Pacote anti-crise do Natal, a mudança no IR e o seu bolso
Publicado por Ricardo Pereira em 12.12.2008 na seção Economia Geral
Em meu último artigo, entitulado “O PIB, o trimestre de ouro e as perspectivas para o futuro”, conversamos sobre como seria importante para o atual momento da economia brasileira o governo mudar a carga tributária – ou aliviá-la, no que os economistas chamam de renúncia tributária. Ao que tudo indica, a equipe econômica governista leu nosso artigo no Dinheirama. Pedido feito, pedido aceito. Obrigado Lula, Mantega e demais responsáveis. Ah, hum, menos Ricardo, menos!
Brincadeiras à parte, é evidente que o resultado mais concreto será muito tímido em relação aos valores pagos durante o ano inteiro. Pois a crítica continua de pé por conta do grande impacto dos tributos em nossa renda, mas sempre é positivo o fato de qualquer governo reduzir a carga tributária – fato este que merece nosso reconhecimento. Vejamos as principais medidas adotadas com o pacote anti-crise deste Natal.
Imposto de Renda
Com a correção prevista em lei de 4,5%, a nova tabela do Imposto de Renda prevê:
- Isenção para quem ganha até R$ 1.434;
- Alíquota de 7,5% para quem ganha de R$ 1.434 até R$ 2.150;
- Alíquota de 15% para quem ganha de R$ 2.150 até R$ 2.866;
- Alíquota de 22,5% para quem ganha de R$ 2.866 até R$ 3.582;
- Alíquota de 27,5% para quem ganha mais de R$ 3.582.
Da forma que está, a decisão de alterar a tabela do Imposto de Renda é definitiva (não tem prazo de vigência) e entrará em vigor, por medida provisória, a partir de 1º de janeiro de 2009.
IOF – Imposto sobre Operações Financeiras
Também haverá redução de IOF para pessoas físicas, de 3% para 1,5%, pelo período que o governo julgar necessário. O custo desta medida, segundo o governo, será de R$ 2,560 bilhões.Tal mudança pretende baratear financiamentos e empréstimos (uso do crédito), a fim de manter a economia aquecida e as pessoas comprando.
IPI – Imposto de Produtos Industrializados
O governo também reduziu o IPI até 31 de março de 2009 para a indústria automotiva:
- Os carros populares até 1000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) agora têm taxa zero (era de 7%);
- Os de 1000 a 2000 cilindradas, à gasolina, têm redução de 13% para 6,5% e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%;
- Carros acima de 2.000 cilindradas não têm alteração de alíquota.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as quatro principais montadoras se comprometeram em repassar o benefício das medidas para o preço dos carros, tornando-os mais baratos e acessíveis aos consumidores, alem de manter o nível de emprego no setor.
Reservas internacionais
Outra medida anunciada pelo governo prevê emprestar dinheiro das reservas internacionais para empresas públicas e privadas com dívidas cujo vencimento se dará entre o período de setembro de 2008 e dezembro de 2009. As empresas poderão pegar empréstimo para pagar tais dívidas e mais 25% para investimento. Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o montante exigido deverá ser de cerca de US$ 10 bilhões.
E não vão baixar os juros (Taxa Selic)?
Não foi dessa vez que o COPOM anunciou a redução da taxa básica de juros. Ao meu ver, a decisão foi muito mais pautada pela questão moral do que técnica. Os diretores do Banco Central quiseram demonstrar, desta forma, que não cederão a apelos externos. Parece mentira, mas não é. Parece bobeira. Também não é.
De toda forma, no comunicado enviado ao público após a reunião o teor das palavras leva-nos a acreditar que, já na próxima reunião, começaremos a presenciar um novo ciclo de corte nos juros. Ótimo, o governo finalmente começa a se mexer de forma mais articulada e decisiva para enfrentar a possível recessão que se avizinha. Antes tarde do que nunca! O Brasil, seus cidadãos e sua economia agradecem. Ponto para nós!
Foram utilizadas no artigo informações do Portal FolhaOnline.
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Ricardo Pereira é consultor financeiro, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Ricardo Pereira
Educador financeiro, palestrante, autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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por cause de 50 reais meu impsto de renda reduziu a metade. ^^ 174 reais por mes mais do que bem vindos
Quem diria que eu ia viver para ouvir o governo dizer. "Cumpanhero, vamu gastá senão o Brasil não vai para frente". Isso não te pertence mais.
Quando disse que havia um submarino americano vigiano as costas marítmas brasileiras, acharam que eu estava brincando, não meus amigos, eu não estava brincando.
Se o Hugo Chaves mete medo nos Estados unidos, imagine o Brasil que tem a economia dez vezes mais fortes heheheheh
Vamos zoar os gringo um pouquinho, afinal a primeira crise foi nossa, quando o Sarnei boicotou a dívida e o Collor não podia pagar nem os juros. Eles deveriam ter aprendido conosco, agora vamos aprender com eles.
Lula sabe q a crise está chegando pela irradiações e pó tóxico soltada pelos Banqueiros Inescrupulosos Internacionais, afetando o Mundo, onde Lula usa a sua
artilharia pontuais sem constituir Gestores de Crise Economicas e Ataques Especulativos...q Deus tenha piedade de nós....saia de cima do Muro Lula
O mais importante é reduzir a carga tributária. Quem disse isso foi o próprio presidente Lula, em discurso que fez em Belo Horizonte, ele disse que o governo esta tomando providências para melhorar o crédito, (o mesmo discurso de sempre, por sinal).Além de dizer que os prefeitos e governadores devem continuar investindo em obras por todo o país, disse que os bancos devem baixar os juros e as indústrias baixar o preço dos produtos para aumentar o consumo. Isso o povo ja vem enxergando a muito tempo, só governo é que não viu. A carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo para um país emergente, será que só agora o governo foi dar atenção para este problema que ja dura décadas no Brasil, para o mundo que eu quero descer.....
[...] blogs. É que eu realmente sou fã do Dinheirama.com. Por isso, sugiro a leitura do artigo sobre o pacote anti-crise, publicada pelo Ricardo Pereira. Ele escreve sobre as alterações promovidas pelo Governo no caso [...]
Oi, Ricardo. Excelentes notícias para esse momento de incertezas. Mas, apesar das novidades, ainda é preciso manter o foco nos objetivos pessoais e precaver-se para um ano mais difícil.
Obs.: Citei o seu artigo no maiscommenos.net.
[...] Continue lendo este artigo… [...]
A alteração é bem vinda mas eu acho que a redução na alíquota do imposto de renda deveria ser mais significativa. Para mim o desconto no IR foi de apenas 90 reais por mês. Também não vou aproveitar o desconto no IPI porquê não compro carros novos e não pretendo comprar outro carro até 2014.
O preço dos carros populares caiu 1000 reais (menos de 4%) e teve gente correndo para as concessionárias. Isso mostra que o pessoal está comprando por impulso, aproveitando o preço "bom". O desemprego está batendo à porta, empresas diminuindo investimentos e o pessoal quer mais uma dívida, mais uma forma de imobilizar o dinheiro?
O meu conselho para a crise mundial: poupe e não faça crediários. O Brasil está com déficit de poupadores, por isso somos tão dependentes dos investidores estrangeiros.
è bom pra quem vai comprar um carro agora...
Ainda não é a melhor hora de se meter em mais dívidas!