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	<title>Comentários sobre: Os juros, a inflação e a explosão do crédito</title>
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		<title>Por: A alta da Selic, o feijãozinho e o seu bolso &#124; Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos</title>
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		<dc:creator>A alta da Selic, o feijãozinho e o seu bolso &#124; Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 20:48:07 +0000</pubDate>
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		<description>[...] mas sua mudança é dada como certa. Como você já sabe, o grande responsável pelo aumento é o perigo inflacionário, muito mais perigoso e ardiloso do que se supunha até pouco [...] </description>
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		<title>Por: Ricardo Pereira</title>
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		<dc:creator>Ricardo Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 16:38:17 +0000</pubDate>
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		<description>Grande Marcelo Minholi, obrigado pelo comentário. Achei fantástica sua considerações.

1- Concordo com você, a realidade de juros no Brasil, desde a taxa básica, até as taxas de financiamentos são altas (ponto).
Como você diz, sobre a questão do automóvel é sim menor, do que os demais financiamentos, não que na realidade sejam baixos.
2- As justificativas dos bancos, no meu ponto de vista são cabíveis sim principalmente na questão da alta carga tributária, mas existe sim o dedo do oportunismo do negócio que pode ser aí a tal da ganância através das altas taxas praticas, mas como no artigo mencionei, faz parte do capitalismo e só com um pouco de cultura financeira poderemos mudar isso. Tenho certeza que o governo não irá mexer nisso.
3-A questão das importações é interessante mesmo, atirar pedra no protecionismo externo é não olhar o que se faz aqui dentro.

Mais uma vez agradeço a força, volte sempre.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Grande Marcelo Minholi, obrigado pelo comentário. Achei fantástica sua considerações.</p>
<p>1- Concordo com você, a realidade de juros no Brasil, desde a taxa básica, até as taxas de financiamentos são altas (ponto).<br />
Como você diz, sobre a questão do automóvel é sim menor, do que os demais financiamentos, não que na realidade sejam baixos.<br />
2- As justificativas dos bancos, no meu ponto de vista são cabíveis sim principalmente na questão da alta carga tributária, mas existe sim o dedo do oportunismo do negócio que pode ser aí a tal da ganância através das altas taxas praticas, mas como no artigo mencionei, faz parte do capitalismo e só com um pouco de cultura financeira poderemos mudar isso. Tenho certeza que o governo não irá mexer nisso.<br />
3-A questão das importações é interessante mesmo, atirar pedra no protecionismo externo é não olhar o que se faz aqui dentro.</p>
<p>Mais uma vez agradeço a força, volte sempre.</p>
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		<title>Por: Marcelo Minholi</title>
		<link>http://dinheirama.com/blog/2008/03/28/os-juros-a-inflacao-e-a-explosao-do-credito/#comment-5587</link>
		<dc:creator>Marcelo Minholi</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 14:14:19 +0000</pubDate>
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		<description>Primeiramente gostaria de parabenizar o Ricardo Pereira pelo ótimo texto.

O que vejo que ocorre toda  vez que se discutem medidas para conter o consumo, mesmo nas ocasiões onde ocorreram altos índices de inflação, é que nunca o governo leva em consideração a hipótese de favorecer as importações.

Quando o Brasil é vítima de protecionismo de países europeus, que favorecem os produtores locais sobretaxando a importação de produtos brasileiros as declarações indignadas que aparecem na mídia são imediatas, entretanto, quando a situação é contrária tudo é encarado com a maior serenidade. É o verdadeiro cúmulo da hipocrisia.

Ao meu ver isso não é feito porque se viesse a ocorrer forçaria a redução da carga tributária interna, obrigando o governo a se adequar e cortar gastos, ou seja, é o velho paradigma do ovo e da galinha.

Não sei se por herança da época em que o País viveu a reserva de mercado, o Brasil insiste em cultivar a ineficiência e a ganância da sua indústria e em não estimular a livre concorrência. Tenho certeza de que se afrouxassem um pouco a tributação e a burocracia das importações haveria queda imediata nos preços e consequente aumento no poder aquisitivo da população, fortalecendo ainda mais a economia.

É justamente o setor que mais cresce, o de automóveis, que é dotado de maior protecionismo, sempre sob a alegação de que a geração de empregos do setor deve ser preservada, mas até que ponto isso é realmente benéfico?

Cria-se uma silenciosa reserva de mercado para alguns setores, sob a alegação de que estão sendo protegidos os interesses dos trabalhadores do setor, e todos nós pagamos a conta vivenciando um mercado de produtos inferiores e inchado pelo sobrepreço. Interesse real de quem?

Hoje tenho dúvidas se a indústria automobilística realmente pratica juros mais baixos (ou seriam &quot;menos altos&quot;?), o que vem sendo usado e por vezes recomendado na televisão, como meio de fuga dos juros do cartão de crédito e do cheque especial.

Quem perde mais? Quem compra o automóvel financiado com juros compostos pela taxa anunciada e pelo sobrepreço? Ou quem compra o automóvel a vista, que tem maquiado em seu preço parte dos juros que seriam cobrados se fosse financiado mas que não sofre abatimento ao ser negociado dessa forma?

Será que só os bancos são gananciosos ao praticarem taxas de juro altas?

A carga tributária, os custos trabalhistas, entre outros, tem sido usados pela indústria como justificativa para a prática de altas margens de lucro. Aliada a isso também está a alegação de que é necessário praticar margens altas porque a economia é imprevisível e outras balelas. Coisa que só é possível justamente por causa do protecionismo.

Livre comércio ou Cartel?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente gostaria de parabenizar o Ricardo Pereira pelo ótimo texto.</p>
<p>O que vejo que ocorre toda  vez que se discutem medidas para conter o consumo, mesmo nas ocasiões onde ocorreram altos índices de inflação, é que nunca o governo leva em consideração a hipótese de favorecer as importações.</p>
<p>Quando o Brasil é vítima de protecionismo de países europeus, que favorecem os produtores locais sobretaxando a importação de produtos brasileiros as declarações indignadas que aparecem na mídia são imediatas, entretanto, quando a situação é contrária tudo é encarado com a maior serenidade. É o verdadeiro cúmulo da hipocrisia.</p>
<p>Ao meu ver isso não é feito porque se viesse a ocorrer forçaria a redução da carga tributária interna, obrigando o governo a se adequar e cortar gastos, ou seja, é o velho paradigma do ovo e da galinha.</p>
<p>Não sei se por herança da época em que o País viveu a reserva de mercado, o Brasil insiste em cultivar a ineficiência e a ganância da sua indústria e em não estimular a livre concorrência. Tenho certeza de que se afrouxassem um pouco a tributação e a burocracia das importações haveria queda imediata nos preços e consequente aumento no poder aquisitivo da população, fortalecendo ainda mais a economia.</p>
<p>É justamente o setor que mais cresce, o de automóveis, que é dotado de maior protecionismo, sempre sob a alegação de que a geração de empregos do setor deve ser preservada, mas até que ponto isso é realmente benéfico?</p>
<p>Cria-se uma silenciosa reserva de mercado para alguns setores, sob a alegação de que estão sendo protegidos os interesses dos trabalhadores do setor, e todos nós pagamos a conta vivenciando um mercado de produtos inferiores e inchado pelo sobrepreço. Interesse real de quem?</p>
<p>Hoje tenho dúvidas se a indústria automobilística realmente pratica juros mais baixos (ou seriam &#8220;menos altos&#8221;?), o que vem sendo usado e por vezes recomendado na televisão, como meio de fuga dos juros do cartão de crédito e do cheque especial.</p>
<p>Quem perde mais? Quem compra o automóvel financiado com juros compostos pela taxa anunciada e pelo sobrepreço? Ou quem compra o automóvel a vista, que tem maquiado em seu preço parte dos juros que seriam cobrados se fosse financiado mas que não sofre abatimento ao ser negociado dessa forma?</p>
<p>Será que só os bancos são gananciosos ao praticarem taxas de juro altas?</p>
<p>A carga tributária, os custos trabalhistas, entre outros, tem sido usados pela indústria como justificativa para a prática de altas margens de lucro. Aliada a isso também está a alegação de que é necessário praticar margens altas porque a economia é imprevisível e outras balelas. Coisa que só é possível justamente por causa do protecionismo.</p>
<p>Livre comércio ou Cartel?</p>
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