Ações e o mercado nacional: ontem, hoje e amanhã
Publicado por Conrado Navarro em 17.06.2008 na seção Ações
O mercado brasileiro se consolidou nos últimos anos e hoje representa excelente potencial, tanto para as empresas listas em Bolsa, quanto para os investidores que nelas investem. A afirmação soa bastante repetitiva, mas deve ser amplamente comemorada e incorporada. Segundo relato recente do jornal Folha de S. Paulo, o mercado brasileiro se igualou, proporcionalmente, ao dos países desenvolvidos.
Como assim? O que isso significa? Significa que o valor das empresas listadas na Bovespa se equiparou, em valores de 2007, ao tamanho do PIB brasileiro. Para os mais “numéricos”, as 450 empresas hoje listadas na Bolsa de Valores de São Paulo representam aproximadamente R$ 2,5 trilhões, valor próximo do PIB medido no ano passado: R$ 2,55 trilhões.
Tá, mas e daí? Evolução, transparência e uso das emissões de ações como ferramenta de negócios são alguns dos efeitos sentidos nesse grande avanço visto nos últimos sete anos. Em 2000, o valor das empresas - eram quase 500 naquela época - correspondia a apenas 37% do PIB nacional. Países desenvolvidos têm a relação entre valor da empresas e PIB próximos a 100%, situação que vivemos também hoje.
Fabricio Vieira, repórter que assina a reportagem da Folha, dedica um parágrafo inteiro à importância do mercado acionário e as razões para nos alegramos com sua evolução:
“As empresas lançam ações para levantar recursos, que posteriormente são utilizados para a realização de novos investimentos ou quitação de dívidas. Dessa forma, um país que tem um mercado de capitais fraco deixa de aproveitar uma relevante fonte de captação de recursos, forçando empresas a dependerem muito mais de empréstimos bancários”
O Brasil vai vencendo neste sentido e mostrando que seu mercado de capitais está maduro e parece bastante promissor. Segundo a Bovespa, em 1998 o Brasil possuía 599 empresas listadas em Bolsa. O número caiu para 381 em 2005. As 63 ofertas iniciais de ações (IPOs) ocorridas em 2007 ajudaram o número a crescer. Hoje, são 450 empresas de capital aberto listadas. O número deve crescer.
Atrair capital de qualidade, permitir que o próprio brasileiro financie e monitore o crescimento das empresas que movem o país e oferecer boas alternativas de investimento são razões suficientemente fortes para comemoramos o feito e aproveitá-lo. O brasil dos novos empreendedores e das startups de tecnologia está finalmente acontecendo? Para Eike Batista e a Ideiasnet parece que sim. Que continue assim!
Crédito da foto para stock.xchng
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4 comentários
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Conrado,
Muito oportuno o artigo!
É importante lembrar também da democratização da riqueza que o mercado acionário proporciona, afinal hoje qualquer brasileiro com R$5.000, pode tornar-se sócio e usufruir dos lucros de empresas como Vale, Petrobrás e Bradesco por exemplo.
Estamos só no começo, pois quando a maioria entender que bolsa de valores não é cassino, mas sim um excelente instrumento de capitalização, seremos ainda maiores!
Navarro,
Tenho lido alguns artigos sobre capitalização bursátil, e estou com receio de que a euforia criada em torno da bolsa, e alimentada por veículos de comunicação como revistas, jornais e blogs estejam levando pessoas ao mercado acionário buscando o Eldorado. Óbvio que essa procura faz alimentar ainda mais a cotação dos papéis, criando um circulo. Se é um circulo virtuoso ou vicioso é minha pergunta, pois soube que a bolha de 1999 das ações da bolsa americana representavam 185% do PIB americano (que não é desprezível). Historicamente existe um valor confiável nessa relação capitalização/PIB? Estamos confiantes demais como gado indo ao abatedouro?
Abraços e Parabéns pelo Blog.
Eduardo,
sobre esse assunto (alta rentabilidade na bolsa), ouça as colunas do dia 17/06/2008 e, em seguida, 18/06/2008:
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/comentarios/halfeld.asp
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