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Educação Financeira: quanto mais cedo, melhor!

15comentários

Educação Financeira: quanto mais cedo, melhor!O Brasil passa atualmente por um grande momento. Um momento ímpar, onde as pessoas começam a entender, algumas a duras penas, que o controle dos gastos em prol da realização dos sonhos é o que realmente funciona quando o assunto são as finanças da casa. Descobrimos, ainda que lentamente, que a independência financeira[bb] é viável e que gerações de endividados podem se transformar, com determinação e disciplina, em investidores. A verdade é que todos podemos transformar a preguiça em resultados, mas quanto mais cedo começar, melhor. Não é?

Nestas semanas que antecedem o Natal, nosso foco está voltado para uma importante constatação: tudo Isso é possível desde que tenhamos a oportunidade de escolher. E, quando falamos em escolhas, falamos imediatamente de conhecimento, que, mesmo de forma indireta, está muito mais acessível. Existem bons livros, bons sites e blogs, boas revistas e etc.

Mas, ainda a despeito do quanto já melhoramos, ainda existe um gargalo que, no meu modo de ver, é o principal problema do país na gestão de milhares de “analfabetos” financeiros: falta o foco na educação financeira[bb] desde os primeiros contatos com a escola.


Há mundo perfeito?
Não é segredo pra ninguém que a educação no Brasil é algo quase surreal. O ensino funciona como a velha expressão prática do jeitinho brasileiro. Infelizmente, muitos professores “fingem” que ensinam e os alunos “fingem” que aprendem. Antes que eu seja bombardeado, é verdade que existem exceções e que o professor é, em geral, pouco valorizado.

Além disso, existe todo um sistema falho na educação básica, que não oferece condições mínimas nem para o aluno, nem para o professor. A verdade é que não existe mundo perfeito, mas existe a consciência que estamos longe do aceitável. Pensando nessa maneira, existem algumas boas iniciativas, infelizmente ainda isoladas, que buscam diferenciar e capacitar os alunos para a vida e para o mundo.

Oportunidades e diferenciais
Dentro dessa linha surge uma grande oportunidade de levar para a sala de aula o ensino e a prática da educação financeira, fazendo com que as crianças tenham acesso às práticas inteligentes de lidar com dinheiro, empreendedorismo, controle  e planejamento desde o ensino fundamental até a formação média.

Cabe destacar que, justamente com este objetivo, encontramos um dos primeiros livros de educação financeira para crianças. Trata-se do livro “O Menino do Dinheiro”, que mistura a história real da vida de seu autor, Reinaldo Domingos (Presidente do Instituto DiSOP), com lições valiosas de educação financeira:

“O menino do dinheiro é um garotinho que, mesmo muito pequenino, sabe o que quer e aprende a real importância de guardar suas moedinhas a fim de realizar os próprios sonhos. Em seu aniversário, ele recebe de sua mãe, a Dona Previdência, seu primeiro cofrinho e, com ele, a primeira lição sobre como lidar com sua pequena mesada.

Mas, é na escola, com seu professor  Reymonei, que o menino conhece a metodologia DiSOP que o faz transformar a vida financeira de sua família, principalmente a de seu pai, o Senhor Desprevenido, que finalmente aprende a diagnosticar seus gastos, enxergar seus sonhos, lutar por eles, a orçar e a poupar seus ganhos.”

Ilustrações do livro O Menino do Dinheiro

É legal lembrar que o autor está doando parte dos direitos autorais para a Fundação Rotary Internacional (para combater a paralisia infantil no mundo) e outra para o Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer).  O Dinheirama mais uma vez cumpre importante papel, divulgando iniciativas que realmente podem mudar a vida de muitos brasileiros. Parabéns Reinaldo e Editora Gente.

Compre o livro neste fim de ano e o dê de presente para seus amigos e entes queridos. Assim, você estará levando a educação financeira de forma divertida para quem você gosta e ao mesmo tempo contribuindo com duas instituições que realizam grandes e reconhecidos trabalhos sociais. E se você é autor de obras neste sentido e/ou conhece outras iniciativas como esta, deixe seu comentário e envie o material para nós. Faremos questão de divulgá-los.

Educação financeira também na escola
Fiquei sabendo que as escolas que tiverem interesse em colocar na grade curricular a educação financeira, terão oportunidade de levar o projeto piloto que o Instituto DiSOP está desenvolvendo, através das adaptações pedagógicas dos livros “O Menino do Dinheiro” (para uso nos ensinos fundamentais I e II) e “Terapia Financeira” (para o ensino médio). Este site traz mais detalhes.

Todos podemos fazer a diferença, viram? E você, o que anda fazendo pela educação financeira de seus filhos, netos, familiares e amigos?

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Ricardo Pereira é consultor financeiro, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Crédito da foto para stock.xchng.

Ricardo Pereira

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Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

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  • Marcelo A. Melo

    Sensacional Ricardo. Achei o belo acompanhamento cultural que faltava aos meus presentes de Natal para sobrinhos e sobrinhas. Excelente artigo, excelente iniciativa do Reinaldo e do DiSOP. Bom saber que tem gente envolvida de forma sincera e séria com o assunto, como vocês já fazem há tempos. O Brasil merece vocês todos (acho).
    Abs.

  • Aureo Vilas Boas

    Li ambos os livros do Reinaldo e presenteei um deles à minha filha de 11 anos, que passou a colecionar cofrinhos!

  • Cleide Alcantara

    Eu tambem ja presenteei meu filho de 6 anoos no Dia das crianças com o livro O menino do dinheiro. Agora ele poupa, coleciona porquinhos, abriu uma conta e deposita, passou das moedas para as notas, pediu uma carteira porem preferiu uma usada e nao quis comprar uma nova.

  • http://profbarcia.com Marcelo

    Navarro, será que não faltam políticas públicas educacionais para incluir uma disciplina deste tipo no ensino fundamnetal?

    Um Abraço,
    Marcelo

  • Pingback: Educação Financeira: quanto mais cedo, melhor! | insiderNews

  • Luís C. Vieira

    Ricardo
    Muito importante essas informações que vocês estão passando. Conheço os dois livros do autor Reinaldo Domingos e realmente são fantásticos.

  • Jose Gomes de Araujo

    Ricardo,
    Este tema é fascinante…
    Ao inves de comprar panetones e vinhos, compramos 50 livros Terapia Finaceira e distribuimos na empresa… Palacio das Plumas e sorteamos alguns livros O Menino do Dinheiro para os filhos dos nossos colaboradores…
    Temos que auxiliar as pessoas a se disciplinarem financeiramente e aprenderem a poupar.

  • Ricardo

    Ricardo, tenho uma amiga que não poupa e gasta muito sem pensar. Ela não gosta de ler pois fica impaciente. O que eu devo fazer para motivala a se controlar nos gastos?

  • http://www.hapkidotadao.com.br Renato Tadao Miyauti

    Reinaldo e Ricardo,
    Parabéns pelo trabalho!!!
    Abs e que Deus continue sempre ilumando os vossos caminhos!!!
    Renato Tadao Miyauti

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  • http://todos david salomao

    parabens pela reportagem so assim teremos futuros poupadores

  • http://cezenildo.souza@bol.com.br cezenildo n souza

    Tema excelente, aguardo mais orientações

  • Denilson Nery

    Achei fantástica a matéria. Nasci numa cultura onde criança não botava mão em dinheiro. Era coisa de gente grande. Tive muita dificuldade em como lidar com dinheiro quando a idade adulta chegou. Iniciativas como estas ajudam a mudar nossa perspecitiva quando a formação da nossa próxima geração. Se antes de lê a materia já incentivava meu filho a juntar dinheiro no porquinho agora então… Puxa!
    Muito Obrigado!

  • Angela Maria Passos de Moura

    pensei em dar o livro para minha irma de 40 anos que esta afundada em dividas…Quem sabe uma leitura simples disperte nela uma luz no fim do tunel…

  • http://www.sahyun.com.br jairo sahyun , engenheiro civil, formado pela EEUM turma de 1964

    Concordo com o autor quanto à dificuldade de se administrar um período de crise num pais com uma enorme legião de analfabetos financeiros. Entendo,porem, que a dificuldade aumenta , e muito,quando ao lado desta existe uma outra legião , esta sim muito pequena, de espertalhões financeiros , banqueiros em geral, cuja ganancia insaciável pode tornar irreversível e concreta uma crise que se apresenta apenas como possibilidade. Sem defender qualquer governo, não importando o que se tenha feito ou deixado de fazer, a mim me parece adequada a postura mundial de suprir, com financiamentos imediatos, as áreas produtivas como forma de, no atual momento, amenizar ou mesmo afastar a recessão imediata. Na direção oposta estão os banqueiros que, ao valorizar a crise e o prêço do dinheiro, se utilizam dos recursos públicos para assambarcar o que resta do mercado e devorarem-se uns aos outos. O autor ,em outra publicação, faz menção à crise de 1929; pois bem , naquela epoca a economia mundial se reergueu valorizando o trabalho e a produção em geral , bem como a geração de empregos, fortalecendo-se as instituições financeiras e exorcisando a usura . Vale a pena relembrar os ensinamentos de 29 para se evitar um fantasma em futuro imediato.

Livro: Pai Rico Pai Pobre

Quem já falou do Dinheirama?

A leitura do Dinheirama me faz acreditar que planejamento e educação financeira é a melhor forma de se garantir um futuro tranquilo, e proporcionar o ambiente para criação de um legado.

André K.

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