É hoje! Vou rebater o artigo pessimista do Ricardo (risos). Ontem eu li uma entrevista no jornal “O Estado de São Paulo” e acho que ela é um bom estímulo para a nossa situação atual. O advogado, empresário e bibliófilo José Mindlin, de 94 anos, está otimista. Imagine por quantas situações um senhor desta idade já passou: crise de 29, 2a Guerra Mundial, choques do petróleo, troca de moedas e etc. Pois é, ele ainda está otimista! Vale a pena ler a entrevista.
Como vem sendo amplamente discutido por aqui, os preços de boas empresas estão baixos e por isso é um bom momento para as pessoas que estão pensando no longo prazo, na aposentadoria ou na independência financeira futura entrarem no mercado de ações. Há 3 semanas, venho discutindo isso com as interessadas no clube de investimentos “Meninas com Dinheirama”. Recebi diversos e-mails com histórias de vida, dúvidas, congratulações e, claro, preocupações com a crise.
Lu Monte, por exemplo, escreveu: “Mandei a proposta para algumas mulheres. Todas elas morreram de medo e falaram que era loucura entrar na Bolsa agora. Eu sei que agora, justamente por conta das quedas, é um momento interessante. Mas o difícil é convencer as outras…”. Ivonilde de Souza me disse: “O problema está no momento ruim pelo qual o mercado financeiro está passando. Estou quietinha. Não sei se vou ou se fico”.
Pois é, o medo nos inibe e é difícil colocar os sentimentos em segundo plano nessas situações. A minha resposta padrão para esses comentários é que a experiência de aplicar em ações (ou entrar no clube) deve ser gratificante, e não angustiante. Devemos pensar no nosso perfil: ele é arrojado ou não? Vou conseguir dormir se eu aplicar meu dinheiro em renda variável de alto risco?
Não adianta tentarmos mudar nossa personalidade. O máximo que vamos conseguir são olheiras e mal-humor. Para as pessoas que não estão certas da decisão, o ideal é entrar com o valor mínimo: R$ 100. Essa cota será valiosíssima para o aprendizado e para o estímulo de querer poupar mais, conscientemente ou não. Afinal, gastamos R$ 100 num piscar de olhos hoje em dia, não é?
Ainda sobre o clube, achei alguns comentários tão interessantes que vale a pena comentá-los aqui. A Neuza Nascimento disse: “Sempre fui avessa à segregação de gênero, mas isso fará com que eu tenha menos receio em expressar minhas dúvidas quanto ao futuro financeiro – assunto amplamente dominado pelos meninos”. A nossa intenção aqui não é segregar, mas sim comparar e aprender com as reações dos homens e mulheres diante do mercado financeiro.
As mulheres ainda se sentem intimidadas em falar sobre finanças. Devemos “tratar” esse problema. O clube, com certeza, será um ótimo remédio. Além disso, as mulheres tendem a ser mais conservadoras e um clube exclusivamente feminino poderá aliar conhecimento, crescimento, conservadorismo e um toque de sensibilidade.
Voltando ao viés otimista, o e-mail enviado pela Ana Alves dizia: “Meu marido já aplica na Bolsa há algum tempo e está sempre me falando para começar. Inclusive, foi ele que me enviou seu artigo, então acho que chegou a hora… Moro em Marabá-PA, tenho 30 anos, duas meninas lindas e muita vontade de ficar financeiramente independente”.
Existe alguém mais otimista do que pais e mães? Acredito que, para ter filhos, devemos imaginar que o mundo que os aguarda será melhor do que é hoje. Devemos pensar que o amanhã será melhor e que devemos mudar para que ele mude também. Se nós não acreditarmos em nosso potencial e em nossa capacidade de transformar o ambiente que nos cerca, nada será feito.
Além do mais, se o povo brasileiro não acreditar em si mesmo, quem irá acreditar? E eu volto naquele assunto já abordado: “Enquanto uns choram, outros vendem os lenços…” Tudo depende da forma que enxergamos as coisas e como reagimos a elas, como mostra o vídeo “A vida é uma só”, de Fernando Bianchi.
Então lembre-se, o Clube de Investimentos “Meninas com Dinheirama” já está funcionando! Para aquelas que se interessarem, favor enviar um e-mail para o André Hojo, da Geração Futuro – andre.hojo@gerafuturo.com.br – ou para mim, no mariana@dinheirama.com. Está com dúvidas sobre como funciona o clube e quer conhecer seus detalhes operacionais? Leia o Estatuto clicando aqui.
Cabe ressaltar que o Dinheirama não tem nenhum retorno financeiro com o Clube de Investimentos e(ou) com a parceria realizada com a Geração Futuro. Nosso retorno vem da realização de um projeto antigo dos idealizadores do blog.
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Mariana Prates é economista pela PUC-SP e pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV. Trabalha em precificação de Empréstimo em Folha e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.
Crédito da foto para stock.xchng.




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