Promissores, consumistas, impulsivos e mal informados
Publicado por Conrado Navarro em 25.2.2009 na seção Educação Financeira, Finanças Pessoais
Espero que o leitor tenha se divertido bastante no Carnaval; que a viagem tenha sido proveitosa; que os momentos ao lado da família tenham sido felizes e saudáveis; e que a mesma energia empregada nas festividades seja agora canalizada para a organização financeira do cotidiano. Aproveitei a data para organizar meu trabalho e passar algum tempo colocando a leitura em dia. Descansei e até assisti TV. Mas, também trabalhei - e recebi importantes informações sobre a situação de nossos jovens (enviadas por e-mail pelo leitor e amigo Eder Jordan). O texto de hoje será sobre este material.
A dura realidade das demissões e dos problemas financeiros decorrentes da falta de planejamento financeiro familiar está mais do que viva: de acordo com pesquisa do Serasa, o número de cheques devolvidos cresceu 20,5% em janeiro de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado - foram devolvidos 22,9 cheques por mil compensados (no ano passado foram 19 por mil). A razão? Maior endividamento da população aliado a contas específicas do início de ano (IPTU, IPVA, escola etc.).
Ou seja, falta dinheiro porque falta controle - embora seja mais interessante culpar o desemprego e a crise internacional. Reparem nas causas citadas no parágrafo anterior: endividamento e despesas típicas de início de ano. Ora, usualmente endivida-se aquele que deseja e adquire mais do que pode ter; e sabe-se que as despesas de janeiro serão sempre as despesas de janeiro. Alguma dúvida de que disciplina e planejamento das finanças poderiam ter mudado o quadro?
A vida real
Ambas as reportagens enviadas pelo leitor Eder são bastante reveladoras. Uma delas, que trata da realidade financeira de grande parte dos jovens de nosso Brasil, me deixou um pouco aflito. Explico: é óbvio pensar que a nova geração será a turma que liderará o país em alguns anos. Logo, o que esperar de uma geração ainda completamente cega em relação ao verdadeiro papel do dinheiro na vida? Repare:
"M.V.B., de 24 anos, aluna de mestrado na UFMG e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tem uma dívida de mais de R$ 5 mil no cheque especial. L. P. F., de 27, médica oftalmologista, embolou-se com o cartão de crédito, passou a usar o cheque especial como extensão do seu salário e teve de contratar uma orientadora de finanças pessoais para tentar sair do aperto.
J. F. S., de 18, manicure, sem conta em banco ou cartão de crédito, gasta cerca de 40% dos seus rendimentos pagando prestações de dívidas contraídas na compra de sapatos, roupas e, principalmente, maquiagem. Sem se preocupar com juro e taxas cobradas por bancos e lojas de varejo, consumidor de faixa etária mais nova fica vulnerável ao desejo de adquirir novidades do mercado".
(Estado de Minas, 21/09/2009).
Vulnerável, uma palavra que me dá calafrios...
A nova geração é vulnerável. Eu sou a nova geração, assim como grande parte de nossos leitores. Você talvez seja. Ser apontado como vulnerável não é motivo para orgulho ou felicidade, mas o que estamos fazendo para mudar este quadro? As novidades chegam em número cada vez maior, todos trabalham cada vez mais, mas, ironicamente, menos valorizado está o soldo final, o valor representativo de tanto esforço. Esta constatação não é só minha ou de especialistas na área. É nítida também ao se observar a realidade, como aponta outra reportagem enviada pelo Eder:
"O ano de 2008 foi um período no qual a ampliação e a velocidade da concessão de crédito no Brasil praticamente não conheceram limites, o que levou os consumidores, com destaque para os jovens, a superarem sua capacidade de endividamento. Suscetíveis às novidades do consumo, ao avanço da tecnologia, sem bagagem de planejamento financeiro e, além disso, colocando os desejos acima de tudo, a juventude engrossou a lista dos inadimplentes embalados pelo crédito fácil e farto no Brasil. Pelo menos até antes do agravamento da crise financeira mundial".
(Estado de Minas, 21/09/2009).
Seremos uma geração da aparência ou de verdadeiras conquistas?
Você sabia que no mínimo um em cada três jovens (30% para os que gostam de números) está envolvido em dívidas ainda na universidade ou pouco antes de começar a trabalhar? Os números são assim: Segundo a Telecheque, nos últimos dois meses 30,56% dos endividados brasileiros eram jovens de 21 a 30 anos. Em janeiro de 2009, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 30,16% da inadimplência do país era representada por brasileiros entre 18 e 29 anos.
Infelizmente, a conclusão dos jornalistas responsáveis pelas matérias aqui citadas merece destaque: Nós, jovens, somos "promissores, consumistas, impulsivos, despreocupados, muitas vezes mal informados, mas sempre dispostos a pagar alto pelo crédito tomado em instituições financeiras ou no comércio, sem medir as consequências da inadimplência". E esta será a geração que chegará ao poder em breve, com a consciência financeira mínimamente desenvolvida colocada em prática em prol da nação e das empresas. Demagogia e exageros à parte, precisamos fazer alguma coisa. O que?
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Crédito da foto para stock.xchng.
Conrado Navarro
Educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: twitter.com/Navarro
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Eu sou um exemplo que corrobora com a afirmação dos 30% dos jovens endividados. Infelizmente. Durante a faculdade, morando sozinha e mesmo sem renda, consegui ter nome do SERASA/SPC. Confesso que isso não me tirava o sono e somente comecei a me preocupar quando me esbarrei em obstáculos burocráticos causados pelo endividamento. Somente com o passar do tempo e o amadurecimento que enxerguei a gravidade do problema e consegui me livrar dele.
Bom, as causas do descontrole financeiro dos jovens podem ser várias, mas com certeza o consumismo e a falta de educação financeira estão no centro. A maioria de nós não recebe a devida formação em casa sobre como administrar seu dinheiro e, muito menos, incentivos para poupar. O problema é que isso gera um ciclo que se perpetua de geração em geração.
Acredito que cabe a nós, enquanto agentes conscientes que somos, iniciarmos essa transformação.
A matéria termina com uma pergunta. Acredtio que os pais, que são os principais educadores, tem a responsabilidade de educar os filhos de maneira que possam enxergar a realidade. Podem até ser filhos de famílias de muitas posses mas, devem fazer dar valor a tudo o que possuem.
Nas escolas, incluir disciplina financeira pode ajudar, só que são muitas realidades, diferenças, etc. Acho difícil.
A situação dos jovens de hoje é semelhante a dos jovens de ontem. Só que, com muito mais crédito, e, principalmente, com muito mais apelo comercial (marketing). Portando, o problema é antigo, só que com números cada vez maiores. A culpa pode ser de A, B, C, D ou ... não se sabe de quem. Ao menos o maior culpado deles todos. Mas quem tem o dever de assumir para si a educação de seus filhos? Os pais. Sim. Educação financeira começa em casa. Se os pais desligassem um pouco a TV para conversar com seus filhos, os números com certeza seriam outros. Não só na parte financeira, como na política, na educação, na violência, e tantas outras partes. Devemos conversar mais com nossos filhos. E acreditem, acho que eles esperam isso dos pais.
A crise do capitalismo deve-se a isto mesmo. Todos querem viver acima das suas possibilidades. Ainda assim, ainda não percebi porque os governos não impoem regulação no mercado do crédito fácil, uma vez que é um caso de economia nacional e ordem pública, como agora se vê.
Infelizmente me identifico com essa situação. Há alguns meses venho usando o cheque especial, mas estou conseguindo me equilibrar e mês que vem estou livre disso! Estou me educando financeiramente, cortando gastos desnecessários e quero aprender a investir.
ja dizia Karl Marx "O caminho do inferno está pavimentado de boas intenções."
O consumismo abusivo traz muita dor de cabeça, a nossa educação sente falta da disciplica financeira, e como sente, e agora é tudo moda, é tudo festa.
Usar cartão de crédito é uma festa, cheque especial que beleza hein! Consumimos sem ter por que e sem saber a finalidade, apenas consumimos almejando sonhos ou melhor ilusões de sempre termos mais do que podermos ter.
Não adianta só falarmos que faltou disciplina como fiz no segundo parágrafo, temos que pensar e agirmos de maneira responsável para que a próxima geração, que será a geração de nossos futuros filhos não aconteça o mesmo.
Consumi, consumo e continuaremos consumindo. Só não esqueça das suas raizes e não queira ser mais do que pode.
Pois é Conrado não há duvidas de que o brasileiro se aperta pelo excesso de contas a pagar e principalmente pelo exagero na carga tributária em relação ao salário. O uso do limite do cartão de crédito, do cheque especial, é uma situação de desespero, quando a pessoa ja esta sem dinheiro recorre a esses recursos e acaba se enterrando em um buraco cada vez mais fundo.Infelizmente a muitos anos o entra e sai de presidentes no Brasil não adiantou porque nem um deles procurou ao menos reduzir a alta taxa de juros que empobrece cada vez mais a massa da população. E para os leitores do dinherama é importante pensar duas vezes antes de usar o limite do cartão ou do cheque, porque esse dinheiro a pessoa não tem e se recorrer a ele vai se endividar ainda mais.
Eu sou parte desta triste estatística. Tenho 29 anos, possuo as dívidas: itaú crediários automáticos (28 mil reais), unibanco cheque especial (9 mil reais), bradesco cheque especial (600 reais), itaucard (5 mil), visa (4 mil), amex (4 mil). Simplesmente, não sei o que fazer. Não consigo pagar os bancos/cartões.
A.F.S., eu sou um ex-endividado, e posso te ajudar, primeiro vc precisa mudar a sua forma de pensar, aprenda a não gastar mais do que ganha, este é o primeiro passo.
Segundo passo, use o dinheiro de forma consciente, não compre coisas de que realmente não precise.
Terceiro passo, não perca mais tempo, vá o mais rápido possível tentar negociar as suas dívidas, antes que elas se tornem realmente impagáveis. Se eu fosse você tentaria quitar o mais rápido possível essas dívidas "pequenas" e depois atacar nas maiores. Se for preciso venda o seu carro, para pagar a dívida de 28 mil reais, em ultimo caso se tiver casa própria pense se vale a penar vender, para quitar as dívidas e passar a viver de aluguel por um tempo.
Pense nas coisas que te disse, e veja o que você pode fazer.Não perca mais tempo. Tempo é dinheiro.
[...] Continue lendo este artigo… [...]
Li as palavras publicadas por todos e concordo com tudo, principalmente no fato de que é necessário que os pais tomem a responsabilidade também pela educação financeira.
Entretanto, para que isso ocorra, precisamos nos perguntar: e quem será a pessoa a quem eles recorrerão para tal fim? Sim, pois nem todos os pais possuem conhecimentos financeiros suficientes e relevantes para passar adiante. Costumo dizer que se tivesse minha educação financeira com meu pai, hoje seria tão endividado quanto ele. :D
Como decidi assumir por conta própria a responsabilidade de "mudar o meu rumo" e procurar minha educação financeira, consegui encontrar um bom caminho: jamais entrei em dívidas, sou um bom poupador (e investidor com um perfil bastante conservador) e com metas claras pela frente - a minha atual meta a curto prazo é a quitação do apartamento financiado que adquiri para morar com minha esposa e filho. :)
E acredito que uma das coisas que mais podemos fazer nós já estamos fazendo: blogs como este, o Amigo Rico, o meu (momento-propaganda XD ), acabam por oferecer algum tipo de suporte às pessoas, um lugar onde podem encontrar uma possível solução para seus problemas financeiros ou ao menos um momento de reflexão sobre suas atitudes quando se fala em dinheiro.
jamais daria o prazer de entrar nessa estatística, tenho 21 anos, controlo minhas finanças, com uma planilha consigo ter noção de tudo oq gasto e com ela consegui aderir a um padrao de vida que consome 40% do meu salário, os outros 60% eu uso como investimento, separo parte pra uma poupança de emergência,parte para poupança de longo prazo e o resto separo para investimentos em ações...meus amigos falam q eu sou louco, q isso eh bobeira, q eu deveria viver mais hoje q nunca se sabe o dia de amanha...mais ai q ta, se vc ja esta na desvantagem de nao saber o dia de amanha pra q piorar e fazer com q o dia de amanha seja pior ainda? nao curto ser aquele tipo de pessoa q chega em uma balada por exemplo comprando garrafas e garrafas de bebidas pra ficar pagando pras mulheres e dps ficar ai chorando por estar devendo cartao e cheque especial, meus pais nunca me ensinaram diretamente coisas sobre finanças, mais sempre me falaram pra viver a vida q eu posso ter, nunca ostentar um padrao d vida q eu nao posso levar, so q eu levo isso um pouco mais a serio, levo uma vida mto inferior daquela q poderia levar, pq? pq eu me preocupo com o amanha...
eh isso espero q todos consigam pensar mais na sua vida financeira, esteam sempre com fome e sejam para os outros sempre os coitadinhos! ;)
fiquem todos com Deus abraco!
[...] Dinheiro: Promissores, consumistas, impulsivos e mal informados [...]
Prezado André Savi
Oxalá eu tivesse aos meus 21 anos o pensamento e atitude que tu tens. Tenho 50 anos e mesmo tendo um bom capital como casa própria quitada, um fundo de pensão e uma previdência privada no início e alguns trocados na poupança de emergência, num clube de investimentos e numa plicação fixa mensal numa cooperativa de crédito, eu sinto que com a falta de foco e educação financeira propriamente dita, a gente vai entrar certamente no rol dos endividados. Tu, um dia terás 50 anos e poderás usufruir com juros e correção o que estás fazendo hoje.
Mas nunca é tarde. Meus pais são pequenos agricultores e aposentados com um salário mínimo (uma miséria)..... Eu vou me aposentar bem melhor do que eles, mas estou repassando dados, idéias e educação financeira pras minhas filhas, inclusive com uma planilha ecxel com os gastos que cada uma tem ao longo do mês e ano. Inclusive estou investindo um valor mensal fixo em previdência privada para elas (uma tem 11 anos e a outra tem 18 anos).
Te parabenizo pela tua atitude, pois fazes parte do 1% do universo de pessoas que tem controle, foco, atitude e que um dia entrará no rol das pessoas com o seu primeiro milhão de reais!
"Seremos uma geração da aparência ou de verdadeiras conquistas?"
verdade dita, essa é pergunta que se tem que fazer para si mesmo, todos antes de dormi!
Gostei do texto e também tenho que pensar sobre meu modo de agir para mudar isto, para meu próprio bem!
É Navarro, você levantou um tema que é somente a ponta do iceberg.
Seu artigo fala somente sobre organização financeira, algo que apesar de grave é apenas um dos elementos graves do jovem brasileiro.
Falo do jovem brasileiro e pela minha idade posso ainda me considerar um ( eu acho rsrs ), afinal completei 26 a quatro dias.
Grande parte dos jovens no Brasil veem de pais que tinham pouco ou talvez nenhum bem material e 30 ou 40 anos atrás saiu de cidades pequenas para os grandes centros em busca de melhores oportunidades. Especialmente o povo nordestino ( minha família é toda de lá ). A maioria não tinha escolaridade, poucos ( muito
poucos mesmo ) concluiram o antigo ginásio ( atual ensino fundamental ). Cada um tocou sua vida da melhor forma possível, muitos se deram bem, outros nem tanto. Grande parte contruiu família com esposa e filhos e, tentou até o limite de suas capacidades dar o melhor que pode para que as crianças estudem e possam ter um futuro melhor do que eles ( os pais ). Esse é o discurso que grande parte deles fazem ( inclusive na minha família ). Pois bem, os pais trabalharam, talvez continuam ainda trabalhando para dar melhores condições como roupas, calçados, materiais escolares, possivelmente uma boa escola. Eu digo possivelmente por que outro dia assistindo um programa no canal Futura ( que poucos assistem por ser "chato" e não ter um "BBB" por exemplo ) onde a entrevistada levantou a questão sobre a educação dos jovens.
Ela dividiu em dois termos :
Um sendo a "educação de berço", que é dada pelos pais que ensina os conceitos de vida ( ética, respeito, etc ).
A outra ela chama de "educação institucional" que é a educação oferecida pelas escolas/universidades públicas e particulares.
Nessa divisão ela levantou um ponto bem interessante onde muitos dos pais ao tentarem dar um melhor padrão de vida para os filhos acabam por trabalhar horas a fio e sequer tem tempo de acompanhar e avaliar o rendimento do filho na escola.
Ela também lembrou que muitas vezes o fato dos pais não terem tido acesso a escola acabam por não entender o valor deste acompanhamento.
Outro fato relevante foi a respeito da falta de presença dos pais para aplicar o que ela chama de "educação de berço". Sinceramente eu vejo a falta deste "pilar" todos os dias nas ruas. Basta ver a violência nas escolas, roubos, assinatos, jovens em brigas de torcida, envolvidos em gangues, jovens que de classe média que roubam ( por que será ? ), outros ( muitos ) que usam drogas dizendo que é a melhor coisa do mundo. Exemplos não faltam infelizmente. Sinceramente se qualquer um dos milhares de casos que passam na TV e jornais todos os dias falar que rouba por necessidade está está chamando todos nós de estúpidos. Afinal necessidades todos temos, só que optamos por conseguir esses bens ( dinheiro, carro, celular ) de forma honesta através do trabalho.
A moça da entrevista ainda diz que muitos destes jovens por não ter este controle tanto em casa quanto na escola tornam-se jovens despreocupados com qualquer valor, seja ele aprendido na escola ou em casa.
Aí que entra um dos elementos que é a falta de educação financeira, jovens que tem aversão a política, que desconhece conceitos simples como por exemplo gastar no máximo o aquilo que se ganha. Eu disse no máximo por que é o mínimo que o infeliz deve fazer é gastar o que ele ganha, passando disso ele já vai entrar nos 30% do seu artigo. Grande parte desses jovens sequer tem uma identidade pessoal. Identidade não quer dizer isso que vemos todos os dias onde os jovens são dividos em tribos como ( skatistas, emos, rockeiros ). Também não é copiar costumes de consumismo dos americanos que torram todo seu dinheiro tão rápido como recebem. Basta ver que num país que viveu anos de crescimento descomunal com a população fazendo compras e mais compras e em menos de 8 meses tem pessoas de classe média morando nas ruas, em carros.
Ora, eles como país desenvolvidos não teriam que ter pessoas mais desenvolvidas e preparadas para situações como essa ?
Talvez isso sirva de consolo para nós. Afinal se eles tem uma educação melhor do que a nossa deveriam conhecer melhor como lidar com essas situações.
Eu disse que talvez sirva de consolo, mas não um exemplo a ser seguido.
O assunto é muito vasto e díficil de abordar de forma única. Por isso meu comentários são longos, fazem rodeios, mas normalmente são para tentar explicar o que estou pensando.
Sobre a sua pergunta.
“Seremos uma geração da aparência ou de verdadeiras conquistas?”
Acho que não teremos uma geração de conquistas, creio que teremos conquistas individuais.
Tenho esperança e torço para que isso mude, pois vivemos num país que tem muito potencial.
Seu blog já muito em nos trazer tanta informação todos os dias.
Abraços,
Impossivel exigir educação financeira e controle de gastos dos filhos, quando os pais não se importam com seus cartões de creditos nem seus cheques especiais! Não sei se li direito, desculpem minha ignorância, mas... tem gente ensinando a enriquecer num blog sobre dinheiro, e...possui apto financiado!
"Como decidi assumir por conta própria a responsabilidade de “mudar o meu rumo” e procurar minha educação financeira, consegui encontrar um bom caminho: jamais entrei em dívidas, sou um bom poupador (e investidor com um perfil bastante conservador) e com metas claras pela frente - a minha atual meta a curto prazo é a quitação do apartamento financiado que adquiri para morar com minha esposa e filho."
Prestem atenção se seus médicos fumam...
Ótima matéria, você disse tudo Conrado. Tenho 21 anos e acabo de sair de uma dívida que tinha com uma instituição de ensino. Em 2008 me interessei muito por educação financeira, investimentos, empreendedorismo, e isso me ajudou muito. Atualmente já tenho previdência privada e poupo uma porcentagem de meu salário. Também tenho meus objetivos bem concretos.
Em relação a pergunta:
Acredito que uma solução efetiva de curto prazo, seria a disseminação da Educação Financeira em instituições de ensino, governo, com a ajuda de ONG´S, eventos gratuitos, palestras empresarias, SEU BLOG, etc. Sei que atualmente já existe tudo isso, mas se cada um fizer sua parte em disseminar a educação financeira, com certeza chegaremos lá !
O Dinheirama é um Blog que repasso a todos amigos, clientes e conhecidos. Realmente é uma iniciativa que trará muitos frutos diretos e inderetos.
Oi, Conrado. A facilidade para crédito é um dos problemas. Associado à falta de educação financeira e a objetivos de vida, o jovem fica à mercê de seus desejos. Tudo o que representa uma satisfação imediata de necessidades é bem vindo, mesmo que represente um alto custo.
Lembro de uma matéria de uma revista que li quando tinha uns 17 ou 18 anos (fazem 10 anos agora) sobre como estava mais difícil os jovens saírem da casa dos pais. Para mim, aquilo foi um aviso. Assumi que, para conseguir ter meu canto, precisaria ter um objetivo claro em mente. Por isso, nunca foi sacrifício deixar de sair ou de comprar. Acredito que ter objetivos é a maneira mais prática para conseguirmos poupar.
Puxa, gentem, mas o Lulla falou pra gastar a vontade que a "marolinha" não vai chegar na Bananalândia...
Excelente post. Eu aos 22 anos já investia minhas economias no mercado de ações. Nunca ninguem em casa entendeu muito bem como isso funciona. E vou lhe dizer por que não entendem. Pergunte a algum deles se já foram buscar informação em alguma corretora ? Pergunte se por acaso já foram a algum pregão ou ao menos sabem onde fica a Bovespa. A resposta é #FAIL
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