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O profissional e o ambiente favorável à criatividade

6comentários

O profissional e o ambiente favorável à criatividadeEm qualquer organização, seja ela religiosa, uma ONG ou uma empresa, o resultado (positivo ou negativo) e o cumprimento de metas estão intimamente relacionados ao desempenho[bb] das pessoas que compõem o grupo atuante. Isto é explicado de forma muito simples: só se obtêm produtos e/ou serviços a partir de idéias – e, por enquanto, só quem tem idéias são os seres humanos. E, convenhamos, parece ser tão simples ter idéias. Será?

Para uma indústria não adianta apenas investir em máquinas e processos, se toda a inovação é gerada indiscutivelmente pelas pessoas. A grande barreira nesse sentido parece ser conseguir que os colaboradores tenham essas tão sonhadas idéias e as compartilhe com sua equipe. E ainda mais, idéias inteligentes, aplicáveis e que possam ser utilizadas rapidamente para inovar em um produto/serviço. Está ai um grande desafio!

Para que isso aconteça se faz necessária a existência de um ambiente favorável, que motive e acelere o desempenho das pessoas. Um profissional ou cidadão só tem vontade de aperfeiçoar e criar coisas se esta atividade lhe trouxer prazer e felicidade. Ora, com certeza você conhece alguém que pensa, toda sexta-feira de manhã: “Ufa, amanhã é sábado, não tenho que trabalhar!”. Ou, no domingo: “Amanhã é segunda-feira. Começa a tortura”!

Pois é, isso ocorre porque as pessoas têm sonhos, desejos e vontades que muitas vezes são diferentes das metas da empresa. Assim, a empresa deve não só se preocupar em bater as suas metas e aparecer em primeiro no ranking de vendas do trimestre, mas também em apoiar seus funcionários no sentido de que eles também realizem seus sonhos pessoais, que devem ser valorizados pelos gerentes de cada área.

Sempre ouvi do Conrado Navarro, meu amigo pessoal, fundador do Dinheirama e autor do livro “Vamos Falar de Dinheiro?” que:

“Idéias para o crescimento e evolução de empresas surgem a todo o momento na mente de funcionários. O problema está no fato de que se as idéias surgirem em um domingo a tarde, a pessoa que teve esse insight não se preocupará sequer em anotá-la. Afinal, ela é paga para trabalhar de segunda a sexta-feira, das oito horas da manhã às cinco horas da tarde. No relacionamento entre empresa e funcionário fica aquela impressão de que somos pagos para ter as melhores idéias apenas no horário comercial”

A conclusão que podemos tirar é a de que o tratamento e o relacionamento entre gestores, metas e funcionários não estão alinhados: o colaborador não deve ser pago apenas pelas horas que trabalha, mas sim por se tratar de um investimento que faz com que a empresa atinja suas metas e gere inovação[bb] em seus produtos/serviços. Aquela visão de que somos apenas recursos é apavorante para a maioria dos profissionais. Maior liberdade em relação aos horários do funcionário não farão um mal tão grande assim, desde que o profissional seja responsável – outra questão delicada.

Para desempenhar suas funções com maior eficiência, o colaborador necessita estar à vontade em seu ambiente de trabalho e diante de suas metas. Além disso, ele precisa estar satisfeito para com as suas vontade e obrigações familiares. Assim, bastar dar a ele um bloquinho de papel e uma caneta para ele anotar as idéias que tiver ao longo do dia, mas também a qualquer hora. Com certeza ele gostará de realizar algo importante para uma organização que sempre o apoiou em suas vontades e necessidades profissionais, mas também pessoais.

“Quanto maior a satisfação dos funcionários, mais alta é a qualidade de vida no trabalho e mais positivo é o clima organizacional. Os funcionários podem estar mais ou menos satisfeitos, não apenas com o seu próprio trabalho e com as condições de trabalho, mas também com outros fatores, como a sua própria educação formal, vida familiar e oportunidades para desfrutar de atividades culturais e sociais. Estes dois últimos itens estão fora do ambiente de trabalho. No entanto, é inegável seu papel na saúde psicológica e na produtividade dos funcionários de todos os níveis. Em resumo: desempenho das pessoas = qualificação + satisfação”
Fonte: “Administração para Empreendedores”, de Antonio Cesar Amaru Maximiano (Pearson Prentice Hall, 2006).

Para repensar um pouco mais sobre ambientes de geração de criatividade e de inovação, deixo a seguir um vídeo do professor, consultor em gestão empresarial e palestrante, Waldez Ludwig. Espero que apreciem:

——
Bruno Biscaia
já atuou nos setores de Marketing de Eventos e de Planejamento e Controle da Produção. É estudante de Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e edita a seção de Empreendedorismo do Dinheirama.

Crédito da foto para stock.xchng.

Bruno Biscaia

Mais informações

Graduando em Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), coautor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), e editor de empreendedorismo do Dinheirama. No Twitter: twitter.com/BrunoBiscaia

Leia todos os artigos de Bruno Biscaia

  • Enviar por E-mail
  • Link Curto: http://bit.ly/ADyrdV
  • http://www.dinheirama.com Ricardo Pereira

    Bruno, fantástico o artigo.

    Ao divulgar esse pensamento considero que está prestando um serviço valioso ao mundo corporativo. É importante que as pessoas encontre mais do prazer, é importante que os colaboradores se sintam realizados plenamente.

    Gestores precisam analisar números mas principalmente criar um ambiente favorável para que as pessoas possam criar e tornar empresas em casos de sucesso.

    Grande abraço e parabéns!

  • http://www.evertonrafael.co.cc/blog Rafael

    Olá Bruno,

    Adorei esse pensamento.
    Mas como eu poderia fazer ou melhor quais a atitudes que poderia tomar para a empresa que eu trabalho aprenda a viver e começar a ver os funcionários com outra visão.
    Eu trabalho em uma Metalúrgica, cuido da parte de Publicidade na Web e os sites da empresa, isso que o artigo está dizendo é realmente o que acontece aqui na empresa.
    O que eu poderia fazer? è difícil chegar para o dono da empresa e mostrar esse artigo, ele nem vai ler…

    Parabéns mais uma vez pelo artigo!

  • Oséias

    Em matéria de motivação otimo!
    Otimo artigo Bruno, PARABÉNS… e continue nos escrevendo mais!

    Abraço

  • http://aprenderetocar.blogspot.com Aprender e Tocar

    Nunca vi o livro, mas adoro a expressão: ócio criativo

  • http://www.grupoaugustoreis.com.br carlos

    Muito bom

  • http://www.dinheirama.com/blog/bruno Bruno Biscaia

    Olá pessoal, muito obrigado pela interação. O formato de blog é muito bom, pois permite essa aproximação e essa expressão de opiniões a respeito de nosso trabalho.
    Fico muito feliz que essas idéias tenham agradado vocês. Mas, além disso, espero que uma nova idéia tenha surgido em suas mentes e que vocês as alimentem em seu dia-a-dia daqui pra frente.

    RAFAEL, deixe-me contar uma coisa: essa resposta é única para cada situação e para cada pessoa, no seu caso o presidente.
    Para mudar o pensamento da empresa, você antes deve “mudar” as pessoas que compõem essa empresa. Elas que pensam e agem dentro de uma organização. Assim, para mudar algo, é sempre importante contar com “pessoas estratégicas”, colaboradores que possuam grande influência dentro da corporação. Pensando melhor agora, já escrevi um artigo basicamente sobre isso aqui no Dinheirama.
    Acesse o artigo através deste link: http://dinheirama.com/blog/2009/03/09/vencendo-as-barreiras-da-inovacao/

    Dê uma lida e deixe seu parecer, e se caso for, a sua dúvida. Já trabalhei em indústrias e me parece que nesses ambientes as idéias demoram um pouco a evoluir. Mas, é nosso dever e nosso direito querer sempre viver melhor e ter melhores condições de trabalho, portanto, vá atrás de suas vontades e faça acontecer.

    Um grande abraço, aguardo o seu contato

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