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Podcast: investindo seu dinheiro com inteligência

9comentários

Podcast: investindo seu dinheiro com inteligênciaA edição de hoje do “Futura Dinheiro”, versão on-line do programa semanal que vai ao ar, ao vivo, todas as terças-feiras às 11h na Rádio Futura FM 106,9, fala da relação entre o investimento e nosso poder de realização. Será que estamos preparados para ver no ato de investir a oportunidade de atingir metas e objetivos? Com o Brasil economicamente mais estável e previsível, rentabilidades exorbitantes e de baixo risco deixam de ser plausíveis e o investimento no futuro apresenta novos desafios. Como investir com inteligência?

O podcast de hoje está imperdível! Nele abordo os seguintes temas e pontos de discussão:

  • Não há um ou outro melhor investimento. A decisão de onde aplicar deve considerar o perfil do investidor, o tempo (curto, médio e longo prazo) e seus objetivos. O melhor investimento é aquele que está de acordo com seus interesses, objetivos e dentro de suas expectativas. O importante é aprender a priorizar e usar o investimento como fator de realização;
  • Para fins de educação financeira básica, investir não significa usar crédito e opções de consumo para aumentar seu patrimônio. O cuidado com o endividamento deve ser levado a sério. Alavancagem é um conceito perigoso para quem quer apenas se aventurar;
  • O perfil do investidor é sua identidade financeira. Representa seu grau de aversão ao risco, suas metas e seu compromisso com o futuro. Respeitar a sua visão sobre dinheiro permite que sempre exista motivação para seguir poupando e investindo;
  • Investir por investir é pouco eficiente para a grande maioria das famílias brasileiras. Não raro, o dinheiro guardado sem propósito é usado para comprar bens de satisfação imediata ou para cobrir efeitos da desorganização financeira de integrantes da família. Só respeito ao objetivo permite que a disciplina se instaure;
  • Renda fixa e renda variável apresentam características e riscos diferentes;
  • Dinheirama modifica o clube de investimentos originalmente criado para as mulheres e o coloca também à disposição dos homens. Mais detalhes serão anunciados em um artigo específico.
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Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

  • Marco N.

    Muito legal o podcast Navarro, parabéns! Imagino que a comunidade que ouve o programa na rádio e tem a oportunidade de discutir estes temas com você esteja muito feliz por ver o assunto sendo tratado com tanta naturalidade. Sua intenção é clara: iniciar as pessoas no tema. O Brasil precisa. Assinei o feed do podcast. Até mais!

  • http://bolsamoleca.com/ Nanni.

    Acredito que houve um erro grave na hora de definir investimento. Investimento é adiar um consumo porque você tem a expectativa de que ganhará alguma coisa com ele. É expectativa, e não a certeza de um capital futuro maior como foi falada várias vezes. Para um leigo, essa diferença é muito grave. Um investimento lucro exatamente por causa da expectativa, pois se for certo não irá render muito!

  • Renato Almeida

    Nanni, eu tinha entendido também algo um pouco diferente do que o Navarro comentou agora nas palavras acima, mas acho que finalmente compreendi o conceito pessoal dele: investir é para se ter mais do que o valor inicial; no mais (consórcios, financiamentos, endividamento etc.), apenas se paga mais pelo bem.

    Logo, entendo quando ele diz que investimento é ter certeza de mais capital amanhã. Ele não está entrando no detalhe deste ou daquele produto, mas da lógica do investimento. Acho que é porque tem muita gente que considera o consórcio um investimento, bem como os títulos de capitalização e etc. Isso ele até já abordou em artigos e programas anteriores. É verdade que ele é radical, mas acho que precisa ser. Com a população desinformada que temos, precisa.

    Muito legal esta discussão e o podcast. O Dinheirama ganha muito com este novo formato. Achei super legal. Abs.

  • http://bolsamoleca.com/ Nanni.

    Navarro e Renato,
    Realmente esse debate é construtivo e acredito piamente que o conceito de investimento que cada pessoa tem manda muito na hora de empregar o dinheiro.
    Pelo que entendi, damos quase o mesmo conceito mudando uma palavra: Certeza x Expectativa. Exatamente quando dizemos que a população no geral é desinformada com relação a finanças, não seria perigoso talvez falar em certezas? Quando trabalhamos com tempo específico, é otimista demais falar em capital maior que no começo, e um pouco fundamentalista também. Quem nunca ouviu a história do cara que demorou 17 anos para recuperar o valor das ações que ele comprou da IBM? Sem entrar em outros conceitos, ele investiu, mas e se ele tivesse precisado do dinheiro cinco anos depois deixaria de ser investimento?

    Investir é querer que esse dinheiro valha mais daqui um tempo, não necessariamente o capital seja maior. Sobre adiar consumo: Se, em vez de comprar verduras hoje, eu esperar as promoções que terão amanhã para poder comprar mais barato não poderia ser chamado de investimento? O capital numérico é o mesmo, mas meu poder de compra é superior. Talvez se pensarmos que investimento é dar mais poder ao seu capital, ou através de uma forma diferenciada de consumo ou através de produtos econômicos, não seria mais fácil?

  • REGINALDO SOARES

    Conrado,
    Estou terminando a leitura do livro. Quando ouço você falar agora sobre finanças em geral, há uma grande diferença no meu entendimento. Tanto que estou neste patamar de pensar em investir diversificadamente conforme você explica claramente. Meu principal agradecimento é a questão de eu ter conseguido acabar com o descontrole de entrar no cheque especial. Acredito que hoje sou um investidor, os planos e os sonhos que eu já havia planejado, faltava realmente a parte principal que é o aspecto financeiro.
    Abs,

  • Guilherme Lourenço

    Acabei de terminar a leitura do livro, devo dizer que realmente está excelênte. Estou muito interessado no Clube de Investimentos do Dinheirama. Gostaria de obter mais informações!

  • Carmen.

    Oi Nani,

    Para maiores detalhes, que tal você ler um artigo antigo do Navarro publicado neste blog em 2007, heim?

    Foi publicado no dia 23 de agosto de 2007 e aborda a tal “mágida do dinheiro fácil e rápido” que todos nós gostaríamos de saber fazer.

    Boa leitura.

  • Pereira

    Ainda não achei bem claro os conceitos de investimentos discutidos aqui.
    Pelo que entendi, investimento é aplicar hoje um valor para alcançar um resultado [valor] maior num previsível futuro.
    Posso estar equivocado, porém não creio que investir é certeza de lucro.
    Pra mim, investir é assumir riscos. Embora os riscos devam ser muito bem calculados.
    E como correr riscos implica em possíveis prejuizos, então investir é arriscar.
    Aqui, arriscar não significa investir indisciplinadamente.

    Claro que investimos para ganhar, multiplicar o capital, mas nem sempre isso é possível, isso vai depender de acertar no negócio.

    Abraços.

  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Nanni, obrigado pelo comentário. Temos uma opinião diferente sobre investimento, o que é ótimo para o debate. Investir para mim implica a certeza de que o dinheiro no futuro será maior do que é no presente. No caminho, o retorno pode oscilar, pode diminuir, pode ser pequeno ou pode ser grande. Não importa, ao final do período tem-se mais dinheiro que no começo. Não acho que investimento seja só adiar consumo. Consumir o possível, hoje, implica também pensar em consumir sempre (amanhã e depois). Investimento significa multiplicar seu capital.

    Entendi sua colocação perfeitamente e concordo com a questão da expectativa. Não há garantia de ganho futuro, mas eu trabalhei os conceitos: a expectativa representa o que se quer do produto escolhido e quando falo da certeza parto do princípio que quem investe quer ter mais capital amanhã. Outras opções de consumo são o contrário: paga-se para gerenciarem nosso capital ou para usarmos dinheiro dos outros. Pode ser que o investimento traga retornos ruins, o que exige do investidor constante atenção.

    Valeu pela participação, é um prazer debater assuntos tão relevantes assim.
    Abraços.

Livro: Pai Rico Pai Pobre

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