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A hipocrisia, a auto-ajuda e o "Efeito Adriano”

Publicado por Conrado Navarro em 14.4.2009 na seção Internet

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A hipocrisia, a auto-ajuda e o “Efeito Adriano”Tenho acompanhado o noticiário esportivo e cotidiano que cerca o “caso Adriano” e confesso: estou decepcionado com as conclusões e insinuações dadas em muitos veículos de notícias. Dar nome aos “bois” não vem ao caso, até porque não é só na cobertura jornalística do caso que encontrei boa dose de hipocrisia. Amigos e familiares tem tido reações semelhantes, acusando o jogador de “frescura”, afirmando que ele está mal assessorado ou que agiu por impulso e de “cabeça quente”. Besteira.

Você certamente está intrigado. O que um jogador de futebol e suas decisões têm a ver com um blog de finanças pessoais[bb] e educação financeira? Não serei abusado o suficiente para tentar embasar a estreita(?) relação, mas peço sua confiança para continuar a leitura e tentar compreender como o “Efeito Adriano” pode influenciar nossas vidas. O artigo trata do sucesso e das conseqüências decorrentes de nossas decisões – o dinheiro é mais uma das importantes questões inerentes ao processo. Portanto, aviso, vou arriscar algumas palavras sobre o caso, já que gosto muito de futebol.

Nos jornais e revistas, pululam versões investigativas dos fatos, com a intenção de apurar o que de verdade fez o brasileiro tomar essa decisão. Investigam os arredores, a comunidade que o craque tanto ama e sua vida particular; entrevistam profissionais das áreas de psicologia e psiquiatria para tentar desvendar o inquieto e duvidoso raciocínio de alguém que tinha tudo e decidiu, literalmente, chutar a bola para “longe do gol”.

Por que? Por quem? Para que? Por quanto tempo? As questões sobre a polêmica criada pela atitude do Imperador levantam inúmeras possibilidades. Que tal considerar a mais simples e óbvia? Adriano decidiu colocar sua felicidade em primeiro plano. A conclusão, tirada a partir do que o próprio craque disse em sua coletiva, parece não convencer um enorme grupo de pessoas. “Não! Ele está louco!” é o que continuo escutando.

Mudando o personagem...
Esqueça um pouco o Adriano. Pense em você, suas últimas atitudes e decisões – considere sua vida pessoal, profissional, os amigos e a família. Relembre as mudanças que enfrentou, as opiniões que ouviu ao encarar os desafios impostos pela vida e como venceu estas barreiras. Imagine-se passando por algo sério, que requer muito de sua atenção. Meio dramático, eu sei, mas quero sensibilizá-lo para as seguintes perguntas:

  • Quanto você pensou em você ao se decidir por este ou aquele caminho? Ou por escolher caminho nenhum?
  • Quanto sua família representa nas decisões de seu dia-a-dia? Quanto ela deveria representar?
  • Você está em paz com as cobranças familiares ou acredita que poderia fazer mais por ela? Ou julga fazer demais?
  • Você seria capaz de abrir mão de seus simples momentos de prazer por algum dinheiro? E por muito dinheiro?
  • Já se sentiu, ou se sente culpado por alguma decisão e pelas conseqüências nada interessantes que ela lhe trouxe? Ou se sente culpado por simplesmente não ter se decidido quando isso era necessário?
  • O hábito e a rotina consomem as pessoas. Você está pronto para dar uma guinada em sua vida? Sente que isso é necessário?

Entre a auto-ajuda e a verdadeira resposta
Responder a todas estas perguntas exige, antes de mais nada, sinceridade. A hipocrisia disfarçada em nossa sociedade leva a grande maioria dos leitores a abandonar o exercício, classificando como auto-ajuda barata e sensacionalismo desnecessário. A mesma sociedade, engraçado, que decide encontrar a tão genuína razão para a atitude corajosa do craque Adriano. Não basta a resposta sincera que preza a felicidade[bb] em detrimento de tudo mais – soa como auto-ajuda. Pois é, esta é a sociedade em que vivemos.

O “Efeito Adriano”, termo carinhosamente cunhado pela minha mãe, sempre presente no espaço de comentários deste blog, levanta uma questão fundamental: o que realmente nos alegra e mantém nossa capacidade de realizar mais, pelo simples prazer de participar? O trânsito desta tese é complicado, já que não basta apontar o “eu” como solução. Felizmente, bons profissionais já alertaram que a sensação de inclusão, a alegria de viver e a necessidade de afeto familiar são fundamentais para todos, inclusive aqueles que consideram este assunto um pretexto para mais um discurso de auto-ajuda.

Escrevi em outra oportunidade, no artigo “Causa e Efeito” (em junho de 2007), que as coisas, sejam elas matemáticas, emocionais ou materiais, definitivamente não se resolvem sozinhas. Nosso futuro pessoal é determinado muito mais por nossa vontade que por nossos desejos e sonhos. No entanto, é preciso aceitar que qualquer atitude gera pelo menos uma conseqüência. É a famosa regra de causa e efeito, a graça da vida. Afinal, quanto mais energia investirmos em uma dificuldade, mais ela cresce!

O Imperador tentou driblar a dificuldade por muito tempo, como não é novidade para ninguém. Foi alvo de situações complicadas no passado, chegou a ser “afastado” e veio se recuperar no Brasil e, curiosamente, ficou bem enquanto esteve por aqui. Que curiosamente que nada. O craque finalmente encarou seu problema e parou de alimentar o grande vilão de sua alegria. Adriano deu lugar ao sorriso sincero, ao abraço dos amigos e ao amor da família. O resto, ele já tem.

O “Efeito Adriano” em cada um de nós...
Agora experimente misturar à todas estas questões e opiniões a independência financeira – ou a falta dela. Pensar em tudo isso quando a família passa por dificuldades financeiras há de ser muito mais complicado. Com dinheiro, não há como negar, tudo pode ser planejado de forma mais simples e de forma mais eficiente, afinal o conforto, o básico para viver e algum lazer ainda serão parte do dia-a-dia da família.

Experimente relembrar uma situação meramente semelhante à vivida pelo craque brasileiro dos gramados; pense nas muitas vezes em que a cobrança familiar, mesmo de forma sutil e quase invisível, fez você balançar ou mudar completamente o rumo das coisas; pense na mudança que você não fez porque simplesmente não teve coragem de assumir as conseqüências; pense nas vezes em que disse “não” pelo simples medo de que o sucesso[bb] a alcançar fosse grande demais para suas pretensões; pense no efeito paralisador diante da possibilidade de vencer e ser muito mais.

Parabéns Adriano! Você teve coragem, mas acima de tudo humildade para reconhecer que, mesmo com tanto sucesso e diante da possibilidade de ser esquecido e deixado de lado, a verdadeira realização é viver cercado de pessoas boas (muito diferente de boas pessoas) e fazer delas sua grande prioridade. Ao contrário do que se alardeia por aí, tenho certeza de que seu sucesso como pessoa ainda vai inspirar muitos cidadãos, fãs do futebol ou não. Como profissional, não há o que provar – e essa nunca foi a questão.

O “Efeito Adriano” surge como o grande e necessário soco na hipocrisia. Que ele seja tão forte quanto os certeiros chutes ao gol do eterno menino da Vila Cruzeiro. Afinal, um Imperador Feliz vale por muitos brasileiros ainda simplesmente confortados pelo “piloto automático” cotidiano. Quantos têm a coragem do astro? Assumir a alegria da vida deveria ser mais fácil. Será que não é?

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Conrado Navarro, educador financeiro, formado em Computação com MBA em Finanças e mestrando em Produção, Economia e Finanças pela UNIFEI, é sócio-fundador do Dinheirama. Atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.

Crédito da foto para stock.xchng.


Imagem de Conrado Navarro

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: twitter.com/Navarro

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28 comentários

  1. Imagem do comentarista

    Acabei de tomar uma decisão.

    Vou ligar aquele botãozinho vermelho piscante que começa com F e dar prioridade a minha propria felicidade.

    Obrigado

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    andré savi

    otimo artigo! faz mto sentido na minha vida no momento, em q eu penso em parar de trabalhar com informatica e me dedicar mais aos estudos do mercado acionario, porem se eu fizer isso neste momento vou sofrer mto pressao familiar, tenho apenas 21 anos, mais minha mae e meu pai iriam me repremir d mais por essa decisao, talvez com um pouco mais d coragem e com um pouco mais de determinação isso seria facil de ser realizado, mais talvez nao tenha coragem suficiente ainda para realizar isso, é por isso q hj eu busco minha independencia financeira, para q eu possa fazer aquilo q eu quiser e q me faça feliz sem ter impactos financeiros na minha vida!

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    Caracas. Sensacional artigo em Navarro. Realmente nos faz refletir o quanto a nossa vida pessoal é mais importante do que qualquer coisa nessa vida. A felicidade realmente é o que importa, e essa foi a decisão tomada por Adriano.

    Lembro que numa entrevista dele, antes da decisão, ele disse "Esto ganhando muito bem, mas não estou feliz". Acredito que agora ele seja.

    Abs,
    @monthiel

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    Vilas Boas

    O que realmente importa é que o imperador está feliz e curtindo a vida no Brasil, não precisa mais de dinheiro e ne de contratos. Em relação aos seus patrocinadores, ao clube que apostou na sua genialidade futebolistica e na sua maturidade em cumprir compromissos, que esperem seu merecido descanso, afinal, um contrato é apenas um estorvo, é o que ele ensina aos pobres mortais! Parabéns Adriano e que descanse em paz!
    Por mais que eu procure, não consigo achar meu botão F-se.

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    O engraçado é que falei exatamente isso com a minha mãe no domingo. O cara estava visivelmente infeliz, arrumando problema a torto e a direito. Quando vinha pra cá, tudo melhorava.

    No fundo, o Adriano ainda é aquele garoto pobre da Vila Cruzeiro, que tem como maiores prazeres na vida soltar pipa e jogar bola.

    Só espero que tenho o bom senso de administrar seu dinheiro de maneira sensata, ou teremos um novo Garrincha. (Para aqueles que não sabem, ele morreu na total miséria.)

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    Carmen

    Meu filho.

    Estou encantada como você interpretou minha modesta teoria sobre o "Efeito Adriano", nascida de uma conversa informal entre nós no domingo à noite.

    Os comentários do Paulo Eduardo, do André, do Monthiel e dos Vilas Boas deixam claro que eles foram tocados pelo Adriano que existe dentro de cada um de nós e isso me leva à conclusão que você foi mais longe e acabou por criar neste espaço mais uma teoria, a da " A Consciência Adriano".

    Tomara que o André Savi tenha sorte suficiente para que seus pais confiem mais no seu potencial e passem a apoiar sua vontade de crescimento pessoal e profissional e colaborar quando aparecer a oportunidade de mudança.

    Para o Vilas Boas eu lembro aquele adágio popular que diz: "A felicidade está onde a colocamos, mas sempre a colocamos onde não estamos".

    Beijos.

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    Artigo fantástico!

    Pensando por esse lado, acho que a felicidade vêm acima de tudo não adianta ter muito dinheiro e ser infeliz.

    Vendo seu artigo, agora eu vejo que o Adriano merece os parabéns!

    Parabéns pelo belo artigo!

    Abraços

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    Moisés

    Da. Carmen,

    A frase ao final de seu comentário enfatiza bem o artigo do Navarro. Acredito que com a mente mais descansada e com as emoções no lugar, ele (Adriano) conseguirá administrar sua independência financeira!

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    Parceiro fantástico o artigo. Você melhor do que ninguém sabe, que fiz uma escolha importante a pouco tempo, e sem dúvida priorizei a oportunidade de viver com minha família, ser feliz.

    As escolhas que fazemos hoje muitas vezes são baseadas na pressão por status, por querer algo que ainda não é o momento. O adriano com 18 anos foi embora do Brasil e perdeu o direito de viver e de descobrir a vida ao lado das pessoas. De namorar, de criar uma identidade. Tenho certeza que ele voltará com a cabeça boa a fazer o que ama que é jogar futebol, mas pelo esporte e não pelo dinheiro e principalmente controlando melhor a pressão.

    Mais uma vez parabéns à você por interpretar de maneira tão franca esse bate papo que teve com a Dona Carmen.

    Grande abraço!

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    Vinicius Zanotelli

    Parabéns em primeiro lugar pelo senso crítico, e principalmente pela maturidade e sabedoria em olhar aspectos tão importantes da vida.

    Aquele abraço!

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    [...] inspiração para este post foi este daqui do Dinheirama, de autoria do Conrado Navarro. É um excelente blog de educação financeira, mas [...]

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    Grande Conrado! Excelente texto.

    Concordo totalmente contigo na questão de que a felicidade está nas coisas simples e que no fundo todos sabemos onde encontrá-la, só faltando a coragem que o Adriano teve de ir contra tudo e todos mas a favor do único que realmente importa, ele mesmo.

    Tomei o mesmo tipo de decisão no início de 2008, quando vendi minha participação na empresa de internet que tinha há 12 anos para me realizar de forma mais completa ajudando outras pessoas a encontrar seus caminhos para a felicidade, não apenas financeira mas de vida. Apesar da ampla experiência em muitas áreas, em outras ainda tateio às escuras, mas sempre com o coração leve de saber que fiz a melhor escolha para mim.

    André Savi: antes de largar uma carreira que tu certamente tiveste motivos para escolher, procura no teu íntimo os motivos pelos quais tu pensa em trocar isso por outra coisa. Nada te impede de estudar o mercado acionário enquanto trabalha com informática. Mas tu vais fazer o quê neste mercado? Trabalhar com que tipo de coisa? Como vai te sustentar com isso? Vai fazer um tipo de trabalho que te realiza? Ou está pensando simplesmente em estudar o mercado para virar investidor? E neste último caso eu pergunto, investir o quê sem fonte de renda? Se no final das contas todas essas perguntas tiverem respostas que fazem sentido para ti, vai em frente! O teu futuro somente pode ser decidido por ti, deixar os outros decidirem isso só traz a frustração de chegar lá na frente e ter que começar tudo de novo quando finalmente a coragem chegar.

    Porque esperar para ser feliz depois? A felicidade está nas nossas decisões do dia a dia.

    Abraços.

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    Flavio

    Otimo artigo! mas nao se esquecam que antes dele tomar esta decisão ele já encheu sua conta bancaria, oque com certeza da muito mais seguranca para "largar" tudo e soltar pipa.

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    Será que aquela famosa frase não resumiria este post?

    "Dinheiro não traz felicidade"

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    Mário Gomes

    Rodrigo, dinheiro traz tanta coisa que é bem capaz de trazer até felicidade embalada para viagem comprada em qualquer delivery instalado por aí, afinal, existe gente pra tudo e definição de felicidade para todos os gostos, até para que tem muito dinheiro e pensa que é feliz...

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    Daniel Pondé

    olá rodrigo. Complicada tal afirmação. Acredito que algumas alterações seriam plausíveis..que tal "Dinheiro não traz todo tipo de felicidade"

  17. Imagem do comentarista
    Juliano Spuldaro

    Cara, tu é foda.. Parabéns. Pra tua mãe também.

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    Vilas Boas

    Quanta hipocrisia gente, claro que dinheiro traz MUITA felicidade, além de potencializar o que a pessoa sempre foi por dentro (boa ou má). Esse papo que dinheiro não traz felicidade, me fez lembrar de uma passagem do livro SEGREDO DA MENTE MILIONÁRIA, em que o autor pergunta ao ouvinte queixoso, se ele está passando por dificuldades financeiras.
    Adrianinho, não nos importa por quantas tempestades vc passou, desde que traga o barco. Encare seus fantasmas de frente, cumpra-se o contrato e seja feliz, desde que não pise mais na bola com ninguém!
    Adoro esses posts que provocam discussões saudáveis e reflexões, parabéns Dinheirama, o acompanho desde o inicio.

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    Será que o Adriano não quer trocar a vida milhionária de jogador na Itália com meu emprego vagabundo aqui no Brasil? Eu troco na hora!!! hehehe

  20. Imagem do comentarista

    Adriano disse que queria ser feliz; ele diz que está, feliz. Será que é verdadeiro? Não acredito em falsas palavras. No fundo, no fundo mesmo ele está pirado, coisa que sempre ele foi. quem me diz, que alguns dias ele queira voltar , eas portas vão está fechadas, ele podia ser feliz no brasil, jogando pelo clube carioca perto da familia. Agora, com esta, atitude quem pode confiar nele? Ele pode muito dizer que quer voltar, mas não será mais confiavel. Será que o dunga aceitaria novamente na seleção brasileira? Acredito que não.
    Obrigado,
    Ferreira

  21. Imagem do comentarista

    é assim mesmo vc ta descobrindo o mundo dos ipócritas,agente aprende com a vida ,não a faculdade melhor
    seja vc em qualquer momento, sua opinião vale mais que a de
    mil falsos Adrianos..................

  22. Imagem do comentarista
    milton arcoverde

    Fantastico o post.É mais fácil dormir quando a conta bancaria está tranquila...Corajosa a atitude do imperador todavia, com um futuro ja garantido talvez eu tivesse a mesma coragem, largar tudo e ..."ir pescar"

  23. Imagem do comentarista
    JORGE

    ACHO QUE O ADRIANO TEM O DIREITO DE FAZER O QUE E QUANDO QUISER DE SUA VIDA. MAS DESPERDIÇAR O TALENTO E A OPORTUNIDADE QUE ELE TEM É NO MINIMO NAO INTELIGENTE. POR QUE? PORQUE ELE TEM O DOM DE JOGAR FUTEBOL E ESSE DOM TEM PRAZO DE VALIDADE. ELE DEVERIA USUFRUIR DESSE DOM O MAXIMO POSSIVEL PARA QUE GARANTA SEU FUTURO. AOS 33 ANOS ELE DEIXARA DE TER A IDADE DE PROFISSIONAL, PORTANTO NAO PODERIA MAIS JOGAR FUTEBOL EM ALTO NIVEL. É CLARO QUE ELE ESTA ESCOLHENDO O CAMINHO MAIS FACIL, SEM PRESSOES, SEM RESPONSABILIDADE, PRIORIZANDO SUA FELICIDADE. MAS ELE PODE SER FELIZ JOGANDO FUTEBOL. ELE PODERIA FAZER UM SACRIFICIO E CONTINUAR COM ESTE DOM. CASO CONTRARIO ACABARA COMO O GARRINCHA. NAO EXISTE PERDAO PARA QUEM NAO APROVEITA AS OPORTUNIDADES DA VIDA. IMAGINE EU ABANDONAR MEU EMPREGO E AOS 34 ANOS QUE TENHO, IR PARA A PRAIA SER FELIZ.. VOU DEIXAR ISSO PARA OS 50 ANOS, PORQUE COM 50 ANOS TALVEZ EU NAO TENHA A OPORTUNIDADE DE TRABALHO QUE TENHO HOJE. O TEMPO É QUE COMANDA NOSSAS VIDAS E NAO COMANDAMOS O TEMPO. SE TODO MUNDO ABANDONAR O TRABALHO E IR PARA A PRAIA TOMAR AGUA DE COCO, NAO PODEREMOS RECLAMAR DEPOIS DE UM FUTURO SOMBRIO

  24. Imagem do comentarista

    Excelente artigo, Navarro. Eu tive a mesma reação quando vi a notícia sobre a decisão dele: que coragem! A maioria dos comentários, entretanto, era no sentido oposto. Difícil de perceber, mas foi uma atitude corajosa e muito madura.

  25. Imagem do comentarista
    Jonas

    Uma bosta, "Filosofia di Buteco".
    Para um brasileiro ex-favelado dinheiro vale muito mais do que família.

  26. Imagem do comentarista
    Tales Teixeira dos Santos

    Felicidade plena acredito que poucos tem ou até mesmo não exista, devido a natureza humana. Sempre falta algo.

    De qualquer forma, concordo com o Flavio acima quando diz que ANTES ele fez seu "pé de meia". Quando uma pessoa está desanimada, depressiva, frustada e etc, qualquer palavra de incentivo(como o artigo aqui apresentado) é uma injeção de auto-estima e muitos pensam que é o que estavam "precisando" ouvir/ler.

    Então vigiem seus pensamentos e suas atitudes para não achar que o mundo é belo, o que vale é a felicidade.

    Terra firme primeiro, navegantes!!

  27. Imagem do comentarista

    Seus textos são ótimos, mas gostei muito desse em particular! Dinheiro é importante pra todo mundo, e pro Adriano também é. Dinheiro traz felicidade sim. Mas ele já ganhou bastante dinheiro. Então, agora tem mais é que procurar ser plenamente feliz.

  28. Imagem do comentarista
    Carmen

    Oi gente!

    E por falar em felicidade, hoje de manhã, no Bom Dia Brasil, eu a ví estampada na cara do Adriano ao vestir a camisa do Flamengo.

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