você comecei a fazer uma profunda reflexão nos meus hábitos e hábitos das pessoas quanto ao gastar mais. Justamente, por isso podemos partir para uma complementação a essa necessidade, ” Desperdiçar menos”.
Quem, ao ver o tubo de pastas de dente com um pouco de pasta, mas não expreme e abre uma nova, quem usa o sabonete até o fim (lembro que o prof. Silvestre usou até esse exemplo) ?
Mas vou mais além, quem já teve a oportunidade passar por uma feira no final das atividades, e não reparou a quantidade de alimentos jogados fora, desperdiçados ?
Ou mesmo em um restaurante a quantidade de comida jogada fora …
Tenho um amigo que já está há alguns anos no Japão e recentemente, de férias no Brasil trouxe um amigo Japonês genuino, e o mesmo não acreditou indo numa feira a quantidade de alimentos deperdiçados.
Esse assunto mexe com todos nós, e é sim uma verdadeira lição de finanças pessoais, independente se você preferir gastar mais ou desperdiçar menos.
abraços,
Ricardo Pereira
Emmanuel, obrigado pela visita. Entendo que a linha é tênue, mas a sugestão do Marcos é profunda no sentido de nos fazer pensar mais em nós que nas pessoas à nossa volta. Há um “quê” muito subjetivo na decisão de trocar um bem, uma roupa ou um produto, concordo com você, mas o ponto crucial levantado é a compra desnecessária de um novo produto ou serviço. O gasto supérfluo é o que mais corrói o orçamento doméstico e é que gera maior discórdia nas consultorias. Ninguém admite que gasta mais do que precisa e sempre se baseia da prerrogativa do “não querer viver pensando só no depois” podendo “gastar comigo mesmo agora, realizar desejos”. Não é bem assim. Justificar o gasto dando assas ao consumismo é como querer apagar incêndio com álcool.
Repare na sua pergunta sobre ser cafona ou “da moda”. A sociedade exige muito de nós e acabamos por viver mais para ela que para nós. É psicologia pura, precisamos ser reconhecidos, está certo. Mas quando se trata de seu dinheiro, não existe cafona ou “da moda”, mas sim objetivos, patrimônio, educação. A sociedade não quer que você pense nisso, ela quer que você faça crediário, troque sua geladeira todo ano e compre roupa todo dia. Separar a psicologia do cotidiano das finanças é fundamental. Claro, não é fácil. Eu, você, todos nós caímos nessas armadilhas, mas é preciso decidir viver fora delas e não habituar-se às suas consequências. Adorei seu comentário, a discussão é excelente para todos nós. Forte abraço.
Emmanuel, como vai?
Boas suas indagações. Acho que você até tem suas razões. Por isso, o ideal é você ter um orçamento doméstico que viabile a aquisição dos produtos que você considera necessário. Dentro de sua planinha coloque lá despesas pessoais (roupas, acessórios, etc) e disponibilize um valor mensal para seus gastos. O que os Marcos sugerem é que você necessariamente, só pela febre consumista não gaste esse dinheiro, só pelo prazer de gastar.
Você exemplificou a moda como exemplo, ok? Vamos lá, se você tem 10 calças, para que comprar uma Décima primeira? É claro é um ponto de vista e tem uma importância fundamental seu comentário, mas a grande sacada do artigo é usar não só o dinheiro com sabedoria, mas aprender a usar o que o dinheiro nos propicia, que no caso das diversas calças, você acabará nem tendo a chance de usa-las, de maneira que satisfaça sua necessidade de não ser cafona.
Ricardo
1. Cafona “nem tanto” - Rico???
2. “Da Moda” - que vive apertado pq gasta boa parte do orçamento querendo andar na moda???
Eu fico com a primeira opção!
E vocês?
Não tem nada mais “na moda” do que ter dinheiro no bolso…. “Cafona” é crediário de 10-12 vezes pra ter um celular cheio de funções que não são utilizadas. rsrsrsrs
Marcos, você exprimiu em palavras um conceito que já uso na minha vida, e que não me arrependo de seguir.
Quanto menos tempo e dinheiro eu gasto com supérfluos e afins, mais sobra para fazer o que realmente gosto.
E não há nada mais “na moda” do que isso.
Ok, posso até ter exagerado na questão do cafona e fugido um pouco sobre o tema principal, mas o que me fez comentar isto foi o trecho onde fala pra você usar até acabar, ou seja, mesmo que uma coisa esteja super-ultrapassada você deve continuar usando pois atende as necessidades naquele momento. Mas vamos imaginar assim: se nós nunca tivéssemos buscado a “atualização” continua da nossa vida, estaríamos usando ainda o Windows 3.11 ou o velho diskman, no lugar de um mp3 player.
O exemplo da roupa foi só um que imaginei na hora, não quer dizer que sou consumista a ponto de comprar mais uma calça, mesmo tendo 10 em casa, o que eu falo é que por que não ter mais de uma calça para ter mais opções e quem sabe “durar mais” do que comprar apenas uma que poderíamos usar por muito tempo?
O que Navarro levantou sobre a sociedade preconceituosa é sim um fato verídico, mas acho que isto é tema para uma outra discussão.
Abraços.
Manoel, tudo bem?
Não falei em ficar individado até a morte comprando coisas, mas o que eu digo é que se você tiver um dinheiro de sobra, invista em você mesmo, não guarde para sempre. Eu sou contra a compra por prestação, isto sim é um consumismo. Mas eu não falei nisto em momento algum.
Abraços.
Que discussão bacana! A calça que estou usando nesse momento está quase precisando ser trocada. O sapato já tenho a cerca de três anos. O sapato anterior usei até estragar o solado e mandei reformar. Nunca comprei e nunca comprarei roupa da moda. A moda acaba e a roupa não!
Celular? O meu comprei por R$50,00 a uns três anos, sem câmera e sem MP3. Só troquei pois quis mudar da Oi para a TIM devido a maiores vantagens em viagem e esta operadora meu deu um desconto de 75% no preço do aparelho. Não pretendo trocar novamente tão cedo! Mas e o MP3? E a camêra fotográfica com flash embutido e zoom de 10x? Hoje dá pra comprar o celular basicão, o MP3 e a câmera de 3MP por menos de R$700,00. Se for comprar um super telefone vai pagar quase R$2.000,00!
Sou avarento sim, e daí? Tô com o Marcos e não abro! Tô com o Navarro e não abro! Tô com o Dinheirama sempre!!!
Só lembrando, consumir menos, consumir consciente, além de fazer bem para o bolso faz bem para a sustentabilidade do mundo.
Interessante como todos falaram de economizar no uso, se troco ou não troco um bem usado por um novo. Mas voces já pensaram em economizar naquilo que voces usam todo dia? Agua, luz/eletricidade, combustiveis etc? Vai aí uma dica: Captei agua da chuva numa caixa de 5000litros, uso pra casa, carro,jardim e lavagem de roupas. Coloquei energia solar e praticamente aposentei o chuveiro eletrico; com o GNV economizo R$300,00/mes. Tudo isto fez parte da redução de custos e na maximização dos lucros entrei de cabeça na bovespa, entro na baixa e só saio com o lucro no bolso. Isto tudo reunido praticamente me deu um aumento de 40% sem depender da boa vontade da empresa.OK . Experimentem porque é muito bom!!!Atenção, o site abaixo é apenas pra começar, ou seja estou aprendendo agora como trabalhar os softwares que criam os sites, portanto nada têm a ver com o tema ok. Futuramente pretendo estar criando um site sobre o assunto, talvez até seja o mesmo nome estarei apenas trabalhando o conteúdo.
Sérgio, concordo plenamente em economizar não só nas compras, mas também no consumo diário. Concordo que utilizar energia solar, água da chuva e GNV são excelentes opções para economizar, mas e o investimento inicial nestes sistemas “alternativos”? Em quanto tempo tal investimento retorna? Já calculou a TIR? Pergunto para ver se não vale mais a pena investir em outras opções…
Em minha cidade essas alternativas talvez não valham a pena. A água é extremamente barata e o GNV é muito raro.
Mas, claro, são opções que devem ser avaliadas.
Realmente Sérgio concordo com seu ponto de economizar em casa também. Como o Arthur falou, temos que ver se realmente a opção do GNV e da energia solar é uma alternativa boa para economizar, em algumas cidades não vale a pena abastecer com GNV, por ser caro dimais.
Concorco em partes com o Autor…. acho q é importante economizar e ser prudente ao utilizar o dinheiro, mas acredito que seja incabida a comparação do consumidor atual com o consumidor do tempo dos nossos avós, as pessoas hje n comprarm coisas pq precisam delas, mas compram pelo conforto e lazer em geral, ou seja, se vc tem uma TV na sala de sua casa, n precisa necessariamente de outra TV no quarto, mas a maioria das pessoas tem uma TV no quarto, nao pq precisa mas sim pelo conforto que isso proporciona. Acredito que o dinhieiro nao deve ser usado apenas pra suprir suas necessidades e lhe proporcionar prazer e conforto, e se a pessoa tem prazer em comprar, mesmo que n precise, isso é mto válido, do contrario do que adiantaria se matar de trabalhar na correria do dia a dia?
Como ja citaram acima, hoje compramos nao um objeto, compramos algo que nos agrade, que nos conforte.
Acho que realmente se a pessoa tem 10 calças e compra a decima primeira em crediario soh pq é o ultimo lançamento da moda, e vai pagar 12x até a proxima ser lançada é errado.
Mas se aquilo nao vai afetar no orçamento, esta previsto dentro dos gastos pessoais do mes, ja com a reserva mensal garantida, vale a pena satisfazer o ego.
Meu celular é simples, liga e manda sms, nao faz mais nada e nem precisa, é um motorola pequeno, algo que me agrada em celular, tem 3 anos e nao tenho planos de troca-lo.
Mas é porque o meu supre minhas necessidades, claro alguém poderia dizer que tem o iphone que conecta wi-fi, manda recebe email, sem contar que toca video, mp3, camera digital, etc…
Se a pessoa me garantir que vai usar a metade desses produtos depois de 1 mes de comprado com certa frequencia acho que é uma boa compra, pra mim nao seria, ai entra no que o autor quis dizer, muita gente com mesmo perfil que o meu deve ter comprado o tal iphone ou quer comprar, simplesmente porque faz tudo isso, ou pelo status que traz, mesmo que para isso tenha que comer menos todos os dias
[...] fácil Ainda esta semana, em um texto publicado pelo leitor Marcos Oliveira, o Dinheirama tratou de questionar o leitor sobre a satisfatória maneira de usar seu dinheiro. O [...]
“…e se a pessoa tem prazer em comprar, mesmo que n precise, isso é mto válido, do contrario do que adiantaria se matar de trabalhar na correria do dia a dia?…”
De que adianta a correria do dia-a-dia? ? Já pensou que adianta para o seu crescimento pessoal e profissional. Também para que você contribua com a sociedade (seus semelhantes). E, contribuindo com a sociedade você constrói um lugar melhor para você, seus filhos, seus amigos e as próximas gerações que virão. Ainda, com as riquezas que você ajuda a produzir, aumenta as chances delas reverterem em benefícios para brasileiros que você nem conhece, mas que precisam de recursos, não para comprar uma TV para o quarto, mas para comprar alimento para a sua família…
Se você corre o dia todo só para poder comprar um novo celular eu te convido a repensar sobre os seus valores…
Não me entenda mal, sei que o amigo não deve pensar assim, mas eu não pude evitar de dar uma cutucada para chamar a atenção para uma coisa muito importante: nossos verdadeiros valores. Não falo de valores materiais ou financeiros, mas daqueles que, no íntimo, consideramos importantes. Nossa família, amigos, paz, etc…
Pelo que pude entender da essência do artigo, ela fala exatamente disso. Será que precisamos de todas essas “quinquilharias” que logo depois que compramos, já queremos comprar uma nova? Já sentiu aquela sensação de vazio logo depois de uma aquisição que tanto sonhou? E você continuou adquirindo coisas para preencher esse mesmo vazio? Pois é, eu acho que esse vazio não se preenche com o celular com super ultra wi-fi multiprocessado com visor widescreen de plasma de trocentas polegadas. Esse vazio pede outros valores..
O dinheiro e os bens materias não devem ser um fim, devem ser um meio…
Um grande abraço aos amigos e muito sucesso!
Krop.
Muito pertinente e bem colocado o comentário do Krop.
Parabéns, acho que a moral da historia aqui é essa mesmo, repensar valores e não deixar o consumismo de lado, mas pelo menos um pouco, e dar valor ao que realmente importa.
Vale a pena, sim, a gente pensar antes de comprar. Se fizermos isto, na maioria das vezes, acabamos concluindo que não precisamos daquilo. O saldo agradece.
Emmanuel, você comentou que “[...]se nós nunca tivéssemos buscado a “atualização” continua da nossa vida, estaríamos usando ainda o Windows 3.11 ou o velho diskman, no lugar de um mp3 player.”
Há alguns anos, teve um grupo de malucos que começou exatamente um movimento “No Upgrade”. A justificativa era simples: Quando é lançado um computador com um pouco mais de recursos, logo em seguida a atualização do software consome estes recursos, demandando um computador melhor e seguindo em um círculo vicioso. E, para a grande maioria das pessoas, estas atualizações não representam nenhum ganho prático. Tá, a telinha fica mais bonitinha. E o que mais?
Infelizmente, nos últimos tempos eu não tenho mais ouvido falar deste movimento, acho que acabou sendo engolido pelo consumismo. Mas não deixa de sert algo a se pensar. Recentemente, eu aposentei um pentium 100 que estava em uso desde que foi lançado (e eu só o tinha porque ganhei, não comprei), mas apenas porque a minha filha precisava, por conta da faculdade, rodar programas que ele não suportaria. E não morri por usar um micro obsoleto.
bom eu trabalho com internet, o que tenho que nao tem nem um ano ja esta ficando lento e chegando a hora de trocar.
Mas para usuario normal eu acredito que de um processador de 1ghz e um de 4ghz nao vai dar muita diferença.
Agora memoria é importante, pq os words atuais pesam bastante, se for pra usar programa velho, ai nem isso precisa.
Mas o que voce chama de bonitinho eu chamo de mais intuitivo e agradavel, nada pior do que ter que trabalhar em um programa o dia todo que cansa sua vista, acaba com o humor de qualquer um.
Rodrigo, eu tenho visto muita gente com Windows XP (e, se bobear dá para achar o Vista) para rodar Word 97. Com o pacote Office completo instalado e não utilizado. Concorda que é desperdício de máquina?
como disse pra usuario comum e de comum entendo quem navega na internet, ve email, descarrega fotos e usa pacote tipo office, um micro de 1ghz esta otimo, embora com a ultima versao dos mesmos demore pra carregar, mas depois vai embora.
Mas se a pessoa for como eu, que vejo televisao pela internet, pois moro fora do Brasil e a tv européia é péssima, logo vejo tudo por sopcast e site da globo.
Vejo filmes, trabalho com internet, fazendo sites, logo tenho programas graficos e de ediçao de imagem, som e video pesados ai é outra coisa mesmo, precisa sempre o melhor.
Mas sei que meu perfil é minoria.
Um exemplo de desperdicio, meu pai.
Comprou um notebook, processador intel core duo, 1gb de ram, webcam, placa de video de 256mb, etc..
E é o usuario padrao no melhor estilo que citei no começo desse comentario, usa pouco do que a maquina oferece, mas ele vive atualizando pq consegue desconto assim, se deixar a maquina ficar velha depois ela nao vale nada e voce tem que pagar o valor de uma nova de uma vez soh, também tem isso a pensar.
Porque uma maquina com 1 ano de idade, principalmente notebook sao vendidos por preços bons, normalmente pagam mais da metade do pc novo.
Olá, Marcos e pessoal
Gostei do seu artigo. Concordo com tudo o que você escreveu (eu também penso da mesma forma).
Ótimos comentários também de todos acima. Navarro, parabéns pelo seu blog! Acesso diariamente e gosto da forma com que você e outros abordam os temas.
Para quem se interessar, sugiro a leitura de um livro muito interessante que está relacionado com o tema do artigo do Marcos Oliveira, chamado “The Paradox of Choice: Why More Is Less”, do autor Barry Schwartz (eu li a versão em inglês, não sei se foi traduzido para o português).
Abraços a todos.
Não li todos os comentários, e não sei se alguém tocou no ponto de “consumismo”. Isso é um MAL!
Alguns falaram que compra pelo “prazer de comprar”, isso é doença, a gente vive numa realidade onde predomina a diferença social, predominância da pobreza, não tem justificativa, por ex., uma pessoa que mora só, ter duas televisões, uma no quarto e outra na sala, vc trocar de carro, só pq o outro entrou na “moda”. A moda é a chave do consumismo.
Se pensarmos de forma mais ampla, e entrar na “moda” do ambientalismo. Tudo que consumimos gera mais lixo, mais poluição, pra quê trocar de celular a cada 2 mêses, gerando mais LIXO, alimentando a industria a produzir mais, e poluir mais e mais o ambiente.
Posso não entender de ambientalismo, de finanças, nem de consumismo. Mas sei que nossa atitudes refletem em tudo isso, e também não faço tudo certo, mas escrevi aqui para que possamos refletir, como eu tento as vezes
Enderson, tô contigo e não abro! Consumir mais significa produzir mais, poluir mais, degradar mais.
Acho que devemos produzir melhor, consumir melhor. Como diz o anúncio daquele banco: reinventar.
Concordo plenamente! Pois consumo excessivo e desnecessário, é um indício de desequilíbrio ou evidente derrocada financeira. O controle sobre o consumo sempre coloca você com os pés na realidade, e evita os delírios do descontrolado fiananceiramente. Aliás, descontrole fiananceiro é uma epidemia aqui no Brasil.
Entendi o recado do Marcos Oliveira e sua enfatização no texto. Muitas vezes é necessário enfatizar para se fazer entender… Parabéns!
Parabéns aos organizasores deste site, é exatamente deste dipo de diálogo que precisando nos envolver, porque só assim poderemos chegar a uma conclusão sobre como e onde aplicar nóssas finanças.
Obrigado pelas dicas, e a todos um forte abraço.