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Investir em ações: análise fundamentalista ou gráfica?

10comentários

Investir em ações: análise fundamentalista ou gráfica?No investimento em ações[bb], as duas escolas de análises existentes para selecionar os ativos que irão compor uma carteira de investimento são: a análise fundamentalista e a análise gráfica (esta também conhecida como análise técnica). É muito comum notar embates notáveis entre especialistas das duas escolas e opiniões contraditórias sobre suas escolhas. O assunto é quente!

A análise fundamentalista considera os fundamentos de uma empresa, com base em interpretação de dados e indicadores disponibilizados – e considerados como verdadeiros. Tais interpretações são controversas e dificilmente conseguem prever o comportamento dos preços dos ativos, além de haver possibilidade de trabalhar com dados “maquiados” divulgados nos balanços e demonstrações de resultado de exercício (DRE) das empresas analisadas – como já ocorrido em casos de maior destaque como os das empresas norte-americanas Enron e Worldcom.

A análise gráfica, também conhecida como análise técnica, por sua vez considera que todos os fatores necessários estão representados nos gráficos, na medida em que este traduz o comportamento do mercado (fundamentalistas, insiders, amadores etc.) e avaliam a participação desses investidores que influenciam na formação dos preços.

Na teoria fundamentalista[bb], além do investidor não possuir o timing da operação, ele não consegue aproveitar o “zig zag” constante das ações, muito menos se prevenir de fortes realizações. No entanto, nada impede o investidor efetuar um filtro de algumas ações a partir de critérios fundamentalistas com índices P/L e P/VPA e aplicar a essas empresas pré-selecionadas as técnicas e ferramentas presentes na Análise Técnica para identificar a tendência da ação, momentos de reversão e fazer também o gerenciamento de risco – e com isso conseguirá aplicar a máxima da análise técnica que é maximizar o lucro e minimizar o prejuízo.

A Análise Gráfica, além de identificar ações sobrecompradas (com preços muito elevados) e sobrevendidas (preços muito depreciados), consegue nos dar o tempo correto para efetuar uma ordem de compra e venda. Para isso é preciso que o investidor tenha conhecimento suficiente para exercer tal atividade. Apesar da existência de regras claras e objetivas, a aplicação da Análise Técnica também envolve certo nível de experiência adquirido com muito estudo e através de cursos especializados, onde o aluno conseguirá absorver grande parte da experiência possuída pelo professor.

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Leandro Martins é economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro” (Editora Atlas).

Crédito da foto para stock.xchng.

Leandro Martins

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Economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro” (Editora Atlas).

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  • Vilas Boas

    Parabéns Leandro, nunca imaginei que um leigo como eu pudesse um dia, me interessar pela AT na avaliação das ações de minha carteira. Gostei muito de ser sorteado para fazer o seu Curso Intensivo de Análise Gráfica no fds passado, em Campinas. Abriu muito meus olhos e gerou um maior interesse por ações! Obrigado ao pessoal do Dinheirama por essa oportunidade! Posso não comentar, mas leio sempre o blog.

  • http://www.guiacorretoras.site40.net/ Eduardo Cunha

    Leandro, desculpe, mas o texto parece ter ficado parcial demais, pois cita todas as vantagens da AT e nenhuma vantagem da AF, sendo que nenhuma delas é infalível.

    Você tem todo o direito de dar a sua opinião, mesmo parcial, mas sabendo que você dá cursos de AT, acho que ela se mostra meio frágil, desculpe.

    “Na teoria fundamentalista, além do investidor não possuir o timing da operação, ele não consegue aproveitar o “zig zag” constante das ações, muito menos se prevenir de fortes realizações. No entanto, nada impede o investidor efetuar um filtro de algumas ações a partir de critérios fundamentalistas com índices P/L e P/VPA e aplicar a essas empresas pré-selecionadas as técnicas e ferramentas presentes na Análise Técnica para identificar a tendência da ação, momentos de reversão e fazer também o gerenciamento de risco – e com isso conseguirá aplicar a máxima da análise técnica que é maximizar o lucro e minimizar o prejuízo.”

    Neste parágrafo, você chega a recomendar o uso das duas, para otimizar a operação. Perfeito. Só que na conclusão, o mérito todo recaiu sobre qual análise? acho que a resposta está aqui: “e com isso conseguirá aplicar a máxima da análise técnica que é maximizar o lucro e minimizar o prejuízo.”

    Confesso que eu tenho preferido a AT, estou começando a entender alguns conceitos, aprendendo a identificar tendências, suportes e resistências, etc. Mas estou ciente que a AF, se bem usada, com “filosofia” longo-prazista, e tendo um acompanhamento periódico das empresas, pode ser uma ótima conselheira.

  • http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br Leandro Martins

    Olá Eduardo,
    Procurei destacar as características de ambas, mas realmente, na minha opinião, a Análise Gráfica oferece maiores vantagens ao investidor.
    No entanto, conforme comentei no artigo, nada impede que seja efetuado um filtro através da Análise Fundamentalista, e a partir das empresas selecionadas, identificar a tendência o timing de compra e venda com o uso da Análise Gráfica.
    Abraços
    Leandro Martins

  • Daniel Pondé

    sim. Parcialidade. Então não concordo com o título do artigo. Talvez análise gráfica ficaria melhor. Apenas minha opinião.

  • Marcello Carrais

    Perfeito.
    Para quem quer vender curso de AT está ótimo. Mas daí vem a pergunta: se a AT é tão melhor, pq vc não ganha dinheiro operando e vive de vendas de cursos?
    Abração!!

  • http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br Leandro Martins

    Olá Marcello,
    Agradeço sua participação.
    Na realidade minha principal ocupação é trade, opero durante a semana, e aos finais de semana ministro cursos, além de emitir relatõrios, escrever um segundo livro etc. Vale ressaltar que as atividades não são excudentes.
    Mas fique a vontade para perguntar questões sobre o conteúdo deste artigo, pois o intuito do mesmo é difundir os métodos de análises, visto que a maioria dos investidores perderam dinheir com esta crise, principalmente os puramente fundamentalistas.
    Grande Abraço
    Leandro Martins

  • http://profbarcia.com Marcelo

    Navarro, creio que com a crise econômica, a análise fundamentalista saiu um pouco prejudicada, não?

  • jose manoel

    caro leandro, quais livros vc aconhselha, seja fundamentalista seja técnica a análise.

  • Bruno Goulart

    Bom dia Leandro, sou estudande de Economia da UFSC, estou estudando analise técnica, você poderia me recomendar alguns títulos para estudo? Grato

  • Renato

    Todos os livros do Alexander Elder.

    E o Matsura.

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