O jornal Folha de S. Paulo de hoje traz uma manchete perturbadora: “Brasileiro trabalha metade da vida para o fisco, diz estudo - Para expectativa de vida de 72,3 anos, 36,3 deles irão para pagar tributos, aponta instituto”. Uau, fiquei pasmo! Que a situação tributária brasileira merece muita “atenção” eu já sei, mas nunca parei para pensar nos cálculos sobre essa ótica. Que medo!
O estudo, criado a partir da análise do aumento da carga tributária sobre renda, patrimônio e consumo nos últimos 18 anos, foi divulgado ontem pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) e conta com dados oficiais que vão de 1900 aos dias de hoje. Entrevistado pela Folha, o advogado Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, afirma que:
“Em 108 anos a expectativa de vida dos brasileiros cresceu 116%, enquanto a expectativa de pagamento de tributos aumentou 244%”
A reportagem nos lembra que em 2008 serão necessários 148 dias de trabalho para o pagamento de tributos aos três níveis de governo (municipal, estadual e federal) - dois dias a mais que em 2007. Se quiser ver uma simulação, acesse a Calculadora do Tributo Guloso e divirta-se! Pera lá, divirta-se? Como assim?
Leia mais:
- Reportagem completa da Folha (requer login/senha do UOL);
- Estudo completo [PDF] realizado pelo IBPT.
Crédito da foto para Marcio Eugenio.















Oi, Navarro!
Estou num impasse. Tenho pequeno capital sobrando todo mês, mas não sei onde e como investir esse montante para garantir dois objetivos básicos:
1 - Garantir uma renda mensal decente (minha aposentadoria)
2 - Poupar ao máximo meu suado dinheirinho da mordida dos impostos.
Confesso ter muito medo do mercado de ações, porque (segundo chequei com algumas pessoas) ou você se profissionaliza como homebroker ou fica só brincando de perde-ganha-perde na bolsa. Não sei se tenho saúde para acompanhar hora-a-hora a dança dos números no pregão.
Com a oscilação dos rendimentos com a crise do subprime, confesso que estou muito insegura de investir nos fundos. Pensei em investir em imóveis (até fazer curso de corretagem para me inteirar do mercado), mas a falta de liquidez, o aumento do valor dos terrenos (pelo menos aqui no Ceará) e a depreciação do bem me desestimula um pouco.
O fato é que meu din-din está numa caixinha em cima da cômoda. Hoje, dei uma olhada e vi que as cédulas estão mofando. Bem figurativo, não? Dinheiro parado é digerido pela inflação e pelos fungos… risos
Enfim… O Dinheirama é bastante pedagógico, mas contei essa história (absolutamente real) para pedir uma pouquinho mais de atenção com os analfabetos financeiros como eu…
Abraços
Ana
O que mais assusta não é nem o valor dos imposto, é que ninguém tenta resolver isto, e os poucos que tentam são esmagados pelo governo.
E para piorar um pouco mais a gente fica vendo por aí este monte de CPI onde meia dúzia de pessoas pegam este dinheiro e gastam em abusos pessoais. E pra piorar depois que deixa de dar IBOPE ninguém ouve falar mais nada, ou seja, nada acontece.