Semana passada participei de um debate sobre independência financeira e planejamento para o futuro. O papo foi ótimo e perceber que cada vez mais jovens se preocupam com isso foi um grande alívio. Ontem, passado o calor da discussão, recebi um telefonema de um amigo que também participara do evento: “Navarro, confira o caderno de investimentos do jornal Valor Econômico“.
Começo a procurar por uma reportagem relacionada ao tema da discussão e, na página D2, finalmente me deparei com a razão de sua preocupação. “Brasileiro é ótimista com relação ao seu futuro financeiro” é a manchete. Cheguei a pensar que a reportagem fosse também demonstrar a evolução vista no debate. Ledo engano.
“O brasileiro de meia-idade não se preocupa com a sua aposentadoria, mas acha que, de algum modo, em sua fase pós-trabalho terá dinheiro para bancar uma situação tão confortável quanto a atual ou até melhor. E, mesmo com as constantes reduções do benefício social, o brasileiro ainda acredita que o governo será a principal fonte de renda para essa sobrevivência confortável”
Essas são as primeiras palavras do texto assinado por Danilo Fariello e baseados em uma pesquisa realizada em 25 países (com 21 mil pessoas entre 40 e 79 anos) e organizada pelo Oxford Institute of Ageing a pedido do HSBC. Vejamos:
- 45% dos entrevistados ainda não pensaram em sua aposentadoria;
- 32% esperam um padrão de vida melhor que o atual quando se aposentarem;
- 30% esperam um padrão de vida semelhante ao atual;
- 48% não se preocupam em conseguir sobreviver financeiramente na aposentadoria. Tudo vai se resolver.
Vamos recapitular? Um sem número de brasileiros ainda não pensa no que deve fazer hoje para garantir um futuro financeiro tranqüilo. Ainda assim, acreditam que a aposentadoria virá acompanhada de um padrão de vida igual ou melhor que o de hoje. Mais, esperam do governo essa mágica oportunidade. Socorro!
A passividade descrita pela da pesquisa me assustou, confesso. A questão do planejamento e dos objetivos de longo prazo é muito séria. Óbvio, não é ? Pois é, também vejo a população de acordo com essa afirmação. Mas onde está a prática? Onde ficam a atitude e o comportamento diante da necessidade de criar nossas oportunidades futuras?
Com a expectativa de vida crescendo, ficará cada vez mais complicado contar com a Previdência Oficial. Como esperar um padrão de vida melhor se não levarmos em conta as mudanças da economia e as alternativas de investimento disponíveis? A realidade dos números levantados nas entrevistas é perigosa, mas reflete uma ótima oportunidade de mudança. Vamos assumir, agora, a responsabilidade por nosso futuro?
Crédito da foto para stock.xchng.















O que mais me incomoda nisso tudo é a falta de conhecimento da população sobre finanças pessoais. Falo por mim mesmo, só acordei
para poupança e investimentos dos meus ganhos com apenas 21 anos! ( dois meses atrás, quando li Pai Rico).
Mas o que deixo aqui é: será que poderemos contar com o governo para a nossa tão sonhada aposentadoria?
Parabéns pelo Blog!
Sempre acesso, faz parte de minhas leituras diárias. Ótimo conteúdo e muito bem escrito.
Ficaríamos lisonjeados com sua visita e participação em nosso Blog também:
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Até breve!
Eu não acredito mais em Previdência Social, pra mim INSS não vai mais existir daqui alguns anos, já está falido, e vejam o que está acontecendo na atualidade, o governo cortando a aposentadoria de milhões de pessoas.
Hoje vemos muitos jovens interessados em investimentos, em ter um futuro financeiro melhor, em controlar seus gastos, eu comecei a me interessar com 16 anos, hoje estou com 19 e não paro de pensar em ficar rico.. rsrs.. sei que vou conseguir…
Parabéns pelo artigo Conrado!
Abraços
Quanto a aposentadoria, o que eu faço é depositar um valor x mensal em PIBB. Renda variável, bem diversificado. Pra LP acho que vale a pena. Se tiver disciplina, acho essa alternativa melhor do que previdência privada (grande parte baseada em RF).
Mas isso vai do perfil de cada um, claro!
Legal a idéia de depositar uma parte no pibb, acho que até deve render mais que a minha previdência privada que pago a dois anos (estou com 29). Também invisto em ações mas nem todas para um prazo tão longo. O que o pessoal tem que se ligar é aquela velha história de empresas que na carteira pagam um valor de salário e na prática pagam outro bem maior ao funcionário. No futuro isto pode dar uma problemão fincanceiro mesmo. Tem que ficar esperto logo….
“Algumas escolas oferecem a seus alunos aulas de marcenaria e mecânica, mas não de investimentos. Mas… nunca fui à casa de alguém que fizesse os próprios móveis ou que consertasse o próprio carro”
Extraido desta matéria do Infomoney.
[...] Como nunca deixaremos de afirmar, hoje em dia existem muitas opções de investimentos. São muitas as oportunidades, tanto para quem possui valores altos, quanto baixos. Entretanto, e ai é que mora o problema, o que encontramos hoje na sociedade brasileira é a falta de cultura voltada para a formação de poupança. Como lemos recentemente por aqui, falta uma cultura voltada para o futuro. [...]
Morei 30 anos no municipio de Duque de Caxias e notei que um numero enorme de casais de classe média baixa, em vez de abrir uma poupança, procuravam acumular bens dentro de casa, como 2, 3 televisões, duas maquinas de lavar,motocicleta, muitos brinquedos para os filhos, 3, 4 bicicletas, etc…Tinham muitas vezes mais bens dentro do lar que as pessoas de classe mais alta.
Claro que essas pessoas geralmente tinham somente o primeiro gráu.
A maioria não tinha casa própria, e dependia do colegio público e dos hospitais públicos, mesmo que ficassem meses aguardando um exame ou operação.
Quase todos falavam que o Estado tinha obrigação de atende-los, porisso não gastariam dinheiro com colegios e consultas particulares, embora ponderasse com eles sobre os problemas que iriam enfrentar.
Diante disso, acredito piamente na pesquisa em pauta.
[...] em Movimentos No Rio, nada é tão ruim que…bom, você já sabem - Serjão comenta do céu O brasileiro não liga para o seu futuro? - Dinheirama Ideologia S/A - Pensar Enlouquece, Pense [...]
Comecei a poupar aos 15 anos e o que tiver de aturar de parentes dizendo “que absurdo… não sabe curtir a vida… por que não pega a grana e viaja?” foi demais.
E olha que os comentários vinham muitas vezes de pessoas de classe média com nível superior que estavam endividadas ou até mesmo já haviam passado pelo processo de falência…
O que esperar dos menos esclarecidos, então?
antes eu gastva todo omeu dinheiro com bobagens poupança nem pensar mas depois de ler alguns livros sobre finanças ,por ex.gustavo cerbasi dinheiro os segredos de quem tem hoje invisto parte do meu dinheiro num fundo de ações,hoje só compro o que é necessário.
[...] O brasileiro de meia-idade não se preocupa com a sua aposentadoria, mas acha que, de algum modo, em… [...]