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Seja Empreendedor por apenas R$ 9,90. Aproveite!

12comentários

Seja Empreendedor por apenas R$ 9,90. Aproveite!Olá leitor e colega de Dinheirama, tudo bem? Imagino que você tenha ficado um pouco assustado com o título do artigo de hoje – já aproveito para pedir desculpas àqueles cujo interesse ao começar a ler este texto era de se tornar empreendedores por tal pechincha. Vou ser sincero: estou um pouco cansado de ler, em revistas, sites e em livros, as diversas definições de empreendedorismo[bb], divagações a respeito do tema e conclusões por vezes simplistas demais. Empreender é tão fácil assim? Que reflexões devemos fazer a respeito dessa perigosa conclusão?

O título de hoje está impresso aos montes por ai. O pior é que, ao fim dos textos e das apresentações que apenas tratam de teoria, sempre existe uma pequena mensagem motivadora que, geralmente, não funciona. Algo tipo: “seja empreendedor! Faça, aconteça!”. Mas não funciona porque não tratam das questões práticas, do como fazer.

Embora algumas empresas estejam lucrando muito com a venda dessas informações, a verdade é que ninguém se torna empreendedor apenas decorando teorias e definições lidas em revistas, blogs ou ouvidas em palestras. É preciso, antes de tudo, atitude para se aprender a empreender.

Para poupá-los desse tipo de “perda de tempo”, colocarei aqui uma das melhores definições desse assunto, obtida através do site da Semana Global do Empreendedorismo e que foi elaborada pela Harvard Business School:

“Empreendedorismo é a busca incansável por oportunidades, independente dos recursos disponíveis”

Simpatizo muito, também, com o que disse o Sr. Luiz Seabra (fundador e atual Co-Presidente do Conselho de Administração da Natura), durante um vídeo da campanha do Movimento “Bota Pra Fazer”. Neste vídeo, ele fala que “o que nos faz progredir na vida são as necessidades” e que “empreendedorismo é o jeito que cada um descobre de atender certas necessidades da sociedade ou de alguém”.

Analisando essas duas definições, percebe-se que o empreendedor é aquela pessoa que possui forte motivação – ou a desenvolve, ao realizar uma atividade, seja ela qual for. Motivação, a mesma desculpa usada por muitos artigos e materiais, sempre como forma de incentivo, lembra? Então o que é realmente importante sobre isso?

Convido você a uma reflexão acerca da palavra motivação: é fácil perceber que ela provém de uma união entre as palavras motivo e ação, certo? Isso quer dizer que toda ação ocorre para atingir determinado motivo, seja ele qual for (acumular riquezas[bb], aprender mais, auto-realização ou aumento de poder, por exemplo).

Logo, é possível afirmar que empreender é ter um motivo para praticar uma ação. Isto é, ter um objetivo e, a partir do entusiasmo e da autoconfiança, agir para alcançá-lo. Assim funciona para o lançamento de um novo produto, fundação de uma empresa, para conseguir a tão sonhada vaga em uma companhia ou universidade e para muitas outras coisas.

Outro ponto que merece nossa atenção é o entusiasmo. No mesmo vídeo, o Sr. Luiz Seabra fala que “o entusiasmo é a matéria-prima imprescindível para nós transformarmos a nossa realidade e a nossa vida”. Se lembrarmos que Isaac Newton, um grande físico, afirmou, em uma de suas leis, que nada se move se não sofrer uma força, vemos como a frase tem sentido: que tal lembrarmos da força de vontade no dia-a-dia dos exemplos de sucesso que tanto perseguimos?

Para você, que lê muito sobre empreendedorismo e pensa que é difícil se tornar um empreendedor, fica o recado: apague isso de sua cabeça. Execute suas tarefas com entusiasmo (e isso não é complicado), aprenda a gostar do que você faz e faça melhor ainda o que você já gosta de fazer, mas sempre pensando em alcançar objetivos. Pronto, assim você já estará empreendendo. Ah, claro, tente também sempre melhorar a cada atividade, seguindo o lema “melhoria contínua”, ou Kaizen.

E aí? Essa tarefa é muito difícil? Minha vontade aqui é tentar colaborar para ver surgir, em você, um perfil capaz de trazer auto-realização e felicidade[bb] a partir daquilo que você faz e realiza, sendo com sucesso ou não. Vamos lá, comece desenvolvendo esse perfil através de uma pequena tarefa e veja se sua atitude durante sua execução é empreendedora segundo as definições discutidas aqui.

Comece com calma, devagar, mas sempre com autoconfiança e com força de vontade. Certo dia, ouvi uma frase de um amigo meu, proferida enquanto ele ministrava um curso de marketing, que acredito se encaixa muito bem neste nosso papo. Ele disse: “Não se preocupe se é difícil, mas sim se é possível, e se for, vá atrás de seus sonhos e faça acontecer!”

Termino, como não poderia deixar de ser, com uma frase motivacional e de impacto (no parágrafo anterior). Mas, espero, também com uma discussão amplamente alimentada pelo genuíno interesse de aprender a empreender, aqui humildemente representado pela disposição em arriscar-me nesta seara e a publicar o presente artigo. Obrigado pela leitura. Até a próxima.

——
Bruno Biscaia
é estudante de Engenharia de Produção, interessado em finanças, em gestão de pessoas e em inovação. Atua diretamente com marketing na empresa júnior da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e edita a seção de Empreendedorismo do Dinheirama.

Crédito da foto para stock.xchng.

Bruno Biscaia

Mais informações

Graduando em Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), coautor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), e editor de empreendedorismo do Dinheirama. No Twitter: twitter.com/BrunoBiscaia

Leia todos os artigos de Bruno Biscaia

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  • http://monthiel.blogspot.com Monthiel

    Olá Bruno, tudo bem?

    Primeiramente gostaria de parabenizá-lo por seu texto, um verdadeiro achado.

    A citação ‘Não se preocupe se é difícil, mas sim se é possível, e se for, vá atrás de seus sonhos e faça acontecer!’ faz muito sentido, mas ainda prefiro aquela que não lembro bem, mas é mais ou menos assim:

    “Fulano” não sabia que era impossível, foi lá e fez

    Forte abraço,

  • http://www.dinheirama.com Mariana Prates

    Olá Bruno!
    Muito bom o seu texto! Sou uma defensora do otimismo. Acho que quando precisamos fazer algo, por mais chato que seja, devemos sempre fazer da melhor forma possível. Isso evita desgaste físico e emocional, e, principalmente, retrabalho!
    Um empreendedor faz isso sem dificuldade. Por mais difícil que seja será feito.
    Ter uma visão de longo prazo e bom humor são essenciais.
    []s

  • Gui Rodrigues

    Já chego pedindo desculpas por fazer um comentário que não se refere diretamente ao post, mas gostaria muito de ouvir opiniões: vale meeesmo a pena abrir um negócio?

    Eu já queria jogar essa pergunta na roda há tempos, mas hoje eu não resisti. Eu sempre pensei que valeria a pena sim, afinal, “ser empregado” já é meio caminho andado pra não ficar rico.

    Hoje em dia, entretanto, tenho opinião diversa. Veja: se a selic está em torno de 14%, só valeria a pena imobilizar o capital, empregar muito esforço próprio, deixar o atual emprego, etc, se a previsão de retorno no longo prazo fosse enorme (no mínimo, mínimo mesmo, 25% líquido do capital investido – e isso se o salário não fosse fazer falta)! Ah! Sem esquecer que, no negócio, acabamos perdendo a “mágica dos juros compostos”!

    Tudo bem que TER um negócio deve dar uma satisfação imensa, cumprir a função social do capital, criar empregos, etc… Mas, sinceramente, compensa?

    Desculpa se esse comentário acabou ficando com mais cara de desabafo, mas eu realmente queria saber se é isso mesmo ou se eu que estou deixando de perceber alguma coisa. Ah, sim, nunca tive negócio (ainda), tenho 20 anos e espero que, algum dia, eu descubra uma forma de ganhar dinheiro que não seja emprestando dinheiro ao governo, nem aos bancos, e que seja mais “meu” que ações.

    Se conseguiu ler até o fim, você é um herói. Obrigado pela atenção. beijomeliga ;)

  • Matt

    Parabéns pelo artigo, realmente no dia a dia as dificuldades e problemas são muitos, as vezes nos encontramos com pouca motivação e “garra” pra fazer as coisas.

  • Guilly

    Bruno,
    Vou dar minha opinião para prestigiar o artigo e o Dinheirama. Acredito que o tema caiu na mesma rotina da maioria dos textos que falam sobre o assunto. Exalta muito o lado emocional, e não é só isso. Só uma pergunta: Quantos empreendimentos resistem aos primeiros 3 anos aqui no Brasil? Pouco, não! Vocação e vontade é bom, mas conhecimento é o que te sustenta no negócio.
    Gui,
    Realmente sua observação é muito pertinente, investir na economia real aqui é para poucos. Pagamos o maior juro real do mundo e isso é um muro para quem que empreender.

    Forte abraço!

  • http://www.lecowd.com.br Alexandre Rodrigues

    Eu que agradeço!

    o Monthiel me fez lembrar da frase que havia esquecido..
    “Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.”

  • http://www.dinheirama.com Bruno Biscaia

    Olá! Gostaria de responder a alguns comentários elaborados aqui.

    Primeiramente, agradeço pelas criticas e pela leitura de todos vocês. Não sei ao certo, mas acredito que o número de visualizações deste texto passou de cinco mil e setecentas (5700), e isso só me motiva cada vez mais a continuar escrevendo. Muito obrigado a todos que estão acompanhando esse trabalho.

    Gostaria também de afirmar que vale a pena sim, na minha opinião, abrir um negócio no Brasil atualmente, se você for competente o bastante para ser tornar competitivo no mercado, dentre outros fatores, independente da crise financeira, pois, sempre há uma oportunidade, não importando o cenário em que se vive.

    Além disso, analisar a viabilidade do negócio e a região para se investir, traçar um ótimo planejamento, possuir um “plano B” etc. são essenciais para o sucesso de qualquer empreendimento.

    Dessa forma, com tamanha complexidade e com tantas variáveis, fica fácil sim perceber que pouquíssimas empresas se mantêm após três anos de funcionamento. Isso se dá, basicamente, devido à falta de preparo dos profissionais.

    Informo que alimento o sonho de um dia possuir a minha empresa, e que para que isso se realize e eu venha a obter sucesso em meu negócio, tenho a consciência de que devo estudar, pesquisar e me capacitar para me tornar competente o bastante para ser competitivo nesse mercado com tão poucas facilidades que é o brasileiro.

    Assim, espero ter dado um maior prolongamento a este debate, e deixado bem claro o meu entusiasmo quanto a esse assunto, destacando que abrir uma empresa “compensa” caso isso seja viável, exista preparo e exista também expectativa de crescimento.

    Essa discussão é muito interessante e podemos estendê-la a qualquer momento.

    Muito obrigado, novamente, pela participação de todos vocês.

    Um grande abraço.

  • LUCIA

    ADOREI O QUE LI
    MUITO BACANA ESSE SEU PONTO DE VISTA!

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  • http://www.saiadolugar.com.br Millor Machado

    Bruno,
    Excelente artigo. Sem dúvidas o empreendedorismo hoje se tornou um tipo de bandeira que muitas pessoas levantam sem necessariamente saber do que se trata. Empreender é muito mais do que apenas ser seu próprio chefe. Empreender é arriscar, é enfrentar pessoas que te chamarão de louco, é não ter a mínima ideia do que vai acontecer.

    Em Babson (faculdade americana referência em empreendedorismo) os professores definiam as características do empreendedor como Unstopable. Segundo eles, alguém Unstopable consegue desenvolver qualquer outra característica, e sem isso pode-se ter todas as características mas as pessoas vão desistir no meio do caminho.

    Grande abraço e mais uma vez, parabéns pelo texto!
    Millor

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