29 abr Finanças Pessoais Orçamento

Os benefícios do cartão de débito e seu dinheiro

Mariana comenta: “Navarro, muitos artigos do Dinheirama e de outros sites abordam e enfatizam o grande perigo relacionado aos cartões de crédito, famosos por suas facilidades, mas também juros altíssimos. Pois bem, o que você tem a dizer sobre os cartões de débito? Eles são alternativas mais interessantes que o cheque ou mesmo cartão de […]

por Conrado Navarro
há 5 anos

Os benefícios do cartão de débito e seu dinheiroMariana comenta: “Navarro, muitos artigos do Dinheirama e de outros sites abordam e enfatizam o grande perigo relacionado aos cartões de crédito, famosos por suas facilidades, mas também juros altíssimos. Pois bem, o que você tem a dizer sobre os cartões de débito? Eles são alternativas mais interessantes que o cheque ou mesmo cartão de crédito? Por que? Que cuidados nós, consumidores e poupadores, devemos ter ao usar o cartão de débito? Obrigada”.

Eu sou fã dos cartões de débito. A esta altura, esta informação não pode ser novidade para você, leitor fiel deste blog. É como andar com dinheiro[bb] na carteira, mas sem correr o risco de perdê-lo, gastá-lo desnecessariamente e/ou ser roubado – claro que podem levar o cartão em um assalto, mas usá-lo sem minha autorização não seria possível. Considero o cartão de débito minha carteira, pois ele significa aquilo que posso efetivamente gastar.

Mas, infelizmente, a lógica não é tão simples para alguns brasileiros e a facilidade observada no cartão de débito também pode arruinar o orçamento doméstico e os planos de muitas famílias. Já expressei minhas opiniões sobre este importante instrumento financeiro, mas em artigos diversos e acho que é hora de dedicar um artigo inteiro ao tema. Abordarei as questões fundamentais sobre o uso do cartão de débito e suas características, além de aproveitar o texto para mostrar como anda seu uso no Brasil.

Por que o cartão de débito é bom?
Todos estão acostumados com a facilidade de manusear, utilizar e trocar produtos por dinheiro. Segurar uma cédula ou moeda é algo bastante natural até para os mais jovens – ainda que usá-las com sabedoria seja, infelizmente, um privilégio de poucos. Acostumados com o dia-a-dia das transações comerciais, agora temos a possibilidade de usar uma ferramenta capaz de substituir o dinheiro, mas sem mudar nossa rotina. Isso e mais:

  • Segurança. O cartão de débito só pode ser usado mediante senha, o que confere ao titular total controle sobre os gastos e evita que seu suado dinheiro seja facilmente roubado ou esquecido. Se perder o cartão, o cliente pode facilmente anulá-lo e solicitar outra via – sem que neste período corra o risco de ver seu capital desaparecer;
  • Praticidade e comodidade. Carregar um cartão plástico acaba por ser muito mais fácil que levar notas e moedas, especialmente quando se trata de muito dinheiro. Além disso, o dinheiro usado para o pagamento não está em casa ou com alguém, mas no banco, em sua conta corrente;
  • Senso de responsabilidade. O ato de comprar e pagar com o cartão de débito remete o consumidor a um importante fato financeiro: o dinheiro sairá do saldo disponível em seu banco. Isso significa que o valor usado tem que estar disponível e deve ser lançado no controle financeiro da família. Os atos de digitar a senha e guardar o comprovante emitido sempre despertam esta atitude em quem se planeja e respeita o valor do dinheiro;
  • Registro da operação. O pequeno comprovante que acompanha a transação serve de registro para o lançamento e controle das contas da casa. Nele estão informados o valor da compra, a empresa beneficiada e a data, informações mais que suficientes para alimentar sua planilha ou caderno de despesas/receitas.

Em suma, o cartão de débito funciona como dinheiro, mas se apresenta como ótima alternativa aos maços de reais que costumávamos carregar no bolso. A transação é segura, respaldada por grandes empresas de certificação e segurança digital, e o valor é debitado diretamente de nossa conta bancária. Quem precisa de cheque quando se tem o cartão de débito? Sua utilização, no entanto, depende da disponibilidade de lojistas – o que, nos dias atuais, já não é problema na maioria de nossos municípios.

Por que o cartão de débito é ruim?
Na verdade, ele não é ruim. Como qualquer ferramenta, ele muitas vezes é utilizado de forma incorreta e incoerente. Então, a pergunta correta deveria ser: para quem o cartão de débito é ruim? Obviamente que para aqueles cidadãos que sustentam o recorrente impulso de comprar e satisfazer suas frustrações pessoais através do acúmulo desmedido de produtos, roupas, sapatos e afins. Trata-se do indivíduo que não liga para a necessidade de manter um orçamento[bb] doméstico. O perigo se apresenta de duas formas:

  • Gastança que coloca o cliente além do limite de sua conta corrente. A vantagem do débito direto da conta corrente pode se transformar no pesadelo daqueles que simplesmente gastam mais do que têm. Neste ponto, o perigo não difere muito do que ocorre com os cartões de crédito – e a taxa de juros também é altíssima. O cliente que usar demais o cartão de débito e entrar no limite pagará taxas próximas a 8% ao mês pela imprudência. Cartão de débito é ferramenta útil para quem se controla;
  • Gastança que deixa insuficiente o saldo em conta corrente. Fazer da praticidade oferecida pelo cartão – que representa “sempre ter dinheiro” – um gatilho para a felicidade pode deixar seu saldo insuficiente para cobrir as despesas normais do mês. De novo, o orçamento doméstico bem feito pode ilustrar exatamente qual o valor disponível para uso através do cartão. Controle e disciplina como palavras de ordem. Mais uma vez.

Atenção especial com os comerciantes que preferem dar desconto apenas para os que pagam em dinheiro vivo ou cheque. Isso acontece porque eles querem, com isso, se livrar da necessidade de pagar um percentual ao operador do cartão, além de receber o dinheiro na hora. As empresas que lidam com o pagamento de cartão normalmente repassam a quantia aos lojistas depois de 20 dias. A prática é comum, embora não seja reconhecida como justa pelos órgãos de defesa do consumidor e pela maioria dos consultores. Eu acho um absurdo.

A situação do cartão de débito no Brasil
Tive uma grata surpresa ao ler um recente estudo do Banco Central que indica que, em 2008, o número de transações com cartão de débito foi maior que o total de transações realizadas com cheque. O estudo mostra que foram registradas 2,1 bilhões de transações com o cartão de débito em 2008, contra 1,9 bilhões do cheque. Estamos diante de uma redução no uso do cheque, o que é fundamental para a saúde financeira[bb] das famílias brasileiras. Que o movimento continue em 2009.

Para encerrar, reitero que minha experiência com os cartões de débito é muito positiva. Seus benefícios são, sem dúvida, maiores que seus prováveis efeitos colaterais. A afirmação só faz sentido, é claro, se o usuário dispuser de bom senso, disciplina e mínimo controle sobre suas finanças. Diante de um Brasil economicamente muito diferente do passado, controlar bem o dinheiro parece ser uma atitude bastante coerente. Em dias assim, o cartão de débito pode realmente se destacar.

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Conrado Navarro, educador financeiro, formado em Computação com MBA em Finanças e mestrando em Produção, Economia e Finanças pela UNIFEI, é sócio-fundador do Dinheirama. Atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.

Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney. No Twitter: @Navarro.

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  • Xico

    Certa vez fiz uma compra e o vendedor me deu 5% de desconto no débito e 10% de desconto se pagasse com dinheiro.

    Assim, qual a vantagem, para o lojista, de “receber o pagamento” via débito?

    Ele não é assaltado na rua, mas é assaltado pela operadora?

  • Daniel Pondé

    Primeiro Parabéns pelo artigo Conrrado.

    Não concordo com essa afirmação:

    “..claro que podem levar o cartão em um assalto, mas usá-lo sem minha autorização não seria possível”

    Meu caro, caso um bandido te assalte (rezo para que isso não aconteça à ninguém) e você não tenha dinheiro em mãos, há uma grande chance do bandido te levar à maquina mais proxima para sacar dinheiro.

    Outra coisa,

    Muitos lojistas, nas minha humilde opinião, sem visão de mercado, optam por não viabilizar a opção débito. Óra será tão difícil assim perceber que a opção de débito gera conforto ao cliente? Além disso facita que alguém sem dinheiro em mãos adquira um produto caso o estabelecimento ofereça tal opção e o cliente não deseje usar o crédito.

    O último ponto é o seguinte:
    Tenha mais de um cartão (leia-se conta). Digo isso pois dessa forma você pode preservar o seu investimento. Leve à rua apenas o cartão que você utiliza para operações, transições financeira diárias regulares como compras e pagamentos de contas. Sabemos que a malandragem está a solta, portanto não vacile!

    abraço

    Daniel

  • Carlos Vale

    Com relação à segurança em caso de assalto, o cartão de débito fica em desvantagem quando comparado ao dinheiro vivo. Quem está com o cartão pode ser vítima de sequestro relâmpago, sendo levado pelos bandidos para sacar dinheiro em caixas eletrônicos.

  • Marcos Souza

    Eu tive uma desagradável surpresa, em outubro de 2008, quando tive meu cartão do Bradesco clonado e sendo usado em Goiás (eu moro no Rio de Janeiro e nunca estive nesta localidade). Utilizava muito o cartão de débito, principalmente em postos de gasolina. Então aqui vai o alerta, ficar sempre atento ao manuseio do seu cartão pelo lojista e nunca digitar a senha mais de uma vez, se a operação não for concluida na primeira tentativa, pague em dinheiro. Estas dicas foram passadas a mim pelo responsável da segurança de cartões do Bradesco.

  • Ricardo Cri$tino – Manaus-AM

    Como relação os comerciantes. O cartão de debito é bom para dar conforto ao cliente, porém não tão bom para o empresário, que ver o pagamento com um desconto.
    Talvez seja por isso que algumas empresas ainda não aceitem o cartao de debito.

  • http://dinheirama.com/blog/category/empreendedorismo/ Bruno Biscaia

    Para mim, cartão de débito é sempre a melhor opção! Ele facilita bastante na hora de fazer uma boa análise das finanças e seu respectivo planejamento.

    Ótimo Artigo Conrado.

  • Victor LG

    Muito bom o post, parabéns!

    Sempre paguei minhas contas com cartão de débito, raramente encontrei problemas, caso algum comerciante não aceite, vou para outro local onde possa aceitá-lo.

  • Bruno

    Pra mim, a melhor maneira de fazer o controle doméstico de minha contas é com a utilização do cartão de débito. É muito mais fácil, depois, acessar a internet e verificar os valores exatos que foram gastos e, depois, lançar nas planilhas que possuo. Pra quem, ainda, duvida da internet é só pegar o extrato que terá os valores – e os nomes das lojas.

    O problema é que a “plastificação” do dinheiro acaba por tirar a verdadeira noção do dinheiro. Com o cartão de plástico, perde-se a noção física da saída do dinheiro e, quem não possui controle nas emoções, não percebe o dinheiro ir embora.

    Também deve-se verificar as promoções que determinados bancos/empresas dão aos clientes. Compras realizadas com cartão de débito geram pontos de relaciomanto que podem ser convertidos em milhagens de passagens aéreas e descontos nos produtos ofertados pelos bancos.

    No mais, o único problema que EU sinto com o cartão de débito é o incômodo de, em determinados estabelecimentos, não existir a máquina de cartão e ter de sacar dinheiro para o pagamento.

    No mais, quanto à segurança, não há sistema totalmente seguro e, quando o assunto é assalto, o melhor a fazer é rezar ou aprender a ter dois cartões: um de gastos simples – que é levado junto com o cliente – e outro em banco difrente só para os investimentos ou utilização para “esconder” dinheiro muito grande.

  • Pingback: Links 03-05-09. | WebVicio.com

  • Fabricio Carboni

    Olá, muito bom o artigo.

    Usei cartão de débito durante anos e com consciência. Atualmente optei por usar o cartao de credito pela facilidade de programar todos os gastos para o dia da fatura.

    O dinheiro que seria utilizado para pagar os consumos nos débitos, pode ser aplicado numa renda fixa curto prazo e é utilizado para pagar a fatura dos gastos.

    Mas o meu motivo para usar voltar a usar o cartão de crédito foi pela vantagem de juntar milhas.

  • http://www.solviverpiscinas.com.br Carolina

    Cartão de débito é tudo de bom!!! Super seguro, o problema é quando não aceitam cartão ou não tem lugar para sacar…

  • Norberto

    Excelente artigo!

    Só uso dinheiro em último caso mesmo, até o cafézinho eu pago com cartão de débito, além das vantagens citadas, não tem aquele velho problemas de falta de troco.

    Hoje é muito dificil um estabelicimento não ter essa opção de pagamento, parece piada, mas até camelô aceita essa forma de pagamento.

    Alguns estabelecimentos só aceitam cartão de débito a partir de X valor, é correto essa prática ?

  • Norberto

    Excelente artigo!

    Só uso dinheiro somente em último caso, até o cafézinho eu pago com cartão de débito, além das vantagens citadas, não tem aquele velho problemas de falta de troco.

    Hoje é muito dificil algum estabelecimento não ter essa opção de pagamento, parece piada, mas até camelô aceita cartão.

    Alguns estabelecimentos só aceitam cartão de débito a partir de X valor, é correto essa prática ?

  • Diogodvd

    Essa prática não é correta…
    O pagamento via cartão de débito não pode ter valor mínimo, se o estabelecimento firmou contrato para aquele tipo de pagamento, o mínimo cobrado não pode ser aceito pelo cliente.
    No caso do cartão de crédio o estabelecimento pode sim estabelecer um valor mínimo…
    Para o empresário que insistir em estabelecer um valor mínimo para contas no cartão de débito, o cliente pode levá-lo a justiça e conseguir idenização que vai de R$ 250,00 reais a R$ 3.000.000,00 de reais….

  • Bruna

    Já aconteceu comigo muitas vezes de tentar pagar com débito e o estabelecimento não aceitar… colocar um valor mínimo para compras, como vcs falam aqui em cima. Todas as vezes que isso aconteceu eu tentei conversar e falei que estava errado (sem ter mta certeza pra ser sincera!). Gostaria de saber se existe um jeito certo p/ agir qdo acontecer novamente. Procurei em sites das bandeiras mas nada achei!

  • natália

    Certa vez fiz uma compra em uma loja no rio sul, mais a via do meu cartão de crédito veio com o endereço de niteroi.
    Gostaria muito de uma explicação pq isso me fez ter varios problemas.obrigada

  • vanessa

    Onde eu posso reclamar sobre estabelecimentos que exigem valor mínimo para pagamento em débito. Fico muito chateada quando isso acontece, pois sou obrigada a gastar mais sem precisar pois pago tudo em débito e dificilmente ando com dinheiro. Obrigada

  • Pingback: myleilao.com

  • Beth

    OI
    EU FUI NAS LOJAS RIACHUELO, EM UM DIA TRANQUILO, NO SHOPPING CATUAÍ, DE LONDRINA, ENQUANTO COMPRAVA TAPETES PARA COZINHA, A MOÇA ME OFERECEU FAZER UM CARTÃO DA LOJA DIZENDO QUE EU GANHARIA 5% DESCONTO NA PRIMEIRA COMPRA, QUE PODERIA PAGAR A COMPRA A PRAZO. A LOJA FEZ O CADASTRO E ME DEU O CARTÃO RAPIDAMENTE. QUANDO EU FUI PAGAR DEPOIS DE 1 MES, DIRETO NA LOJA, A MOÇA DO CAIXA, DISSE QUE AINDA IRIA VENCER EM DEZEMBRO. ENTÃO EU DEIXEI DE PAGAR, NÃO ME ATENTEI PARA O FATO DE QUE CADA MES QUE SE PASSAVA OS JUROS AUMENTAVAM.
    POIS COMO OS CORREIOS ESTAVAM EM GREVE EM NOVEMBRO, NÃO CHEGAVA FATURA NENHUMA.
    DAÍ, EM DEZEMBRO FUI PAGAR, A MINHA SURPRESA, É QUE O SISTEMA DA LOJA JOGOU O VALOR EM 8 PARCELAS, SEM MINHA AUTORIZAÇÃO, E OS JUROS FICARAM ALTOS.
    QUITEI LOGO E BRIGUEI COM A GERENTE, DIZENDO QUE NÃO FOI ME INFORMADO SOBRE ISSO. ACHO O SISTEMA DE VENDA FOI PARA QUE O CLIENTE VOLTASSE SEMPRE ÃS LOJAS, COM O INTUITO DE ACABAR GASTANDO MAIS. POIS ACHEI FALTA DE INFORMAÇÃO, DEVERIAM TER FALADO NO ATO DA COMPRA QUE EU PAGARIA JUROS ALTISSIMOS SE PARCELASSE NO CARTÃO. NUNCA MAIS COMPRO NO CARTÃO, NEM DA LOJA E NEM NO CRÉDITO.

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  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Xico, obrigado por sempre participar dos nossos artigos e debates. Você tocou no ponto que é realmente problemático. Há muito boicote por parte de lojistas que consideram a taxa absurda e eles simplesmente preferem manter a margem e fazer o consumidor comprar de outra forma. Claro que isso não invalida as vantagens do cartão de débito para nós, compradores, mas cria esta situação chata e delicada na hora de comprar. A questão lojista-operadora é bastante complicada em alguns casos, mas oferecer o meio de pagamento eletrônico quase não é mais vantagem competitiva. Todos oferecem. As empresas precisam aprender a lidar com o meio e trabalhar sua formação de preços de forma a se beneficiar da oferta da facilidade de se pagar assim, e não apenas pensar em “guerrear” com as administradoras. Claro, a questão é muito mais complexa, mas o foco de nosso trabalho é o consumidor, o poupador. Obrigado pelo comentário.

    Grande abraço.

  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Daniel, obrigado por mais esta participação. Assaltos como o que você mencionou estão cada vez mais comuns, é verdade, mas ainda assim acho muito mais seguro estar com o cartão que com o dinheiro. Os furtos mais diretos (roubar bolsa de mulher, carteira e documentos, em semáforos etc.) ocorrem com mais frequência e o prejuízo certamente é menor. Mas, claro, o importante é a vida. Aos poucos os lojistas estão se acostumando com a idéia de que para o cliente comprar é preciso oferecer comodidade em todos os sentidos. O Brasil é um país com muitos empreendimentos surgidos da necessidade, mas que agora percebem o que realmente faz um negócio ter sucesso: o cliente. Ainda chegaremos lá. Valeu.

    Abração.