Podcast: as sucessivas quedas da Selic afetam seu bolso?
Publicado por Conrado Navarro em 16.6.2009 na seção Economia Geral, Podcast Dinheirama
Muitos leitores do Dinheirama e ouvintes do podcast "Futura Dinheiro" enviaram mensagens pedindo que as mudanças na economia apresentadas na semana passada fossem rapidamente comentadas. A queda da Selic para um patamar de um dígito deveria influenciar os juros praticados nos empréstimos e financiamentos? O que o consumidor deve saber sobre a mudança na economia para planejar melhor sua vida financeira? Que investimentos sofrerão ajustes com os atuais 9,25% ao ano da taxa básica de juros? E as mudanças na poupança, vão ou não vão acontecer?
A edição de hoje do “Futura Dinheiro”, versão on-line do programa semanal que vai ao ar, ao vivo, todas as terças-feiras às 11h na Rádio Futura FM 106,9, tenta lançar luz aos temas levantados por vocês nas dúvidas apresentadas no primeiro parágrafo. Procurei abordar a agenda econômica de forma descomplicada, dando atenção aos fatos que mexem com o bolso do cidadão. Não deixe de ouvir o podcast, aqui mesmo (clique no "Play" logo abaixo) ou através de nosso feed especial para os programas.
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Obrigado e até a próxima edição.
Conrado Navarro
Educador financeiro, tem MBA em Finanças e é mestrando em Produção (Economia e Finanças) pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), Navarro atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: twitter.com/Navarro
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Olá, fiquei interessado no assunto, porem não disponho de 25:31 minutos para poder ouvir toda a materia.
Acho interessante esse programa na radio, porem estão pecando no blog.
Sugestão: Coloquem no blog os pontos principais que foram discutidos no programa, para que pessoas como eu possam saber mais sobre o assunto.
Obrigado pela atenção.
Concordo totalmente com o Jefferson.
Outro ponto é que em muitas empresas esse recurso é bloqueado.
Um resumo dos principais pontos cairia bem.
Jefferson e ander, muito obrigado pelo feedback e pelas dicas para deixarmos o blog ainda melhor! Gostei muito da sugestão e irei adotá-la a partir da semana que vem na nova edição do podcast. Quero dizer que estou finalizando um artigo sobre os temas abordados e que ele vai ao ar a qualquer momento. Infelizmente não consegui postá-lo antes do podcast.
Grande abraço.
otimo podcast, excelente mesmo, é muito ver alguem conversando claramente e transparentemente sobre assuntos como este, em que envolve taxas e mais taxas, o Brasileiro é aocstumado a impostos e engolir taxas que chegam sempre em letras miúdas, hoje ja começamos a analisar e questionar o porque de tal taxa ter chegado a aquele valor.
Navarro, agora uma duvida que fiquei após o Podcast, vamos analisar o exemplo do banco BB, se eu quiser investir no Tesouro Direto diretamente como você diz quais taxas seriam eliminadas?? essa taxa não é referente ao Agente de custódia, não é mesmo? teria como você dar este exemplo na pratica mesmo que com valores fictícios??
Obrigado pela atenção.
Olá Sérvulo, obrigado pela participação. Fico feliz que o podcast tenha ajudado e criado importantes dúvidas em sua jornada rumo à independência financeira. A principal grande taxa que evitamos é a taxa de administração do fundo de renda fixa, que ainda é alta. No caso do Tesouro, tambem haverá uma taxa do agente de custódia, no caso o BB, mas ela é mais baixa. Deixo algumas informações e links que vão ajudá-lo a compreender a lógica deste investimento.
São 3 as taxas cobradas no Tesouro Direto. No momento da compra do título, é cobrada uma taxa de negociação de 0,10% sobre o valor da operação. Há também uma taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro. Essa taxa é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título, e é calculada até o saldo de R$1.500.000,00 por conta de custódia. No caso em que, no semestre, a soma do valor da taxa de custódia da BM&FBOVESPA e da taxa do Agente de Custódia for inferior a R$10,00, o valor das taxas será acumulado para a cobrança no semestre seguinte, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.
Os agentes de custódia também cobram taxas de serviços livremente acordadas com os investidores. Você pode ver o ranking das taxas no link:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/download/ranking/ranking_taxas.pdf
no momento da operação de compra o investidor pagará o valor da transação (preço unitário do título vezes a quantidade adquirida) mais 0,10% sobre o valor da transação (taxa de negociação BM&FBOVESPA) mais a taxa do Agente de Custódia referente ao primeiro ano de custódia. Caso o título tenha vencimento inferior a um ano, a taxa do agente de custódia será proporcional ao prazo do título. A taxa de custódia da BM&FBOVESPA (0,3% ao ano) será provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+2).
Fonte: http://www.tesourodireto.gov.br