Crise financeira: saberemos surfar a "marolinha"?
Publicado por Conrado Navarro em 09.12.2008 na seção Economia Geral
Você se lembra do que disse o Excelentíssimo Presidente de nosso país ao ser questionado sobre a crise econômica e seus efeitos na economia real do Brasil? Ah, e quem esqueceria tal frase, não é mesmo? “Uma marolinha”, assim Lula classificou os efeitos da crise quando (e se) esta chegasse por aqui. Blah, marolinha que nada: eu conheço pelo menos uma pessoa que foi demitida e/ou teve férias coletivas impostas pela empresa. Você também deve conhecer, certo? Isso não pode ser normal.
E não é. Setores como alimentos e bebidas, mineração, papel e celulose, telecomunicações, entre outros, já vivem significativa queda de lucratividade e resultados muito abaixo daqueles esperados pelos seus acionistas. Vendas são perdidas, contratos cancelados. Traduzindo, serão realizados menos investimentos nestas áreas fundamentais para o aquecimento da economia real. Isso mesmo, 2009 será um ano “apertado”.
Quer ver? O uso do lançamento de ações como fonte de financiamento produtivo e captação de recursos certamente vai continuar em ritmo lento. Com a volatilidade que marca o ano de 2008 (retorno próximo de 40% negativos), empresas com bom potencial de abertura de capital deverão esperar mais. Quem sabe em 2010?
É mesmo tão grave?
Segundo levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo, o total de investimentos produtivos adiados que foram anunciados por grandes empresas brasileiras somam, pelo menos, R$ 40 bilhões. Segundo o estudo, o valor se refere a companhias que admitiram estender cronogramas de seus projetos ou cancelaram empreendimentos após 15 de setembro, data da intensificação da crise (falência do banco Lehman Brothers). É muito dinheiro, não acha?
Em suma, projetos importantes de infra-estrutura e expansão industrial foram cortados e ainda serão revisados. Você, claro, deve estar pensando na queda do número de vagas disponíveis no mercado de trabalho. Também já deve estar preocupado com possíveis demissões decorrentes do enorme esfriamento da economia neste final de ano e nas previsões para 2009. Como investidor, você também deve estar preocupado com suas aplicações financeiras para o ano que chega.
Só para constar, outubro registrou apenas 61.400 novos empregos com carteira assinada no Brasil. Setembro, 282.800. Agosto, 239.100. Julho, 203.200. Imagine como ficariam estes números em um gráfico - não vou plotá-lo porque sua imaginação vai percebê-lo exatamente como uma marolinha. O Presidente acertou na mosca.
O que dizem as pesquisas?
Lula conta com 70% de aprovação, segundo pesquisa do Datafolha. Espantoso, mas não surpreendente. Que presidente teria coragem de usar a expressão “marolinha” para definir efeitos de uma grave crise econômica? Isso para não abordar outras falas históricas. Ele é um brasileiro típico, que influencia pelo que é, não pelo que logra realizar enquanto figura número 1 da nação. Mérito dele, é claro. Intrigante, é claro. Eliane Catanhêde, articulista da Folha, completa:
“O mesmo Datafolha que apurou os 70% de Lula completou a informação: 78% dos brasileiros estão otimistas e achando que a vida vai melhorar em 2009. Mais: 58% acreditam que serão pouco afetados, e 10%, nada afetados. Crise? Que crise? Os brasileiros, portanto, ainda acreditam em Papai Noel e que a crise é só uma marolinha, enquanto o tsunami devora 1,2 milhão de vagas em três meses e 533 mil num único mês nos EUA. E está vindo.”
Mas o brasileiro é um povo único...
A crise se agravou e a popularidade do Presidente aumentou. Engraçado, porque quando a FGV pesquisou o ICC (Índice de Confiança do Consumidor), em novembro, notou que a confiança é 15,2% mais baixa que a encontrada no mesmo mês do ano passado. O consumidor reconhece que a situação das finanças da família não é tão favorável e concorda que comprar agora pode trazer problemas financeiros no futuro.
Seremos tão inteligentes e informados assim, a ponto de não incutir em Lula uma pequena parcela da culpa pelos problemas? Pudera, mas não creio. O número de entrevistados que acredita ser mais difícil arranjar um emprego nos próximos meses é mais de duas vezes maior que aquele que representa os que julgam ser mais fácil. Então o brasileiro sabe que algo não cheira bem e tem noção de que o perigo para a economia real já se instalou, mas ama seu representante porque ele é um "brasileiro de verdade"?
“Tem horas que me sinto um dom Quixote. Às vezes me sinto sozinho tentando pregar o otimismo em uma coisa muito prática, que é fazer a economia girar” - Lula
Otimismo não faz mal nenhum. Aliás, é fundamental para que tenhamos automotivação e energia para superarmos os obstáculos do dia-a-dia. Mas doses excessivas de autoconfiança, especialmente nos líderes, podem causar a falsa sensação de que tudo vai bem. Fico com a impressão de que o Estado está cuidando de tudo, inclusive de nos induzir ao falso testemunho de que estamos felizes. Não estamos. Eu não estou.
A economia real desmorona lentamente ao redor de nossos lares e de nosso ambiente profissional. Mentira? O drama da recessão norte-americana pode chegar ao Brasil. Este artigo pode ser esquecido rapidamente - aliás, torço muito por isso. Tudo pode acontecer, mas para 2009 não parecem sustentáveis as garantias de crescimento do PIB e retomada do crescimento. No entanto, uma certeza se avizinha: a marolinha renderá ótimas ondas. Será que saberemos surfá-las?
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Crédito da foto para stock.xchng.
Conrado Navarro
Educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: twitter.com/Navarro
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Amigo por favor escreve um artigo sobre o impacto da crise aqui na minha cidade, Manaus - AM, é absurdo como a crise abalou as empresas do polo industrial eu tenho uma empresa que presta serviço para as fábricas e estamos na beira da falência generalizada de empresas e fábricas.
Eu tinha 25 funcionários e hoje tenho 8! Já foram cerca de 3.000 demissões só no polo industrial + 7.000 férias temporárias.
Meu faturamento caiu de 50.000 para 30.000 e eu gero economia nas fábricas pois tenho uma lavanderia industrial que higieniza E.P.I's (equipamento de proteção individual) tornando possível a reutilização do mesmo por um custo baixíssimo.
O presidente e a mídia simplesmente esqueceu de falar sobre Manaus na hora de dizer que a crise não está afetando o país.
Se quiser conversar mais à respeito sabe meu email.
Este blog já foi melhor...
Passou de informante (com matérias interessantes e dicas úteis), a crítico e puxa saco.
Anderson, eu também estou vivendo este drama, e nem estou em Manaus. Já demiti e devo demitir mais. Uma pena.
Jonas, acho que o artigo é uma crítica à postura sempre "está tudo bem" do governo e tem importante papel em nossa leitura diária. Ao deixar claro que não gosta da atitude, o Navarro tenta expressar sua opinião sobre como nós brasileiros devemos encarar a crise (que existe e faz vítimas). Ele não menciona política ou puxa saco de ninguém. No meu ponto de vista, a idéia continua sendo informar. Achei o artigo sincero, algo que espero das opiniões que leio. Adiantaria mascarar e ficar só falando bem e passando a mão na cabeça? O Brasil agradece este debate. Abraços.
Brasil, um país de tolos!
eu quero meu nióbio de volta, Rothschild filho da p***!
Plagiando nosso semi-alfabetizado etílico presidente Molusco, teremos o melhor Natal, dos sifúltimos ânus, e eu ainda tenho lenços à venda!
É por isso que em momentos como esse, devemos desligar a tv (e agora também os blogs) e trabalhar como sempre foi trabalhado...
Deixar de lado o otimismo de poucos e o pessimismo de muitos e simplesmente trabalhar como sempre foi feito...
parabéns pelo blog!!!
[...] terceiro trimestre mostra como o país aproveitou os últimos momentos em que a crise ainda era uma “marolinha”. Aos poucos, a onda foi crescendo e agora vem despedaçando, de maneira inédita, empresas, bancos [...]
[...] terceiro trimestre mostra como o país aproveitou os últimos momentos em que a crise ainda era uma “marolinha”. Aos poucos, a onda foi crescendo e agora vem despedaçando, de maneira inédita, empresas, bancos [...]
Ao ler tal artigo fico surpreso pelo grau de pessimismo apresentado,pois o Brasil tem motivos de sobra para comemorar ,mesmo com esta crise mundial.O Brasil é muito rico em recursos materiais,(matéria prima),o que o torna forte em meio a crise.Embora pelo fator racional economico sabemos o potencial desta crise, que afeta e afetara a muitos,mas hoje temos uma politica economica nunca antes tão efeciente e consciente, o nosso presidente pelo poder a ele delegado deve sempre acalmar a população e não provocar o pessimismo na população.
O presidente Lula esta consciente de tal situação,porem o mesmo sabe que os efeitos desta crise podem ser amenizados por atitudes inovadoras.Se o pessimismo tomar conta da população e os mesmo pararem de consumir simplesmente o Brasil entra na crise de vez, pois o objetivo do dinheiro é girar e girar e não ser guardado debaixo do colchão.Artigos interessantes sobre este assunto foram públicados na revista veja de 23/07/08 e na revista exame 05/11/08.Otimismo e a melhor solução para a crise.
Esse assunto realmente é controverso. Imagine você, como líder de uma nação em meio a esta crise... Pedir para frear o consumo vai melhorar a situação ? Qualquer um vê que estamos sendo atingidos... Vale demitiu, Odebrecht demitiu... Vai adiantar dizer "Povo, segure suas economias, não gaste neste natal, deixe para depois ?"
Douglas e Fábio Augusto.
Estou com vcs! Possuo a mesma opinião!!!! TOTALMENTE!
tem que estimular o consumo pra estimular a produção. Antes o Molusco que o Privatariando Henriquecendo Cardoso e seus muitos seguidores/asseclas. A esta hora, o Real iria valer o mesmo os dólares Zimbabueanos, os banqueiros estariam trilionários e o desemprego seria de 50%, com o PIB crescendo -8,0% ao ano...
Antes que eu me esqueça: pra evitar ser contaminado pelo alarmismo e pessimismp, não leia Veja/Época nem assista à Globo.
Fraz, e eu adicionaria: Seja crítico a alguns blogs e escritores tb...
É realmente muito triste ver que, para alguns, a solução para a crise seria fechar os olhos e não se interessar pelo que está acontecendo... A crise esta aí, e a solução, sem sombra de dúvidas, NÃO é frear o consumo... Mas, com certeza, não é, tampouco, tomar empréstimos como o brasileiro fez em 2008, pois as taxas de juros estão maiores e tendem a aumentar... Se vão realmente aumentar, este também é um mistério... Mas eu, como consumidor e dono da minha vida financeira, preciso me posicionar!! Precisamos cuidar das nossas saúdes financeiras, e avaliar a crise neste momento é uma das ferramentas que temos para isso!! Muito cuidado para não ir com a grande maioria, se endividando num momento como este... Muito cuidado também, para não ir com outra parte da população que se desespera com a crise e fica sem ação... Faça a sua avaliação do momento, utilize dados em noticiários e BLOGS, saiba filtrar o que pode absorver dos pessimistas e otimistas, mas tenha a sua própria opinião!!
Muito bom o artigo, Conrado! Parabéns!!
Apesar de concordar somente em parte com a sua opinião sobre o ano de 2009 (estou 50% confiante no mercado de ações!), o seu artigo é importante para a avaliação deste ano que chega!
Abraço,
Bernardo
O quanto está crise é mundial? O quanto ela é brasileira?
Nos ultimos anos a queixa generalizada era que estavamos crecendo pouco. A China preocupava-se com o impacto do crescimento de 10% do PIB na inflação. Os americanos estavam entorpecidos pelos vapores da bolha imobiliária e o Brasil segundo relatos do fim de 2007 tinha um crescimento medíocre ( menos de 5%). Já não é o momento de refletirmos que o centro do mercado mundial poderia estar errado e o Brasil certo?
Pessimismo, pessimismo e mais pessimismo...
Aí eu pergunto, vc como presidente de um país como o Brasil, com uma economia estável e muito menos influenciável, vc diria o quê? Vamos falir, o país vai quebrar? Claro que não né fariseu hipócrita!
Essa crise todo mundo sabe que é mais uma crise de confiança do que qualquer outra coisa, os efeitos são graves mas como sempre vai haver uma acomodação do mercado e posterior recuperação e crescimento, é questão de tempo.
Por isso, vamos continuar trabalhando da melhor forma possível, esperando a bonança que seguirá essa tempestade. Se não uma tempestade, uma chuva forte no Brasil, furacão nos EUA...
não ouçam economistas pq eles mais erram do que acertam..são a grande maioria pessimistas..
O Brasil vai ter q se preparar para Ondas de 20 metros a
30 metros avisos aos Navegantes Atlantico Sul Brasil, sufistas, barcos pesqueiros de pequeno porte ñ saiam de suas bases e afunde no mar.......
Se o Brasil ñ chamarem os Governadores, Prefeitos e a
Comunidade Produtiva, Estudantes e a Militar pois o Mercado será Interno e ñ Externo e a Area Agrícola o excentes trocada por Escambo, Financiada, Trocada por Petróleo na Africa, as Sidurugia fabricando para Norte e Sul q vai a passo de tartaruga e aproveitar para tirar todos os gargalos existentes do Brasil, o excedente da Produção par o Biodísel...a Operação é de Guerra Economica e ñ Marolinha.....
Meu Deus do céu, eu sabia que o Lula tinha fãs analfabetos, daqueles que dizem "exploda-se o mundo, eu tenho meu bolsa-família", mas o dinheirama mostrou que o infeliz incrivelmente também tem fãs entre gente que sabe ler!
Agora estou chocado.
Infelizmente pessoas como você com pouco conhecimento e informação ,também fazem parte de nossa discussão,mesmo tendo pouca informação e noção do que se passa ao seu redor, mas fazer o que, se tudo isto se chama demogracia.
Mantenho o lema: Não fale em crise. Trabalhe.
Essa crise é muito mais de confiança que econômica. Ela foi fruto do estouro de uma bolha imobiliária, especulação, sempre ela. E como se sabe, as Bolsas oscilam conforme as epeculações. Em uma análise maior ainda, mas simplista, a tal crise se originou numa grande ação de crédito irresponsável. Quem tomou hipotecas nos EUA não pagou. E quem concedeu esse crédito não pgaou os bancos maiores que cederam o dinheiro em troca dos títulos "podres".
Por aqui, é marolinha. Se formos ver com calma, os estadunidenses estão metendo o pé no freio desde que a mula do Bush assumiu o descontrole de lá. O que fizeram foi afrouxar o mercado pra todo mundo ter dinheiro pra comprar o que bem quisesse. E como o grande alvo foram os imóveis que lá, são a preços exorbitantes, porém com prazos de pagamento mais que elásticos, deu no que deu. A tal "mão invisível" tratou de ficar invisível e fazer vista grossa. E pra quem pediram socorro? Ao Estado.
Por aqui, pra não entrarmos no abismo, o Estado se antecipou em já dispor de auxílio ao mercado. E dá-´lhe injeção de dinheiro pra compra de carro, casa... Lula pode até ser um infeliz. Mas não está sendo burro. Reitero o que eu mesmo disse:
"tem que estimular o consumo pra estimular a produção. Antes o Molusco que o Privatariando Henriquecendo Cardoso e seus muitos seguidores/asseclas. A esta hora, o Real iria valer o mesmo os dólares Zimbabueanos, os banqueiros estariam trilionários e o desemprego seria de 50%, com o PIB crescendo -8,0% ao ano…
(...)
Antes que eu me esqueça: pra evitar ser contaminado pelo alarmismo e pessimismp, não leia Veja/Época nem assista à Globo."
Não nos deixemos contaminar pelo pessimismo. Já basta o pessimismo de especulação do mercado.
Essa história da "marolinha" já deu. Vira a página, pelamor.
Acho que as pessoas que criticam o Lula quando ela usou o termo "marolinha" não entederam ou não querem enteder que como presidente ele não poderia logo de início causar pânico na populçaõ em geral, não esqueçamos que esta é fundamentalmente uma crise de confiança no Mercado.
[...] Negação: a primeira reação é negar o que está acontecendo. Um dos exemplos mais brilhantes aconteceu quando o presidente Lula disse que a atual crise chegaria ao Brasil apenas como uma “marolinha”; [...]
Se não voltar a inflação da década de 80 até meados de 95, estará ótimo.
Vou dar um exemplo:
Nesta época, o aluguel de casa não poderia sofrer reajuste de valor em um período de 1 ano. Isto era muito bom para os inquilinos, pois em cerca de 6 meses ficava tão barato o aluguel que, dependendo do caso, poderia custar menos do que 10 sacos de leite daqueles que vencem em 3 dias. Mas, para quem precisava do dinheiro do aluguel para sobreviver (alguns locatários), era um péssimo negócio.
Sofri isso na pele quando criança, minha mãe estava tendo certeza que iria vender a casa que moramos. Até que veio o salvador plano real e estabilizou tudo, não foi preciso vender a casa e melhorou muito a nossa vida.
Se o Lula, segurar a crise para não ter a inflação doida de antes, para mim será o melhor presidente que o Brasil já teve.
Sem mais, sem menos...
[...] praticamente na metade de março, – são muito reveladores porque mostram que mais do que uma “marolinha”, estamos sim no meio da tempestade. Tudo bem, nem tanto. A dúvida do momento já é o que esperar [...]
[...] praticamente na metade de março, – são muito reveladores porque mostram que mais do que uma “marolinha”, estamos sim no meio da tempestade. Tudo bem, nem tanto. A dúvida do momento já é o que esperar [...]
O senhor Conrado esqueceu de citar as previsões feitas por especialistas para a economia e preferiu dar ouvidos à Eliane Catanhêde, a maravilhosa jornalista que criou a celeuma da febre amarela ano passado. Parabéns, que tal agora convidar o MC Serginho para falar das políticas culturais do Governo?
Acrescentaria, Wagner:
Dar ouvidos à Folha e sua redação também é um sintoma grave de alarmismo. A crise veio? Sim. Daquele tamanhão todo que os "especialistas em generalidades" previram tão bem? Vejo que não. Aqui onde resido (MS) a crise fez fechar só as empresas mal-administradas. A "crise" foi só o golpe de misericórida em quem já ia mal das pernas há tempos. O desemprego aumentou, em janeiro, mas já recuou e o estado aqui tem figurado como gerador de empregos. No fim das contas, o saldo de geração - retração tem sido positivo.
Só falta agora os jornalistas da Folha criarem alarmismo sobre a H1N1 - Gripe suína. Ops, já fizeram isso... e a Globo também. E a Veja também. Imprensa extremista (e no Brasil normalmente é de direita) só serve pra contaminar a todos com pessimismo, alarmismo e fatalismo. É a mais pura antítese do "Não fale em crise. Trabalhe": Fale em crise e procrastine para que ela deixe de ser virtual e se torne real e voraz.