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Menos Big Brother e mais planejamento

11comentários

Menos Big Brother e mais planejamentoMais números demonstram como o abismo financeiro vem se aproximando de nossos pés.  Mais do que simplesmente levar preocupação para o dia-a-dia das pessoas, conversar sobre a crise nesse momento serve de alerta para que todos deixem de lado, pelo menos um pouco, a busca pelo consumo desenfreado e pensem também em buscar o fortalecimento de suas reservas financeiras. De acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Fecomercio-SP que ouviu 2.200 consumidores em São Paulo, o nível de endividamento das famílias subiu.

A parcela de famílias com algum tipo de dívida, que vinha em queda – foi de 45% em janeiro para 38% em fevereiro -, chegou aos 50% em março. Na comparação com março de 2008, quando o indicador atingiu 48%, houve alta de dois pontos percentuais. Insisto que idéia aqui não é proibir as pessoas de comprarem bens ou mesmo de realizarem seus sonhos de consumo – afinal, se ele foi bem planejado agora você tenha o dinheiro[bb] para pagar à vista. É certo que para este tipo de consumidor a compra neste momento possa garantir até mesmo alguns benefícios na hora de negociação.

No entanto, a verdade é que poucos se encontram com esse poder de compra, podendo cair, sem perceber, na armadilha do consumo sem planejamento. Existe outra forma de interpretar os índices de aumento de endividamento nesse momento? Calma, muita calma com o ímpeto consumista. Aprenda a planejar.

Parem o mundo! Que mundo é esse?
O mundo parece caminhar a passos muito diferentes: ao mesmo tempo em que surgem notícias animadoras, como os resultados financeiros do Citibank e de outros bancos depois de trimestres seguidos de resultados negativos, aqui no Brasil tudo indica que a ficha ainda não caiu. Ué.

O Brasil certamente pode sair fortalecido da crise e até não tão afetado como as economias dos países ricos. Pode. Para que isso aconteça, a população mais preocupada com o Big Brother e os vídeos que escapam aqui e ali precisam se engajar e pensar mais nas finanças da casa[bb]. Ou só vão se dar conta da crise quando receberem um bom e belo recado: “corte de custos na companhia, seu emprego já era.” – como muitos já receberam.

Óbvio, todo mundo pode e deve dedicar um pouco do tempo para assistir TV, sair e buscar a diversão. Ninguém é de ferro (nem eu), mas o que cada um de nós está fazendo de fato para se preparar para momentos difíceis ou de crise?

Se você perdesse hoje seu emprego, quanto tempo suas economias garantiriam seu atual padrão de vida?
Essa pergunta nos leva a uma grande reflexão: lembre-se que sua família possui necessidades básicas – logo, o consumo exagerado de hoje pode as comprometer. Isso lembra a palavra futuro. O que de fato cada um de nós está fazendo pelo nosso futuro?

E seus investimentos[bb] em educação, como andam? Dados de pesquisas recentes demonstram que os que possuem boa formação serão menos penalizados com a crise. Aqui mesmo na Internet existem ótimas possibilidades de estudo, cursos on-line para todos os gostos e bolsos – mas o esforço do aluno é fundamental.

Para finalizar lembre de uma frase interessante, que já usei há muito tempo atrás, e que pode ser decisiva se você pensa em investir: “fique sempre do lado dos vencedores”. Isso significa pensar de forma pró-ativa: qual setor, mesmo durante a crise, continua apresentando bons resultados? Quem, mesmo com a crise, consegue se manter de forma organizada e mantém o planejamento e os investimentos pensando no futuro? Conhece alguém assim? Espelhe-se nele – e conte para a gente no espaço de comentários deste artigo. Bom final de semana.

——
Ricardo Pereira é educador financeiro e palestrante credenciado pelo Instituto DiSOP, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.
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Crédito da foto para stock.xchng.

Ricardo Pereira

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Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

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  • Gaudêncio Galdino Pereira

    Apesar deste artigo não ser nenhuma novidade, é muito proveitoso ler textos comentando a Educação financeira.
    Nestes períodos de crise quem for bem disciplinado será menos atingido, não praticará a tolice do consumo excedendo os ganhos e não perder o foco de seus objetivos mesmo assistindo Big Brother e vídeos.
    O importante é criar planejamentos que possua boa flexibilidade,porque nada sabemos do futuro, só temos projeções e previsões, caso não dê tudo certo poderemos ir ajustando à realidade.
    Mesmo com planejamento temos que evitar o máximo fazer dívidas, elas podem comprometer o nosso futuro.

  • alpha

    o povo eh alienado demais. 87% do povo simplemente não pensa…

  • Vilas Boas

    Realmente sem novidade! Artigo poderia ser resumido QUEM DESEJA SER ÁGUIA, NÃO ANDA COM GALINHAS.
    Espero ansioso pelo próximo post.

  • Fábio Costa

    Amém

  • Matteo

    Hahaha “menos Big Brother” achei muito bom!
    Ricardo, tenho uma pequena reserva financeira na poupança (procuro aumentá-la sempre q possivel), acho uma boa, por causa da liquidez não? Afinal, em uma emergência, não vou conseguir vender o carro ou algum outro bem na hora!

  • André Luiz Gandini Savi

    matteo a poupanca eh sim uma ptima opcao para uma poupanca d emergencia, eu a utilizo para isso, deposito todo mes 10% dos 60% da minha renda q separo para ‘investir’, e tb eh livre de IR, mais sua rentabilidade eh baixa, seria interessante vc tb ter uma reserva e investir em outras opcoes, ai vc decide pelo seu perfil e sua disponibilidade, mais nunca se esquecendo de se preocupar com o futuro!
    imediatismo jamais!
    abraco a todos otimo artigo!

  • http://www.disop.com.br Reinaldo Domingos

    Caro Educador Financeiro DiSOP Ricardo Pereira, boa noite,

    Ricardo não so concordo com esta frase abaixo como também faz parte do livro Terapia Financeira (Editora Gente) de minha autoria. http://www.disop.com.br

    Se você perdesse hoje seu emprego, quanto tempo suas economias garantiriam seu atual padrão de vida?

    Ter dinheiro, ter 1 milhão de reais nao é tudo é somente um numero e o que interessa mesmo é ser independente financeiramente.

    Parabens pelo artigo

    Reinaldo Domingos
    reinaldo@disop.com.br

  • http://www.marykay.com.br Ana Paula

    Olá Ricardo,

    Parabéns pelo artigo. Minha Águia de Luz é o ramo de vendas diretas de cosméicos.

    Sem crise!

    Ana Paula

  • http://www.monthiel.com Monthiel

    Artigo sensacional. Se eu perdesse meu emprego hoje estaria completamente perdido. Tudo isso devido a falta de planejamento financeiro. Já até tentei diversas vezes, mas a compulsividade me faz gastar além do que tenho, o que é péssimo.

    Abraços e sucesso!
    Monthiel

  • Eduardo Severino

    Mais um reforço no planejamento financeiro…

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