Grau de investimento chegou cedo? Ótimo!
Publicado por Ricardo Pereira em 02.05.2008 na seção Economia Geral
A agência de classificação de risco Standard & Poor´s anunciou, nesta quarta-feira (30), a elevação do rating do Brasil a grau de investimento. A boa notícia surpreendeu por ter sido reportada e comentada em véspera de feriado nacional, antes do que esperava o mercado. Era senso comum de que a estabilidade da economia brasileira e o bom desempenho alcançado mesmo durante a grave crise econômica dos Estados Unidos trariam em breve a conquista do grau de investimento.
Entretanto, nem mesmo o economista mais otimista supunha que ele chegaria antes do terceiro trimestre deste ano. O grau de investimento é uma classificação dada pelas agências de risco a títulos de empresas e países com baixo risco de calote. No caso do Brasil, a Standard & Poor’s foi a primeira agência a classificar o país desta forma. Ela avaliou critérios macroeconômicos e concedeu notas que colocaram o País nesta posição.
Na prática, pensando nos investimentos, o grau de investimento funciona como uma permissão para que instituições e investidores estrangeiros apliquem seus recursos em papéis da dívida brasileira, o que deve atrair ainda mais recursos de fora. Assim, o real deve se apreciar ainda mais frente ao dólar; e as ações de empresas, principalmente de bancos, serão melhor avaliadas pelos investidores e devem subir no curto prazo.
O banco UBS divulgou relatório em que concorda com a avaliação de que a promoção do Brasil ao grau de investimento poderá ajudar no controle das contas externas e da inflação. O banco prevê que a entrada de investimentos externos vai valorizar ainda mais o real, barateando as importações e desestimulando a inflação. Como há entrada de dinheiro, esse movimento compensa a perda de exportações (por causa do real valorizado) e atenua a preocupação com os recentes déficits em conta corrente do país.
Do ponto de vista da economia real, além da possibilidade desta classificação trazer mais investimentos (diretos) para o Brasil, melhorando mais as condições macroeconômicas, as empresas conseguirão captar recursos com taxas mais baixas e assim tendem a ter lucros maiores.
Para os pequenos investidores, maiores chances
Quando um páis recebe o grau de investimento, as empresas (como mencionamos acima) conseguem capitalizar-se de uma maneira mais “barata”. O acesso ao crédito se dá com melhores taxas e boas oportunidades surgem para todos, em uma cadeia positiva. Repare nos itens abaixo:
IPOs em massa? É bem provável, por exemplo, que algumas empresas que aguardavam para se lançarem no mercado de ações atravé do conhecido IPO – Oferta Inicial de Ações – antecipem os planos e tentem aproveitar os bons ventos que sopram com a concessão do grau de investimento.
Bolsa diante de novos recordes? A elevação do rating da dívida brasileira em moeda estrangeira – passando de “BB+” para “BBB-” com perspectiva estável – promoveu o recorde histórico de pontos do Ibovespa e a maior alta percentual do índice desde 17 de outubro de 2002, ajudando a selar a bolsa como melhor investimento do mês.
O patamar recorde atingido pelo benchmark no último dia do mês, 67.868 pontos, simboliza a recuperação da bolsa brasileira, que vem de expressivas perdas em março. Prova disso é que entre os 21 pregões de abril, apenas 7 marcaram recuo no índice Ibovespa.
Aquilo que sempre defendemos por aqui ganha força extra: os investimentos em ações por parte dos pequenos investidores, pensando sempre no médio ou longo prazo, podem apresentar ótimas rentabilidades.
Tudo acontece agora, mas e o longo prazo?
O grau de investimento também pode estimular o governo a emitir títulos de longo prazo para o mercado doméstico, a fim de melhorar o perfil da dívida interna, concordam analistas. Em um relatório, emitido na quinta-feira, o Credit Suisse disse que a procura dos investidores estrangeiros por papéis em real permitirá que o governo prolongue a duração média da dívida.
Nesse cenário, o governo poderá substituir os títulos pós-fixados (LFTs) por papéis vinculados à variação da inflação (NTN-B) ou pré-fixados (NTNF), segundo Daniel Tenengauzer, diretor de estratégia cambial global do Merrill Lynch, em Nova York.
“Os papéis flutuantes não são mau negócio para ter em termos de carteira de risco, mas uma coisa a respeito do Brasil é que a participação dos LFTs é grande demais. É uma ótima oportunidade, mas se o Tesouro vai aproveitá-la para fazer algo é outra questão”
Cautela nas expectativas
Alguns ótimos articulistas de economia, como Vinícius Torres Freire (Folha), alertam também para o fato de que outros países, como Rússia e Argentina, já estiveram em posição semelhante e acabaram por instaurar calotes e jogar longe as boas perspectivas trazidas pelo dinheiro estrangeiro. Além disso, também alertam para a recente crise moral das agências de risco, que deram ótimas notas ao mercado imobiliáro americano (entrou em colapso). Um pouco de cautela é sempre importante.
Admito que hoje exagerei um pouco no “economês”. Desculpe, mas quando um evento como esse acontece a explicação e os prováveis desdobramentos passam por uma explicação mais técnica. É normal e interessante que surjam dúvidas. Deixe sua opinião por aqui e também no Forum Sociedade Dinheirama. Bom final de semana!
——
Ricardo Pereira é Analista Financeiro Sênior da ABET Corretora de Seguros, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
▪ Quem é Ricardo Pereira?
▪ Leia todos os artigos escritos por Ricardo
Crédito da foto para Marcio Eugenio.
Artigos relacionados
Assine os feeds
24 comentários
Deixe um comentário
Os comentários e o teor das palavras aqui colocadas são de total responsabilidade de seus autores. Serão sumariamente excluidos os comentários publicados com e-mail anônimo (ou falso), de cunho preconceituoso ou racista ou que não estejam de acordo com o mínimo bom senso. Se quiser criticar, deixar sua mensagem de descontentamento ou desprezo faça-o usando seu nome e e-mails verdadeiros. O Dinheirama reserva o direito de publicar e(ou) apagar qualquer comentário que julgar inoportuno. Participe com decência da discussão! Obrigado.





















Olá Ricardo, tudo bem?
Excelente texto! Tenho lido muito sobre o investment grade desde quarta e tenho uma dúvida (que acredito até ser idiota): O que o grau de investimento anunciado, afetará nos Fundos de Ações?
Gostaria também que você me indicasse algum material que fale das diferenças entre os Fundos de Ações e o Mercado de Ações. Para pessoa física, que inicia agora seus investimentos, qual deles seria melhor… Esse tipo de informação.
Abraços,
Glau Ribeiro
Olá Ricardo,
Ficou ótimo o artigo, parabéns!
O rating mudou de “BB+” para “BBB-”, mas quais são os ratings possíveis? Basta que apenas uma agência de avaliação de risco emita a nota para o país atingir grau de investimento? E se outras agências não concordarem com a nota? E quais são as outras agências reconhecidas internacionalmente para avaliar o risco do país?
Muito Obrigado!
PREZADO SENHOR RICARDO! GOASTARIA DE PARABENIZAR~LOS, PELAS SABIAS PAVRAS SOBRE TEMAS COMPLEXOS COMO O TAL GRAU DE INVESTIMENTO, QUE O BRASIL ALCANÇOU E QUE EU TERIA UMA GRANDE DUVIDA EM SABER DETALHES, DO REFEWRIDO ASSUNTO. OBRIGADO TAMBEM PELOS RENOMADOS EXCLARECIMENTO SOBRE ECONOMIA DO NOSSO PAÍS, QUE SÃO MUITOS VALIOSO, PARA NOSSAS TOMADAS DE DECISÕES.
Olá Glauciene, tudo bem? Obrigado pela participação.
Veja só, com o grau de investimento a economia brasileira será encarada com menor potencial para uma suposta insolvência, traduzindo risco de calote.
Para o mercado de ações acredita-se que as empresas que trabalham com crédito por exemplo banco, conseguirão se capitalizar lá fora (juros menores) e trabalharão com maior capital por aqui, entre outras coisas. Por isso as ações dos bancos foram as que mais valorizaram após o anúncio da chegada do grau de investimento.
Segue abaixo alguns links de artigos aqui mesmo do dinheirama sobre fundos de investimentos e ações, espero que ajudem com suas dúvidas. Fique a vontade para voltar e deixar sua opinião.
[b]Fundos[/b]http://dinheirama.com/blog/2007/09/10/fundo-de-investimento-raio-x-i/
http://dinheirama.com/blog/2007/09/11/fundo-de-investimento-raio-x-ii/
[b]Ações[/b]
http://dinheirama.com/blog/2008/02/08/acoes-como-escolher-uma-corretora/
http://dinheirama.com/blog/2007/10/17/acoes-como-poupanca-de-longo-prazo-i/
http://dinheirama.com/blog/2007/10/22/acoes-como-poupanca-de-longo-prazo-ii/
Olá Vinicius, obrigado pelo incentivo.
Os ratings possíveis segundo critério da Standar & Poor´s (a maior do mundo no gênero) são 10, variando de D (moratória em um ou mais compromissos assumidos até AAA Extremamente capaz de assumir os compromissos
veja o link abaixo para entender melhor com um quadro da agência Estado:
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco165471,0.htm
As demais agências de rating não necessariamente precisam concordar quando uma ou mais de uma concede qualquer nota, no caso do Brasil chegamos ao grau de investimento para a Standar & Poor´s.
As três maiores agências de rating são a Moody’s, a Standard & Poor’s e a Fitch.
Vandes Fragoso, muito obrigado pela gentileza de suas palavras, fique a vontade para nos encaminhar um e-mail ou aqui mesmo no blog com suas dúvidas, para nós do Dinheirama é sempre um prazer conversar com os amigos.
Forte abraço à todos.
Olá Ricardo tudo bem?
ando em uma indecisão tremenda!! moro exterior há alguns anos e desejo retornar ao Brasil em breve (até final do ano se possível) e gostaria de um conselho pois deixei minhas economias em dólar aqui comigo. a cotação do dólar/real está muito baixa e eu esperava q chegasse a 1,80R$/1U$ pois ai eu teria um lucro melhor na conversão do dinheiro.
seria melhor esperar mais um pouco pra mandar o dinheiro ou mandar agora?
Abraços, Gustavo
Olá Ricardo,
Há como um banco, como o banco do brasil, exercer o papel de uma corretora e me disponibilizar o home broker?
Para um investimento de R$ 5.000, por exemplo, as taxas pelo home broker ficam muito caras?
Como é bom ver a imprensa golpista e a oposição levando mais essa surra!! Com certeza se o país ainda fosse “administrado” pelo PSDB, nunca receberiamos esse IG. Parabéns à equipe economica do governo Lula.
Olá Gustavao Ueda como vai?
Bom, eis aí uma boa pergunta. A tendência é justamente o dolar se desvalorizar mais, se levarmos em conta o grau de investimente que na teoria traria mais capital estrangeiro para o país. Agora pensando na questão da balança comercial e nas contas externas talvez o governo prepare algumas medidas para conter o avanço do real frente ao dolar.
Hoje por exemplo, o dolar subiu.
Veja o link http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=1111784&path=/investimentos/
Olá Guilherme, sim o BB tem uma corretora e disponibiliza o Home Broker. Pesquisando no forum Sociedade Dinheirama encontrei um tópico sobre o Home Broker do BB, que tal uma olhadinha?
http://dinheirama.com/forum/viewtopic.php?t=398
Rodrigo Gabbana como vai? Obrigado pela visita.
A continuidade do plano Real pela atual equipe econômica foi sem dúvidas a chave para alcançarmos agora o grau de investimento. O governo precisa agora é justamente diminuir os gastos, começando pelo custeio da máquina pública. Logo mais existem as reformas que precisam sair do papel, como a fiscal, da previdência e por aí vai.
Abraço a todos!
Ricardo, apenas um comentário:
no segundo parágrafo você diz:
“No caso do Brasil, a Standard & Poor’s foi a primeira agência a classificar o país desta forma.”
Lembro que esta não foi a primeira agência a classificar o Brasil desta forma, no meio do ano passado e mesmo no meio deste ano duas agências japoneses já haviam classificado o Brasil como IG, veja notícias:
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/post.asp?t=agencia_japonesa_da_grau_de_investimento_ao_brasil&cod_Post=98348&a=73
http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0157504.html
Concordo que nenhuma das duas possui a importância da Standard & Poor’s
Abraços
Olá Ricardo, tudo bem?
Em cenário pós Investment Grade, a provável tendência será de substituição gradual de títulos públicos indexados a Selic por títulos pré-fixados ou indexados à inflação. Na renda variável, já é possível perceber as consequências através do “boom” instantanêo das negociações na Bovespa. OK, e a taxa básica de juros? Até início da semana passada as perspectivas eram de aumento contínuo até final deste ano, mas e agora com o IG? A tendência será inversa, ou seja, de redução da Selic? E, por consequência, qual tendência da Inflação?
Obrigada!
Ola Ricardo,
Excelente o texto, mas realmente tenho certa duvida em relação ao cambio.
Essa unanimidade com sua queda me incomoda, será que já não esta descontado no preço?
Em 1999 após a desvalorização cambial, o cambio cedeu e encontrou um suporte a 1,64 que foi testado agora!!
Outro ponto: se eu fosse um que especulador que tempos atrás tivesse apostado no Real contando com o “Grau de Investimento” estaria saindo agora…
O mercado é realmente fantastico, cabe todo tipo de controversia!!
ver o grafico: http://aviso-navegantes.blogspot.com/search/label/D%C3%B3lar
Abs
Fernando
Bom Dia Tomas, muito obrigado pela correção ao texto. É muito importante que os leitores participem nos comentários, sua observação foi perfeita.
Olá Joana Verardi, como vai? Obrigado pela participação.
Veja a tendência pós Investment Grade é a redução gradual da taxa selic, mas certamente não será da noite pro dia, nem de uma semana para outra, ainda vejo (analisando a postura de nosso Banco Central) que temos grande probabilidade de alta na Selic durante o ano de 2.008.
Lembre-se que o fenômeno inflação hoje é mundial, sobretudo pela alta no preço dos alimentos e do petróleo.
A maioria dos analistas observa com os dados de hoje, que passaremos um pouco do centro da meta de inflação.
De outro lado, vemos os gastos do governo alimentando uma possível alta de inflação, como não percebemos por parte da administração pública nenhuma ação para frear os gastos, é mais municação para o Banco Central manter o ajuste na Taxa básica.
Abraços
Olá Ricardo, tudo bem!
Tá certo, a probabilidade de novas altas na Selic em 2008 já vem sendo dita por diversos analistas; concordo que para conter a inflação (mundial) ainda será necessário manter ou aumentar novamente a taxa básica de juros, juntamente com a redução nos gastos públicos.
Agora, em cenário com IG e SUPONDO uma situação de inflação contida, teremos efeito INVERSO ao aumento contínuo da Selic, dito como certo pelo mercado?
Muito Obrigada!!
Olá Fernando como vai?
Realmente tudo no momento é uma aposta nesse momento, ninguém pode afirmar com absoluta certeza nada, até porque pela recessão mundial que existe hoje quem em sã consciência poderia afirmar que existirá uma grande enxurrada de dólares e investimentos oriundos do exterior?
O fato é que o câmbio nesse patamar ajuda a conter a inflação interna, e justamente por isso o governo não demonstra a menor vontade de fazer algo de concreto para mexer com essa questão.
Outro ponto, será que quem viria para o país através dos investimentos já não veio anteriormente em um momento pré grau de investimento?
Não posso finalizar, sem elogiar o seu blog, muito interessante e recomendo a leitura dos amigos.
Olá Joana, que bom que você retornou ao debate.
Deixa ver se eu entendi, você esta especulando sobre um cenário sem inflação, e com o grau de investimento. Nesse cenário sem dúvidas a tendência será justamente o de redução na taxa selic sem dúvidas. Mas veja, mesmo com o cenário inflacionário a tendência ainda pensando no longo médio e longo prazo é a redução da taxa básica de juros, não vejo esse “ajuste” do COPOM como algo permanente, talvez chegue nos 13% mas aos poucos vai se perceber que juros altos só aumentam a dívida pública, e por termos uma inflação mundial o efeito não será tão significativo.
Espero ter comentado, sua questão.
Forte abraço
Fala Galera… Tava procurando maneiras de como ganhar dinheiro pela net e vi este post. Encontrei uma forma boa e fácil de ganhar. Através de provedores que pagam para simplesmente conectarmos a internet. A Inteligweb é a que melhor paga de todas que eu pesquisei.
To deixando meu PC conectado quase o tempo inteiro e acumulando bons saldos. Vale a pena viu galera.
No site da inteligweb tem os detalhes, as promoções e vocês podem se cadastrar por lá mesmo.
Abraços
[...] semana após a agência Standard & Poor’s elevar a nota da dívida brasileira ao grau de investimento, o assunto continua a pontuar de maneira intensa a agenda econômica brasileira. Fala-se menos [...]
Caro Daniel, você já recebeu alguma conta telefônica desde que aderiu ao tal inteligweb?
[...] dia das mães - A vida como a vida quer Contagem de tempo para a aposentadoria de Gabeira - Trivial Grau de investimento chegou cedo? Ótimo! - Dinheirama A insegurança que os seguranças trazem - Incautos do Ontem Investment Grade: nossa [...]
[...] com 7 indicações e boas perspectivas. Apesar do Brasil ter conquistado o tão esperado grau de investimento, a volatilidade deve permanecer uma constante também durante o mês de [...]
Olá Ricardo!
Gostaria que comentasse alguns pontos positivos e alguns postos negativos que você enxerga com a chegada do grau de investimento. Pois todas as perspectivas são boas, acredito nelas, mas será que não existe algum ponto negativo em tudo isso? Meu professor chegou a comentar, mas não especificou, você poderia esclarecer?
Muito obrigada!
Abraços.
[...] com 7 indicações e boas perspectivas. Apesar do Brasil ter conquistado o tão esperado grau de investimento, a volatilidade deve permanecer uma constante também durante o mês de [...]
[...] (ou pelo menos a confirmação de uma nova realidade no Brasil): alcançamos o tão sonhado grau de investimento. O grande problema é que ele chegou acompanhado de inflação e juros mais [...]
[...] de março é o melhor desempenho desde abril de 2008, quando o Brasil foi elevado ao chamado Grau de Investimento pela Agência de Rating Standard & Poor`s. De lá pra cá, a crise mundial se agravou e a [...]
[...] do Produto Interno Bruto do país, foi um dos itens negativos avaliados quando recebemos o chamado grau de investimento há pouco mais de um [...]