Ações como poupança de longo prazo (II)
Publicado por Conrado Navarro em 22.10.2007 na seção Ações
Renata comenta: “Navarro, confesso que ainda tenho medo da Bolsa de Valores. Na minha concepção, o melhor é comprar alguns ativos e permanecer com eles durante muitos e muitos anos. Longo prazo é o que vejo como ideal quando me falam em ações. Será que estou medrosa demais e achando que investir em ações é coisa de ET? Adoraria saber sua opinião sobre tudo isso. Obrigada”.
Renata, obrigado pela visita. Sua dúvida é comum e o mesmo medo do mercado acionário inibe muitas outras pessoas também mundo afora. Interessante notar que, ainda desconfiada, você tem a visão de longo prazo. Assim, classifiquei e escolhi sua pergunta para compor a segunda parte do artigo “Ações como poupança de longo prazo”, cujo objetivo é levantar alguns pontos sobre o uso do mercado de ações como fator preponderante para uma aposentadoria tranqüila.
Investir em ações, pensando na sua venda só daqui a muitos anos, é uma estratégia eficiente?
Sim, desde que você faça sua lição de casa regularmente. Não adianta “sentar em cima” e deixar para se preocupar com os ativos lá em 2020, 2030. Será que a empresa vai existir até lá? Ah, claro, você vai comprar ações de empresas com futuro promissor. O amanhã é uma incógnita e não adianta justificar a preguiça de avaliar os investimentos através do “comprei ações de blue chips, Vale e Petrobras”. Um escândalo fiscal ou administrativo em uma dessas empresas pode jogar sua rentabilidade lá embaixo e fazer com que seu plano se atrase, tanto em retorno quanto em tempo. Você, é lógico, não quer isso.
É simples. Compre, sim, ações para o longo prazo, mas monte sua carteira de forma coerente com o período que deseja mantê-la. Não compre só porque é uma blue chip. De vez em quando, trimestral, semestral ou anualmente, olhe para o que tem em mãos, olhe para o mercado como um todo, para as novas opções, para o que pode ter surgido de interessante, para aquilo que já foi melhor e merece ser descartado.
Mas Navarro, se é longo prazo não é pra ficar comprando e vendendo né?
Não? Quem disse? O longo prazo é o período escolhido por você para acúmulo de capital e criação de patrimônio. Ora, vender aquilo que poderia estar indo melhor e comprar aquilo que está melhorando vai levantar sua rentabilidade acumulada. Não confunda vender para gastar com vender para entrar em um negócio melhor. A hora de vender para usufruir é lá na frente, mas usufruir é o objetivo, não o meio. Acumular com sabedoria é, acima de tudo, saber aproveitar as oportunidades.
Que alternativas existem para que esse ideal se concretize?
Invariavelmente, você terá que dedicar-se e ter disciplina. “Sentar em cima”, na forma pejorativa e simplista normalmente falada, é como os preguiçosos costumam classificar sua “estratégia”. Ter um pouquinho de trabalho, saber avaliar o momento e reavaliar seus passos são coisas que você deve estar disposto a fazer. As alternativas para o acúmulo de capital no longo prazo, através de ações, são:
- Fundos de ações: diferentemente do que alguns radicais costumam dizer, os fundos de renda variável são opções interessantes. Existem muitas pessoas sem a disponibilidade e interesse na negociação direta de ações. Essa decisão, discutível ou não, não pode ser desculpa para ficar de fora do mercado acionário. São muitos os produtos disponíveis, com estratégias diversas, que possuem excelente rentabilidade no longo prazo. Estudá-los leva menos tempo que estudar a avaliação de empresas e estratégias de compra e venda de ativos. Ainda que haja taxa de administração, os retornos têm sido, em sua maioria, muito interessantes. Entenda melhor os fundos de investimento.
- Carteira própria de ações: aqui você cria seu portfólio, sua estratégia de entrada e saída e segue os movimentos do mercado. Calma, não estou falando de ficar grudado nos monitores do computador ou no canal Bloomberg. Faça uma análise dos ativos, das empresas e compre lotes de pelo menos 5 empresas, de setores diferentes, cujos indicadores demonstram potencial de crescimento e diferenciação no longo prazo. A cada 6 meses, faça uma avaliação da evolução dos papéis e do cenário econômico nacional e internacional. Acompanhe a evolução do seu patrimônio, venda se for necessário, compre se for necessário. O dinheiro é para o longo prazo, mas as atitudes devem fazer parte do caminho.
- Fundos multimercado: alternativas mistas, os produtos bancários deste tipo oferecem excelente relação risco/retorno. Os fundos mistos investem parte do patrimônio em renda variável, parte em renda fixa e parte em moeda estrangeira. São aplicações interessantes para os que não se julgam totalmente prontos para o investimento em ações, mas que ainda assim desejam ter seus ganhos atrelados ao mercado. Há que se preocupar com as taxas de administração e também com a composição da carteira. De qualquer forma, passe a considerar esses produtos em sua estratégia de longo prazo.
Investir em ações, então, é coisa de especialista?
Não, definitivamente não. Não importa se o seu amigo é um analista financeiro e diz que para ganhar dinheiro na Bolsa você precisa de sangue-frio, muito conhecimento e de cinco telefones celulares com acesso à internet. O risco é alto, existe, mas o glamour faz parte do mercado. Homens de terno, gráficos coloridos, notícias minuto a minuto, tudo isso é parte do significado da Bolsa de Valores. E são detalhes necessários, sem dúvida, para quem opera no curto, curtíssimo prazo e movimenta altíssimas somas.
O artigo não menospreza ou diminui o importantíssimo trabalho dos day traders e analistas financeiros, assim como não trata de classificar as negociações na Bolsa como coisas triviais. O texto pretende abordar o aspecto de longo prazo do mercado de ações. Neste sentido, o coração não precisa de tanta adrenalina e seu dia-a-dia como pequeno investidor não requer tamanha atenção diante das cotações e gráficos. O equilíbrio entre seu perfil, seu objetivo de longo prazo, sua estratégia e frequência de avaliação segue sendo o verdadeiro determinante de seu futuro sucesso na acumulação de patrimônio. Bons negócios.
Crédito da foto para Marcio Eugenio.
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[...] Irei respondê-las na sequência deste artigo, a ser publicada no decorrer da semana. Enquanto isso, que tal dar a sua versão para cada uma das perguntas? Lembre-se, ao dar seu parecer, que as dicas aqui focam o longo prazo. Guilherme, não dei uma resposta exata ao seu questionamento, mas acredito que as perguntas e o jogo de idéias proposto pelo artigo já é capaz de levá-lo a pensar nas alternativas viáveis ao seu raciocínio. Estou certo? Leia também a segunda parte do artigo. [...]
Eu como investidor iniciante (nem chega aos R$ 1000) coloquei em um fundo de ações, passou um tempo e a crise subprime veio, fiquei meio assim: “puts…me dei mal” mas o mercado se recuperou e agora estou no lucro de uns 15% em menos de 80 dias do investimento inicial.
Se tudo correr bem, imagina lá na frente ? Já estou pensando em comprar diretamente, mas pro pequeno investidor a taxa de corretagem ainda é um problema.
Uma sugestão: Poderiamos criar uma carteira do dinheirama em algum desses simuladores e pelo fórum a galera discute que qual ação comprar, qual vender, etc.
E vamos ver se a voz do povo é a voz do mercado
Abraços.
Navarro, este artigo cai como uma luva para o que estou pensando e vivendo no momento. Ações, para mim, são sim poupança de longo prazo, mas não me afasto das notícias e cotações. Checo diariamente como anda minha carteira, o mercado como um todo além de ler notícias de várias fontes sobre economia.
Mas também acho que parte do seus investimentos deve ser utilizada para a realização de desejos de curto prazo. Algumas ações devem focar um prazo de uns 10 anos, mas outras prazos inferiores, um ano ou dois. Assim é possível conciliar uma aposentadoria tranqüila com uma vida atual confortável (confortável não significa luxuosa).
Acredito que a principal virtude que alguém que deseja entrar no mercado de ações deve ser “ter interesse”.
Ninguém precisa ser um grande especialista, mas precisa demonstrar um mínimo de interesse, em buscar conversar com seus gestores, com amigos, ler o DINHEIRAMA, ligar para o RI das empresas que pretende investir, bisbilhotar os demonstrativos financeiros e contábeis etc.
Quanto ao longo prazo, não há dúvidas que é a estratégia mais sabia, monte se possível um portfolia para período distintos, o conhecimento adquirido o fará perceber nitidamente, boas e más alternativas.
Quanto a sugestão do Rodrigo, no nosso forum já existe uma discussão de um tópico criada pelo Arthur, de ações para longo prazo, vale a pena entrar na discussão.
Olá Navarro,
Você comentou que fundos de ações ainda sim são boas opções para investimentos de longo prazo, apesar da taxa de administração. Possuía até bem pouco tempo um bom capital em fundos de ações, que pagam 15% de IR, com o famoso come-cotas. Descobri que, para investimento direto em ações, para vendas de até 20.000 em um mês, não há cobrança de IR!!! Sendo assim, se a taxa de administração do meu fundo é 1,5%, na verdade estou pagando 16,5%. Portanto resolvi montar minha própria carteira. Gostaria que comentasse se meu raciocínio está correto.
Ricardo, já enviei emails aos RI de empresas das quais sou sócio, mas nunca obtive repostas. Será que eles consideram a opinião dos pequenos e minúsculos minoritários?
Diego, a taxa de administração é mensal, mas cobrada a cada dia útil. Se não me engano o IR incide semestralmente…
1.5% ao mês? Caro hein…na Geração Futuro cobram 4% ao ANO. E os 15% incidem apenas sobre o que você ganhar de lucro.
Em nenhum momento eu disse que a taxa de administração é mensal. Essa taxa de 1,5% é anual. E sim, os 15% de imposto de renda só são pagos sobre o lucro, porém, como havia dito, se você investe em um fundo de ações e tem R$ 1000 de lucro, paga 150 reais de imposto de renda no saque, além da taxa de administração, paga diariamente. No entanto, se você compra ações e estas valorizarem o suficente para te dar R$ 1000 de lucro, você não paga IR nem taxa de administração, apenas as taxas de corretagem e custódia, se vender as ações até um limite de R$ 20.000 em um mês.
O come-cotas é o IR que é cobrado de fundos de investimento duas vezes ao ano. O problema disto é que esse processo não permite que o seu capital se aproveite totalmente dos juros sobre juros para se valorizar. Mas isso já é uma outra história…
Nossa, realmente já ouvi outros relatos Arthur de pessoas que não tiveram seus e-mails respondidos pelos RIs. Isso é uma pena, mas em se tratando de Brasil, onde os setores de Relação com os Investidores estão apenas dando os primeiros passos, até se pode entender. O que eu poderia sugerir, é persistir, ligue, mande uma correspondência registrada, se tiver oportunidade vá até a empresa, existem algumas empresas em que os pequenos investidores criaram associações justamente para tentar ter um peso maior inclusive nas questões de informações etc.
No meu caso, quando precisei me responderam os e-mails não tive maiores problemas.
Excelentes discussões pessoal, o nível está altíssimo. Fico muito feliz com isso. Os RIs estão na mira dos pequenos acionistas e muitas empresas estão sofrendo com esse descaso. A tendência é melhorar e muitos RIs estão sendo formados em cursos e MBAs específicos.
Aproveito para reiterar a necessidade de uso de e-mail válido no comentário. Alguns usuários não estão respeitando essa regra e os comentários são automaticamente classificados como SPAM. Alguns eu vejo e desclassifico, mas sugiro que prestem atenção a este detalhe.
PS: Os comentários que estão no ar estão todos OK. O recado é mais para os novos comentaristas que forem surgir. Reparem que já há uma mensagem alertando para esse novo controle. Um abraço.
Diego,
Fundo de ações não têm papa-cotas. Papa-cotas só em renda fixa. Em ações o IR é só no resgate.
Ops, tem razão Krop.
Diego,
Sobre a sua estratégia, acho ela super válida.
Só uma dica: cuidado ao vender e logo em seguida comprar a mesma ação. É considerado daytrade e aí não têm isenção de IR. São 1% na fonte e mais 20% na darf (mas pode deduzir o 1% na fonte). Muita gente acha que daytrade é só comprar e depois vender no mesmo dia a mesma ação. Mas não é. O contrário (vender e depois comprar) tbm é considerado daytrade.
Boa sorte.
Navarro,
Agora estou seguindo as regras as casa agora, meu email é válido nos comentários.
Apesar de que não acho que os comentários devam exigir um email válido, pois isso desestimula quem quer participar.
Uma vez escrevi um comentário grande aqui e deixei o email em branco. Quando cliquei “Enviar” fui levado a uma mensagem de erro e simplesmente perdi tudo que tinha escrito! Considero uma grande falha, pois o site deixou de receber meu comentário, eu não iria digitar tudo de novo!
Os melhores grupos que eu conheço permitem o comentário anônimo. Exemplo para esse fórum de tecnologia: http://discuss.joelonsoftware.com/?design . Observe como é simples para participar. Não tem campo obrigatório, não tem necessidade de registro, email, senha, nada! Basta escrever a mensagem e enviar.
Existe uma relação de confiança entre o site e os usuários. E são muitos usuários ali!
Claro que é preciso moderar e apagar os comentários que causam problema, que são SPAM, etc. Porém, quanto menos você restringir o usuário autêntico (como eu e outros), mais feliz ele vai ficar.
Desculpe se fugi do tema, espero que seja recebido como uma crítica construtiva. Gosto muito do Dinheirama e sempre acompanho o conteúdo.
Abraço a todos!
Tio Patinhas, não se preocupe por ter fugido do tema. Suas observações são super válidas e concordo totalmente com você. Acontece que no Brasil, ainda que o assunto seja de tamanha seriedade, nem todo mundo sabe conviver em sociedade e manter o respeito ao escrever. Existe um componente, a inveja, que estraga o bom senso e eu passo a receber e-mails desagradáveis.
Quando comecei o Dinheirama, os comentários podiam ser anônimos, mas não deu certo. Agora o problema com e-mails. As pessoas fazem críticas destrutivas e fogem. Obrigado por fazer o contrário e deixar sua opinião de forma sincera. Espero que compreenda as razões. Acredito no que diz e tomara que possamos abrir totalmente a discussão sem maiores problemas. Forte abraço.
Krop,
Eu acho a estratégia válida principalmente para pessoas que investem em fundos de ações como Vale e Petrobrás, nos quais o administrador do fundo não tem trabalho nenhum e ainda cobra uma taxa de administração cara. Quanto a fundos mais elaborados, por exemplo Dividendos, é um caso a se pensar, mesmo com o IR de 15% e a taxa de administração. Pelo menos nesses casos, o gestor do fundo realmente está fazendo algo para merecer receber a taxa.
Quem pensa que ações é um papel que você compra hoje para recolher no futuro não deveria entrar no mercado acionário.
Deve-se fazer um acompanhamento diário para maximizar ganhos. Bem simples: Comprar na baixa e vender na alta, ler e estar muito informado sobre negócios e sobre seu ativo.
Não é correto instruir alguém a imobilizar dinheiro em algo volátil sem entendimento do que se trata.
Alexandre, concordo plenamente com o acompanhamento diário, mas comprar na baixa e vender na alta não é tão simples assim. Um artigo do Christian http://chrinvestor.com/2007/08/10/gringos-eles-ainda-mandam/ mostra que apenas os investidores estrangeiros e as instituições financeiras conseguem seguir esse mantra.
Se alguém conseguir me mostrar algum sinal claro de que um período de alta acabou ou que vai começar, estou doido pra saber.
Não digo que deva comprar um papel e esquecer. Isso até dá certo, mas fazer algumas pequenas manobras no meio do caminho pode até aumentar os lucros…
Olá Alexandre Borges, ficamos muito contentes com sua visita e já aguardamos as próximas.
Mas me permita discorda um pouco quando diz, que não é correto viabilizar investimentos em ações em prazos maiores. Se for assim, corremos o risco de ficar uma atividade que só os corretores profissionais terão tempo para esse controle diário. Peguemos exemplo no último ano. Quem manteve suas posições obteve lucros muito bons, muito melhores do que aqueles que na primeira movimentação de baixa venderam ou realizaram as perdas.
Concordo que se venda na alta e compre na baixa, mas lembrem-se que normalmente após uma baixa vem outro período de alta, e assim sucessivamente.
Concordo com você quanto ao fato de intruir-se o máximo possível, pois dessa maneira, não será na priemeira baixa que você venderá uma ação com potencial de crescimento.
Forte abraço, e obrigado por participar.
Diego,
Acho que tbm pode ser uma estratégia válida para outros papéis. Geralmente as taxas de administração dos fundos da Vale e Petrobras são as menores. Tenho visto algo em torno de 1,5% a 2% a.a). Outros fundos cobram taxas maiores (que chegam a 4% a.a).
Mas acho que tudo depende da forma que a pessoa vai operar no HB. Ficar comprando e vendendo adoidado pode acabar comendo todo o teu lucro em taxas de corretagem. No final pode sair mais caro que o IR dos fundos. Com a vantagem de que você não se “estressa” tanto num fundo. Você coloca e “reza”. :).
Eu gosto de investir em fundos de ações principalmente para me proteger de minhas emoções. Num fundo é difícil ficar especulando por causa dos prazos de quotização (D+1). No HB tem que ser muito disciplinado, se não dá vontade de ficar tentando adivinhar os próximos movimentos do mercado para “maximizar” os ganhos. Eu ainda tenho minhas dúvidas se operar ativamente é melhor do que “comprar e sentar em cima”.
Krop, quanto ao buy-and-hold, mais conhecido como “comprar e sentar em cima” acho que é uma boa estratégia no longo prazo. Pretendo fazer um estudo sobre isso utilizando dados históricos diários…
Oi Arthur,
Existem alguns sites que facilitam esse estudo, automatizando as decisões de compra e venda utilizando uma linguagem de programação. No final ele apresenta o resultado e compara com um buy and hold. Em todos os scripts que testei, o buy and hold foi melhor. Mas não acho muito válidos esses resultados, pois uma simples automação é bem diferente das decisões complexas que tomamos. O que eu gostaria de fazer era um simulador que deixasse o usuário tomar as decisões e avançar rapidamente no tempo. Até já fiz uns protótipos mas com gráficos estáticos. Daí com eu sou muito “cri-cri” queria criar os gráficos disponibilizando ferramentas de análise gráfica, como o da advfn. E criar uma ferramenta assim é muito trabalhoso e comprar uma pronta é um pouco caro.. .
Excelente artigo, meus parabéns! Vou vender tudo o que tenho e aplicar em ações já!!!
…
Brincadeira! Mas uma coisa é fato: descobri o blog hoje e a partir de agora, não deixo de acompanhar de jeito nenhum!
Tenho 25 anos, sou profissional liberal recém formado e já há cerca de 1 ano tenho investido timidamente em Fundos de Investimento e, com o encorajamento da minha irmã (que está para começar um mestrado em economia na Unicamp), resolvi partir pra uma carteira própria de ações. Meu primeiro passo foi apostar no POD da BM&F. Vejamos no que vai dar. Ainda pretendo aprender muito e vejo que visitas aqui serão um bom começo!
Grande abraço!
Daniel, seja bem vindo ao Dinheirama. Fico feliz que tenha gostado do blog e dos artigos que publicamos por aqui. Sinta-se em casa. Grande abraço.
Qual seria a melhor forma de investir para ter uma rentabilidade agradavel ? Se fosse para vcs investirem $ 300.000 Trezentos mil reais, em que vcs investiriam, qual seria a melhor opçao? A poupaça renderia quantos mensais?
Olá a todos!
Sou novo por aqui e quero dividir minha experiência no mercado de ações. Aprendi que investir no curto prazo, é para quem sabe muito bem como fazer isso, para mim foi bastante negativo. Fiz alguns cursos, estudei, levei a sério, mas especular não foi uma boa opção. Hoje estou fora do mercado, mas quando começar denovo, será a longo prazo, penso em adotar o sistema de comprar, comprar, comprar, só vender no final de no mínimo uns 10 anos. Pois acho que a longo prazo podemos até perder muitas oportunidades de ganhos expressivos, mas no final a média será muito boa.