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As estratégias das empresas e o que podemos aprender com elas

6comentários

As estratégias das empresas e o que podemos aprender com elasPrimeiro, uma reflexão: será possível aprender com as empresas e aplicar certas táticas corporativas na vida pessoal? A capa da revista Exame desta quinzena tem a seguinte chamada: “Como liderar na crise”. A manchete resume a reportagem onde as jornalistas Cristiane Mano e Ana Luiza Herzog dissertam sobre o resultado de uma pesquisa realizada com 170 presidentes de grandes empresas brasileiras, cuja meta era entender como a desaceleração da economia alterou sua forma de liderança e estratégia.

Algumas soluções, como demissões ou congelamento de contratações, férias coletivas, redução de custos com publicidade, compras, viagens e etc. são bastante comuns e de conhecimento geral, porém outras estratégias são tão interessantes que vale a pena inseri-las em nossa rotina – e de todos que nos rodeiam. O artigo lista o plano de ação das principais empresas:

1) “Olho no caixa”
O foco é ter dinheiro disponível, por isso o controle passou a ser diário e minucioso. Saber exatamente onde, como e por quê o dinheiro está saindo e, principalmente, se é necessário ele “sair”, são perguntas rotineiras dos presidentes. E você? Faz um controle minucioso do seu caixa? Você sabe para onde todo o seu dinheiro[bb] está indo? Faça um teste e some o quanto você gasta de cafezinho na esquina do trabalho por mês.

2) “Nada de excessos”
Na Fiat, o presidente Cledorvino Belini passou a viajar de classe econômica para dar o exemplo. Que tal exercitar? Não adianta em nada dizer ao seu filho que não tem dinheiro, porém esbanjar em seu cartão de crédito. Não deixa de ser uma contradição. Faça uma lista dos excessos cometidos por você e sua família.

3) “Comunicação intensa”
Para não deixar seus funcionários desesperados, José Gallo, presidente da Renner, optou por falar diretamente com todos os funcionários – e não somente com os gerentes. Em um vídeo pediu criatividade e agilidade a todos.

No nosso “mundo”, é essencial conversar com todos que dependem de nossa saúde financeira, mostrar a situação, elaborar planos e definir metas. Além disso, também é útil conversar com nossos amigos e corretores sobre investimentos[bb], afinal eles sempre têm uma dica interessante.

4) “Preparados para o pior”
“Saiu de cena o estrategista, o homem das grandes tacadas. No lugar dele, a crise fez surgir o administrador tático, que olha o presente com atenção às minúcias”. Aqui entra aquela velha questão do dinheiro “embaixo do colchão”. Ter um valor para situações de emergências é essencial, principalmente para aqueles que trabalham em empresas em crise.

5) “Atenção às oportunidades”
Prestar mais atenção ao nosso redor é uma dica de ouro. Podem surgir oportunidades espetaculares. No mundo corporativo, as fusões e aquisições crescem bastante em épocas de desaceleração.

6) “Aposta no futuro”
Já dizia a minha avó que “é importante manter um olho no peixe e outro no gato”. O que isso quer dizer? Que os mais preparados saem na frente.

A Kimberly-Clark, fabricante de produtos de higiene pessoal, sabe que assim que a crise passar as empresas deverão estar mais fortes e competitivas, por isso antecipou lançamentos de produtos e manteve os investimentos em desenvolvimento. Podemos e devemos investir em nós mesmos. Que tal se matricular naquele curso que você estava analisando?

7) “Mão na massa”
Não basta saber, é preciso fazer. Não serve de nada conhecer as regras de mercado, os “macetes” para economizar ou os conceitos de finanças se isto tudo não for aplicado de fato. Somos bombardeados por livros, blogs e revistas que nos fornecem dicas, porém se você não acreditar que mudar a si mesmo trará resultados positivos e, por isso, não fizer nada, tudo continuará igual.

Devemos ser o presidente de nossas vidas. Devemos saber controlar o que acontece com o dinheiro que entra. Qualquer coisa que não funcione perfeitamente deve ser consertada imediatamente, e é isso que um verdadeiro líder faz. Treine sua liderança[bb] em sua vida e em sua casa. Mãos à obra!

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Mariana Prates é economista pela PUC-SP e pós-graduanda em Administração de Empresas pela FGV. Trabalha em precificação de Empréstimo em Folha e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.

Crédito da foto para stock.xchng.

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Mariana Prates

Mais informações

Economista pela PUC-SP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Trabalha no departamento comercial da Editora Novatec e adora fazer planejamento financeiro para amigos e familiares.

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  • Ronnan

    Curso o 7º período de Administração, e sou Analista Jr de uma grande Organização, e estou vivendo os efeitos da crise todos os dias!!!
    Em muitos momentos com uma enorme insegurança, por perceber que tudo está oscilando ao meu redor, portanto acho incrível e indispensável tópicos como esse, que nos ajuda a ter uma visão positiva num momento de tanta negatividade!!!
    Concordo com cada uma das palavras acima, e insisto em me atualizar e renovar a cada dia, em caso de falta de emprego, estarei muito competitivo no mercado!!!

  • alpha

    vou ter que amarrar minha mãe e ler este artigo pra ela. ah mas ela vai ter que escutar…

  • http://www.audiovisualpro.com.br Monica Loureiro Jorge

    Mariana

    Adorei este Post….Fez com que eu pensasse muito na nossa empresa. Temos uma produtora de vídeo há anos e estamos conversando com todos os funcionários….São poucos, mas mesmo assim, estamos fazendo malabarismos para conseguir mantê-los….

    Se tiver algumas dicas de leitura para uma microempresária que está precisando de estímulo, me passe…

    Obrigada

  • Ana Paula

    Oi Mariana.

    Adorei o Post! Parabéns!

    Abs.
    Ana Paula

  • http://expresso.vox.com Mr. Garone

    A dinheirama poderia ser um banco, porém com uma consultoria especializada em diversos assuntos.

    A crise está afentando muias pessoas, menos o governo e os empresários burros, mas e nessa hora que vemos quem são os líderes. Pois eu não estou usando tática e nem estratégia, apenas estou sendo flexivel.

  • Flávio Silva

    Este e outros post aqui do blog sempre fala da necessidade de conseguir buscar oportunidades em momentos como o que estamos enfrentando.

    Parabéns pelo post.

    Só uma obeservação.

    É bem “cretino” o exemplo 2 em que o presidente muda a categoria das viagens para dar o exemplo.
    É o mesmo que chamar os milhares de funcionários de estúpidos visto que quando ocorre qualquer crise ou redução nas compras a primeira iniciativa é a demissão daqueles que recebem menos, ou seja, os peões.
    Ora bolas, ele diminui o luxo de não comer caviar, tomar champanhe caro e outras regalias da 1ª classe ( que normalmente é pago pela empresa ) enquanto os outros perdem o emprego.

    PS: Assim como a Monica citou acima, todos os dias vejo nos jornais algumas ( muitas ) empresas fazendo malabarismos para não dispensar funcionários.

    Abraços.

Quem já falou do Dinheirama?

O Dinheirama é assinado por todos os meus funcionários, dado a importância dos temas, como este no caso, que provoca mini-workshops muito produtivos. Tanto à carreira de cada um dos participantes como da própria empresa. Parabéns a todos.

Alberto Goulart

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