Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos

O Dinheirama é um site sobre economia, finanças pessoais e educação financeira, mantido por Conrado Navarro, que tem como objetivo fazer com que você administre melhor seu dinheiro e aumente o seu patrimônio.

Cartão de crédito - Usar sim! Ser usado, não!

Publicado por Conrado Navarro em 08.10.2007 na seção Orçamento

Dinheiro fácilArtigo escrito pelo leitor Enio Luiz Vedovello*

Na letra de “Brasil”, o compositor Cazuza inseriu uma frase que resume muito bem o assunto deste texto: “Meu cartão de crédito é uma navalha”. Embora o sentido dado por ele não fosse o que eu pretendo utilizar, a frase pode ser uma excelente metáfora para este produto financeiro. Se você souber usar, é algo que pode melhorar o seu conforto, como a navalha para fazer a barba. Se não souber usar, bem, imagine uma navalha afiada, manipulada por mãos inexperientes…

Minha intenção é dar algumas dicas para que você possa usar, de fato, seu cartão. Ou, se a situação já estiver calamitosa, conseguir revertê-la. Claro, o assunto é extenso, pode gerar dúvidas e eu não tenho a pretensão de esgotá-lo em meia dúzia de linhas. Até porque, o próprio Navarro já apresentou algumas boas sugestões, parte das quais eu iria falar também. Para não ficar muito repetitivo, eu vou abordar um tema em comum com o texto do Navarro, o limite do cartão e falar de outro que ele não citou mais diretamente: o parcelamento.

Em uma das cenas do filme “Uma linda mulher”, o personagem interpretado pelo Richard Gere é questionado pelo gerente de uma loja a respeito da quantia que pretende gastar com a renovação do guarda-roupas da personagem da Julia Roberts, e responde que é “uma quantia obscenamente alta”. A expressão é adequada para classificar a maioria dos limites de cartão de crédito: obscenamente alto.

É normal a administradora lhe dar um limite igual ou superior à sua renda mensal. Tem bandeira que simplesmente acabou com o limite pré-fixado. Mas não pense que por ter um limite alto, você é especial. Faça as contas: com dois ou três cartões estourados em um limite maior que a sua renda mensal, qual será o resultado? Isso mesmo. Como você vai continuar vivendo (e gastando), não vai poder comprometer toda sua renda para pagar a fatura, vai acabar optando por um valor menor. E aí começa o perigo.

A administradora tem todo o interesse em que você pague menos que o total da fatura. As taxas de juros, variando de 6,5 a 10% ao mês, estão entre as mais altas do mercado. Como você vai continuar gastando, e pagando menos que o total, isto que significa lucro certo e duradouro para a administradora.

Tem jeito de evitar esta situação? Claro que sim. Pode não ser fácil, mas é possível. A primeira coisa a fazer é esquecer que existe um limite no seu cartão e fazer o seu próprio limite. Como este limite pessoal tem tudo a ver com o orçamento doméstico, é bom sentar-se com a família, conversar claramente, definir o orçamento e, uma vez definido, aí sim verificar quais as despesas do orçamento podem ser feitas utilizando o cartão de crédito apenas para unificar os pagamentos em uma data.

Por exemplo, se você costuma fazer compras semanais em supermercado, o fato de pagá-las com o cartão deve servir apenas para ter um prazo maior de pagamento e um controle melhor das entradas e saídas de dinheiro de sua conta. Nada de abusar e comprar mais do que o necessário porque vai pagar com o cartão.

Se já estiver devendo no cartão mais do que sua capacidade de pagamento, procure uma alternativa com juros mais baixos para financiar essa dívida (por exemplo o CDC). Não se esqueça de incluí-la no seu orçamento. Você pode, e deve, deixar uma pequena “gordura” no seu limite pessoal, para algum imprevisto. Somente certifique-se de que o limite definido por você, já com a gordura, está completamente dentro da sua capacidade de pagamento mensal, levando em conta outras despesas do orçamento. Controle este limite com rigor.

Algumas dicas importantes
Procure saber qual é a “data boa” do seu cartão, aquela a partir da qual as compras não virão na próxima fatura, mas na seguinte e procure utilizar-se dela para ampliar os prazos de pagamento e evitar acumular muitos gastos numa fatura só. Na maioria das vezes, adiar alguns dias uma compra pode ser muito vantajoso. Sobretudo, tome muito cuidado em incluir no seu limite as compras parceladas que eventualmente faça com o cartão. Muita gente acaba se esquecendo delas. E elas são o próximo assunto que eu vou abordar.

O cartão de crédito é uma boa opção para compras parceladas, muito melhor que cheques pré-datados “voando por aí” e muito menos burocrático que os famosos crediários. O grande problema é que as pessoas tendem a se esquecer da compra e gastar no próximo mês como se não tivessem nenhuma dívida pendente. Até a hora da desagradável surpresa na fatura. Eu não sou contra a compra parcelada, em absoluto. Desde que:

Eu tenha todo o dinheiro para pagar o produto à vista. Nunca acredite que um produto é vendido em “parcelas sem juros”. Os juros existem, sim, simplesmente estão embutidos no valor do produto anunciado. E, se é para pagar juros embutidos, melhor que eu possa ganhar alguma coisa com o meu dinheiro enquanto isso do que dar de presente à loja todos os juros numa compra à vista. Mas, e isto é importante, a compra só deve ser feita quando todo o dinheiro para pagar à vista estiver disponível, e aplicado. Desta forma, além de ganhar com o prazo de pagamento (por menos que seja, é algum ganho para você), você terá como honrar a dívida em caso de algum imprevisto, não caindo novamente na armadilha da incapacidade de pagamento total da fatura.

A compra não seja feita por impulso. Evitar as compras por impulso é a melhor maneira de evitar aborrecimentos futuros. A grande maioria dos itens comprados por impulso acaba ficando encostada depois, sem uso, muitas vezes atrapalhando e pior, sendo paga. O simples fato de você planejar a compra e juntar o dinheiro para o pagamento à vista antes de fazê-la, em muitas vezes faz repensar e você descobre que não precisa daquilo, realmente.

Eu pague exatamente o que pagaria à vista. Como eu disse acima, mesmo nas compras à vista é normal estarem embutidos os juros de um eventual parcelamento. Se é assim, por que pagar ainda mais juros? Muitas lojas oferecem, por exemplo, a possibilidade de pagar em até duas ou três vezes “sem juros”, e acima disto com juros “visíveis”. Seu orçamento não permite que compre em menos vezes? Volte ao item 1 e repense a compra.

Outra coisa que é preciso tomar cuidado é certificar-se de que o parcelamento oferecido é pela loja, e não pelo cartão. No parcelamento pela loja, a administradora pagará as parcelas ao lojista mês a mês, ao mesmo tempo em que as cobra de você. No parcelamento pelo cartão, a administradora financia sua dívida (com juros) e paga à vista o lojista. Já vi vendedores oferecerem parcelamento dizendo que “a loja não cobra juros, você só vai pagar se o seu cartão cobrar”. Fuja desta barca furada. O cartão cobra hoje entre 5,9% e 9% ao mês, juros quase tão altos quanto os do crédito rotativo. Sem contar que, se você rolar o saldo estará pagando juros extorsivos sobre juros extorsivos.

Eu pague o menor preço possível. Entre os árabes, é considerado uma ofensa se você comprar algum artigo sem pechinchar. Eles acreditam que somente pechinchando a compra chegará a um bom termo entre o comprador e o vendedor, e será justa aos olhos de Alá. No ocidente, este tipo de cultura não existe, mas deveria existir, é saudável para todos. Antes de comprar pesquise o preço em várias lojas (inclusive Internet, desde que sejam lojas virtuais de confiança), pergunte, chore, diga que conseguiu por menos no concorrente (valores coerentes, óbvio). E sempre negocie levando em conta o pagamento à vista. Somente após fechar um preço conveniente negocie o pagamento parcelado pela loja, sem juros extras.

O prazo seja razoável. Compras com prazos longos servem apenas para aumentar o risco de descontrole. Duas a cinco parcelas, dependendo do valor do bem, são suficientes.

Tomadas estas precauções, basta acrescentar o valor na sua planilha de controle, lembrando sempre que ele se repetirá por alguns meses. Espero que estas dicas ajudem a uma utilização mais racional do cartão, de modo que ele seja uma arma a serviço do seu conforto e controle, e não uma navalha eternamente encostada no seu pescoço.

————–
* Nota: A opinião do leitor não representa, necessariamente, a opinião do autor do blog, Conrado Navarro. Este espaço é aberto a todos que queiram participar. Envie seu artigo para avaliação e tenha seu texto publicado. A discussão em torno da educação financeira só tende a melhorar as suas (as nossas) decisões. Vamos lá, o que está esperando?

Crédito da foto para Marcio Eugenio.

13 comentários
  1. Imagem do comentarista

    Concordo plenamente com os seus pontos Navarro, principalmente naquele que fala em pagar sempre o total da fatura no mês. O problema é que muita gente se confunde e pensa que pode pagar o valor menor sem problemas, porém se engana e quando vem a próxima fatura se assusta com os juros da fatura anterior. Acho que as administradoras deveriam colocar uma observação mais clara que se pagar o valor mínimo irá ser acrescido os juros do valor restante da fatura no mês.

    Um outro ponto que você falou foi a respeito das diferenças do pagamento entre a vista e a prazo com cartão, já perdi a conta de vezes que fui num estabelecimento e perguntei qual seria a diferença de compra a vista ou parcelado e a atendente me dizer que “não havia nenhuma”, nestes casos eu prefiro comprar parcelado, já que terei mais “folga” para pagar minha compra, no lugar de ter comprado a vista.

    []s

  2. Imagem do comentarista

    Quanto ao texto do Ênio, muito bom! De fato, o cartão de crédito, tem o assunto muito em pauta, dados divulgados nas últimas semanas, mostram que as compras efetuadas a prazo na modalidade rotativa pela primeira na história superaram os de venda à vista.
    A palavra chave é controle, não gastar mais do que sua renda suporta, e ter em mente os conselhos lembrados acima pelo Ênio.

  3. Imagem do comentarista

    Obrigado pelos elogios, Ricardo, é o que estimula a tentar dar algumas sugestões, mesmo não sendo um especialista.
    Emmanuel, obrigado pela visita. As administradoras informam sobre os juros no contrato que normalmente ninguém lê. E só colocariam na fatura se fossem obrigadas. Afinal, a desinformação só beneficia a elas. Quanto a cobrar o mesmo preço à vista ou parcelado, eu já presenciei a “pérola” de um vendedor alegando que, se desse desconto à vista, a loja poderia ser processada com base no Código do Consumidor, pois ficaria configurado que a venda a prazo não é “sem juros”. Neste caso, a dica é comprar a prazo, mesmo, deixando aplicado o dinheiro do pagamento.

  4. Imagem do comentarista
    Fred

    Navarro, gostei do blog mas (isso é uma sugestão) coloque um link de “envie para um amigo” por email. Isso vai aumentar as tuas visitas com certeza. Procurei aqui e não achei.. Valeu

  5. Imagem do comentarista
    Aurélio V. Schuelter

    Ainda não tenho cartão de crédito, faço tudo através do débito e pago á vista. Bato o pé contra as lojas que anunciam compras parceladas sem juros, e exijo o desconto pois estou pagando á vista. Até hoje, na maioria da vezes consegui o desconto, muitas vezes tenho que chegar ao gerente para conseguir, pois mesmo os vendedores desconhecem o que vendem, e realmente acreditam que vendem em X vezes sem juros.
    Recentemente, o banco em que tenho conta me ofereceu o cartão de crédito pela “bagatela” de R$ 72,00 anuais, achei muito alto, e por isso ainda prefiro continuar sem cartão.
    Quanto vocês pagam pelo cartão por ano? Tem operadoras que não cobram isso, quais?

  6. Imagem do comentarista

    Auréio,

    Se você negociar, qualquer operadora pode isentar a anuidade. Peça, exija, chore! Se a operadora não der, cancele o cartão. Consiga outra bandeira.

    Eu pedi ao meu banco que reduzisse meu limite do cartão de crédito. Fui até o gerente e pedi.

    Agora, a dica do Enio é fundamental! Negocie, negocie e negocie mais um pouco. Após chegar a um valor razoável, peça para parcelar em umas três vezes. Hoje publiquei mais um “bate papo” mostrando um exemplo das vantagens em negociar e da vantagem da compra à vista.

  7. Imagem do comentarista

    Uma dúvida para ser respondida pelos economistas de plantão:

    Comprando à vista negociei um preço menor, mas o vendedor me disse que era apenas em dinheiro, à vista no cartão não teria desconto.

    Numa compra à vista, o cartão de crédito vale o mesmo que dinheiro vivo?

  8. Imagem do comentarista
    Lúcio Costi Ribeiro

    Eu não tenho cartão de crédito há anos. Acho um absurdo pagar anuidade! Tá certo, como disse o Arthur que chorando dá para se livrar da anuidade. Dia desse, um gerente me ofereceu esta vantagem, desde que eu abrisse uma conta no banco dele. Tô quase indo, mas não vou pegar cartão de crédito. Assim, a única vantagem que restarai seria a facilidade de controlar os gastos com os comprovantes emitidos na compra. Já era! O cartão de débito emite o mesmo comprovante e o custo fica todo pro lojista que paga uma porcentagem por operação, mas aluguel da maquininha e etc. E ele que se vire! Mesmo assim, a venda a débito parace ser mais vantajosa do que a crédito, até para o lojista. Aqui em Brasília tem lugares, comércios pequenos, que só aceitam débito, crédito nunca.

  9. Imagem do comentarista
    Krop

    Daniel: Na prática a operação com cartão é mais cara para o lojista. Ele tem que pagar um percentual da compra se for parcelada, fora os custos da maquininha, etc. À vista que eu saiba só tem as taxas de manutenção e do aparelho (que devem ser as mesmas do cartão de débito). Até onde sei, a legislação não permite valores diferenciados (à vista e à prazo) para compras com cartão.

    Lúcio: Cartão de Crédito é custoso mesmo. Eles cobram anuidade do titular e cobram percentual sobre a compra dos lojistas. Mas eu não vivo sem cartão e colocando na ponta do lápis ele me faz economizar. Em primeiro lugar, eu geralmente não pago anuidade (sempre ligo pro banco chorando eheh). Quando pago, pago só 1/3 do valor (pra isso nem precisa chorar muito, é padrão) e ainda meu cartão é universitário (anuidade menor), muito embora eu não seja mais universitário, mas nunca pediram para comprovar nada, ehheeh.

    Outra coisa que me faz economizar são as compras pela internet em 10 ou 12x “sem juros”. Tá você vai dizer que não existe isso, que tem juros embutidos. Pode até ser, mas o fato é que busco as pechinchas e quando faço uma compra dessas, é só quando esgotei as possibilidades de encontrar algum valor inferior no mercado. A grande maioria das vezes os gerentes das lojas físicas não conseguem nem vender à vista pelo preço em 10x! É assim que venho montando meu apartamento…

    Em terceiro lugar, acho muito útil um cartão internacional. Me permite comprar produtos (como livros e DVDs) que não encontraria aqui no Brasil. Às vezes até mais barato que pois costumo comprar esses ítens usados na amazon.com. Fora alguns serviços (como hospedagem de sites, etc) que são muito mais baratos e melhores fora do Brasil.

    E por último (ufa!), tenho descontos na tarifa básica do meu banco e acumulo milhas para troca por viagens e prêmios.

    Eu até tenho medo de falar bem assim de cartão de crédito, porque as vantagens que enumero provavelmente não se aplicam a todo mundo. E vejo muito mais pessoas se afundando nele do que tirando algum proveito.

    Abraço.
    Krop.

  10. Imagem do comentarista
    Arthur Gouveia

    Krop,

    Muito bem explicado!

  11. Imagem do comentarista
    ZuzoBem Gara

    Dica para que compra via internet, principalmente os que moram longe do sudeste: Preste atenção no frete. Prefira produtos anunciados como Frete Grátis.
    Acho engraçado estas propagandas que dizem “Meu cartão tem a metade dos juros de outros cartões…”. O meu cartão tem juro 0. ZEERO! É que eu religiosamente pago em dia. E ponto.

  12. Imagem do comentarista
    Marcelo Henze

    Enio
    Parabéns pelo texto. Conseguiu explicar muito bem os “beneficios e malefícios” do cartão de crédito.
    Apenas uma dúvida quando você falou da planilha de gastos pessoal. Quando se é realizada uma compra pelo cartão, o custo tem que ser jogado no mês seguinte correto? (pelo menos ao meu ver). Levando em conta que você só irá pagar no próximo mês, acho que seria o mais viável.

  13. Imagem do comentarista

    Obrigado pela visita e pelo comentário, Marcelo.
    Com relação à sua dúvida, é importante verificar a data de vencimento do cartão e a data da compra. As administradoras usualmente fecham a fatura 5 a 10 dias antes do vencimento. Assim, se por exemplo seu cartão vence no dia 10 e a administradora fecha em 5 dias, as compras feitas a partir do dia 5 cairão, realmente, na fatura do mês seguinte. Já compras que tenham sido feitas antes deste dia, cairão ainda na fatura do mês em curso. De qualquer maneira, se você puder provisionar o valor necessário ao pagamento já no mês em curso, além de ficar livre de eventuais surpresas, poderá ter algum rendimento com o mesmo aplicado.

Deixe um comentário

Os comentários e o teor das palavras aqui colocadas são de total responsabilidade de seus autores. Serão sumariamente excluidos os comentários publicados com e-mail anônimo (ou falso), de cunho preconceituoso ou racista ou que não estejam de acordo com o mínimo bom senso. Se quiser criticar, deixar sua mensagem de descontentamento ou desprezo faça-o usando seu nome e e-mails verdadeiros. O Dinheirama reserva o direito de publicar e(ou) apagar qualquer comentário que julgar inoportuno. Participe com decência da discussão! Obrigado.






Para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários,
cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou.

Assine nossos feeds

5380 assinantes | O que é isso?

Se preferir, receba os artigos por e-mail:

::

Dinheirama recomenda

  • Capa do livro Aprenda a Operar no Mercado de Ações
  • Capa do livro Casais Inteligentes Enriquecem juntos
  • Capa do livro Os Segredos da Mente Milionária
  • Capa do livro Terapia Financeira
  • Capa do livro Investimentos Inteligentes
  • Capa do livro Bem Vindo À Bolsa de Valores
  • Capa do livro Técnicas de Investimento para o Mercado de Ações
  • Capa do livro Pai Rico Pai Pobre
  • Capa do livro O Investidor Inteligente
  • Capa do livro O Homem Mais Rico da Babilônia
  • Capa do livro Mercado Financeiro Produtos e Serviços
  • Capa do livro Os Axiomas de Zurique

Estou lendo

Os cabeças de planilha - Luis Nassif

Arquivo

Parcerias exclusivas

  • Via6
  • Uêba - Os Melhores Links
  • Lucre Mais - Dinheirama

Copyright © 2008 Conrado Navarro, Dinheirama. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade

Wenetus Interactive