O que você diz a uma criança faz toda a diferença
Publicado por Bruno Biscaia em 08.1.2010 na seção Empreendedorismo
Quantas vezes, quando criança, você não ouviu a frase “O que você quer ser quando crescer?”. Ou então “Não mexa ai, você pode se machucar”. Tenho certeza que ainda hoje você vê diversos pais dizendo essas frases para seus filhos e para as lindas crianças que aparecem à sua frente. Você que tem dito tudo isso para seus filhos, PARE! Tente mudar a forma de se comunicar.
Você que é pai, mãe, ou está se preparando para seguir este caminho um dia, tente refletir um pouco sobre os sinais que você envia ao seu filho enquanto se comunica com ele. Quando perguntamos a uma criança o que ela quer ser quando crescer, anulamos, mesmo que pouco, algumas das possibilidades de ela agir hoje, de realizar algo diferente no presente.
Passamos a ideia de que para ser capaz de ser, ter e fazer coisas diferentes de outras crianças, ela precisa crescer e se transformar em um adulto. É como se o potencial de criação e de força de vontade de todo o ser humano surgisse quando ele completasse a maioridade. Algo não deve estar certo nisso! Seja um parceiro das crianças (filhos, sobrinhos, primos etc.) e transforme as brincadeiras em aprendizado para a vida.
Quer um exemplo de como reverter isso e estimular seu filho a acreditar no potencial dele? Quando você vir seu filho mexendo em algo perigoso ou com algo que não é “para a idade dele”, tente não dizer “pare de fazer isso, você pode se machucar!” ou que ele é pequeno demais para mexer naquilo. Prefira dizer: “já que você está tão interessado em saber como se mexe nisso, eu vou te ajudar, uma vez que isso é um pouco perigoso para crianças”.
Assuma, mas não acabe com a curiosidade dos pequenos, nem com seu interesse em transformar o mundo com sua sinceridade e vontade de mudar. Nenhuma criança tem de esperar se tornar adulta para realizar sonhos, criar coisas e empreender. Experimente provocar mais as crianças: "o que você tem vontade de fazer agora? O que você gostaria de criar? Vamos lá, eu te acompanho e te ajudo! JUNTOS, A GENTE CONSEGUE".
O amparo e o apoio concedidos na fase inicial de crescimento são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer pessoa, seja uma criança, um adulto qualquer ou um profissional em início de carreira. Isso porque, nesse momento, a pessoa faz o que gosta com entusiasmo, por vontade própria, e não por dinheiro. Acostume-os a ter e incentivar a autoconfiança.
Estimule o potencial empreendedor de toda criança o máximo possível. E isso vale também para a educação financeira: chame o pequeno e a pequena para participarem das conversas sobre as finanças da casa enquanto resolvem os “problemas de adultos”. Prefira agir assim ao invés de dizer que isso não é coisa para criança e falar para eles irem brincar no quarto.
Mude, experimente agir de forma mais proativa, menos tradicional. Estes são exemplos de pequenas ações que fazem uma grande diferença no futuro de todo ser humano. Alimente-os com ideias, autoconfiança, segurança e empreendedorismo! O resultado é muito mais amor e potencial para ser o que quiserem. Vamos lá, experimente! Até a próxima.
Crédito da foto para stock.xchng.
Bruno Biscaia
Atuou nos setores de Marketing, de Eventos e de Planejamento e Controle da Produção. É estudante de Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks) e edita a seção de Empreendedorismo do Dinheirama. No Twitter: twitter.com/BrunoBiscaia
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Olá Bruno!
Parabéns pelo artigo.
Gostei bastante.
abs.
Ana Paula
Bruno , adorei o artigo.
Ele vai justamente ao ponto, é muito mais comodo aos pais e demais adultos simplesmente fechar os olhos e deixar as crianças crescerem com medo de tudo e se fechando para o mundo, ser pai ou mão (por exemplo) é muito mais do que dar ordens é preciso participar, incentivar, ser companheiro. O estimulo e incentivo que passamos à criança no sentido de ser uma pessoa questionadora e determinada será a chave para o sucesso. Isso estará eternamente presente na vida desse novo individuo e se perpetuará de geração por geração.
Agir dessa forma não significa fazer com que a criança cresça antes da hora, ao contrário é fazer com que a criança olhe o mundo de uma maneira lúdica mas com a certeza de que pode confiar nas pessoas certas.
Fico muito contente pelo fato de ter trazido um texto tão rico ao Dinheirama. Parabéns!
[...] leia mais em http://dinheirama.com/blog/2010/01/08/o-que-voce-diz-a-uma-crianca-faz-toda-a-diferenca/ [...]
Boa Tarde,
Por curiosidade abri neste site e, particularmente gostei das matérias publicadas, gostaria de receber por e-mail todas as matérias publicadas pela equipe.
Obrigada
Helen
Olá Bruno
Na minha humilde opinião.
Sugiro conversar com uma Pedagoga sobre estas colocações pois creio que possa estar equivocado, não sou expert no assunto mas falar “pare de fazer isso, você pode se machucar!” na minha opinião muitas vezes é a melhor opção.
Não vou dar muito palpite pois como falei, é minha opinião e se não possuo conhecimento sobre determida área, procuro me informar antes de retransmitir conselhos sobre o assunto.
Como diria minha mãe: "cada macaco no seu galho"
Apenas uma crítica construtiva.
att
Anderson
Olá anderson do comentário de cima,
Voce focou em uma das frases do texto, mas se tentar pegar a mensagem do artigo inteiro vai ver que sua crítica é um pouco isolada ( se é que me expressei bem ).
Com certeza é preciso falar para a criança não fazer algumas coisas perigosas mas acho que não foi para tirar a razão disso que o texto foi criado.
Eu, quando li o título, já imaginei que o Bruno teria de escrever o texto com o máximo cuidado possível para que a mensagem principal fosse o mais clara possível e não desse margem para interpretação.
Gostei do texto.
O texto é polêmico no bom sentido da palavra. E isso é ótimo para nosso crescimento pessoal e familiar. Acho que a mensagem está nas entrelinhas, como o Fernando disse. A idéia não é deixar de educar seguindo orientações e ditames verificados pedagogicamente, mas ir além disso de forma que sejamos capazes de despertar a criança para o algo mais. Importante ressaltar que isso deve ser feito sem que as crianças deixem de ser crianças.
O problema me parece ser que atualmente os pais andam transferindo a responsabilidade da verdadeira educação (a do exemplo, a da paciência, a da tentativa e erro e do aprendizado) para babás, professores e educadores. Empreender nas entrelinhas do texto não sigfnica querer que as crianças percam a infância para se tornarem empreendedoras, mas sim que é possível que elas sejam crianças capazes de aprender mais e melhor com sua família.
Valores, princípios e cultura passados pelo exemplo estão ficando de lado e acho que o alerta do Bruno nos faz pensar nisso. Também achei o texto bem provocador, mas essencial para que pensemos a questão da responsabilidade diante de nossas crianças.
Grande abraço.
Bruno,
Gostei do texto pois ele provoca importantes reflexões e o debate saudável de idéias!
A mensagem principal é o estimulo ao empreendedorismo na criança.
Precisamos respeitar as fases do desenvolvimento infantil e o centro de interesse dos pequenos, tudo de forma lúdica. Importante também é respeitar a individualidade de cada criança.
A condução da educação além de uma questão pedagogica é sobretudo uma decisão familiar. É na família que a criança recebe os primeiros ensinamentos. Ela aprende na observação e nas brincadeiras cotidianas a desenvolver seu potencial afetivo e social.