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Qual o seu Índice de Endividamento Pessoal?

Publicado por Conrado Navarro em 19.05.2008 na seção Educação Financeira

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Calculando o Endividamento PessoalAnderson comenta: “Navarro, gostaria de saber se existe alguma medida para o endividamento familiar. Explico: quero tentar medir, através da matemática simples e dos números, como anda a saúde financeira de minha família. Até quanto da renda mensal podemos comprometer com dívidas? Existe este tipo de indicador para as finanças pessoais? Muito obrigado.”

Na matemática financeira[bb] corporativa e na contabilidade gerencial existem alguns indicadores capazes de estudar a saúde financeira das empresas, especialmente sob a ótica numérica e comparativa. Um dos principais indicadores diz respeito à natureza e perspectiva das dívidas, sejam elas com terceiros ou com os próprios acionistas. Bacana, mas e na vida pessoal?

Será que somos capazes de trazer os cálculos corporativos para a esfera particular? Sim, isso é possível e muito simples. A idéia, então, é calcular quanto de sua receita permanece comprometida com dívidas ao longo do mês? Jóia! Vamos encontrar a porcentagem representada pelas dívidas em relação ao que você ganha mensalmente?

Índice de Endividamento Pessoal
Para calcular a importância de seus compromissos financeiros, basta dividir o total das dívidas mensais pela receita líquida do mesmo período. O resultado será um coeficiente que, multiplicado por 100, indicará a exata porcentagem das dívidas em relação ao que você ganha. Reveja a fórmula abaixo e então um exemplo:

Calculando o Índice de Endividamento Pessoal

Suponha que Maria possui as seguintes dívidas:

  • Prestação da moto: R$ 180,00
  • Empréstimo (CDC): R$ 260,00
  • Cartão de crédito: R$ 250,00
  • Total das dívidas: R$ 690,00

Maria tem uma receita líquida mensal (salário total e 13° mensal proporcional, mas deduzidos impostos, INSS etc) de R$ 1850,00. Se dividirmos o total das dívidas (R$ 690,00) pela receita líquida (R$ 1850,00), temos um coeficiente de 0,37. Quanto isso representa? Basta multiplicar o coeficiente por 100 para notar que Maria compromete 37% de sua renda pagando dívidas.

Como interpretar o índicador?
A questão é polêmica e possui diferentes avaliações por parte de especialistas em finanças pessoais[bb]. Idade, número de filhos, renda e outras variáveis podem influenciar a interpretação do cálculo, mas de acordo com meus autores prediletos e trabalhos de consultoria, acredito nos seguintes valores:

  • Até 30% ou um terço da renda - Parcela administrável pela maioria da população. No entanto, não se acomode. O ideal é não ter dívidas, portanto lute para extingui-las e passe a investir o terço antes comprometido;
  • Entre 30% e 35% - Importante trabalhar para reduzir as dívidas, mantendo-as dentro do máximo administrável e da filosofia do item anterior;
  • Entre 35% e 40% - O aperto financeiro não permite nehuma mudança estrutural ou nas receitas, o que é perigoso. É necessário reduzir as dívidas imediatamente, ou corre-se o risco de inadimplência e problemas em caso de emergências;
  • Acima de 40% - Com quase metade da renda comprometida, fica quase impossível honrar todos os compromissos financeiros e o efeito “bola de neve” dos empréstimos e financiamentos pode transformar a situação em um verdadeiro caos. Reavalie toda a sua situação financeira e reduza suas dívidas!

Para usar as referências acima, inclua no cálculo das dívidas a prestação da casa (ou aluguel se você for inquilino). A questão principal do artigo é bem simples: se você compromete parte de sua receita líquida para pagar dívidas, como será capaz de investir e planejar o futuro? Como exercício, defina uma meta de investimento[bb] a ser cumprida a partir do montante devido.

Se você está no grupo que compromete 35% da renda, que tal tentar investir 10% todo mês? Reduza seu endividamento para 25% (dentro do administrável) e invista a diferença (10%). Os efeitos no médio e longo prazos serão fantásticos e você não correrá o risco de afundar-se cada vez mais em problemas financeiros. Como pode perceber, o cálculo do indicador de endividamento é apenas o começo. Leia mais sobre endividamento:



Crédito da foto para stock.xchng.

8 comentários
  1. Imagem do comentarista

    Nossa 53% to precisando da uma maneirada =P

  2. Imagem do comentarista

    Se eu fiz as contas certas, estou entre 60% e 70% de endividamento :-o. Mas só tenho uma dúvida, são só as dívidas fixas que entram nessa conta, ou entram também conta de telefone, água, energia, lanchinho, passeios???

  3. Imagem do comentarista
    Paulo Nogarol

    Tenho a mesma dúvida do Tiago!

    :)

  4. Imagem do comentarista

    Lucas, Tiago e Paulo, obrigado pela visita e pelo comentário.

    Para o exemplo e percentual, as dívidas a serem consideradas são todas aquelas de médio e(ou) longo prazo. Claro, isso é um exemplo, mas pensem de outra forma: calculem tirando e colocando certas dívidas (mesmo as de curto prazo) e vão encontrar aquelas que realmente atrapalham e elevam o índice. Com essa ferramenta, fica fácil observar que pontos do orçamento devem ser atacados.

    Grande abraço.

  5. Imagem do comentarista
    fabio moraes

    ahhh…
    83%…
    humm…

    não é nada bonito, já que que as dívidas são de 4 dígitos antes da vírgula.

  6. Imagem do comentarista
    Nanci

    Deus!!! o meu é de 97,31% como sair desta??? São três filhos em idade escolar de ensino médio a pré-escola, casa financiada e tudo incluso nas contas, até o cafézinho, não sei o que posso cortar.

  7. Imagem do comentarista
    Jr

    Nanci,
    o pior é q as despesas aumentam mais q a renda e acabarao por passar de 100%, minha mae conseguiu “sair” das dividas trocando empréstimos com taxas altas por outros com taxas mais baixas, teve q tirar meu irmao da escola particular por 2 anos mas hj ele está numa melhor e ela nao precisa mais de emprestimos.

  8. Imagem do comentarista
    Wilson R Silva

    Neste caluclos consieramos apenas dividas como prestação do carro,casa, consórcio ou qualquer outro bem, ou incluimos também faculdade, luz,telefone condominio etc?

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