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Livro: O Homem Mais Rico Da Babilônia

18comentários

Livro - O Homem Mais Rico da BabilôniaTítulo do livro: O Homem Mais Rico da Babilônia
Autor: George S. Clason
Editora: Ediouro
Páginas: 160

O livro faz uso de parábolas baseadas na antiga Babilônia para ilustrar importantes conceitos de educação financeira e de negociação. Os textos foram escritos nas décadas de 30, 40 e 50 e, ainda assim, o livro aparece constantemente na lista dos mais vendidos. Esse fato impressiona e prova que ainda existem pessoas descrentes da necessidade de exercitar um planejamento financeiro adequado. Clason usa diálogos simples, em histórias envolventes, para demonstrar como pessoas comuns foram capazes de erguer uma das mais ricas civilizações da Terra.

Não se trata de história
Eu sou daqueles que adora viajar através de livros e palavras de grandes historiadores, mas não é esse o caso aqui. O autor faz uso de palavras e concepções cientificamente comprovadas para nos transportar ao mundo dos negócios, da capacidade de acúmulo de riqueza e de uso coerente da inteligência financeira. E faz isso muito bem.

O ouro, a prata e o cobre
Esqueça o real, o dólar ou o euro. Clason nos transporta ao tempo das trocas e escambos, onde ouro, prata e cobre eram as únicas formas de representação financeira, de status e de poder. A analogia facilita bastante a assimilação dos conceitos, transportando contas matemáticas ao simples universo das “duas moedas de ouro e uma de prata por aquele rebanho”.

Viver sem arriscar
As histórias foram criadas para pessoas sem nenhum contato com o mundo financeiro e, neste sentido, cumprem bem o seu papel. No entanto, a ausência de (pequenos) modelos de risco me deixou um pouco frustrado. Passagens cobertas de diálogos arriscados sempre acabam mal, demonstrando que a melhor escolha de investimento deve ser a mais segura possível. Não é.

No entanto, se considerarmos que durante (e depois) da Segunda Guerra, os EUA passaram por uma escassez de dinheiro e fizeram massivas campanhas para que os cidadãos comprassem seus papéis (títulos públicos), fica fácil entender a razão da estratégia do autor.

Raciocínios fundamentais
O livro é muito rico em lições práticas e de cunho prático, o que eleva bastante sua utilidade para o grando público ainda incapaz de gerenciar suas finanças. Sete soluções para a falta de dinheiro são apresentadas:

  • Comece a fazer seu dinheiro crescer;
  • Controle seus gastos;
  • Multiplique seus rendimentos;
  • Proteja seu tesouro contra a perda;
  • Faça do lar um investimento lucrativo;
  • Assegure uma renda para o futuro;
  • Aumente sua capacidade para ganhar;

Além de tratar resumidamente da consciência financeira, através dos pontos citados, Clason transfere a responsabilidade da riqueza ao leitor, através de metáforas babilônicas aqui resumidas por mim:

I. O ouro vem numa quantidade crescente para aquele que separa não menos de um décimo de seus ganhos para preparar-se para o futuro;
II. O ouro trabalha para o homem que, possuindo-o, encontra para ele um emprego lucrativo;
III. O ouro busca a proteção do proprietário que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experientes;
IV. O ouro foge do homem que o emprega em negócios com que não está familiarizado;
V. O ouro escapa do homem que o força a ganhos impossíveis ou que confia sua inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo.

Gostei da bronca que ele dá aos que emprestam, ou pegam dinheiro emprestado sem responsabilidade ou preocupação com suas consequências:

“Se deseja ajudar um amigo, faça-o, mas de modo que os fardos dele não sejam colocados sobre os seus ombros. Os seres humanos, sob a ação de fortes emoções, constituem um grande risco para o emprestador de dinheiro. A juventude é ambiciosa e gostaria de encontrar atalhos para a riqueza e as boas coisas que esta propicia. Para conseguir ficar rapidamente rico, o jovem é capaz de fazer empréstimos insensatos”

Material bancário de primeira!
Três capítulos do livro são dedicados à atividade de oferta de crédito, demonstrando como um homem de negócios construiu seu império através dos empréstimos aos cidadãos babilônicos. De forma simples, o autor explica o que é alavancagem e como os grandes bancos se preparam para evitar os calotes.

Tudo isso é representado pelo emprestador de dinheiro que, como garantia, toma alguns bens do tomador e os guarda até que a dívida seja paga (com juros). Viu só? Uma propaganda bancária de fácil compreensão e Clason ganhou muito por isso quando a criou. Os bancos também. Talvez assim fique clara, aos mais incautos, a razão dos crescentes lucros dos bancos.

Avaliação final
A mensagem é clara e de fácil assimilação: ganhe, poupe, prepare, invista e valorize seu dinheiro. Leitura rápida, indolor e, certamente, de grande valia. As notas são:

  • Linguagem e narrativa: 9
  • Exemplos práticos: 7
  • Temas abordados: 8
  • Preço: 6,5
  • Média: 7,7

O livro é muito bom, dado seu universo temporal e a atual falta de preparo da população. É o começo ideal para aqueles que nunca tiveram nenhum contato com o mundo financeiro ou que querem aprender como respeitar seu dinheiro e encará-lo como uma garantia de um futuro mais tranqüilo. Recomendo.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

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  • Link Curto: http://bit.ly/xBiuoe
  • Sandra

    Olá,
    quando comprei o livro não levei muita fé.
    Quando terminei sua leitura, cheguei a seguinte conclusão: o melhor que já li! E olha que a leitura
    é quase uma necessidade para mim, tanto profissioal quanto espiritual.
    A verdade é simples, tão simples que precisamos complicá-la para dar algum sentido as inúmeras teses, tratados e regras, mas ainda bem, ela sempre será simples.
    Bjs

  • Ismael

    “Passagens cobertas de diálogos arriscados sempre acabam mal, demonstrando que a melhor escolha de investimento deve ser a mais segura possível. Não é.”

    Eheh. Ainda estou tentando entender isto. Acho que está me escapando algo.

    Quando eu faço um investimento, procuro o mais seguro possível. “Proteja seu tesouro contra a perda” e “o ouro foge do homem que o emprega em negócios com que não está familiarizado” são ensinamentos que sigo. Não arrisco investindo em algo que não sei como funciona.

    Sigo pensando. Vou reler o artigo mais tarde com mais atenção. Ainda acho que deixei de ler algo.

    Abraços! O blog está cada vez melhor.

  • Navarro

    Sandra, confesso que também comprei com um pouco de receio, mas achei a mensagem bacana, como disse na resenha.

    Ismael, obrigado pela visita. Deixa eu falar um pouco da minha opinião sobre a dica do autor de investir no mais seguro possível. Ele quer dizer que o melhor é não arriscar e não se aventurar em aplicações onde o risco seja mais alto, afirmando que o melhor é ficar naquilo que é super seguro. Não é por ai. Diversificação é uma prática comum e que demonstra, através da matemática financeira, que pode-se correr o mesmo risco tendo maior retorno, ou seja, arrisca-se mais, mas sem aumentar o grau de exposição ao risco. Esse é um conceito novo e não consta do livro e é nesse sentido que proferi aquelas palavras. Em resumo, não pense que o melhor é o mais seguro, mas sim aquilo que você conhece bem e sente-se confortável. O autor também fala isso, mas sempre bate na tecla de segurança, segurança e segurança. Um pouquinho de risco faz bem também, ou não?

    Forte abraço. Sintam-se em casa.

  • Glaís Roberta

    Oi Navarro,

    Também gosto muito do livro.
    Principalmente porque um ensinamento tão importante nos vem com toda a magia de uma história antiga, na passagem de uma civilização tão diferente e ao mesmo tempo tão igual. De fato a história se repete tanto na sabedoraia quando na “ignorância”.

    Parabéns pelo artigo, me deu vontade de reler o livro, mais uma vez!

    Abraços

  • Cristiano S. Silva

    Navarro,
    Esse livro é um clássico para quem se interessa pelo assunto finanças/independência financeira. Está muito interessante esta novidade de comentários sobre livros. Eu gostaria de ver comentado o livro: pense e enriqueça; não tive a oportunidade de lê-lo ainda, mas dizem que é muito bom. E você, Navarro, já leu ?

  • Pingback: O ATESTADÃO - O Jornal que vem na contramão

  • http://reflexoeseperdadetempo.blogspot.com Enio Luiz Vedovello

    Navarro, a resenha é realmente tentadora. Você quase me fez ceder ao impulso. Um segundo depois eu fechei a página do Submarino e resolvi procurar na biblioteca do clube antes de comprar.

    Quanto ao comentário sobre a segurança, embora eu tenha um perfil bastante conservador, concordo com o que você diz a respeito do risco e retorno. Mas, por outro lado, se pensarmos em leitores que não tenham uma educação financeira prévia, e não tenham ainda o hábito de poupar, será que não é melhor que aprendam a andar antes de correr, e primeiro adquiram o hábito da poupança com um investimento mais seguro, para depois, com mais conhecimento, começar a se arriscar?

  • Navarro

    Glaís, que legal ver seu comentário. Eu mesmo li o livro duas vezes para entender melhor e escrever a resenha. Aliás, sempre faço isso. Leio uma vez e na segunda vou grifando e rabiscando o livro todo (risos).

    Cristiano, ainda não li esse livro. Já anotei aqui para colocar na minha lista de novas leituras e uma resenha pode aparecer a qualquer momento.

    Enio, beleza? Obrigado pela visita. Você tem toda razão quando fala do risco, está perfeito! Eu não gostei porque li pensando na minha realidade, e por isso fiz a ressalva. Sem dúvida, para os que não tem contato com esse mundo é melhor começar dessa forma, devagar e sempre, sem muito risco!

  • http://msn fabiana

    interesse na cultura do livro

  • Rogério Henrique

    Fui indicado pelo professor da faculdade para adquirir o livro, realmente achei muito bom, a forma que o autor imprega as palavras e traduz de uma forma simplista a forma de guardar e investir dinheiro é interessante.

  • paulo martins

    Adoro ler livros , e principalmente livros com coteudo de fundamental importancia para a população de modo geral.
    Sei, que nem todos tem acesso as informações como deste conteudo , mas mesmo assim todos podem obter sucessos , sabendo se organizar , planejar e não passar dos limites de suas condições . A oportunidade é unica e cabe a cada um correr atrás de seus objetivos.

    paulo martins

  • Christopher Belen

    Olá, peço encarecidamente que alguémpor favor me mande um resumo do livro O homem mais rico da babilônia. Estou sem muito tempo para ler o livro e meu professor está o usando como base para uma prova.

    Agradeço desde já.

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  • douglas rodrigues

    esse livro é muito bom eu gostei
    leia com moderação!

  • kedma ayres

    poxa muito bom sua resenha,pois estava sem saber como fazer uma.
    gostei muito der lê esse livro,pois me trouse muita sabedoria para lidar com o dinheiro,
    saber q eu tenho q pensart no meu futuro e ñ só no presente…
    valeu conrado vc me abril os pensamento para minha resenha.

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  • Marcelo

    to frito, essa ai de baixo, vai fazer uma resenha: trouse,der,abril, os pensamento. “tô frito”

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Quem já falou do Dinheirama?

A leitura do Dinheirama me faz acreditar que planejamento e educação financeira é a melhor forma de se garantir um futuro tranquilo, e proporcionar o ambiente para criação de um legado.

André K.

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