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Com que roupa eu vou?

3comentários

Com que roupa eu vou?A polêmica discussão sobre o uso de um vestido curto por uma aluna, durante a aula em faculdade de São Paulo, ainda está em alta. Ontem, li no Canal Executivo, parte do portal UOL, uma matéria interessante e oportuna sobre o tema. Especialistas da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) falaram sobre o uso de roupas inadequadas no ambiente de trabalho.

Segundo Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional, “a premissa de que as pessoas são livres para usar o que bem entendem precisa ser analisada com cuidado, pois vivemos em um ambiente social, onde as pessoas são julgadas, inclusive, pela forma como se vestem, por seu asseio e até pelo modo como falam”.

É justamente essa liberdade que precisa ser pensada com cuidado. Temos padrões sociais já estabelecidos e fugir deles pode ser perigoso para o crescimento pessoal e profissional – embora a quebra de paradigmas seja tentadora. A questão estética passa também por isso. Cada ambiente social pede a adoção de uma postura pessoal adequada, e isso inclui a roupa que se usa. As empresas, por exemplo, levam isso em conta desde seu processo de seleção de pessoas, entrevistas[bb] e atividades cotidianas.

Em meus cursos de Marketing Pessoal essa questão é abordada. A primeira pergunta que faço é: “Qual a mensagem que você quer transmitir através do seu modo de vestir?”. O posicionamento de imagem é a adequação visual ao contexto social. A roupa certa para cada ocasião é também seu cartão de visita. É preciso estar atento e buscar eliminar os aspectos que possam trazer um impacto desfavorável, distorcendo a maneira como você é percebido pelos outros.

Outro dia, ao visitar uma universidade, presenciei algumas alunas de cursos da área da saúde atendendo pacientes usando roupas muito inadequadas. Pensei comigo: onde estariam os supervisores de estágio para orientar essas futuras profissionais em relação à questão estética? Será que alguém se preocupa com isso? Deveria?

A intenção em trazer essa matéria não é ser moralista, algo que os integrantes da ABRH também pontuam, mas alertar aos que estão cursando a universidade e aos que estão inseridos (ou não) no mercado de trabalho[bb] que, apesar do Brasil ser um país tropical, existem maneiras adequadas de se vestir e não sentir tanto calor! Não pensem em certo ou errado, mas em coerência.

Crédito da foto para stock.xchng.

Bernadette Vilhena

Mais informações

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.

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  • Carmen.

    Bernadette,

    Suas observações são muito pertinentes.

    Sem qualquer preconceito, eu pergunto: quem é que, ao se deparar com um enfermeiro parecendo o segurança do hospital tem coragem de entregar seu braço para uma injeção na veia? Quem, ao ser atendido por um advogado vestido como um motoqueiro ou coisa parecida, vai querer contratá-lo para tratar de qualquer assunto relevante? Estou certa de que, nem mesmo o cérebro mais avançado consegue passar a segurança para a confiança se estabelecer.

    Essas situações, que são terrivelmente prejudiciais para o brilho profissional no futuro, poderiam ser perfeitamente evitadas se os supervisores educadamente barrassem a entrada de quem não estivesse devidamente trajado.

    Se isso tivesse ocorrido no caso da aluna a quem você se refere, com toda a certeza não teria havido tanto estardalhaço, culminando com a desmoralização da instituição de ensino.

    O fato é que há muito tempo as escolas de todos os níveis estão relaxando a exigência com a correta forma de se vestir dos alunos e até dos professores, que muitas vezes também se apresentam com roupas completamente inadequadas para educadores e formadores de opinião.

    Mais uma vez, parabéns pelo brilho.

  • Valdemar Engroff

    Na escola (particular) onde minha filha estuda, o UNIFORME é obrigatório. Não tem saia e sim abrigo que vai até os pés, tanto no inverno como no forte do verão. Segundo os dirigentes do educandário, a escola não é lugar para desfile de modas. E eu concordo com os dirigentes. Além do abrigo, é exigido camiseta branca com logotipo da escola, e quando esfria, casaco da cor da calça do abrigo, também com logotipo da escola.

    Por outro lado, milito no maior movimento cultural organizado do mundo: o movimento tradicionalista gaúcho. Se formos num fandango (baile gaúcho) em algum CTG (Centro de Tradições Gaúchas), existem regras a cumprir sendo barrados na entrada quem estiver de: tênis, mini-saia, mini-blusa, decote exagerado, calça fusô, arma e chapéu. Seremos muito benvindos se estivermos devidamente PILCHADOS (homens: bombacha, bota, guaiaca, camisa de manga comprida e lenço do pescoço; mulheres: vestido de prenda, que é do pescoço até os pés). Há CTGs que cobram ingressos diferenciados, onde as pessoas pilchadas pagam menos que as que usarem roupa social. E no Rio Grande do Sul, a PILCHA é traje oficial em qualquer evento oficial que exige TRAJE DE GALA, devidamente amparado por lei estadual (Lei nº 8.813, de 10 de janeiro de 1989 – http://www.mtg.org.br/documentos/leis_decretos/LEI%20DA%20PILCHA.doc).

    E é público e notório aqui no Rio Grande do Sul, que muitos trabalhadores e empresários, trabalham pilchados. Na legislatura passada, um deputado estadual gaúcho dizia com todas as letras que não vestia calça. Exercia a sua função de deputado devidamente pilchado.

  • Ricardo

    Assunto delicado, já trabalhei em muitas empresar na qual aquela pessoa que era a mais bem vestida era a que menos trabalhava, mas sabia “vender seu peixe” pois estava sempre bem vestido, e os gerentes e diretores preferiam ter uma pessoal com uma apresentação imprecável do que uma pessoa que faz um trabalho impecável, o que sempre acabou gerando stress dentro da empresa.
    Um coordenador uma vez disse que prefere levar para uma reunião com o cliente uma pessoa que está bem arrumada do que aquela que realmente entende no negócio mas está um pouco desarrumada.Bom não é a toa que a empresa sempre vivia a trancos e barrancos.
    Mas concordo que uma pessoa não pode ir trabalhar de bermuda e chinelo.
    Mas isso vai de cultura, estou na Austrália, um pais muito quente, as austalianas se vestem muito bem para o trabalho, sinceramente na minha opnião melhor que as brasileiras, sempre usam saia, e não há nenhum problema com isso, não é a toa que é um pais de primeiro mundo, com idéia e pensamentos completamentes diferentes dos brasileiros.
    O problema é a cabeça do brasileiro, que é atrasada e que se alimenta de informações passadas por novelas.
    Mas o caso da garota da universidade foi demais, e foi um exagero por parte dela, e por parte dos alunos, quem vai colocar pessas assim para administrar uma empresa? mas fazer o que? universidade no Brasil agora é que nem padaria, toda esquina tem uma é nisso que dá.
    ötimo texto Bernadette,

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Quem já falou do Dinheirama?

Enxergo o Dinheirama como uma das principais fontes de informação sobre educação financeira e investimentos na internet. Não porque não existem outras iniciativas com informações úteis, mas sim porque o Dinheirama fala tanto ao público experiente quanto para o público iniciante nessas áreas, e nesse último caso, faz com uma didática admirável e extremamente difícil de se encontrar por aí. Me ajudou muito, me ajuda e ainda me ajudará bastante, com certeza.

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