Análise Gráfica – Fibonacci e Ondas de Elliott – Parte 1
Publicado por Leandro Martins em 12.11.2009 na seção Ações e Derivativos
A Análise Gráfica, também conhecida como análise técnica, consiste no estudo dos preços e dos volumes negociados por uma dada ação. Todas as informações pertinentes para o estudo das ações estão representadas nos gráficos, na medida em que estes traduzem o comportamento de todos os agentes presentes no mercado, sejam os fundamentalistas, os insiders (que possuem informações privilegiadas), os grafistas e mesmo os amadores - que compram e vendem sem critérios fundamentados.
O artigo de hoje traz detalhes sobre os números de Fibonacci e as Ondas de Elliott.
Sequência de Fibonacci
Geralmente, após um movimento de impulsão há uma correção parcial desse movimento. Esse estudo permite traçar possíveis níveis de suporte e resistência dessas correções. Os números utilizados para calcular esses níveis são baseados na Seqüência de Fibonacci, denominada Razão de Ouro, que pode ser encontrada em diversos fenômenos da natureza e foi utilizada por Ralph Nelson Elliott para sua teoria das ondas, explicadas a seguir:

Com a aplicação da razão de ouro foram encontradas as correções de 0.618, 0,50 e 0,382. A utilização dos números de Fibonacci é efetuada após traçar a distância do fundo ao topo e plotar as retas dos níveis de 0.618, 0,50 e 0,382. Com isso, espera-se que a correção seja efetuada até um desses três níveis, caso contrário haverá uma correção de 100% ou superior. Repare:

Elliott
Por volta de 1930, Ralph Nelson Elliott apresentou sua teoria, que utilizou a razão de ouro de Fibonacci, o Princípio das Ondas de Elliott, que explicava a natureza cíclica das atividades humanas. Segundo Elliott, o mercado se movimenta num padrão contínuo de impulso e correção. Com isso, foram catalogados inúmeros padrões gráficos, porém o principal padrão consiste em cinco ondas de impulsão (1, 2, 3, 4 e 5) e três ondas de correção (A, B e C), conforme ilustração a seguir:

Como podemos notar, a onda 3 é a que possui geralmente a maior extensão, e algumas vezes é até composta por duas ondas de impulsão, conforme o exemplo abaixo. As correções das ondas de impulsão, como a 2 e 4, geralmente sofrem alternância entre uma correção e uma congestão.

Em nosso próximo artigo seguiremos na apresentação da teoria da Análise Gráfica e continuaremos com mais detalhes de Fibonacci e Ondas de Elliott.
Leandro Martins
Economista com MBA em finanças pela USP e FIPE e com mestrado em economia na Universidade de Grenoble (França). Profissional de Investimento certificado com o CNPI registrado pela CVM, fundador do site www.seuconsultorfinanceiro.com.br e autor do livro “Aprenda a Investir – Saiba Onde e Como Aplicar Seu Dinheiro” (Editora Atlas).
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Boa explicação, apenas gostaria de exemplos mais praticos de sua ultilização. seria possivel no proximo post?
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SIMPLES E OBJETIVO
Não é fácil tratar a AT de forma sintétiva e objetiva. Gosto do tema e acompanharei os futuros posts. Sou curiosa e, dentre outras coisas, faço exercícios FOREX e é de grande utilidade o conhecimento destes indicadores.