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Análise Gráfica – A Teoria de Dow (4)

7comentários

Análise Gráfica - A Teoria de Dow (4)A Análise Gráfica, também conhecida como análise técnica[bb], consiste no estudo dos preços e dos volumes negociados por uma dada ação. Todas as informações pertinentes para o estudo das ações estão representadas nos gráficos, na medida em que este traduz o comportamento de todos os agentes presentes no mercado, sejam eles os fundamentalistas, os insiders (que possuem informações privilegiadas), os grafistas ou mesmo os amadores que compram e vendem sem critérios fundamentados. O artigo de hoje tratará da Teoria de Dow.

Teoria de Dow
A Teoria de Dow é uma das mais antigas teorias sobre análise gráfica e é considerada a base da análise técnica moderna. Charles H. Dow fundou o Wall Street Journal em 1889 e escreveu artigos entre 1900 e 1902. Samuel Nelson foi quem compilou seus artigos e escreveu os livros “ABC of Wall Street” e “ABC of Stock Speculation”, considerados as bases da Teoria Dow.

Charles Dow comparava os diferentes tipos de tendência aos movimentos do mar, com suas marés, ondas e cristas. Quando a maré está subindo, cada onda que quebra, quebra um pouco mais alto que a outra e depois recua. Assim, se pusermos um bastão assinalando o ponto máximo atingido pela onda, em pouco tempo saberemos se a maré é montante ou vazante, demorando-se um pouco mais a se perceber a tendência quando da reversão de uma para a outra.

De acordo com Dow, e conforme ilustrado no gráfico abaixo, identificamos a fase 1 como a da acumulação, a fase 2 sendo a alta sensível e a fase 3 como sendo a euforia. Ainda percebemos que existe uma fase 4, de total realização, onde os preços caem sensivelmente – fase caracterizada pelo medo e pânico dos investidores.

Fases - Análise Gráfica - Teoria de Dow

Contudo, a fase 1, pertencente aos insiders (possuidores de informações privilegiadas), é onde todos preferem possuir suas posições iniciais. Através da análise gráfica, os não insiders podem identificar tal momento. Os principais pontos da Teoria de Dow são:

  • Os mercados se movem em tendências. As tendências podem ser de alta ou de baixa. Por sua vez, as tendências podem ser primárias, secundárias e terciárias, segundo sua duração;
  • Os índices (de ações, como o Ibovespa) descontam tudo. Todos os possíveis fatores que afetam a cotação dos preços dos ativos (ações) são descontados por esses índices que consideram todas as notícias, resultados contábeis e financeiros, acidentes e etc;
  • Princípio de confirmação. Para confirmar uma tendência é necessário que os índices coincidam com a tendência.

Tendências
Existem três tipos de tendências, a altista, a baixista e a lateral:

  • Tendência altista (Bullish): Tendência quando, sob maior pressão compradora (maior demanda), os preços dos papéis sofrem alta. O termo bullish vem do “bull” (touro) e origina-se porque um touro ataca com movimentos de baixo para cima, erguendo seu chifre contra o oponente;
  • Tendência baixista (Bearish): Tendência quando, sob maior pressão vendedora (maior oferta), os preços dos papéis sofrem queda. O termo bearish vem de “bear” (urso) e origina-se porque um urso ataca com movimentos de cima para baixo, derrubando seu adversário com a utilização de suas fortes patas dianteiras;
  • Tendência lateral (mercado de lado ou faixas de negociação): Tendência quando, sob pressões semelhantes entre compradores e vendedores, os preços pouco oscilam, seja para cima ou para baixo.

O reconhecimento de uma tendência é simples e se dá através de diferentes ferramentas, que se complementam e convergem para uma mesma interpretação. Neste sentido, cabe destacar:

  1. A principal ferramenta é identificar os topos e fundos e verificar sua evolução;
  2. Em seguida deve-se traçar as linhas de tendência com a reta tocando os topos ou fundos (dependendo da tendência), e após isso verificar sua inclinação; e
  3. A última técnica é utilizar a média móvel (que será explicada posteriormente, em outro artigo).

Veja, no gráfico abaixo, exemplos de tendências:

Tendências - Análise Gráfica - Teoria de Dow

Em nosso próximo artigo seguiremos na introdução dos conceitos fundamentais da Análise Gráfica[bb] e apresentaremos as linhas de tendências, conhecidas como LTs (LTA, de alta e LTB, de baixa). Até lá.

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Leandro Martins é economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro” (Editora Atlas).

Crédito da foto para stock.xchng.

Leandro Martins

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Economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro” (Editora Atlas).

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  • Link Curto: http://bit.ly/zAVtDq
  • http://naotenho Arthur Thau

    Muito boa essa série de artigos de Análise Gráfica.
    Vocês poderiam recomendar algum curso sobre o tema?

  • Phillip Souza

    Parabéns pela série de Análise Técnica.

    Tanto as pessoas que são leigas no assunto quanto as que são mais experientes entendem claramente – para aqueles é um grande aprendizado na área de Educação Financeira; para estes, talvez, uma recordação de cada ponto da AT.

    Além disso, a redação é muito clara e didática e está em excelentes níveis.

  • Pingback: Notas sobre a bolsa de valores e afins de 16.8.2009 a 22.8.2009 | Um investidor iniciante na bolsa de valores

  • rica

    tsssssssssss
    comeca que essa materia nao e sobre anase TECNICA e sim sobre analise GRAFICA.

    Mas e ma otima materia.
    abs

  • http://blog.justen.eng.br/ Álvaro Justen

    Olá,
    parabéns pelo artigo. Tenho algumas dúvidas:

    1- Qual é a ferramenta matemática utilizada para identificar as regiões 1, 2, 3 e 4? Filtros usando séries de Fourier, médias móveis…? Gostaria de detalhes um pouco mais técnicos. No caso das tendências altista, lateral e baixista é fácil verificar filtrando pelas menores frequências.

    2- Qual a janela de tempo em que devemos analisar para identificar os eventos 1, 2, 3 e 4? A teoria é válida desde janelas de 1 dia (em que tenho o valor da cota a cada X minutos/segundos) até janelas de meses/anos (em que tenho o valor da cota a cada dia)?

    Os artigos estão legais, mas eu esperava um pouco mais de “matemática” (como fazer os cálculos, medidas, indentificar tendências etc.) e exemplos de como obter esses dados/gráficos etc.

    Obrigado!
    Abraços.

  • Pingback: A vida e as tendências

  • http://dinheirama.com/blog/sobre Conrado Navarro

    Oi Arthur, obrigado pelas palavras e que bom que está gostando da série sobre Análise Técnica. O Leandro, autor dos artigos, oferece cursos presenciais e também on-line sobre o tema através de seu site. Somos parceiros, o que garante desconto de 10% para quem digitar DINHEIRAMA no campo de observação do cadastro ou pedido do curso. Estamos preparando um anúncio sobre esta parceria, mas aproveito para colocá-la aqui em primeira mão. Então basta acessar http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br optar por um dos cursos e digitar DINHEIRAMA no campo de observação. O desconto de 10% será dado quando você receber as instruções de pagamento.

    Abraços. Bons negócios e bom curso!

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A leitura do Dinheirama me faz acreditar que planejamento e educação financeira é a melhor forma de se garantir um futuro tranquilo, e proporcionar o ambiente para criação de um legado.

André K.

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