Risco, planejamento e sucesso do próprio negócio!
Publicado por Ricardo Pereira em 07.3.2008 na seção Empreendedorismo
Quem nunca sonhou em montar o próprio negócio? Mais do que um sonho, optar pelo empreendedorismo é uma atitude muito admirada pelos brasileiros. Com razão. No entanto, uma questão crucial, capaz de fazer toda a diferença, merece destaque: você está preparado para esse grande desafio?
O Dinheirama, ciente da grande quantidade de pequenos e médios empresários que não têm acesso às práticas modernas de administração dos negócios, começa hoje a preencher essa grande lacuna, trazendo, quinzenalmente, artigos focados nesta realidade e suscitando debates de grande relevância para o ambiente de negócios.
Não espere encontrar fórmulas ou conceitos “enlatados”. Como sempre, questões serão levantadas, assuntos serão debatidos, discussões serão incentivadas. Os resultados virão com o esforço pessoal e comprometimento. Contamos, como sempre, com a participação dinâmica dos leitores. Sugestões, comentários, e-mails e a divulgação dos artigos para os amigos serão sempre ações bem-vindas.
E, claro, manteremos a mesma linha editorial, recheada de opinião e linguagem descontraída, mas com conteúdo prático e objetivo. Para começar, decidimos abordar os conceitos básicos do empreendedorismo: risco, oportunidades e planejamento.
Desde que a globalização aplacou o mundo moderno, anualmente muitas pessoas passaram a figurar em uma das estatísticas mais cruéis do novo cenário econômico-produtivo: a estatística do desemprego. Grandes corporações e marcas se expandiram rapidamente pelo mundo em busca de margens de lucros cada vez maiores. Ao mesmo tempo, mais fusões e aquisições aconteceram e a modernidade trouxe, mais uma vez, o conceito de redução de custos à realidade dos negócios.
A idéia de que alguém mais jovem, ainda que sem experiência, pode substituir pessoas com mais idade e salários maiores vem sendo amplamente utilizada. Esse mesmo jovem acaba acumulando diversos postos, o que é, de certa forma, reflexo de sua capacidade e do avanço da tecnologia.
Uma idéia, um projeto, uma empresa
Sem muita alternativa e já prevendo o perigo real e imediato de permanecer no mercado de trabalho, profissionais das mais variadas atividades partem em busca do negócio próprio. Tal mudança é tida como grande avanço pessoal, é verdade, mas requer certos cuidados.
Partindo da idéia que a pessoa tenha o capital necessário para inicio das atividades empresariais, faz-se necessário um mínimo de conhecimentos administrativos, financeiros e de mercado para criar um projeto viável e com boas chances de sucesso. Não basta só a ótima idéia. É preciso operacionalizá-la.
No livro “Finanças para Empreendedores e Profissionais não financeiros”, escrito pelo consultor Gustavo Cerbasi e o Prof. Rafael Paschoarelli, há uma importante questão que merece destaque:
“Se mesmo projetos muito bem estruturados desde o inicio correm o risco de fracassar, imagine aquelas empreitadas em que algumas etapas no processo de planejamento são queimadas?”
Como sabemos, essas etapas mínimas de um bom planejamento muitas vezes são queimadas por falta do conhecimento e orientação. Neste sentido, o empresário tem a seu favor um grande aliado, o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), que presta um serviço excepcional, orientando, através de cursos e acompanhamento prático, quem pensa em montar um novo negócio.
Conhecendo o risco
É óbvio que todo projeto é passível de risco, afinal nem sempre tudo ocorre conforme o planejado. Entretanto, alguns riscos podem e devem ser reduzidos, através de conhecimentos básicos de administração e planejamento. Podemos classificar o risco em duas categorias:
- Risco diversificável: aquele risco que pode (e deve) ser evitado, seja através de ações direcionadas, planos de ação ou estratégias diferenciadas. É o risco inerente ao próprio negócio. Problemas com fornecedores, questões de prazo de pagamento que podem afetar o capital de giro são alguns exemplos.
- Risco não diversificável: risco que não pode ser evitado, muitas vezes porque não pode sequer ser imaginado. Como exemplo, imagine o efeito que uma guerra pode trazer aos negócios de um país. Trata-se de um risco não diversificável.
Lembre-se sempre que, como no universo dos investimentos, quanto maior o risco do negócio, mais o empreendedor irá querer como retorno.
Mortalidade das empresas
De acordo com o SEBRAE, de cada dez empresas criadas, apenas duas permanecem funcionando depois de cinco anos. Um estudo do mesmo órgão apresentou doze questões a diversos empreendedores, com o objetivo de mostrar os principais motivos para a mortalidade das empresas:

Oportunidades + Inovação + Planejamento = Sucesso
Correr risco faz parte da caminhada rumo ao sucesso. Com boa dose de planejamento, a realidade pode ser muito favorável, especialmente se levarmos em conta nosso atual ambiente econômico de estabilidade financeira.
É comum associar empreendimento ao risco. Risco esse que muitas vezes não encontra merecida atenção na criação cultural do brasileiro. Lidamos muito mal com a frustração e com as chances de ver projetos pessoais dando errado. Ouso dizer que, no aspecto cultural, o Brasil ainda é muito fraco na educação de empreendedores. A boa notícia é que, ano após ano, estamos melhorando.
O bom empreendedor é aquele que descobre oportunidades e, através da inovação e planejamento, organiza um sistema capaz de criar, produzir e distribuir um produto/serviço de qualidade, mas sempre com lucro e reinvestimento na empresa. Por incrível que pareça, essa nem sempre é a visão compartilhada por todos que aspiram posições de destaque como donos de seu próprio nariz. Você é assim?
No nosso próximo encontro abordaremos um tema extremamente interessante, e que está conquistando cada vez mais adeptos: o sistema de franquias. Aproveitem o fim de semana e lembre-se que sua maior riqueza pode estar dentro de casa. Até lá.
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Ricardo Pereira é Analista Financeiro Sênior da ABET Corretora de Seguros, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Crédito da foto para Marcio Eugenio.
Ricardo Pereira
Educador financeiro, palestrante, autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Ainda bem que você adiantou o teor da próxima matéria porque, caso contrário, eu já estava pronto para fazer a sugestão das franquias :)
Tenho pensado muito sobre a questão do negócio próprio. Meu pai, que é um gênio, além de super-carismático, faliu várias empreitadas, cujas frustrações pesaram muito sobre as finanças da família, mas este histórico pessoal não me abala. A perspectiva de ter um negócio é atraente demais...
É público e notório que o negócio próprio, além de arriscado, demanda esforço e dedicação colossais do valente que se aventura nesse caminho. Mas, sinceramente, imagino que seja uma das opções mais recompensadoras, tanto sob a perspectiva financeira quanto emocional, de realização pessoal.
No final das contas, o sucesso ou fracasso será proporcional ao seu grau de esforço e, em menor escala, de alguma sorte ou azar no meio do caminho. Mas a vida, afinal, não é isso mesmo? Fruto de uma soma entre o seu esforço e o acaso?
Como de costume, sensacional esta nova iniciativa do Dinheirama. Parabéns! E muito obrigado! Espero ansiosamente pela continuação desta série.
Muito boa a iniciativa Ricardo!
Ficarei aguardando o próximo post!
Quero aproveitar a visita e convidá-lo para conhecer o blog Construindo do Zero. É uma iniciativa de três empreendedores, que contam através de histórias reais e semanais as dificuldades de começar um negócio sem dinheiro. Fica a dica:
http://construindodozero.blogspot.com/
Abraços!
Muito bom parabens pelo texto...
Também estou ancioso para o proximo capitulo..
Vocês também pretendem falar sobre empresas que já estão no mercado e estão com dificuldades financeiras?
muito bom o artigo. estarei esperando anciosamente pelo proximo. parabens.
[...] Recomendo a leitura! Veja o artigo inicial em Risco, planejamento e sucesso do próprio negócio. [...]
Olá amigos, sim a idéia é abordar assuntos de empresas que também passem por dificuldades financeiras.
Para isso, seria bacana que os leitores enviassem as dúvidas e dificuldades. Que tal?
Abraços
Estou estudando empreendedorismo na faculdade. Um dos livros indicados pelo professor é O Segredo de Luísa.
Estou na segunda metade do livro e estou achando-o sensacional. Um dos melhores livros que eu já li.
O livro é um romance que conta a história de Luísa, uma estudante de Odontologia que decide montar seu próprio negócio.
Apesar de ser um romance, há bastante conteúdo técnico e teórico visando esclarecer tudo o que está ligado ao empreendedorismo e esse é exatamente o grande diferencial do livro.
[...] uns, e horrível para outros hehehehe. E essa iniciativa²²³²³ foi depois de ler o artigo do Risco, Planejamento e Sucesso do próprio negócio no blog [...]
COMO FAÇO PARA ADMINISTRAR MELHOR E REDUZIR GASTOS POIS POR MIN MUDARIA MUITA CISA MAS O MEU MARIDO ACHA QUE ESTA TUDO BEM , MAS NÂO SOBRA PARA ENVERTIMOS NA NOSA CASA POR EXEMPLO, O DINHEIRO FICA NA CONTA DE TELEFONE,E CORRETO VC TER VENDEDORES MESMO SENDO ALTONIMO PAGAR PASSAGEM TODA VEZ QUE VAI VISITAR CLIENTE MESMO SENDO PERTO,AS VEZES COLOCAR GASOLINA ,FORA QUE OS VENDEDORES LIGA A COBRAR,ME AJUDA POIS O LUCRO FICA NA CONTA DE TELEFONE NAS DESPESSAS QUE ELE PAGA, OS VEDEDORES DELE NÂO TEM DESPESA NENHUMA ELE PAGA TUDO BOM ELE PAGA TA PAGANDO PARA TRABALHAR ME DA UMA LUZ COMO DEVO FAZER O QUE VC ME SUGERI OBIGADO RICARDO
Bom, legal vcs darem esta colher de cha pra quem quer abrir um negocios nos dias de hoje,vc citou na materia sobre o risco das pessoas ficarem desempregadas,mas vcs ñ tem casos de sucesso de pessoas que deixaram seus empregos insatisfeitos e partiram para abriro proprio negocio?,o que vcs acham deste tipo de atitude?aconselhariam alguem a tomar esta atitude?que dicas dariam para quem chegar a esta conclusão?