Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Home > Educação Financeira > A essência de investir

A essência de investir

24comentários

Dinheirama - Foto geralMuitas pessoas afirmam que investem seus recursos, porém não o fazem. Elas têm a ilusão de que investem porque alocam parte de suas riquezas em algo que entendem como não sendo consumo imediato. Mas nem todo dinheiro que é direcionado para algo que possa ser revendido, isto é, convertido novamente em dinheiro no futuro, é considerado investimento[bb].

Tudo que ganha valor no tempo é um investimento, desde que você tenha condições de usufruir dos resultados obtidos com o aumento de valor. Na linguagem usada por especialistas, um investimento precisa ter liquidez, ou seja, a transformação dele em dinheiro deve ser viável quando você precisar. Não considero a casa própria, por exemplo, um investimento. Por mais que ela tenha potencial de valorização, dificilmente você aceitará, no futuro, vender sua casa supervalorizada e mudar-se para uma moradia econômica, visando viver dos rendimentos da diferença poupada. É mais provável que você ofereça a casa como entrada em uma moradia mais cara ainda. Casa própria, portanto, é consumo. Investir vai bem além de comprar bens que valorizam.

Uma das primeiras regras que você deve aprender sobre investimentos é que investir é multiplicar, transformar 1 em 2. Investir não é somente guardar parte da renda ou aplicar na caderneta de poupança. Investir é também comprar barato e vender caro. Alguns optam por se especializar na compra e venda de imóveis[bb]. Procuram pechinchas e as vendem, algum tempo depois, pelo real valor de mercado. Quem já procurou imóveis em uma imobiliária deparou com a pergunta: “O que o senhor (ou a senhora) procura é para morar ou para investir?” O corretor imobiliário sabe que aqueles que querem um imóvel para morar darão valor a aspectos que nem sempre se refletem no valor de mercado, como a beleza do jardim, a ventilação da casa, a vista da janela, a facilidade de uma padaria próxima. Por valorizar tais aspectos, muitas vezes estarão dispostos a pagar preços que incluem as qualidades detectadas pelo proprietário original.

Quando se está procurando um imóvel para investir, na percepção dos corretores, o objetivo é qualquer imóvel que valha menos que um “para morar” valeria – o ideal é que valha muito menos – e não seja difícil revender no futuro. Tais qualidades não são fáceis de conseguir, exigem um trabalho de garimpagem. Em geral, dependem de um proprietário realmente interessado em se desfazer do imóvel, como acontece em casos de herança, viagem súbita para o exterior, separações conjugais e problemas financeiros. É assim que se ganha dinheiro no mercado imobiliário. Os “que investem”, com capital e tempo para esperar uma oportunidade, compram imóveis dos “desesperados para vender”, e então esperam a oportunidade de encontrar um “que quer morar”, que lhes pagará preço maior. Para conseguir esse preço maior, o corretor, muitas vezes, usa todas as técnicas de vendas que ele aprendeu em incontáveis cursos e seminários de vendas. Assim, aquele que quiser investir no mercado imobiliário não dependerá apenas de sua decisão.

É preciso conhecer imóveis, conhecer as imobiliárias, preferencialmente ter alguns corretores de confiança, visitar as imobiliárias com freqüência, manter o foco em um mercado específico (ninguém consegue estar informado sobre todos os tipos de imóvel de todas as regiões de uma grande cidade) e constantemente atualizar informações e conhecimentos. Em outras palavras, será preciso ser um profundo conhecedor do assunto se não quiser perder dinheiro em seus investimentos.

——
Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é consultor financeiro pessoal e autor de Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Dinheiro – Os Segredos de Quem Tem.

Crédito da foto para Marcio Eugenio.

  • Enviar por E-mail
  • Link Curto: http://bit.ly/z0LRt4
  • http://dinheirama.com Ricardo Pereira

    Essa questão do imóvel é um dos pontos mais polêmicos do trabalho do Cerbasi. Particularmente, concordo com ele.

    Investir é aproveitar oportunidades, fugir do trivial. Buscar rentabilidade boas onde quer que elas se escondam. Mas para isso, é importante estar preparado para perceber onde buca-las.

    Abraço

  • DAniel Fernando

    Obrigado por contribuir cotidianamente para a minha ainda minguada educação financeira, Navarro. Sobre a afirmação abaixo:

    “Tudo que ganha valor no tempo é um investimento, desde que você tenha condições de usufruir dos resultados obtidos com o aumento de valor.”

    Acredito que está um tanto abrangente. Cuidado com a palavra “tudo”. Desta forma, poderíamos concluir que Produtos Financeiros – como fundos de investimentos – que apresentem rentabilidade negativa ao longo do tempo não poderiam ser considerados como investimento (já que não agregaram valor)?

    Abraços.

  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Ricardo, polêmico ou não, também concordo com a visão do Cerbasi descrita neste artigo. Casa própria é usufruto. Valeu pela visita parceiro.

    Daniel, obrigado pela visita e participação. A visão do Cerbasi é bastante simples e, talvez por isso, um pouco generalista. Mas analise novamente seu exemplo e a afirmação do Gustavo. Se o fundo de investimento não agregou valor ao longo do tempo, fazendo-o perder dinheiro, ele não é um investimento. Certo? Apesar de ser um fundo de investimento, ele o fez perder capital, portanto não pode ser considerado, por você e dentro de suas circunstâncias, um investimento. Assim, voltamos à frase do autor:

    “Tudo que ganha valor no tempo é um investimento, desde que você tenha condições de usufruir dos resultados obtidos com o aumento de valor”

    Que tal observar de outro jeito: tudo que fizer você perder patrimônio não deve ser considerado investimento, mesmo que você tenha aplicado o dinheiro em algum produto bancário, ações, imóveis e afins. É a mesma frase, apenas descrita de outra forma. Quando você perde capital não está investindo. Prefiro pensar como o Gustavo, pois assim mantemos as coisas simples e ligamos as atividades de acumular patrimônio com o investimento inteligente. Ou seja, começou a perder grana preste atenção e procure algo mais interessante: um investimento melhor! Forte abraço.

  • Beatriz

    Daniel,
    É importante atentar também para o prazo de um investimento. Se vc considera que um fundo ou ação que está em queda não deve ser considerado como investimento, lembre-se que isso é relativo ao rendimento medido no momento em que vc fez a aplicação e no momento em que vc fizer a retirada do capital investido. Se vc retirar qdo o valor do seu dinheiro estiver abaixo do valor que vc investiu, estará realizando prejuízo, mas se naquele momento seu capital estiver maior vc vai realizar um lucro e vai ficar feliz da vida! Se olharmos para o histórico de rentabilidade, por exemplo, da Bolsa de Valores em nosso país, durante os últimos 20, 30 anos, veremos que apesar das crises e baixas o movimento é ascendente. Mas ao longo desse período, muitas pessoas perderam dinheiro por não poderem esperar ou porque ficaram aflitos e retiraram o dinheiro sem pensar.
    Na minha ainda parca visão sobre investimentos, acho que todo produto financeiro pode ser considerado sim como um investimento, mas sempre relativo ao fator tempo. Existe uma dica financeira que diz que para reparar perdas em investimentos, devemos pensar em aplicar capital em atividades opostas. Ex.: ter ações de uma fábrica de sorvetes e tb de uma fábrica de roupas de lã. Assim vc ganharia tanto no frio como no calor. Essa “regra” me faz pensar que as oscilações no mercado financeiro são esperadas. Como cada investidor vai encará-las para tomar suas decisões é que se torna o diferencial.
    Parabéns ao Cerbasi pelo texto. Vou aproveitar pra pedir mais uma contribuição sua nos falando sobre sua visão em relação a um negócio próprio. É investimento ou não é? Quem sabe pra um próximo texto?
    Abraços.

  • fernando rocha

    Navarro,parabens pelo belo trabalho e por ajudar pessoas como eu ,iniciante nos investimentos em açoes a rever a educaçao financeira e investir melhor o capital.Tenho investido em açoes ha um ano e meio e obtive um lucro significativo nesse periodo,mas com a entrada do ano,a ma fase dos Estados Unidos,o sub prime,enfim alguns apontamentos de queda para o ano me preocupam.Sera que vai ser um ano bom para as açoes,gostaria que abordassem esse assunto e indicassem talvez um outro caminho para esse ano.Muito obrigado e parabens.

  • Lúcio Costi Ribeiro

    Tem que lembrar que todo investimento tem uma dose, maior ou menor conforme o caso, de risco. Mesmo o investidor mais astuto, pode perder dinheiro com seu imóveis. Isso depende de mais fatores do que simplesmete a capacidade de previsão. Para ficar no seu exemplo, Daniel, o prospecto e o regulamento de todos os fundo de investimento alertam para os riscos inerentes ao fundo.

  • http://criativodegalochas.blogspot.com Criativo de Galochas

    A essência é só uma: site duca!

    Abs e sucesso

    Criativo de Galochas
    http://criativodegalochas.blogspot.com

  • Vinicius

    Se comprar moradia propria e deixar de pagar aluguel não é investimento então não sei mais em que planeta estou.

  • Beatriz

    Vinicius,
    Alguns especialistas dividem o patrimônio, seja de uma pessoa ou de uma empresa, em ativos e passivos. Ativos são bens e direitos que vc tem (salário, imóveis para alugar, casa própria, etc.) e passivos são dívidas e obrigações a cumprir (contas, aluguel a pagar, gastos em geral). A diferença entre ativo e passivo é o patrimônio líquido. Até aqui todos sabemos, mas os ativos ainda podem ser divididos em dois grupos: ativos bons (geram renda) e ativos ruins (geram despesas). O prof. José Pio Martins, autor do livro “Educação financeira ao alcance de todos”, acrescenta que na prática “um ativo ruim tem o mesmo efeito de um passivo”, e observa que não é muito interessante acumular ativos ruins que vão fazer vc perder dinheiro. Ex.: uma casa de praia, que vc só vai uma vez por ano e gera gastos com manutenção, IPTU, água, luz, etc.
    Desta forma, algumas pessoas podem preferir não comprar a casa própria, que tb vai gerar os mesmos gastos da casa de praia e, por exemplo, aplicar o dinheiro em algum produto financeiro. Vc estaria pagando aluguel sim, mas o dinheiro que antes seria usado para a compra do imóvel continua em seu poder, rendendo o bastante para vc alugar um imóvel sem colocar a mão no bolso. Mas a meu ver esse é o tipo de questão onde não há certo e errado, apenas pontos de vista diferentes.

  • http://nenhum guaxinim

    Vinicius, pense da seguinte maneira:
    Você poderia investir o dinheiro que usaria pra comprar essa casa e o fruto desse dinheiro(os dividendos por exemplo) poderiam pagar seu aluguel e ainda sobrar um pouco para reinvestir e fazer o dinheiro render ainda mais!
    E ainda se você precisar de um dinheiro para alguma eventualidade precisaria vender uma casa toda, se tiver o dinheiro investido pode retirar uma parte e usar, e continuar tendo alguma rentabilidade.

    Eu compartilho da idéia de que casa própria não é investimento, não mesmo, a não ser que seja para vender e obter lucro na diferença entre venda/compra.

    Reflita bem, até mesmo o tesouro direto por meio das NTN-B rendem a mesma coisa que um aluguel ( valor liquido, não bruto). Isso com mais liquidez(pode-se vender toda quarta ou quinta nas semanas de reunião do copom), podendo obter parte do capital de volta se necessário e sem a incomodação de administrar um imóvel.

    Mas isso não quer dizer que ter a casa própria seja algo desejável, é sim. Mas não devemos considerar um investimento apenas por causa disso.

    Acho que coloquei meu ponto de vista, qualquer coisa vamos discutir, essa área é pra isso mesmo.

    Abraços

  • Vinicius

    O aluguel de um imovel residencial hoje em SP gira em torno de 1% do seu valor. Tomemos um imovel de R$ 100.000,00. Aluguel medio de R$ 1.000,00. Que vc chore pacas e consiga R$ 800,00, isso dá 0.8%. Despesas com IPTU ou eventual condominio não entra na conta pq o locatario paga de qq jeito. Qualquer benfeitoria no imovel tem de ser negociada com o proprietário e investimento proprio nele é dinheiro perdido.
    Não tem aplicação (segura) hoje que renda isso por mês. Se vc aplicar no MAX DI do Itau consegue algo em torno de 0.65% no maximo 0.7% em um mês.
    Mesmo que consiga o aluguel por R$ 700,00 ainda empata.

    É claro que voce pode pegar os seus R$100.000,00 e colocar em uma aplicação de risco (mas se despencar como vem acontecendo com a bolsa nos ultimo trimestre vc fica no olho da rua), ou alugar uma casa com valor mais baixo de R$50.000,00 e aí sim ter algum lucro, mesmo que baixo. Mas nesse ultimo caso vc vai ter de se contentar em colocar sua familia numa quitinete, ou pior ainda ir morar em um bairro mais afastado, aonde seus filhos serão criados com “otimas companhias”.

    Não trabalho no ramo imobiliário, mas acho que esse tipo de afirmação do modo que foi feita no artigo é um deserviço ás pessoas menos informadas. Casa propria é uma coisa, investimento financeiro é outra.

  • http://nenhum guaxinim

    Realmente, seria um pouco menos. Pelo menos aqui em florianópolis você consegue um apartamento de 3 quartos por 700 reais e em um bairro muito bom também. Ainda bem que eu não moro na sua cidade(nada contra a cidade, e sim contra os altos valores) :)

    Mas mesmo assim, eu acho que o artigo é totalmente válido. Não há referência em nenhum lugar que é melhor investir o dinheiro do que comprar uma casa própria.

    A única menção sobre a casa própria é que ela não é investimento e de fato pode ser considerada como não sendo.

  • Krop

    Vinícius,

    Como você bem disse casa própria é uma coisa e investimento é outra bem diferente. Acho que é essa a essência do artigo, não entendi porque o considera um deserviço…

    Viver de aluguel, pode ser um negócio melhor (em termos financeiros) do que comprar um imóvel e se endividar (que o que 99% das pessoas que compram um imóvel fazem). Aquele papo de que “pagar aluguel é colocar dinheiro no lixo” nem sempre é verdade.. eu prefiro dizer que “pagar juros compostos é colocar o seu dinheiro no lixo”.

    Sobre a situação hipotética que você coloca, deve levar em consideração a baixa liquidez bem, os meses em que o imóvel estará desocupado e você terá que arcar com as taxas de condomínio, IPTU, etc e toda a manutenção do imóvel. Ah, não esqueça de que o valor cobrado pelo aluguel geralmente tem um percentual que fica com a imobiliária..

    Outra coisa muito importante: o rendimento obtido no aluguel de um imóvel não pode ser comparado com o rendimento obtido numa aplicação financeira. Explico: No caso do imóvel os “juros” são simples e na aplicação os juros geralmente são compostos. Isso dá uma enorme diferença, como você deve saber.

    Eu particularmente acho que, em termos de investimento, imóveis são “elefantes brancos”. No caso de venda, as taxas de transferência, registro e corretagem são altíssimas, chegando a 10% do valor do imóvel! No caso de aluguel, não é tão difícil encontrar uma aplicação financeira “segura” que renda perto de 1% am (juros compostos) e, que tenha liquidez.

    Acharia um bom negócio se eu entendesse muito de imóveis e conseguisse verdadeiras “barbadas”, o que é bastante difícil. Ou então se tivesse um patrimônio muito grande e quisesse “proteger” e diversificar uma parte.

    Agora, se você quer bem-estar, um bom lugar para a sua família, etc, etc.. Aí é outra história.. mas não pense nisso como um investimento financeiro (ao contrário). Pense como um investimento no seu bem-estar.

    Um abraço.

  • Vivian

    Olá pessoal.
    Sou novata por aqui, e ando pesquisando sobre investimentos. Não sei muito sobre o assunto e tbm nunca investi em nada. Tenho um dinheiro guardado (em torno de uns R$ 2,000) e gostaria de algumas dicas de como investir bem este dinheiro ou parte dele. Ficarei grata se puderem me ajudar.

  • David

    Vivian, estou quase na mesma situação que você. Mas já leio sobre economia e investimentos há alguns anos. Minha conclusão é que com valores baixos, como o seu e o meu, o negócio é a poupança mesmo. Rende pouco mas tem alta liquidez, não tem taxa de administração e é isenta de imposto de renda, e o Banco Central garante até R$20.000,00 por CPF em caso de quebra do banco.

    Com R$2.000,00 você pode investir num fundo de investimentos, mas com as taxas de administração e o pequeno retorno no momento, no final das contas empata com a poupança. Mas perde na liquidez. Se você precisar do dinheiro da poupança, é só sacar. Se for resgatar do fundo antes de um ano, os impostos são maiores e você vai perder dinheiro.

    Recomendo ter uma reserva de 6 vezes sua renda mensal, e só investir com mais risco o que tiver além disso. Ai dá pra ir pros fundos, pro Tesouro Direto, e pra bolsa. Só pra ilustrar: pra valer a pena investir diretamente em ações, operando na bolsa, você precisa ter pelo menos uns R$15.000,00. Lembrando que esse dinheiro tem que ser “extra”, ou seja, um dinheiro que você possa perder e isso não ira interferir no seu orçamento.

  • ALISSON RODRIGUES

    Olá pessoal !!
    semelhante a Vivian, eu tenho guardado cerca de 12.000 extra. o melhor investimento para mim seria a poupança, até eu conseguir valores maiores ???
    Obrigado !!

  • Vinicius

    Allison, depende… vc tem pretenções de usar esse dinheiro ou parte dele a curto prazo (nos proximos 12 meses)? Se sim, é poupança.

    Se não, acho que o DI no momento seria melhor. Mas depende da instituição que vc vai aplicar. Se for no Itau, não que os fundos DI lá sejam atrativos para 12.000. Ja no Unibanco tem fundos para esses valor com um rentabilidade um pouco maior que a poupança.

    Eu particularmente, colocaria 10.000 em um fundo DI com uma retabilidade um pouco maior que o da poupança para deixar lá por pelo menor 12 meses. Os 2.000 restantes eu colocaria na poupança, no aguardo de uma melhor definição situação da bolsa esperando uma boa oportunidade.

    As ações da Vale cairam muito nos ultimos meses e as da Petrobras prometem uma boa rentabilidade a longo prazo SE todas essas noticias maravilhosas que surgiram ultimamente (curiosamente nos piores dias dessa “crise”) começarem a efetivamente se reverterem em lucro para a empresa. A questão é acertar o momento de voltar a investir nelas.

  • Geraldo Andrade

    Tenho um plano não muito original, porém prefiro pensar no conjunto dos investimentos. Invisto em imóveis e renda variável. O objetivo final é obter renda gerada pelos investimentos e reinvestir esta renda.

    Existem aplicações melhores que imóveis, porém, tais imóveis fazem parte de uma estratégia que tenho para no futuro viver de renda.

    1). Compro imóveis na planta e após 3 anos, quando prontos, os alugo – ganho em média 30% na valorização dos imóveis e 0,6% de aluguel. Aplico os aluguéis recebidos em renda fixa e aguardo um próximo lançamento de imóvel na planta. Com estes rendimentos compro outros apartamentos. Para que esta estratégia dê êxito, algumas coisa têm que ser levadas em consideração:
    a). Preço do condomínio (água e luz individuais proporciona um menor preço do condomínio – aumenta a demanda por locação)
    b). Localização do apartamento – É melhor um apartamento simples numa área nobre. Portanto, conhecer o potencial de valorização da região e empreendimentos que estão para serem lançados nos próximos anos é muito importante. Isto garante valorização do imóvel.
    c). Escolher a faixa de público alvo – a classe média baixa é a que melhor aluga apartamento em minha região.
    d). Deixar que uma corretora séria administre o(s) imóveis.

    Em alguns anos é possível ter uma boa carteira de imóveis alugados com objetivo de gerar renda.

    2). Aplicar sistematicamente em ações de boas empresas (blue chips) e com os dividendos comprar mais ações. Uma vez familiarizado com o mercado passar a aplicar estratégias de “remunerar a carteira” com derivativos e com o lucro obtido comprar mais ações.

    Vejam que imóveis e ações são teoricamente investimentos com riscos opostos. Dizem que os imóveis são investimentos seguros e renda variável mais arriscado. Porém, considero que ambos são arriscados, deve se ter um mínimo de conhecimento e assessoria para se ter sucesso em qualquer um destes investimentos.

    Já fazem alguns anos que utilizo a estratégia acima e não me arrependo. Observem que imóveis e renda variável se complementam num plano maior: Criar uma boa fonte de geração de renda daqui a alguns anos. Hoje em dia toda a renda já gerada é reinvestida ou em imóveis ou renda variável. Continuo estudando outras possibilidades de aplicações que possam gerar renda. Minha meta é continuar vivendo do meu salário e me desenvolvendo profissionalmente e criar alternativas de geração de renda para daqui a 8 anos não depender do salário para viver.

    Tudo isto foi possível após construir a casa própria. Minha moradia não é um ativo, tem gasto e não gera renda. Porém, nela eu e minha família temos segurança e o conforto de planejar o futuro e isto não tem preço.

  • Alex

    Amigos,
    Exponho a seguinte situação.
    Pago em torno de R$ 400,00 Reais de aluguel, e tenho a possibilidade de comprar uma casa de melhores condições de que a casa que moro, em uma localização que pode, considerando o custo da obra e o valor de mercado, em dois anos valorizar de 30 a 40%, ou seja custos de obra R$ 70.000,00, e daqui a dois anos preço de mercado R$ 100.000,00.
    Pelo financiamento pela CEF com prestações decrescentes utilizando R$ 10.000,00 de FGTS as prestações decrescentes iniciariam em R$ 660.00, e pelo que dizem decairia proporcionalmente ao longo de 20 anos 60%.
    Creio ser um bom negócio, pois a principio estaria pagando R$ 260,00 a mais do que o aluguel que pago em um imóvel próprio, melhor e valorizando.
    É diferente de se ter o dinheiro vivo, ai sim teria outras opções de investimentos.
    Aceitando-de que é um bom negócio, a questão é utilizar o FGTS ou não caso haja uma chance de aplica-lo em ações.

  • Gilvan

    Gustava,
    Boa tarde. Primeiro gostaria de parabeniza-los pelas belas dicas que aqui encontramos, vocês realmente prestam um serviço muito bom !! Minha dúvida é a seguinte, tenho 30 mil reais que estão na poupança, a princicio imginei utiliza-lo para dar de entrada em um imóvel, mas ando com dúvidas se não seria melhor usar somente o fundo de garantia (outros 30 mil) para adquirir um imóvel e utilizar este valor da poupança em um investimento com maior retorno em um prazo maior. O que você acha?

    Obrigado e parabéns.

  • Pingback: A essência de investir : InvestBlogs

  • Rodrigo

    Amigos, possuo um consórcio imobiliário com a carta no valor de 50mil, possuo também um fundo DI com taxa de administração de 4%a.a. e uma previdência privada.

    Quando eu for contemplado, pretendo unir esses três investimentos para comprar o imóvel, mas não sei se apliquei o dinheiro de forma a otimizar meus rendimentos.

    Alguém poderia me dizer se estou no caminho certo… se não, como devo agir?
    Obrigado.

  • Cleciano viebrantz Dias

    Olha pode se dizer que estas dicas são uteis, mas a dica que imóvel não é um investimento,concordo em parte. Partindo do principio que a taxa de financiamento é de 4.5% a.a, devo financiar ou pagar a vista?
    Olha posso até estar errado mas prefiro deixar o meu dinheiro até na poupança e ganhar 0,6% a.m, e pagar parcelado o imovel adquirido.
    Garanto que vc ira agregar patrimonio e alavancara seu dinheiro, e com certeza tera renda suficiente para quitar o saldo devedor de seu financiamento.

  • Sandro

    Caro Geraldo Andrade…..disse tudo!

    Viver do salario e, o patrimonio extra, usar para re-investir.
    Esse e o melhor caminho para nao passar a vida dependendo de um salario ou aposentadoria. Parabens pela visao.

  • Livro O Que as Mulheres Querem Saber Sobre Finanças Pessoais

    Livro O Que as Mulheres Querem Saber Sobre Finanças Pessoais

    R$ 19,90
    Comprar
  • Kit Livro “Vamos Falar de Dinheiro?” + DVD + Brinde – FRETE GRATIS

    Kit Livro "Vamos Falar de Dinheiro?" + DVD + Brinde - FRETE GRATIS

    R$ 34,90
    Comprar
  • Kit Livros “Vamos Falar de Dinheiro?” e “Terapia Financeira” – FRETE GRÁTIS

    Kit Livros "Vamos Falar de Dinheiro?" e "Terapia Financeira" - FRETE GRÁTIS

    R$ 49,90
    Comprar
Livro Bilionários por Acaso Livro Aprenda a Operar no Mercado de Ações Livro Aprenda a Investir Livro As Armadilhas do Consumo Livro: Pai Rico Pai Pobre Livro Steve Jobs – Biografia Oficial

Quem já falou do Dinheirama?

Adquirimos virtudes quando primeiro as colocamos em ação, assim como fiz em relação a encarar de frente minhas dividas, quando tomei a decisão de seguir muitas das orientações aprendidas com o blog.

Paty

Parcerias Exclusivas

Ueba

Disclaimer

Toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é única e exclusiva responsabilidade do leitor