Barack Obama: a vitória da esperança?
Publicado por Ricardo Pereira em 06.11.2008 na seção Economia Geral
Não restam dúvidas: apelando para o chavão amplamente usado na mídia, tanto de lá, quanto daqui, fica fácil afirmar que a eleição do democrata Barack Obama, novo presidente dos Estados Unidos, parte da necessidade urgente do mundo em encontrar uma liderança capaz de conduzir a maior nação do planeta de volta ao caminho da prosperidade e do crescimento. Querem alguém para colocar a super potência “no prumo”, mas com mais sensatez e humildade. Assim interpretei a eleição de lá.
A imagem negativa que pontuou o final do mandato do Presidente Bush foi um fardo enorme para candidatura republicana. Nem mesmo a figura da bela governadora Sarah Palin foi capaz de transformar e motivar os eleitores americanos em torno da candidatura John Mccain. É bem verdade que a governadora do Alaska também causou ojeriza em muitos eleitores.
Se a vitória dentro do território americano foi expressiva, no exterior a preferência pelo senador nascido no Hawai e filho de pai queniano era (é) estrondosa. Resta a pergunta crucial: o presidente eleito será realmente capaz de transformar sonhos e esperança em realidade? Será ele capaz de reacender a economia? Se sim, a que preço?
A economia do país mergulha em uma crise singular, fato nada novo para você, leitor do Dinheirama. Um colapso no seio das maiores organizações financeiras americanas, que subestimaram conceitos indispensáveis da administração financeira e o poder nefasto do crédito indiscriminado, assola o novo presidente e sua equipe.
A ganância e a falta de visão sistêmica do assunto, que teve como ponta principal a política econômica conduzida em parte pelo Sr. Alan Greenspan e aprovada pela população na época, agora surgem transformadas em índices e mais índices, cada vez mais preocupantes e que fazem parte da vida real das pessoas.
Desemprego, dívidas e desespero
Ora, quem passa por essa situação só pode se apegar em uma palavra: ESPERANÇA. Pesquisas de boca de urna indicaram que 62% do eleitorado pautaram sua decisão na crise econômica vivida no país. Americanos, que até pouco tempo se orgulhavam de pertencer ao quadro de colaboradores de bancos como Merrill Lynch, hoje estão em casa e provavelmente passarão um Natal cheio de dúvidas e com medo do que reserva o futuro.
De fato, a crise econômica ajudou a escolha de Obama para a Casa Branca. Afinal, aos olhos do mundo, ficou nítido que a prioridade do governo Bush sempre foi a questão armamentista, de defesa. O fracasso econômico tem um efeito catastrófico na sociedade, pois mostra fragilidades difíceis de digerir, principalmente após uma década de crescimento e números extremamente favoráveis. É hora de repensar, mudar, concluíram os americanos (só eles?).
Os desafios
Os desafios são grandes e são muitos, é verdade. O sentimento anti-americano, por exemplo, surgiu como um dos grandes efeitos da política militarista do atual governo. De acordo com a lei da atração, esse sentimento contrário acaba se traduzindo, também, em um “efeito magnetismo” da uma crise financeira, onde tudo parece conspirar para seu agravamento.
Barack Obama poderá transitar mais entre nações, ser mais flexível e ainda ser responsável por atos históricos, como dar um ponto final para a (forjada?) Guerra do Iraque. Nesse momento, talvez devêssemos nos juntar à maioria americana e realmente refletir e torcer para que Obama seja iluminado por pensamentos positivos e encontre os melhores caminhos nesse período de turbulência. Globalização significa torcer pelo outro, porque dele dependemos. Amém.
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Ricardo Pereira é consultor financeiro, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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10 comentários
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Acho que o Obama é o cara certo no momento errado. Não que ele não possa corrigir o que está acontecendo, mas que pegará muitas buxas a resolver deixadas pelo Bush.
O Bush fez muita mer* nos estados unidos e no mundo, o preço a pagar, será pago por Obama.
Abraços,
Olá Ricardo. Gosto muito do seu site. Você é ídolo nesse assunto por aqui na blogosfera. Também tenho um site de educação financeria, mas, você está anos luz na minha frente.
Receba meus cumprimentos.
A propósito, também acredito que a vitória de Obama nos USA seja uma sinalização de mudança, entretanto, essa mudança não será da noite para o dia e nem será barata.
Grande abraço
Cléber
http://clebermiranda.com.br
Só os brasileiros BURROS apoiam o Obama. Para nós seria bem melhor o McCain.
O Obama vai fortalecer o emprego… nos EUA. A economia… dos EUA. O povo… dos EUA.
O McCain iria investir pesadamente em álcool (mesmo sabendo que vem de trabalho semi-escravo), iria fazer vista grossa para a imigração ilegal e iria deixar a economia ainda pior, o que acabaria aumentando as apostas nos mercados emergentes.
Mas vocês não querem saber da realidade nua e crua, querem continuar adorando seu ídolo de barro. Então, não direi mais nada.
Esse comentário acima, do Alfredo, foi bastante ingênuo. Quer dizer que se a economia norte-americana se deteriorar, o Brasil será beneficiado? Não faz absolutamente o menor sentido; pra começar, todos os preços no mundo são fixados em US Dollar. Imagine a repercussão econômica e política de uma alteração dessa realidade. Além disso, os EUA são os que mais vendem e compram. Para o bem do Brasil, é bom que os EUA se mantenham fortes, uma vez que os problemas internos brasileiros são graves - carga tributária, infraestrutura, corrupção - e não possibilitam ao país que se sustente diante da fraqueza da maior economia mundial.
Não faço idéia de como o Obama pode tirar os EUA desse buraco, mas é certo que a crise vai passar e será acompanhada de um período de progresso, independente de quem for o presidente americano.
Mas que é fantástico um presidente negro, descendente de muçulmanos (estou certo?), com Obama (quase Osama) e Hussein no nome, seja eleito com forte apoio popular num dos países mais racistas do planeta, isso é. Há alguma esperança no povo norte-americano, que foram vistos como patetas alienados até essa votação.
Parabens Alfredo, vc foi bem convicente no seu argumento. Agora tranque-se no seu mundinho apocalíptico e morra.
Bom final de semana atodos.
Monthiel, como vai? Seus comentários são sempre oportunos. O Presidente eleito, terá muitos desafios e muitas oportunidades, vamos torcer para que ele possa enfrentar de frente o seu destino e mudar realmente a história do país.
Cleber obrigado de verdade pelo incentivo, o sucesso do Dinheirama é feito por todos principalmente de que esta lendo e deixando comentários interessantes como o seu.
Alfredo, como vai? Obrigado pela participação.
Respeito sua opinião, mas discordo. Abraço
Eduardo, a história e a crise deixam um caminho extraordinário para que o Presidente Obama altere a visão norte americana sobre o mundo. Se ele irá realmente fazer com que esse sonho se torne realidade só iremos saber com o tempo, mas o certo é que esse é o anseio da maioria da povo americanao. Abraço
Marcelo Alves, obrigado pela participação. Forte abraço
amei!!!!!!!!!!!!o seu comentário Ricardo tenho um trabalho da escola sobre Barack Obama e eu estava meio por fora de tudo isso. . . . . . . . . .mais voce me deu uma luz muito obrigada!
o mundo precisa de um novo lider mundial…. que de crescimento e paz para o mundo… enfim, existe grande chance de barack ser o anti cristo que há de governar o mundo , afinal nenhum outro presidente americano foi tão aclamado quanto ele, não só nos EUA, mas em todo mundo.o fato dele ser descendente de mulçumano é outra boa indicação… ele vem numa época em que o mundo se encontra na sua maior crise mundial. acredite ou não amigo, ao menos se informe sobre o assunto e então o julgue. sugestão: sites que falam sobre o anti cristo. http://godcasting.wordpress.com/2008/06/29/retrospectiva-70-das-mensagens-pastor-juanribe-pagliarin-para-download-gratis/
[...] do que tudo, o desejo de mudança que trouxe Barack Obama à vitória representa o anseio do mundo como um todo. Promessas de mudanças na economia, nas políticas [...]
[...] do que tudo, o desejo de mudança que trouxe Barack Obama à vitória representa o anseio do mundo como um todo. Promessas de mudanças na economia, nas políticas [...]