28 out Finanças Pessoais

Cinco razões para usar mais o cartão de débito

Ronaldo comenta: “Navarro, o que você acha dos cartões de débito? Li alguns de seus artigos sobre cartão de crédito e percebi que geri-los pode ser meio complicado e o fato da fatura demorar a chegar complica a vida de muitos brasileiros. Falta controle, é verdade, mas será que começar a usar mais o cartão […]

por Conrado Navarro
há 6 anos

Cinco razões para usar mais o cartão de débitoRonaldo comenta: “Navarro, o que você acha dos cartões de débito? Li alguns de seus artigos sobre cartão de crédito e percebi que geri-los pode ser meio complicado e o fato da fatura demorar a chegar complica a vida de muitos brasileiros. Falta controle, é verdade, mas será que começar a usar mais o cartão de débito não é uma boa saída? Recentemente, convenci um primo a usar mais o cartão de débito, de modo que ele comprasse só quando o saldo fosse suficiente. Ele aprovou a mudança. Gostaria de saber sua opinião a respeito disso. Obrigado”.

Cresci ouvindo uma frase, proferida sempre de forma entusiasmada pela minha amada mãe, que é muito pertinente para o tema deste artigo: “Tem dinheiro? Compra. Não tem? Não compra”. Ao ler este texto, minha mãe certamente se lembrará dos inúmeros episódios em que nos debatemos diante de uma decisão financeira. Mas, orgulhosa, dará seu testemunho a favor das atitudes econômicas[bb] aprendidas por este humilde blogueiro. Pois é, aprendi a economizar e focar esforços em razão de certos objetivos. Obrigado mãe!

Mas que diabo isso tem a ver com o cartão de débito?
Ora, se você tem dinheiro e quer comprar algo, use o cartão de débito e “sofra” logo! Se não tem dinheiro, cuidado! Se você acha que vai poder comprar o bem até o final do mês – aliás, uma desculpa perfeita para usar o cartão de crédito -, prefira esperar o tal momento chegar. Até lá, economize, trabalhe suas finanças e se prepare para atingir tal objetivo. Assim costumo agir.

O foco deste artigo não é comparar os tipos de cartões (crédito e débito). Cartões são ferramentas criadas para facilitar a troca de dinheiro[bb] e a compra de bens e serviços. Isso significa que ambos os tipos de operação, muitas vezes disponíveis numa mesma tarjeta plástica, são úteis e têm seu valor. Acontece que, para aqueles em dificuldades, o cartão de débito é muito mais indicado. Vejamos algumas razões para usá-lo com mais freqüência:

Razão 1: Você só gasta o que tem. Antigamente, era o cheque. Hoje é o cartão de débito. Você vai, compra, passa o cartão e o dinheiro “sai”, na hora, de sua conta corrente. O cheque funcionava bem, mas se o recebedor deixasse de depositá-lo na data presente (ou combinada), todo o orçamento poderia se comprometer. Sim, porque a maioria da população só gerencia suas finanças pela contabilidade mental, que não funciona. Com o cartão de débito não tem erro: comprou, pagou!

Razão 2: Você evita usar, incorreta e incoerentemente, o tempo nas negociações financeiras. Muitas pessoas não sabem lidar com os pagamentos pré-datados do cheque (que termo “velho”, hein?) ou cobrados em datas fixas, posteriores ao ato da compra. É verdade, tem gente que se perde e comumente usa o crédito rotativo do cartão de crédito. Com o débito, o tempo é hoje, agora. Se você sofre para avaliar os danos do crédito em seu orçamento, experimente usar o cartão de débito por alguns meses.

Razão 3: Você desenvolve a disciplina e o controle orçamentário. O que acontecerá se você comprar um produto hoje e, depois de alguns dias, tentar comprar outra coisa e a transação não for completada por conta de saldo insuficiente? Ou você interpreta o acontecimento como chance de avaliar suas finanças[bb] e manter um controle mais rígido de seu fluxo de caixa, ou deixa-se levar pela hipocrisia e manda passar “no crédito”.

Repare que quando você usa o cartão de débito, um controle rigoroso das despesas do dia-a-dia se faz necessário. Cada comprovante deve ser lançado em um controle de orçamento, de modo que você analise como os gastos evoluem e defina (e respeite) os limites para as próximas compras. Isso ajuda a criar, tanto em você, quanto em sua família, disciplina.

Razão 4: Você compra melhor. Como conseqüência da reconhecida maior disciplina, é possível aprender a priorizar melhor seus desejos e, assim, seus gastos como um todo. Comprar melhor significa comprar o necessário e o supérfluo, desde que o fluxo de caixa da família, os investimenos periódicos e os objetivos de curto, médio e longo prazos sejam respeitados. Ou comprar o necessário, deixando o supérfluo para a próxima data possível, respeitando os mesmos pontos citados.

Razão 5: O extrato bancário fica mais claro. Quando se usa o cartão de débito, a operação fica registrada no histórico de movimentações de sua conta corrente. Claro, o histórico do cartão de crédito também vem detalhado na fatura. A vantagem do cartão de débito é que essa informação está junto do extrato de sua movimentação, o que facilita o controle e a “fotografia” de sua real situação financeira.

Tenho certeza que você, usuário do cartão de débito, é capaz de listar inúmeras outras razões para justificar seu uso no dia-a-dia. Que tal levarmos adiante este exercício? Experimente listar, no espaço para comentários, as razões que o fazem optar (ou não) pelo cartão de débito. Eu, por exemplo, uso o cartão de débito em pelo menos 60% das transações cotidianas – percentual que vem aumentando bastante.

Se você ainda prefere os cartões de crédito (ou uma combinação saudável de ambos), deixe seu contraponto, mas com clareza no que diz respeito aos pré-requisitos para que a modalidade funcione bem para você – por exemplo: você é organizado? Já teve problemas? O que aprendeu? E por ai vai. Assim, democratizamos as ferramentas de auxílio financeiro e ganhamos todos mais conhecimento.

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro
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  • Douglas

    Gosto de usar o cartão de débito, mas ainda prefiro o de crédito pelo fato de o valor não entrar na minha movimentação da conta corrente, evitando contabilizar para o imposto de renda (e antigamente também cpmf). É claro que para isso é necessário também que a fatura não seja paga a partir da conta corrente, e sim com dinheiro ou cheque de terceiros.

  • http://nodoadouniverso.com Bruno Pedrassani

    Somente utilizo o cartão de crédito em 3 situações:

    1 – Compras online, nas quais não é possível pagar pelo débito online
    Mesmo assim, procuro comprar em 1x somente, evitando acumular despesas pro próximo mês

    2 – Compras com Cartão Internacional
    Bem, essa é necessária. Não há como ser débito mesmo.

    3 – Compra que realmente se faz necessária, mas é maior que o que quero gastar “na hora”. Leia-se, parcelamento.
    Nesse caso, somente quando é extremamente necessário, e não posso gastar todo o dinheiro pelo débito. Esse é o caso crítico, e o que deve ter mais cuidado: cada parcela deve caber no orçamento, e mais, deve-se garantir que não se coloque nada a mais no crédito nos próximos meses.

    Mesmo com esses casos, são um tanto quanto “extremos”, pelo menos pra mim. Portanto, uso o cartão de débito em 80-90% das compras. Até hoje, funcionou muito bem.

  • http://www.outromodelo.com Thiago Santana

    Eu não tenho grandes problemas em usar o cartão de crédito, o controle se faz mais rigoroso, pois não “dói” na hora, então se a gente vacilar a gente acaba achando que tem mais dinheiro do que realmente tem. E isso já aconteceu umas vezes comigo, mas foi parte do aprendizado.
    Hoje utilizo o cartão de crédito mais como agente de negociação com o lojista; se não tiver desconto à vista vai no crédito, bom que ganho milhas! =o)

  • Danilo Braga

    Olá Conrado, descobri seu blog pelo programa “Fique Rico” da Ideal TV, achei bem interessante e decidi acompanhar o site!

    Realmente concordo com você na questão de débito, eu mesmo já me afundei em cartão de crédito no “deixa pro mês que vem”.

    Agora estou usando mais o cartão de débito e controlo bem melhor meus gastos.

    Abraços!

  • Cadu de Castro Alves

    Navarro, muitas lojas, principalmente dos shoppings, dão desconto para compra à vista em dinheiro, mas não concedem o mesmo desconto caso o pagamento seja feito no débito.
    Tenho um amigo que trabalha numa loja de calçados. Ele me disse que as lojas perdem 5% do valor da compra caso o pagamento seja feito no débito, mesmo que à vista. Isso tudo soa muito esquisito. Tem alguma lei que proiba isso?

  • Francisco Alexandre

    Concordo com o Thiago Santana, se a loja ( principalmente farmacias ) derem o maximo desconto à vista, utilizo o débito, mas se não concede desconto, uso na função crédito, pois assim ganho alguns pontos no programa de fidelidade.
    Obs.: Assim que tenho acesso ao internet banking faço o pagamento da fatura parcial, é como se tivesse feito a compra à vista, já uso o dinheiro e não tenho a falsa impressão que o dinheiro tá sobrando.

  • Anselmo Martelini

    Oi Navarro.

    O que eu gosto no cartão de débito, além do mencionado, é que a cada compra eu recebo o recibo do cartão e guardo na carteira, e no fim de semana fica fácil lançar as contas com a minha cara metade. Cartão de crédito só uso em compras pela internet.

    Abraço e parabéns pelo site.

  • Valdemar Engroff

    Conrado

    Tanto faz, nas compras no cartão de débito ou de crédito, o vivente tem que ser “mão de vaca”, ‘pão duro”, “nadar com um sonrisal sem embalagem na não de uma margem à outro o Rio Uruguai e não molhar o medicamento”…… ou seja, a partir das tuas entradas de dinheiro (salário por exemplo), em primeiríssimo lugar, PAGUE A VOCÊ EM PRIMEIRO LUGAR, depois você vai pagar os outros, administrando de tal forma que não falte no final do mês. Explicando: faça primeiro os TEUS INVESTIMENTOS FINANCEIROS, TODAS A TUAS CESTAS (poupança, ações, CDI, CDB, previdência privada, etc….) e depois vá pagar as CONTAS, incluido aí as compras (que deverão deixar de ser feitas por impulsos) e todas as demais despesas do mês, tudo controlado numa planilha que pode ser simples e fácil de administrar (excel por exemplo). O que não se pode permitir é entrar em cheque especial e pagar juros altíssimos, bem como pagar o mínimo do cartão de crédito, pagando juros escorchantes sobre o saldo da fatura.

  • http://www.blogdoconsignado.com.br Ricardo Correia

    Pois é

    Falta de disciplina financeira é um problema muito grande e infelizmente comum, há muitas pessoas que encaram o cartão de crédito como uma receita a mais que eles têm de imediato, e não como algo que será retirado das receitas dos meses seguintes.
    Trabalho na HR Mercantil uma promotora de crédito consignado, grande parte, é muito comum ver pessoas mergulhando no mercado de crédito sem nenhum planejamento financeiro, isso o mergulha numa bola de neve, onde suas divididas aumentam e a solução e cada vez mais difícil.
    Mas ainda assim Conrado você fez uma colocação perfeita ao dizer “ambos os tipos de operação, muitas vezes disponíveis numa mesma tarjeta plástica”
    Toda ferramenta é muito útil desde que a utilizemos na função certa, não adianta tentar cortar uma arvore com uma faca, nem passar manteiga em um pão utilizando um machado.

  • Carmen.

    Meu filho,

    Realmente eu sinto muito orgulho em ser sua mãe e quero que saiba que sou quem agradece por este privilégio.

    Comigo você pode ter aprendido a economizar e focar esforços em razão de seus objetivos, mas você vai muito mais além porque procura disseminar essa cultura para todas as pessoas neste espaço.

    Tantas vezes eu o ví estudando as matérias do MBA e agora as do mestrado até altas horas da madrugada porque você esteve envolvido durante a maior parte do dia com seus trabalhos e com a consultoria que presta em assuntos financeiros, que até me acostumei e deixei de implicar, lembra?

    Agora que estou longe e acesso este espaço diariamente, vejo que o trabalho desenvolvido aqui é da maior importância, pelo que seu empenho e dedicação merecem ser cada vez mais reconhecidos.

    Não existe mágica para se alcançar a tranquilidade finaceira, bastando, para começar, a observação do binômio Tem dinheiro? Compra. Não tem? Não compra”.

    Pode parecer simples e, na verdade, é simples assim, o complicado é não perder o foco naquilo que desejamos, economizando, trabalhando nossas finanças e, principalmente, nos preparando para atingir o objetivo.

    Digo isso porque muitas vezes temos o péssimo hábito de justificar uma despesa completamente fora da rota traçada, que acaba nos afastando do nosso objetivo a longo prazo.

    Não desistir dos objetivos, sejam financeiros ou não, faz parte do plano divino traçado para cada um de nós e faz com que mereçamos desfrutar de cada minuto da vida plena de recursos que temos ao nosso alcance.

    Mais uma vez quero pedir a Deus que o abençoe sempre, em todas as decisões que você tomar e agradecer por tudo o que nos tem permitido.

  • http://netbit.com.br Victor Benincasa

    Navarro,

    Sempre utilizei o cartão de débito, seguindo a regra de gastar somente o que disponho. Também nunca me agradou a idéia de pagar anuidade de um cartão de crédito, porém, há pouco tempo resolvi passar a utilizar um. Liguei no banco, negociei, e recebi um cartão de crédito isento de anuidade. Agora eu compro apenas quando disponho do montante em questão, e ganho até 40 dias para pagar. Com esta vantagem de tempo posso aplicar e fazer o dinheiro render. No final pago a conta e fico com o rendimento!

    Também prefiro juntar todos os gastos em uma única fatura de cartão de crédito, facilita minha conferência e a fácil comparação com os meses anteriores.

    O cartão de crédito também tem um programa de pontuação, que não é o caso do cartão de débido (pelo menos no meu caso).

    Um grande abraço!

  • http://monthiel.blogspot.com Monthiel

    Nossa que aritigo show esse. Mostra bem as vantagens em usar os cartões de débito.. eu pessoalmente me afundei no de crédito por falta de controle, agora é só Débito.

  • Cleide Alcantara

    Eu uso somente o cartão de debito…me ajudou a obter o habito de consultar constantemente minha conta e ter um controle maior sobre ela, so gastando o que tenho.

  • simone

    Não tenho dúvidas do que o cartão de débito é a melhor ferramenta. Digo isso pois estou afundada em dívidas de “vários” cartões de crédito que possuo. Já dei o primeiro passo, a não usá-los mais, aliás eu os quebrei, e só compro agora se tiver o dinheiro disponível. O cartão de débito é ótimo para evitar compras por impulso, pois no crédito não sentimos tanto o valor do produto, já no débito a coisa é diferente. Estou engatinhando, mas desejo sair dessa bola de neve. Abraços.

  • alpha

    Navarro, eu sou viciado em cartão de credito e o tal dos “12 vezes sem juros”. amo muito tudo isso. razão: suponhamos uma compra de 10.000 ( meu limite). em 12x s/ juros = 833,33/mes. em vez de liquidar à vista, deixo no investimento e autorizado o debito automatico. depois dos 12 meses eu economizo pouco dinheiro mas é melhor do que pagar à vista. Sei bem que não é qualquer um que tem esse controle super rígido de dividendos/divida mas se eu consigo, viva eu! hehehe ! abraço!

  • Mauricio Reis

    Navarro, ultimamente tenho conseguido desconto nas compras à vista no cartão de débito, em média, 5%. Algumas lojas não oferecem o desconto, mas sempre tem um concorrente por perto que o faça. Até brinde já consegui. Abraços.

  • Eduardo Gonçalves

    Ora, se a loja oferece um produto em 10x sem juros (uhum) mas eu solicito um desconto à vista e consigo pouca coisa, obviamente que vou preferir o cartão. Esses dias fui na Dicico e fiz uma compra para reforma da minha casa. Deu uns R$ 2.000,00. O gerente bateu pé em 4% se muito. Decidi rodar. Fui no TElhanorte, no C&C, nada de desconto…. Eu não entendo muito bem, mas como os preços (ah.. os preços) estavam melhores na 1.a loja voltei lá e fiz em 10x no cartão.
    Não entendo a matemática desses caras, eles deviam me dar um desconto maior. Mas…. Prefiro assim….
    Além do mais, dinheiro no bolso é dinheiro no bolso. Dinheiro futuro é…. bom, essa pergunta o Navarro explica…

  • http://clavatown.blogspot.com/ Claudio

    Aqui onde moro a prática de pagar com o cartão de débito ainda é vista com alguma surpresa. Já teve uma loja de auto-peças que dava 10% de desconto à vista, quando fui pagar com o Cartão de Débito e pedi o desconto devido, a atendente recusou, alegando que essa forma de pagamento não era considerada à vista. Santa Ignorância…
    Mesmo assim, é a minha forma de pagamento preferida, já que há muito tempo não uso cheques.
    Além disso, em tempos de inflação controlada, não vejo razão para usar o Cartão de Crédito. Ele era status nos anos 80 com inflação de 40%. Lembro-me de ter sido recusado por várias operadoras de cartão de crédito, apenas por não ter renda suficiente. Ou seja, a honestidade e a boa reputação sequer eram levadas em conta.
    Hoje, qualquer um pode ter um Visa ou Mastercard e não há um mês em que não receba alguma proposta por telefone, email ou correios.

  • http://yuti.blogspot.com Yutto

    Meu pai usa cartão de crédito como débito.
    O cartão dele não gera anuidade, e o limite é inferior ao salário. Ele sempre tem dinheiro pra pagar a fatura até quando chega no limite. Ele só compra bens parcelados, quando são bens necessários, duráveis e que não haja juros. Para poder dividir o peso da conta em vários salários.
    Por exemplo: Antes o dinheiro dava pra comprar 2 blusas e 1 short em um mês, e só precisava de roupa nos próximos 4 ou 5 meses. Parcelando, ele pode comprar 5 blusas, 3 shorts, 1 bermuda, 1 calça, e um jogo de cuecas, e parcelar em até 6x sem juros.
    E ganha milhas de viagem. E o valor do pagamento na conta dele é único: 1 fatura.

    Ah… Eu sei que ele administra muito bem.

    E apropósito: Ele agora tem 49 anos. E teve que trabalhar uam vida inteira, pra achar que tava na hora de ter um pouco mais de ‘conforto’. Só aos 48 anos que meu pai fez um cartão de crédito. E só tem 1 Cartão de crédito, que é o mesmo do débito.

  • Fábio Nascimento

    Uso muito o cartão, mas apenas pela facilidade de não carregar dinheiro vivo na carteira. Tenho 27 anos e uso cartão de crédito a pelo menos 5 anos, porém, nunca usei o parcelamento, sempre paguei minha fatura a vista, as vezes estrapolei e gastei mais do que devia, mas sempre preferi enxugar as despesas “opcionais” do mes para poder quitar o cartão, deixava de ir ao cinema ou comer em restaurantes para “cobrir o rombo” do cartão.

    Mas para isso vc tem que ter um controle muito rigido de suas contas, ja vi muita gente se ferrar pagando juros altissimos do cartão.

  • http://wht21@pop.com.br Zoroastro

    Eu uso muito mais o cartão de credito do que de debito e acho uma ótima alternativa.
    Se o preço a vista, for o mesmo que a prazo, parcelo no maior numero de vezes sem juros, aplico o dinheiro em renda fixa, assim fico com os rendimentos.
    Se o desconto a vista for maior do que 5%, prefiro pagar a vista.
    O dinheiro a vista sempre vale mais do que a prazo.

  • Lucas

    Sinceramente, não recomendo a ninguem o uso do cartão de crédito a não ser em casos especificos e saudáveis. Somente agora (1 ano depois) é que estou saindo de uma situação delicada por causa do mesmo, e confesso que a única vantagem foi o aprendizado que adquiri com a desagradável experiência.

    Que Deus nos abençoe,
    Abraços!

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  • http://www.VivaReal.com.br Marco Aurélio Ciccone

    Discordo veementemente.

    Neste caso eu recomendaria muito mais uma educação financeira (um pouco a ver com a “razão 3″) do que a utilização de um cartão de débito.

    No sentido financeiro não há sentido usar débito, pois com o crédito você compra agora e paga um mês depois.

    O ideal é ter pelo menos 2 cartões de crédito com datas de vencimento bem diferentes.

    Agora, se você tiver dificuldades em controlar seus gastos: educação financeira! Se eduque, você é um ser racional, então usemos esse racionínio para controlar os impulsos!

    Mas você pode fazer isso sem perder dinheiro. Usando o cartão de débito você está perdendo dinheiro.

    Marco Aurélio Ciccone

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  • http://www.facebook.com/diana.pauladesouza Diana Paula de Souza

    Evito veementemente usar o cartão de crédito em compras cotidianas, como restaurantes, supermercado, farmácia, pois são despesas que ocorrem todos os meses. Por outro lado, compras que não ocorrem sempre e cujo valor não tem desconto à vista são pagas no crédito.

  • Paulo

    Eu já tive problema com cartão de crédito, não era educado financeiramente, me endividei depois que consegui sair das dividas escolhi um ótimo cartão de crédito, que acumula milhas e quando não tem desconto sempre uso ele, alem de ganhar milhas, deixo o dinheiro rendendo no banco para pagamento da fatura, e como uso bastante sempre o banco me dá isenção na anuidade, se souber usar é excelente.