A compra do carro e as desculpas esfarrapadasHoje vamos falar de um assunto que causa bastante polêmica entre as famílias brasileiras, especialmente aquelas dominadas por pessoas com certo imediatismo e que adoram aproveitar sua “liberdade” financeira para participar do consumismo presente no dia-a-dia do país: será que um segundo carro, ou a troca imediata de um novo por outro modelo, são atitudes inteligentes? Isso pode ser considerado investimento[bb]?

Tratar da compra de um automóvel é assunto que sempre me traz muitos problemas. Por que? Ora, a matemática aplicada aos recursos disponíveis pelas famílias comprova, em muitos casos, que a compra do carro não é uma atitude saudável. Em alguns casos, tal gasto não é sequer necessário. Mal termino de demonstrar os efeitos da compra e os ruídos começam.

A fala ensaiada “Mas o crédito hoje em dia facilita a compra do carro. Afinal, agora podemos parcelar usando juros mais baixos e através de prestações também mais em conta” é uma das preferidas dos jovens loucos para ter um carro. O apelo “Usar o transporte público e andar de bicicleta são atos que envergonham meus filhos e acho que as prestações cabem em nosso orçamento” também é comum. Certo, mas o que fazer? Como encarar a situação?

É possível deixar as emoções de lado?
Sofro muito mais com o aspecto emocional, com a repercussão e expectativa, que com as contas e cálculos financeiros. Você, ser humano como eu, vive do mesmo jeito. Assim, é sempre muito fácil refutar as hipóteses e modelos de orçamento propostos por aqueles que optam por adiar a realização de um sonho. É fácil falar que poupar é bom, especialmente quando não vivemos na pele o desejo de consumir.

Então isso significa que quaisquer provas matemáticas que usarmos para ilustrar a potencial evolução patrimonial existente nas famílias que aceitam deixar de lado o consumismo serão meramente um exercício? Tomara que não. Aliás, ainda bem que não. A discussão sobre a aquisição ou não do carro atingiu em cheio o leitor Valdemar Engroff.

Primeiro carro? Segundo carro? Como assim?
Permita-me contextualizar os exemplos e o raciocínio. Você tem um carro novo e decidiu comprar outro carro logo em seguida? Mesmo que use o seu carro como entrada, está incutindo na compra de um segundo veículo. Segundo porque você já se esforçou para ter outro, já teve gastos e depreciação. Segundo porque fica a dúvida: será que vale a pena fazer a troca?

Ah, sim, você pode querer aumentar a frota e estacionar mais um automóvel em sua garagem. Deixando as emoções e as razões sociais e subjetivas que o fizeram entrar no novo negócio, este texto pretende alertá-lo no sentido de analisar a questão sob a ótica do planejamento financeiro[bb] futuro, do investimento para o futuro.

A história do leitor
Valdemar comprou um carro em 2003 e logo em 2004 já o trocou por outro modelo zero-quilômetro. Naquela época, decidiu anotar parte dos gastos que o automóvel começou a lhe trazer, criando uma extensa planilha com informações de abastecimento e manutenções. Hoje, quatro anos depois, ele se questiona sobre a real necessidade da troca. Hoje, ele tem objetivos.

A conclusão é que ele gastou uma bela grana nestes quatro anos (mais de R$ 20 mil se contabilizadas despesas gerais, combustível, impostos e manutenção), além da depreciação do primeiro carro (que ainda era novo) e do esforço em poupar para completar a diferença para o novo modelo adquirido um ano depois. Será que valeu a pena? Com a palavra, Valdemar:

“Confesso que estou ficando desanimado, pois, desde outubro de 2004 até o dia 29 de agosto deste ano (última abastecida), adquiri exatos 5.825 litros de gasolina (cerca de R$ 15 mil). Fico imaginando: se este valor tivesse sido aplicado com foco, em um produto financeiro, como renda fixa, previdência privada ou ações, quanto teria hoje?”

A consciência financeira
O depoimento de nosso caro leitor é importante por duas questões fundamentais, por ele vividas e compreendidas:

  1. A questão da compra ou troca de um carro deve levar em conta os planos e objetivos da família, o que pode mudar drasticamente a decisão;
  2. Por consequência, as atitudes de analisar a situação, simular e buscar conhecimento permitem que tomemos decisões mais inteligentes e com efeitos mais duradouros.

Portanto, para o cidadão comum, carro não é investimento, não é ativo. Carro é passivo, é sinônimo de despesas e gastos extraordinários capazes de furar qualquer orçamento. Ah, e sem drama por favor. Isso é um alerta, não uma mensagem apocalíptica pregando a caminhada diária para o trabalho e dias de aperto no transporte público.

Se preferir, dou o recado de forma mais direta: há aqueles que, independente da oferta de crédito e do “chorôrô” da família, não podem ter um carro. Nem do mais simples e barato. Simples assim, muito embora muitas pessoas adorem vir até aqui e insistir nas patéticas desculpas que envolvem sociedade, cobrança, vergonha e orgulho. Interessante, humildade na compra do carro pouca gente gosta de discutir. Por que será?

Ainda hoje conversávamos, eu e o Valdemar, sobre a necessidade de alimentarmos constantemente nossa consciência financeira[bb]. Ele, agora por dentro de importantes conceitos e alternativas de planejamento financeiro, percebeu que sua atitude foi puramente baseada em impulsos emocionais e sociais, hoje nada relevantes diante de seus planos para a família. O carro novo (de 2004), neste caso, não teria feito tanta diferença. As coisas poderiam ter sido diferentes. E hoje são, não é mesmo Valdemar?

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Crédito da foto para stock.xchng.

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Comentários

  • Aureo Vilas Boas

    Boa tarde navarro,

    Em relação a facilidade de se comprar carros a perder de vista e com 1 real de entrada, minha duvida é, se essa euforia toda (uma bolha no setor de concessão de credito na aquisição do automovel), não poderá virar um sub prime automobilistico, num futuro próximo, ja q os bancos e financeiras estáo cada vez mais ofertando crédito a qualquer pessoa, e o site infomoney, reportou hj um aumento na inadimplencia no setor! Gostaria que comentasse algo a respeito ou é devaneio de minha cabeça!
    Grato

  • Os ricos se preocupam mais com seus investimentos do que com o modelo de carro que usam. Se querem um carro caro, eles adiquirem ativos que irão levantar capital para a compra do carro e outros ativos que irão gerar fluxo de caixa para o pagamento da manutenção, seguro e gasolina. Se você quer um carro e quer compra-lo de maneira inteligente, compre primeiro ativos que irão suprir as necessidades de seu automóvel.

  • Rhamile

    Adorei o comentário do Bernardo Pina. Na verdade, como dito por Navarro, um veículo representa apenas um passivo, não nos traz rendimentos em nenhuma situação. Portanto, se cada um pudesse juntar para comprar à vista e ainda ficar ciente dos gastos diários de um veículo, estará agindo de maneira inteligente e não de forma emocional como muitas vezes acontece já que o desejo de ter o bem de maneira imediata aliado à propaganda é muito maior.

  • Pedro

    Na compra financiada de um imóvel, os compradores ainda tentam se defender, alegando que o aluguel é jogar dinheiro fora, que o imóvel se valoriza, que sera um patrimonio para a familia, etc. E a compra de um carro financiado? Voce pagou a vista: perdeu dinheiro; financiou: perdeu muito mais dinheiro; ai o pessoal se enrola nas prestações, despesas, manutenção, e outras surpresinhas, acaba atrasando, paga juros, entra no cheque especial, paga o minimo da fatura do Cartão de Crédito, conclusão: tão na roça! Não estou discriminando quem compra carro, longe disso, carro é ótimo, e auxilia muito na qualidade de vida. Só que o povo da um passo maior que a perna, querem dar uma de Maurren Maggi, oq deve ser feito: Vc não consegue mais viver sem um carro: junta a grana e compra a vista, de preferencia um modelo basico, economico, pelo menos vc agora tem um carro e vai ficar mais sossegado. Posteriormente faça melhor que isso: Invista em coisas que lhe dem retorno e renda, e a partir dessa renda gaste com esse novo carro.
    Todo mundo tem o direito de ter um carro, mas acho que primeiro tem q ter estrutura financeira pra isso.

  • Comprar um carro e trocar logo em seguida não é tão ruim assim. Pelo menos para o segundo dono!!!! Eu comprei um Gol que agora em Setembro está fazendo 2 anos de fabricação. O motor e o câmbio ainda estão na garantia, o carro está novinho e em perfeitas condições. Certamente o carro se desvalorizou muito mais nos dois anos em que ficou com o primeiro dono do que se desvalorizará nos muitos anos que ficará comigo…

    Tô rindo à toa!

  • Renato
  • Renato

    A propósito, Arthur, me permita fugir do assunto, e te perguntar se você ainda continua com a banif como corretora e satisfeito com a mesma, por favor.
    Obrigado.

  • Aureo Vilas Boas

    O que me tranquiliza, “em termos”, em relação a compra de meu ultimo carro, é que seu uso é basicamente para o trabalho que desenvolvo em fazendas da região, 24 hs por dia, onde um modelo mais popular me traria problemas na locomoção! Meu carro fez minha rentabilidade aumentar em 500%, em média. Mas isso não impede de me odiar, cada vez q eu vejo os boletos que devo pagar até quita-lo em 2010, descobri atualmente que meu financiamento foi calculado tendo como base um RETORNO (R7) à concessionária, em detrimento de uma venda mais clara, aberta e honesta. Culpa da minha pressa e de meu ego, em sair por aí com um carro zero e um carnê de prestações escondidos no porta luvas! Hoje aconselho aos amigos que estudem, se informem e passem a exigir, RETORNO ZERO num financiamento de autos, onde a mordida em seu bolso é bem mais suave! O vendedor tentará de tudo para fazê-lo mudar de idéia, e no meu caso, até “brindando-o” com inúmeros mimos (ar condicionado grátis, trio elétrico grátis, bancos em couro gratis, CD, MP3, engate traseiro, documentação e IPVA grátis, Insul film, estribos laterais, farol de milho e rodas de maionese,…tudo grátis para vc e embutido nos custos de financiamento). Se tiver oportunidade e interesse, converse francamente com um vendedor de carros experiente e se der sorte, quem sabe ele abra o jogo e mostre como o mercado funciona e as benesses do financiamento bancário (pra revendedora obvio) em prejuizo ao comprador. Após tomar tanto na cabeça, com muitos financiamentos desde minha adolescência, na qual insista em enriquecer banqueiros, só aprendi recentemente, lendo os posts aqui.
    FINANCIAMENTO NUNCA MAIS

  • Renato, ainda uso a Banif e estou super satisfeito. Mas a minha opinião não deve ser levada em consideração pois não sou um usuário frenético do home broker. Compro ações com uma freqüência muito pequena e não exijo muito do sistema. Ainda assim, sempre que precisei de suporte, consegui.

  • Valdemar Engroff

    Boa tarde Navarro

    Boa tarde demais participantes deste POST

    O meu desânimo é em relação ao que eu já gastei com o meu lindo carrinho. Rapidamente vamos aos números:
    – Ele custou R$ 20 mil (0 km)
    – Somente o combustível bateu até agora nos R$ 15 mil
    – Comprei cinco pneus. Sempre tive seguro total. Sempre paguei IPVA. Comprei bateria, surdina, fiz as revisões estabelecidas pela FIAT na concecionária e as trocas de óleo periodicamente.
    – Somente o carro e o combustível deu R$ 35.000,00 e vou arredondar os demais itens em R$ 10.000,00, totalizando em cinco anos R$ 45 mil (Barbaridade tchê!!! é muito dinheiro…..). Logo, isso é de desanimar.
    Mas confesso que apesar de tudo, gosto de meu carrinho. Popular, gasta pouco (será???) e tenho a certeza que este desânimo não apareceria nunca se eu não tivesse criado em outubro de 2004, quando da primeira enchida do tanque, uma planilha em ecxel….
    Em termos de educação financeira, este é apenas um exemplo, pois, para se educar, puxar o freio do consumo abusado e imediaito, o cidadão brasileiro precisa ler mais sobre isso e criar as suas próprias planílias de receita (salários) e despesas (todas) e precisa projetar investimentos a curto, médio e longo prazos, para chegar na idade de se aposentar e não precisar depender somente da previdência oficial, pois se isso acontecer, vai depender da bondade dos filhos e pior, dos genros / noras…..

    Grande abraço a todos

  • Renato

    Tenho 18 anos e mais um post desse tipo vai acabar me convencendo de andar de bicicleta pra vida toda. Haha!

  • Faz 6 anos e meio que não tenho carro. Nesse período as aplicações só cresceram.

  • Oi pessoal,

    O comentário do Bernardo, superficialmente falando, resume quase todo o excelente livro “Pai Rico, Pai Pobre”. Carro é passivo. É despesa, não é investimento. Teve um outro artigo, se não me engano aqui mesmo no dinheirama, falando sobre isto, porém a preguiça falta de tempo me impede de procurar.

  • wagner goncalves cardoso

    Trabalho a 32 Km(64 ida e volta) de casa e quando chego em casa vou para o colégio que fica 10Km(20Km ida e volta) , coloquei KIT GNV e gasto em torne de R$280,00 pmes para fazer um kilometragem diaria de 74 a 80 p dia, a compra deste carro, neste caso, considero ativo ou passivo?
    um grande abraço aos amigos!
    Aguardo respostas!!
    Att.,
    Wagner

  • Roberto

    Bender,
    Não sei em qual cidade você vive, mas aqui em São Paulo não tem como sair para se divertir a noite em um final de semana sem o carro. E ai, como fica? Ou você vai de carona? Assim fica fácil! 😛

  • Anderson

    Há uma lenda que diz que um grande empresário deu uma festa para apresentar seu novo jato particular.
    O novo brinquedo fazia parte de uma coleção com mais de 10 aeronaves. Eis que um convidado da festa se aproxima desse empresário e diz:
    – Bela aeronave. Qual o custo de manutenção desse modelo?
    Eis que o grande empresário respondeu:
    – Se você precisa perguntar é por que não está preparado para ter um.

    Moral da história. se o valor dos impostos e do combustíveis são demais, claro que você não tem saúde financeira para ter aquele carro. Um carro é um bem de consumo e como tal só pode ser adquirido quando não vai sacrificar sua saúde financeira !!!!

  • wagner goncalves cardoso

    Pai Rico Pai Pobre foi o primeiro livro que li sobre como lidar com o dinheiro e mudar o estilo de vida para saber melhor usa-lo, ótimo livro, pelo que li e entendi, carro será sempre considerado como um bem que irá retirar dinheiro do orçamento, porem como saber quando é viavel comprar um? mesmo não tendo ainda uma receita extremamente alta!

  • Pedro

    Vou dar minha opinião pro Wagner: carro não é ativo e nem investimento (ele põe dinheiro no seu bolso? ) Oq vc pode avaliar, é o seu custo/beneficio: como vc descreve, vc o usa pra trabalhar e tambem estudar (talvez se utiliza-se o transporte publico, não conseguiria fazer as duas tarefas) – sendo assim o carro lhe é muito util, pois o ajuda a ganhar tempo e a desempenhar mais tarefas. E vc colocou GNV: vc conseguiu reduzir um pouco o gasto mensal com combustivel – mas um fato muito importante: esse carro cabe no seu orçamento? Vc ja deixou de pagar alguma conta por causa desse carro? Quantos % esse carro consome da sua renda mensal? Como anda seu orçamento? Vc possui algum investimento? Sobra alguma coisa pra investir? Espero ter ajudado. Abraço

  • Daniel

    Olá pessoal, primeiramente agradecer aos autores do site por todo seu trabalho, excelente!
    Esse artigo me foi muito útil neste mês, passei pela seguinte situação: Venho poupando e investindo desde o começo do ano, consegui juntar pouco mais de 17mil até agora, tenho 22 anos e nao tenho carro. Sempre andei de ônibus, fato que nao me incomodava muito, até começar a namorar alguns meses atrás. Algumas semanas atrás, cedendo a algumas pressões sociais resolvi sair procurar um carro para comprar. Não é fácil controlar a emoção, o impulso de consumo… mas resolvi esperar meu emocional acalmar, passei 10 dias sem pesquisar sobre carro, e a racionalidade e o bom senso entraram em jogo.
    Coloquei no papel, perder todo meu suado investimento, arcar com um financiamento de uns 6 mil (para o carro que queria comprar) e ter que sacrificar o valor que poupo todo mês para pagar as despesas do carro.
    Tomei a atitude mais difícil, comuniquei a família e a namorada que nao iria mais comprar carro nenhum, e continuar com meu investimento. Agora estou muito mais leve, contente e tranquilo por ter tomado essa decisão.
    Abraço a todos e desculpe pela extensão do comentário

  • wagner goncalves cardoso

    Ola Pedro,
    Seguinte, o carro que tenho é um tanto que ja usado, ano 91, todo mês é alguma coisa que vou tendo que trocar, teve mês de me “comer” 60% do meu salário e sim ja teve meses que deixei de pagar algumas contas pra não atrasar o financiamento, onde financiei R$5.000,00 e vou pagar R$8.000,00, o problema é que onde trabalho é complicado os onibus, se tivesse de hora em hora e se fosse somente com um onibus eu chegasse ao destino o complicado é isso e pelas condições de tempo(clima) e por ficar proximo a minas de carvão, onde eu me sujava inteiro, me obriguei a comprar o carro, antes quando estava somente com moto, meu orcamento era perfeito, sem vermelho.
    Obrigado!

  • Parabéns pelo post Navarro.

  • Pedro

    Ola Wagner, vi q vc realmente precisa desse carro, apesar dele pesar muito sobre seu orçamento. Oq posso lhe dizer, é vc esta ciente disso, e deve buscar meios, para que seu orçamento, fique mais folgado, e vc possa investir – de nada adianta vc estar se dedicando 100% por dia, para no final do mes só conseguir empatar seu orçamento e pagar as constas? Tem que investir, de preferencia o minimo de 10% da sua renda. Sei q não é facil, mas deve bem revisto.
    Boa Sorte!

  • wagner goncalves cardoso

    Certo Pedro,
    Estou revendo isso, ja procuro quitar este financiamento para abater boa parte dos juros e folgar o orçamento, é o primeiro passo que ja estou dando, depois será investir, ai pergunto, onde e como?
    Ótimo este link de comunicação, pois grande parte das pessoas que conheço também estão no vermelho e são extremamente consumistas, para ter uma visão melhor, deve-se procurar pessoas que saibam com fazer isso.
    Obrigado
    até+

  • Muito bom artigo e excelentes comentários,minha esposa tem um utilitário(odeio escrever ou falar de outras pessoas ,mas o caso dela tem muito com o artigo e comentários),simplesmente posso traduzir como:”uma bomba” o ultimo conserto,simplesmente 10% do valor do carro!,fora outras coisas,pensei até em dar um ciclomotor para ela,mas confeso que mesmo eu sendo ciclista(nem ligo para as intemperes e dias que tenho as 4 estações do ano no mesmo dia !) e me deslocar basicamente de bike ou metrô em SP,a ideia de uma mulher em algo de 50CC,me asusta pela violência urbana na minha São Paulo querida,$uce$$o$ e Parabens pelo site

  • Pingback: Vale a pena ler de novo, edição de 13 de setembro de 2008. | Vivendo e aprendendo sempre...()

  • Grande blog!! É o que eu precisava, pessoas para compartilhar minhas duvidas e dicas de pessoas que entendem ou procuram entender.
    Abraços.
    Só pra constar já vendi meu carro, pois iam se em média 380 (Gasolina, reparos, seguro, IPVA) reais com ele, não gasto isso usando onibus e taxi aqui em Porto Alegre.

  • Machado

    Todos vcs são pobres. E de espírito também.
    A classe média comenta, comenta e não diz coisa com coisa.
    Carro é lucro e eu dou prefrência a uma Ferrari, a uma BMW ou até mesmo uma Mercedinha fulêra. Tenho 8 fuscas pra coleção e pra lembrar da terrível Alemanha de 1936, sem falar em dois Aero Willis, um Simca Chambord, um DKWk Vema um Opala Diplomata, um Karmanghhia
    incrementado, um SP2 e um MUSTANG, cor de sangue.
    (Pode até ser que eu compre um helicóptero, pra me deslocar em São Paulo)). VIVA a BOVESPA do futuro próximo.
    Dá lucro, sim, esses carros nunca dão defeito.
    Vocês preferem gastar com ônibus, metrô, ou táxis Invisto nas ações da BOVESPA a longo prazo.
    Voces comprem um fiat Uno que é lucro.
    Sabem? O meu retorno financeiro vai dar inveja aos apressadinhos da classe média ignara.
    Crise? que crise?

  • Machado

    è diícil entender, porque vcs planejam tanto.
    Dinheiro foi feito pra ganhar e gastar. senaum vocês vão para o cemitério e não usufruiram, sequer, a vida.
    Trabalhem, estudem, sejam o diferencial no mercado de trabalho.
    Bom mesmo é ter carro e sair com as gatinhas.
    pra que coisa melhor?
    Ficam voces só planejando e se esquecem do bem bom.
    Acordem pra vida, galera.

  • Wagner G. Cardoso

    Bom Dia Machado,
    Acredito realmente que você não tenha conquistado tudo isso que você diz ter sozinho. pois com um pensamento deste tamanho é impossivel disto acontecer, contar com a carteira do PAPAI é facil, venha para a classe média, ganhe + ou – R$1.200,00 por mês, tendo de se alimentar, transportar, etc, duvido que consiga sobreviver com esse pensamento mediocre e pequeno.

  • Lucas

    Perguntaram à Dalai Lama:
    O que mais te surpreende na humanidade?
    Ele respodeu:
    Os homens, porque perdem a saude para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.
    E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro, vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.

  • Bernardo Santos Maldonado

    Realmente, alguns comentários que são postados ofendem imensamente. Ofendem a nossa inteligência, e chegam a entristecer-nos…
    Dizer que um carro dá “LUCRO” por não dar defeito, é simplesmente um erro de conceito absurdo!!!! Lucro é geração de caixa, não uma diminuição de despesas… Pensando assim, lucro seria não ter carro nenhum, pois aí sim você não gasta com manutenção meeesmo!
    E dizer que quem poupa está deixando de viver, é outro absurdo!! Você poupa para conseguir comprar o que precisa pra viver melhor! Pois, sem poupar, você precisa pagar juros, e assim o seu poder de compra diminui… Simples assim…
    Não poupo pensando em não comprar um carro… Poupo pensando em comprar um carro pagando menos, por receber juros pela minha poupança…
    Ainda, exatamente por poupar, pode ser que eu deixe de comprar um Uno para comprar uma “Mercedinha fulêra”… No entanto, vou sempre fazer as contas para saber se posso comprar a “Mercedinha fulêra”, ou mesmo o Uno, pois sabendo que posso pagar o carro tranquilamente, tenho certeza que ele irá me oferecer muito mais conforto… O que adianta ter a Mercedes e não ter dinheiro para todo o resto?
    O bem bom é gastar o que tem para gastar, conseguir poupar uma parcela (sem deixar de viver bem) e chegar à velhice com dignidade, sem depender de ninguém quando aposentar…
    Abraço!

  • Weliton Luiz

    Amigos, também concordo com quase tudo que falam aqui em relação a financiamentos, mas será que financiamento é tão ruim assim? Depende… Se você optou por um financiamento daquelas de 1 real de entrada e saldo em 60 meses talvez não fez a melhor escolha, pois ao final quando quita-lo se é que conseguirá quitar, pagará quase o dobro do valor do seu veículo e o pior seu carro popular de 30,000,00 que você termina de pagar quase 60,000,00 se for vender não vale mais 20,000,00, então assim concordo que é uma burrice mesmo, mas tem uns financiamentos interessantes é o caso do BNB, banco do nordeste (Minha região), eles oferecem um financiamento para carros utilitário para empresa de 6,75 ao ano e com juros amortizados, então se você tem o dinheiro para comprar o carro a vista ou pelo menos uma parte para comprar carro usado é muito melhor no meu ponto de vista investir o dinheiro que com certeza dependendo do investimento que fizer lhe renderá muito mais que o juros do banco, e além do mais terá o carro e um ativo, bem é isso que estou fazendo e acho que fiz a escolha certa no entanto gostaria que os companheiros mais experientes me ajudem e me digam se estou fazendo a coisa certa. Abraço a todos e boas compras de carro novo…

  • André Brum

    Boa tarde a todos
    Achei muito legal as observações de vocês, e gostaria de também deixar minhas impressões. Tenho um GM CORSA WIND 1999 a quase 6 anos. Custou R$ 12.000. Pago de seguro total R$ 1.100,00 e cerca de R$ 560 de IPVA. Isso dá quase R$ 1.600,00 por ano só pra ter o carro, sem contar os custos com gasolina e manutenção. E como eu rodo muito pouco (rodei só 18.000km neste tempo todo), fica evidente que para pessoas como eu não vale a pena ter carro. R$ 1.600,00 dividido por 12 meses daria uns R$ 130,00 por mês pra andar de táxi, sem as preocupações com manutenção, vistoria anual, achar vaga na rua, etc, e com o valor do carro aplicado rendendo juros!
    Só tenho carro de teimoso mesmo! É conveniente ter um carrinho à disposição, mas esta conveniência é facilmente suprida com ligação pra alguma cooperativa de táxi…

    Quanto a carro novo, nunca tive, e acho que jamais terei, pois me parece óbvio que é jogar dinheiro fora, já que todos sabem que a maior desvalorização do veículo é suportada por quem tira ele da concessionária! Muito melhor comprar um de segunda mão e pouco uso, como fez o colega Arthur Gouveia.

    Abraços a todos.

    André.

  • Germanopavanati

    Acho que em tudo o equilíbrio é importante, se vc for pensar na dispesa de ipva seguro total gasolina, manutensao, vc nao compra carro, eu por exemplo sou apaixonado por carro sei que parece dinheiro jogado fora muitas vezes, Mas eu fico pensando, se eu economizar nunca gastar com superfulos, adquirir imoveis que valoriza etc, vou ser um cara cheio de posses que nao aproveitei os confortos da VIDA, Lembrem-se, a gente morre nao leva nada, e um bom carro nos da prazer e conforto.