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Atitude hoje, dinheiro e sonhos amanhã

7comentários

Atitude hoje, dinheiro e sonhos amanhãO título do artigo até parece máxima popular. De repente, é mesmo. O que importa é que, no universo das finanças pessoais[bb], algumas atitudes simples podem, de verdade, criar resultados muito interessantes no médio e(ou) longo prazo. O segredo que será explorado neste texto é algo muito óbvio, mas pouco praticado no dia-a-dia das pessoas: quanto mais cedo nos preocupamos em planejar, mais chances temos de conseguir alcançar nossos objetivos.

Algumas perguntas costumam tirar o sono de muitos brasileiros. Veja se este é também o seu caso:

  • Que tipo de educação financeira[bb] estou dando aos meus filhos?
  • Que futuro meus filhos terão, dadas as minhas condições financeiras atuais?
  • Será que vale a pena investir em planos complementares de previdência? Quando devo começar?
  • Como financiar os sonhos dos mais jovens sem comprometer o orçamento e de forma que eles valorizem as conquistas familiares?

Perguntas difíceis, é verdade, mas que, felizmente, têm respostas. Invariavelmente, para contestá-las de forma objetiva e eficiente devemos ter em mente objetivos de longo prazo e a necessidade de tomar, hoje, importantes decisões. Separei duas situações que ilustram o poder das simples idéias e seus resultados quando aliado ao planejamento.

Jovens engajados com a educação financeira
Não tem segredo, as crianças e jovens precisam participar da atividade financeira da família e ter papel representativo nessa relação. A mesada, questão que envolve muito debate, deve reunir os esforços dos pais em simbolizar a relação com o dinheiro[bb], e não apenas seu desejo de instaurar a independência e responsabilidade através da remuneração daquilo que é certo e tido como comportamento mínimo de um cidadão.

A família que envolve seus filhos em questões financeiras domésticas dá a chance dele entender um pouco dos problemas do mundo adulto e já incute em seu cotidiano o assunto “dinheiro”. Como grandes espelhos que são, os pais formam a consciência financeira de seus filhos muito antes do que imaginam.

Mães, cuidado com aquele típico grito “Meu filho, não fica colocando a mão em dinheiro que dinheiro é sujo!!!”, dado quando o pupilo acha uma moedinha perdida no chão. Ele pode acreditar em você, o que não é nada bom. Deixando de lado o aspecto higiênico da frase (pense na metáfora), dinheiro não é sujo. Nunca foi e nunca será.

O futuro dos filhos, hoje!
A educação dos filhos é uma das responsabilidades dos pais que, como muitos outros itens do orçamento, tem ficado mais caras com o passar dos anos. Se hoje seu filho é apenas um bebê – que já traz muitas despesas -, daqui a pouco ele entrará para a escola e decidirá cursar uma faculdade. Dinheiro, dinheiro e mais dinheiro para garantir educação de qualidade e a realização de alguns sonhos.

A boa notícia é que tudo isso é possível quando aprendemos a planejar e antecipar algumas decisões. Cito três exemplos que, certamente, irão despertar sua atenção:

  • Que tal contratar um plano de previdência complementar, pago a partir do nascimento de seu filho, capaz de facilitar o acúmulo de capital necessário para ele realizar uma faculdade e ainda ter o primeiro carro?
  • E se você desse ações (isso, da bolsa de valores[bb] mesmo) de presente para seus filhos, desde o seu primeiro aniversário, para que ele as administre a partir da adolescência ou quando entrar na universidade?
  • Por que não poupar e investir em algum produto ou investimento de sua preferência uma quantia mensal fixa, corrijida pela inflação, desde os primeiros passos de sua linda filhinha? A educação, alguns mimos e grande parte do seu futuro estarão garantidos.

Espero ter despertado em você, leitor, o interesse em pensar um pouco mais no futuro e a vontade de incluir, com cada vez mais freqüência, o dinheiro na pauta da vida, do cotidiano. As idéias, tenho certeza, são conhecidas de todos, mas sua transformação em resultados só é levada a sério por poucos brasileiros. Por que?

A reflexão parece simples, mas o caráter subjetivo da análise do perfil de cada um pode complicá-la. Quem é você? O que você quer para si e para sua família? Como e onde pretende estar daqui cinco, dez anos? O que você faz, agora, para chegar lá? Comece por estas perguntas. Que você descubra, como eu, o prazer que existe em viver tranqüilo, sabendo que o futuro está lá, mas está aqui. Está seguro.

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

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  • Valdemar Engroff

    Bom Dia Navarro

    Estou na casa dos meus 50 primeiros anos de vida….. Tenho Fundo de pensão há nove anos, dos servidores da empresa onde trabalho. Tenho duas filhas: 18 e 11 anos e a esposa tem 46. Despertei somente neste ano de 2008 para a educação financeira. Sou assalariado. A esposa é comerciante. Começamos o planejamento das depesas da nossa família em abril, com anotação dos gastos em planílias que criei em excel e nos surpreendemos com o volume de gastos totais mês a mês. Começamos a cortar despesas. Aí sobrou para os eventos sociais…. Este planejamento é fascinante pra quem gosta de números e desperta para o POUPAR para o futuro e estou conseguindo incutir isso na cabeça das minhas filhas, apesar de elas estarem na idade de consumir, principalmente a mais velha…..
    O que eu lamento que este despertar não ocorreu há 20 anos atrás. Mas nunca é tarde. Mês passado abri previdência privada para as três mulheres da minha vida. Quando minhas filhas terão 50 anos, ou seja, minha idade, estarão “aposentadas”. Eu ainda vou ter que lutar pelo menos uns 15 anos pra viver a vida.
    Além disso, esta página, que os gaúchos carinhosamente chama de galpão virtual (do dinheirama), tem me dado muitos subsídios em termos de criar o famoso balaio de investimentos, pois, nesta semana, vou começar a investir, aos poucos, também, com ações.

  • Daniel Costa

    Eu (ainda) não tenho filhos, mas tenho uma sobrinha/afilhada. Fiz pra ela uma previdência privada onde ela ira resgatar quando fizer 18 anos (daqui a 16 anos). Dei um cofre pra ela, ela não pode ver uma moeda que guarda. Ontem estava no supermerado com ela. Ela pediu um brinquedo (R$ 29,90) e uns salgados (+ ou – R$ 20,00). No final das compras ela pediu um pacote de bombons. Eu olhei pra ela e disse. — O Dinheiro acabou! Você comprou esse brinquedo e esses salgados. Ok? Agora vamos pra casa. Ela olhou e disse: — O Dinheiro acabou titio… Será que eu fiz certo em falar o dinheiro acabou??? Mas pelo menos ela entendeu.

    Valeu

  • http://www.dinheirama.com Ricardo Pereira

    Olá Valdemar Engroff, muito gratificante seu comentário. A conscientização financeira acontece assim mesmo, dia a dia e tudo no seu tempo. Nunca é tarde para começar, principalmente quando existe a possibilidade de conversar e expor os novos ideais para outros membros da família ou amigos.

    Lembre-se que a vida vale a pena quando colocamos objetivos a serem alcançados, inclusive financeiramente. Quando a família toda participa da realização do objetivo todos aprendem mais e os resultados são fantásticos.

    Qualquer dúvida que tiver com ações conte conosco.

    Forte abraço aos amigos Gauchos que sempre nos tratam com enorme carinho.

    Olá Daniel como vai?

    Bem, não sou o Navarro, mas acho que posso em nome da equipe Dinheirama agradecer o carinho e dizer que você está sim contribuindo muito para o desenvolvimento da educação financeira de sua sobrilha/afilhada. Tanto na questão da previdência como dos exemplos da vida prática. Quanto antes os assuntos financeiros começarem a ser tratados com naturalidade para ela melhor.

    Da próxima vez que for com ela ao supermercado, você pode adotar com ela a seguinte prática: Fale pra ela que ela tem 10 reais pra gastar (valor fictício) e junto com ela escolha os produtos até que o valor seja gasto. Aí você explica que o dinheiro acabou, pois ela comprou os doces e brinquedos, fixando na mente dela a utilidade do Dinheiro. Você pode até ir incentivando-a a utilizar o dinheiro do cofrinho para as compras, que tal?

    Forte abraço e obrigado pela participação.

  • Mariana Prates

    Navarro, achei muito legal o seu artigo.
    Também não tenho filhos mas tenho sobrinhos – e sei como eles são caros. Vendo meus “exemplos”, sei que preciso planejar antes mesmo de engravidar!
    Acho tem um ponto muito importante: não podemos ter vergonha de dizer que não temos dinheiro.
    Muitos pais não contam para as crianças a verdade – que o dinheiro é contado – com receio das crianças contarem para os amiguinhos e “caia no ouvido” de adultos. Isso é uma besteira, porque não há motivo algum para ter vergonhas.
    As crianças precisam entender que temos limites para tudo, inclusive nas compras de supermercado.

  • Daniel Costa

    Vai Ricardo.

    Ótima idéia. Essa dos R$ 10,00. O cofre dela eu quero abrir em outubro no dia das crianças e comprar um bicicleta (claro que vou ter que completar a grana) e mostrar pra ela que esperar valeu a pena!

    Obrigado!

  • ander

    mudando de saco pra mala
    Nas aplicações em CDB DI você consegue um percentual do DI, agora, alguém poderia me indormar quanto é preciso aplicar para se ter 90 ou 95% do DI ?
    No caso seria Bando do Brasil.

    Obrigado

  • Pingback: Planejamento financeiro | KBRITÃO

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Quem já falou do Dinheirama?

A leitura do Dinheirama me faz acreditar que planejamento e educação financeira é a melhor forma de se garantir um futuro tranquilo, e proporcionar o ambiente para criação de um legado.

André K.

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