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A caderneta de poupança atraente demais

20comentários

A caderneta de poupança atraente demaisAna comenta: “Navarro, em um artigo recente sobre a caderneta de poupança você ressaltou sua rentabilidade frente a inúmeros produtos de renda fixa, fundos de investimento e afins. Pela data do artigo vi que as dicas foram publicadas antes das declarações do governo de que a rentabilidade da caderneta de poupança terá que ser revista e sua atratividade diminuída. Como pequena investidora, uso muito a poupança – e sei que milhares de brasileiros também o fazem. Qual a mensagem nas entrelinhas destes acontecimentos? Obrigada”.

A notícia era mesmo interessante e elogiei a poupança no artigo “O novo embate entre a poupança e os fundos de renda fixa”. A euforia durou pouco. A equipe econômica do governo sinalizou que a caderneta de poupança apresenta rentabilidade elevada diante das alternativas de títulos públicos/privados, balizados pela Taxa Selic – que, diante da situação recessiva da economia, deve seguir sua tendência de baixa. Parece que a poupança vai mesmo mudar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva completou a informação, dando opinião enquanto governo usando seu já habitual sarcasmo nas declarações:

“Daqui a pouco as grandes multinacionais vão querer colocar o dinheiro na poupança. Vamos discutir tudo com muita cautela. Primeiro, precisamos proteger o pequeno poupador. Segundo, nós não podemos permitir que pessoas que têm muito dinheiro utilizem o dinheiro para aplicar na poupança”

Independente das mudanças propostas – e trataremos delas ainda neste artigo -, a mensagem é clara: a caderneta de poupança terá seu atual patamar de retorno de 6,5% ao ano reduzido caso a taxa básica de juros (Selic) continue caindo – o que deve ocorrer. Outras alternativas de investimento[bb] deverão fazer parte do cotidiano do “pequeno poupador”, que logo trata de alimentar duas questões simples: 1) Que influencia tem a Taxa Selic na rentabilidade da poupança? e 2) Com as mudanças, minhas decisões cotidianas, alimentadas pela facilidade de uso da caderneta de poupança, terão de mudar? Vejamos se consigo ajudar.

1) Que influencia tem a Taxa Selic na rentabilidade da poupança?
A resposta técnica e completa para esta dúvida não é trivial, mas seu entendimento é bastante direto. Você deve se lembrar dos artigos iniciais que já publicamos sobre os fundos de renda fixa. Pois é, produtos deste tipo basicamente representam o investimento em títulos públicos (Tesouro Direto) e privados (CDB), pré ou pós-fixados. Resulta que tais produtos têm sua rentabilidade diretamente relacionada com a Taxa Selic.

Em suma, pense que ao comprar um título público (LTN, por exemplo), você está “emprestando dinheiro” ao governo, que lhe devolverá a soma corrigida por um percentual de juros. O cálculo deste percentual usa a Taxa Selic. Se você investe em um fundo de investimento de renda fixa, é o banco que compra estes e outros títulos e os inclui na carteira do produto cujas cotas você possui – e você paga aos gestores um percentual adicional na forma de taxa de administração. E ainda há o Imposto de Renda.

Enfim, na prática isso significa que se a Taxa Selic, hoje em 11,25%, cair para um valor próximo de 9%, serão muitos os produtos de renda fixa que renderão, em termos líquidos, menos que a caderneta de poupança – que tem rendimento de 6% garantido por lei mais TR (Taxa Referencial). Rendimento líquido que significa descontar taxa de administração, Imposto de Renda e outros encargos que não estão presentes na caderneta de poupança. Em suma, o retorno real de alguns produtos seria (já é) menor que o proporcionado pela poupança.

O que interessa a mudança do dinheiro do fundo X para a poupança?
Agora que você compreendeu parte do problema, que tal falarmos do dinheiro[bb] aplicado na poupança, sua finalidade e também listarmos as possíveis mudanças para o quadro? Só a partir de alguns entendimentos sobre o mérito da questão é que a segunda pergunta fará algum sentido. Diferente do que você deve estar pensando, não se pode permitir que o dinheiro simplesmente migre dos títulos e da renda fixa para a caderneta de poupança.

Isso causaria uma dificuldade de refinanciamento a dívida do governo, representada justamente pela tomada de dinheiro através da venda de títulos. No caso dos bancos, representados na renda fixa pelo CDB (título privado), haveria menos capital disponível para empréstimos – o que desestimularia o consumo e atrapalharia o momento de necessária recuperação da economia. A equação não é simples, mas fica claro que o desequilíbrio afetaria a economia nacional.

Na outra ponta está a caderneta de poupança. Os bancos precisam destinar a maior parte dos depósitos (65%) em poupança para o financiamento imobiliário – valores que compõem o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Tenho que admitir que não sei bem quais seriam os efeitos de um súbito e forte aumento de capital na poupança, especialmente vindo de produtos de renda fixa. Infelizmente não encontrei nenhuma opinião neste sentido.

Dentre as formas mais comentadas para mudar o cenário, estão:

  • Alterar a forma atual de cálculo do retorno da poupança. A opção de mexer no cálculo da TR não parece ser a mais interessante, pois a mudança logo teria que ser revista;
  • Taxar aplicações de maior porte com imposto de renda. A idéia seria manter os pequenos poupadores isentos e dentro do atual rendimento oferecido de 6% + TR e taxar aqueles que tiverem, em poupança, valor maior que um teto a ser estabelecido (falou-se de R$ 100 mil).

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os “pequenos poupadores” não serão afetados:

“O governo vai continuar garantindo poupança como bom investimento, totalmente seguro, garantido. O pequeno investidor não vai ter prejuízo com isso. Pode ter migração de grandes investidores para a poupança. Mas o presidente Lula determinou que os pequenos investidores, que correspondem a 95% das cadernetas, sejam preservados”

2) Minhas decisões cotidianas, alimentadas pela facilidade de uso da caderneta de poupança, terão de mudar?
Depende. O principal aqui é levar em consideração seu objetivo para o dinheiro aplicado, o horizonte de investimentos e um pouco de matemática financeira. Uma simulação feita pelo economista José Dutra Vieira Sobrinho, a pedido do jornal Folha de S. Paulo, mostrou que, com a taxa Selic a 10,25%, somente as apliações que cobrem uma taxa de administração de 1% serão mais atraentes que a poupança.

E, vale lembrar, esta semana o Copom (Comitê de Política Monetária) fará nova reunião para anunciar o novo patamar da Selic – há expectativa de que ele seja cortado em até um ponto percentual, caindo para os 10,25% citados no parágrafo anterior. A reunião acontece nos dias 28 e 29. Logo, se você é um “pequeno poupador”, parece que as coisas não vão mudar. Parece. No entanto, se uma mudança pegá-lo de surpresa, lembre-se: a rentabilidade líquida, liquidez e o risco devem ser os fatores analisados na hora de se decidir. O melhor investimento[bb] é algo muito pessoal.

——
Conrado Navarro, educador financeiro, formado em Computação com MBA em Finanças e mestrando em Produção, Economia e Finanças pela UNIFEI, é sócio-fundador do Dinheirama. Atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.

Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

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  • Gerson

    A poupança dos Brasileiros é coisa sagrada que deve ter segurança e rentabilidade, pois para muitas pessoas, que não são Grandes Empresários ou altos funcionários públicos com seus grandes salários e aposentadorias integrais garantidas pelo estado, essa poupança suada que para ter um pouco de segurança é depositada em renda Fixa (poupança, CDB da caixa ou Banco do Brasil.)está sendo ameaça pelo PT e o presidente LULA. Vejamos:
    De vez em quando o presidente LULA afirma:- “Quem tem dinheiro sobrando que aplique em qualquer coisa e corra riscos.”
    - “Não é possivel que pessoas que não geram emprego possam ter lucro algum.” Acho que ele pensa que todo mundo pode transforma-se em empresário.
    O que podemos perceber é que o presidente LULA acha que quem tem poupança, para ele, é considerado especulador, pessoa que não gera emprego. Acho que ele quer que todo mundo que não é Grande Empresário ou alto funcionário público, que não tem emprego garantido quando fica mais velho e aposentadoria integral, não tenha o direito de fazer poupança segura sendo obrigado a arriscar seu dinheiro nos diversos fundos financeiros vendidos pelos Bancos, inclusive Bancos Federais, que não dão nenhuma segurança ao poupador (e que são chamados de aplicações no setor produtivo).
    Acho que o PT e LULA não se preocupam com quem faz poupança e quer ver essas pessoas na miséria para que fiquem dependentes de programas como Bolsa Família e Bolsa escola etc, fazendo parte daqueles que passam a depender dos políticos para que eles mantenham o unico meio de sobrevivencia que lhes restou que são esses programas anteriormente citados.
    Atualmento LULA e o PT só incentiva as pessoas a consumirem para aumentar o faturamento e o lucro das empresas. Não se fala em poupança. O problema é que quando vem a crise o lucro gerado pelo consumo dos trabalhadores que foi transformado em lucro de empresários e impostos do governo não garantem o emprego e a vida de quem consumiu e não fez poupança ou que teve a sua poupança dilapidada pelas politicas do governo.

  • ander

    Resumindo, Vc poupador que rala pra guardar seu suado dinheirinho e vê uma rentabilidade praticamente no mesmo patamar que a inflação, vai estar ainda mais fud%*&$ digo ferrado pois ela vai ser menor do que já é.
    Sou o maior defensor da acumulação de capital para a estabilidade financeira e visualização da multiplicação de seu valor no “juro sobre juro” mas sinceramente, estou mais desmotivado a cada dia…

  • http://fazendoacontecer.net Rafael Perrone

    Excelente artigo. Estava discutindo este assunto esta semana e não soube justificar o motivo que faria a poupança ser um bom investimento. Além disso, não sabia dos impactos disso e que o governo planejava rever o funcionamento da poupança.

  • http://queroficarrico.com/blog/ Rafael Seabra

    Conrado, recomendo a leitura complementar do artigo “A poupança vai mudar”, que explica o motivo da mudança na poupança, mostra o que deve mudar e como se preparar.

    Link: http://queroficarrico.com/blog/2009/04/23/a-poupanca-vai-mudar/

    Aproveito para te parabenizar pelo excelente blog, que acompanho a bastante tempo e que me motivou a também escrever sobre o assunto.

    Abraços!

  • alpha

    brave new world

  • Leandro

    Gerson e Andre… não adiantam ficar ai criticando o governo Lula. Se você ler bem o texto, faz sentido diminuir o rendimento da poupança, pois conforme o Navarro explica e faz sentido o que ele diz, se não o ocorrer isso haverá um desiquilibrio na economia brasileira.
    Acho que devemos deixar a questão partidária de lado, e analisar bem o que diz por ai a Rede Bobo de TV, Folha de SP (que acha que SP é a Suíça), etc… Pois, muitas vezes vc vê a critica quanto a altas taxas de juros, no momento em que ela começa a cair e para continuar com economia equilibrada com a baixa dos juros, pensasse em diminuir o rendimento da poupança o presidente é criticado.
    Acho que não é assim q funcionam as coisas. Devemos ser mais racional, lê e entender o artigos da internet como o do Navarro que a mídia no geral não explica o “por quê?”.
    Imagine, sei q não ocorrerá isso tão cedo, pois temos as taxas de juros mais altas à décadas, imagine o seguinte: taxa de juros 0,5% e rendimento da poupança 0,4%, vc vai reclamar???
    Até,

  • Marcos

    Onde investiria se tivesse R$120.000,00 hoje para um prazo de 6 meses?

  • ander

    Marcos
    minha singela opinião
    50%CDB DI (ai vc pegaria 95% de DI)
    30%VGBL 30/30 bradesco
    10%poupança
    10%clube de investimentos

    quem achar errado por favor me corrija

  • http://yahoo ademar

    acho bom o leandro lembrar que mexer em coisas pre estabelecidas como a caderneta de poupanca e confisco(coisa de governo ditadorial) alem do mais quem administra o dinheiro nosso seja em quaquer aplicacao , e o propio governo entao nao tem explicacao para mim, ou o governo esta mal intencionado , ou e um pessimo administrador , a nao ser que o mundo todo mexa nas suas cadernetas . agora se for so o brasil e outro golpe em cima do brasileiro(infelizmente , mais um ).

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  • willians

    boa a noite a todos !!!

    segundo os artigos que eu estou lendo muito sobre a poupança, fiquei e estou preocupado com essas mudanças, peço ajuda de vcs, eu tenho um valor cerca R$120.000,00 em dinheiro, seria mais vantajoso aplicar na poupança mesmo com essa mudança, para eu tirar um o valor de juros por mes que fica me torno de R$654,00( seria um 2 renda minha), caso não favor me indicar investimebtos que eu possa ter esse resultado, ok(tenho hoje 40 anos, sou divorciado sem filhos)

  • DOUGLAS CARDOZO

    As mudanças na caderneta de poupança são necessárias para que a economia brasileira não pare de girar, pois o governo precisa de dinheiro para tocar seus projetos e esse dinheiro vem de aplicações financeiras, o que acontece com a poupança é que este dinheiro fica somente destinado para o financiamento imobiliário. Mas com a rentabilidade da poupança maior que de outros investimentos, muitos aplicadores migram suas aplicações para a poupança, avolumando o valor para financiamento imobiliário disponível, mas o que ocorre é que muito dinheiro aplicado na poupança gera muito crédito imobiliário, porem a demanda das pessoas dispostas a financiar não suprirá tal oferta de crédito e o que é pior o governo terá que parar seus projetos, pois o dinheiro ficará concentrado.

    Mas o que as pessoas temem é o confisco da poupança, como aconteceu no plano collor, mas vejamos que hoje não se fala de confisco de poupança e sim um recalculo de sua rentabilidade.pois para a economia girar é necessário dinheiro em diversos setores da economia e não apenas em um só.diversas são as alternativas do governo para tal, mas é inevitável tal medida pois mais cedo ou mais tarde elas deverão ser adotadas, mediante ao quadro financeiro mundial.para quem tem pouco dinheiro a poupança é uma boa opção, mas para quem tem muito dinheiro deve-se diversificar suas aplicações.

    E mediante a crise mundial vejo as atitudes do governo brasileiro sendo muito eficazes, mostrando o quando evoluímos e ainda precisamos evoluir em diversos aspectos.

  • Gerson

    Quando o governo divulga que pretende alterar o rendimento da caderneta de poupança , que é sabiamente estabelecido em lei, pelo
    legislador, exatamente para proteger a poupança nacional contra a especulação financeiro, dando mais estabilidade ao sistema financeiro, demonstra que não tem mais interesse em preservar um sistema financeiro estável, o qual tanto nos protegeu na atual crise, incentivando de forma inconsequente os Brasileiros a deixarem de fazer poupança. O Presidente LULA declara abertamente que poupança não é investimento e que deve apenas proteger o capital aplicado da inflação, ou seja, quem faz poupança deve deixar o seu dinheiro de graça para os Bancos movimentarem e ganharem os seus lucros nas costas dos poupadores. Na verdade a intenção do governo é forçar o Brasileiro que tem poupança aplicar suas economias em fundos de investimento os quais não dão nenhuma garantia ao poupador, pois no ato da aplicação os gerentes dos Bancos, inclusive Bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa, apresentam um documento onde o aplicador issenta o Banco de qualquer responsabilidade por perdas na aplicação, ou seja, o Banco só embolso os lucros, os prejuizos são do poupador. Com essa politica o gover-
    no LULA pode fazer com que muitos Brasileiros percam suas suadas economias adquiridas, na maioria das vezes, fazendo poupança durante
    toda uma vida para ter algum recurso nos dias difíceis pois, neste pais, quem não é Grande Empresário ou alto funcionário público com
    seus empregos e aposentadorias integrais garantidas, necessita ter uma poupança segura e incentivada pelo governo.
    O que o governo LULA está fazendo é terrorismo. Isso é muito perigoso para uma nação como o Brasil, onde ainda temos uma sociedade muito
    desigual e injusta.
    O governo só se preocupa com a saúde financeira das empresas, Bancos e Grandes Empresas, mas a saúde financeira dos Brasileiros que necessitam fazer poupança, essa, está sendo negligenciada. Será que as pessoas, ou seja, o ser humano não tem mais importância? Será que tudo pode ser feito com a desculpa de mais crescimento econômico?
    Em relação aos Juros no pais, o que está diminuindo é a remuneração que os Bancos pagam ao poupador (investidor), basta ver as taxas médias que são cobradas pelos bancos para emprestarem dinheiro para as pessoas. Se o governo estivesse interessado em baixar as taxas de juros no Brasil teria começado diminuindo o spreed Bancário.(Diferença entre a taxa paga aos poupadores e a taxa cobrada pelos bancos).
    O governo está é aumentando, cada vez mais, o lucro dos Bancos as custas das economias de quem necessita fazer poupança no Brasil.
    Ao incentivar as pessoas a sairem da poupança para aplicações de risco (que ele chama de setor produtivo), também beneficia os Bancos, pois eles dispom do dinheiro dos poupadores (investidores) para gerar seus próprios lucos, e não se responsabilizam por esse dinheiro.

  • Douglas Cardozo

    É notavel a preocupação de muitos quando o assunto é poupança, pois temos a poupança como uma aplicação financeira segura.mas para que a poupança seja segura é necessário a intervenção do governo. Em relação as novas maneiras de cálculo da poupança, venho lembrar que é plano do governo preservar pequenos aplicadores, mas o que o governo não pode permitir é que grandes aplicadores financeiros migrem para poupança, pois economicamente os mesmos travariam a economia brasileira.

    Basta analisarmos o faturameto de algumas empresas para notarmos a imensidão de dinheiro circulante no mercado, sendo que esse mesmo dinheiro aplicado em diversas maneiras contribui para a economia girar.mas digamos que as grandes empresas brasileiras apliquem este dinheiro na poupança. O que acontece?

    Como tais empresas possuem grande quantidade de dinheiro e o valor aplicado na poupança destina-se ao crédito imobiliario é obvio que teremos muito crédito imobiliário e nenhum investimento no país, sendo que isso gerará ao longa naturalmente a perda de rentabilidade da própria poupança.

    Vejamos então que isso não é culpa do lula, não depende do lula e sim isto compromete o brasil,pois o país precisa crescer e sem dinheiro para financiar seus projetos não dá. E volto a afirmar é melhor mexer hoje do que esperar até que a dificuldade venha, pois tenho a convicção que não sendo lula será outro presidente que será obrigado a tomar tal medida.

  • anderson

    Douglas
    Não conheço nem uma “grande empresa” aonde seus gestores destinam o dinheiro da mesma para a poupança e não para seu negocio, e se estão fazendo isso é porque não são grandes.

    Se você é empresário (independente do tamanho) e o retorno sob o investimento é inferior a poupança, tem mais é que fechar as portas …
    essa é minha humilde opinião
    Abs

  • http://JCopiniao.blogspot.com Julio César Cardoso

    O sabichão federal

    Agora o presidente Lula deu para ser o “sabichão” de tudo. Opina como se fosse uma grande autoridade em economia, finanças, medicina e por aí afora.
    A Caderneta de Poupança não tem cor social. É mais que evidente que quem a procura não é nenhum especulador, mas alguém que contribui com o governo disponibilizando recursos para a construção de habitação e a utiliza como meio para preservar suas economias da corrosão da moeda através da atualização mínima dos índices monetários oficiais que sempre nortearam essa modalidade de aplicação.
    Assim, tanto o pequeno como o “grande” poupador não são aplicadores financeiros por excelência. Por isso, soa desrazoável o presidente vir falar em distinção entre poupadores.
    Alguém tem dizer ao presidente que muitos trabalhadores labutaram “duro” e passaram a vida toda (aqueles que puderam) economizando para garantir o seu sustento futuro, depositando em Cadernetas de Poupança ou outros meios legais. E se hoje têm razoável soma aplicada em poupança oficial não podem ser, pejorativamente, considerados “investidores” ou “especuladores” de mercado de capitais.
    O nosso presidente confunde alhos por bugalhos, lamentavelmente. Ademais, de acordo com o Art.5°, da Constituição, a igualdade dos direitos não pode ser violada. Logo, atribuir critérios díspares de remuneração da Caderneta de Poupança para seus aplicadores será uma medida inconstitucional.

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  • Renata F Santos

    Olá, Navarro meu nome e Renata Meu esposo e militar e eu secretaria ou seja o salario de nos dois juntos não é la essas coisas mas precisamos construir nossa casa e guardar dinheiro para o nosso filho faze faculdade e então pensamos de começar tardiamente o planejamento não queremos financiar o obra pensamos em fazer uma poupança para a casa e outra para meu filho ele tem oito anos de idade eu gostaria de saber qual a meta que devemos usar na hora de depositar o dinheiro a quantia a ser depositada não moramos de aluguel mas a casa não e nossa como planejar esse orçamento a longo prazo por favor me ajude me responda no meu E-mail. Obrigada

  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Excelente artigo Rafael! Acabo de assinar o feed do Quero Ficar Rico, gostei muito do blog. Farei um link para o artigo neste texto, de forma a manter o assunto bem relacionado. Obrigado pela dica e parabéns!

    Grande abraço.

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Quem já falou do Dinheirama?

Conheci o Dinheirama justamente numa fase "transitória" de minha vida... num momento onde estou em processo de total metamorfose e mudança de frequência mental. O Dinheirama está sendo pra mim uma carta de frequências, ajudando a sintonizar minha mente onde ela nunca esteve, no oceano de conhecimento da Educação Financeira, mar que nunca tive oportunidade de navegar no sistema educacional tradicional. Só devo agradecer!

Roberto William

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