Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Home > Finanças Pessoais > Casamento: como manter a unidade financeira do casal?

Casamento: como manter a unidade financeira do casal?

28comentários

Casamento: como manter a unidade financeira do casal?Muitos amigos e leitores enviam perguntas com dúvidas sobre a vida financeira no casamento. Querem discutir a divisão de bens, a melhor forma de gerir o dinheiro recebido e principalmente como conviver com as diferenças e as distintas necessidades de um casal. Existem muitas obras que abordam o assunto – nós mesmos, do Dinheirama, já abordamos o assunto em outras ocasiões -, mas é extremamente positivo que a discussão persista e cresça.

O inicio do casamento é uma época marcada por grandes emoções e descobertas. A montagem da casa e as despesas da festa e da cerimônia são significativas e é comum o casal  carregar o pagamento dessas despesas por um longo tempo. É importante que, mesmo durante o namoro e o noivado, o planejamento financeiro já esteja no dia a dia do casal.

Se existe algo que aprendi é que casamento não combina com dívidas. Justamente por isso, a grande arma para evitar o esvaziamento do potencial financeiro do casal é a conversa franca e direta sobre o dinheiro[bb] da família, respeitando o padrão de vida possível naquele momento. A opção mais acertada para tudo começar bem é: se não tiver dinheiro para a comprar à vista, não compre nada nesse momento.

Duas fontes de receita, um único orçamento.
Hoje, felizmente homens e mulheres dentro do casamento possuem papéis equivalentes. Na maioria dos casais, os dois trabalham e já dividem as tarefas domésticas – isso é extremamente positivo. Mas o fato dos dois trabalharem e terem duas rendas leva à uma situação interessante: dois padrões de vida diferentes para o mesmo casal, já que nem sempre a renda dos dois é igual.

Obviamente que essa situação é extremamente negativa. Se o marido e a mulher possuem salários diferentes, deve-se somar as rendas e o casal viver em comunhão. Duas rendas, um único padrão. Trata-se de um casamento, certo? Não é por que um ganha mais do que o outro que ele terá o direito de gastar mais. Despesas devem ser discutidas em conjunto, essa deve ser uma das regras.

Juntar as meias e as responsabilidades.
Não raro, boa parte dos consultores financeiros recomenda que os casais mantenham uma conta conjunta para concentrar as receitas e despesas relacionadas ao dia a dia familiar e seus objetivos. A leitora Raquel tem essa dúvida e nos disse que seu namorado acredita que a separação de bens é a forma mais correta para o casamento.

De acordo com vários dicionários, o casamento é a união legitima entre duas pessoas. União é uma palavra muito forte e que retrata muito bem o que deve acontecer no casamento. União de corpo, alma e, claro, das finanças.

Dito isso, me arrisco na pergunta da leitora: não sou pactuante do Regime de Separação de Bens, pois acredito que a partir de um casamento a união não pode ser limitada. Neste sentido, a realidade financeira faz parte do conjunto e a consciência é fundamental nesse momento. Parece que a Comunhão Parcial é mais justa e alinhada com o objetivo do casamento: o que se constrói a partir do “Sim” deve ser dos dois.

Casamento é abrir mão de viver sozinho
Se ambos levam para o casamento[bb] duas realidades financeiras distintas e não possuem planos para o dinheiro em conjunto, a nova família pode estar diante do primeiro passo para o insucesso. Casamento é somar, não dividir. Sempre ouço uma frase que vale a pena mencionar para efeitos de reflexão: “quem casa pensando em separar, já começa mal”.

Como mencionei anteriormente, essa é minha opinião. Não só como educador financeiro, mas como alguém que vive o casamento há 6 anos e que já enfrentou problemas. E, ainda assim, busco sempre a superação mantida sobre os alicerces da união e dos objetivos familiares comuns.

Crédito da foto para stock.xchng.

Ricardo Pereira

Mais informações

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

Leia todos os artigos de Ricardo Pereira

  • Enviar por E-mail
  • Link Curto: http://bit.ly/zgDFar
  • Pingback: uberVU - social comments

  • http://www.totalcine.com.br Milton

    Sou casado a mais de 7 anos e tambem sigo o regime “junta-se tudo o que ganha, paga-se tudo o que deve e o que sobrar é dos dois”. As compras/dívidas também precisam passar pela avaliação dos dois.
    O autor foi muito feliz ao bater na tecla de que casamento é a união em todos os sentidos.
    Mas para isso é preciso haver união e abertura para que a discussão ocorra no casal.
    Antes de casar, sentei com minha noiva (na época) e expliquei como pensava, felizmente ela concordou e olha que na época ela ganhava mais que eu!

    Ricardo, mais uma vez parabéns pelo ótimo artigo!

  • http://www.produzindo.net/ Bernardo Pina

    Muito interessante a forma com que você pensa. Eu sou pactuante da idéia de manter contas separadas, mas faço uma coisa que provavelmente muitas pessoas que mantém essa idéia não fazem.

    Sentei com a minha esposa, listamos todos os gastos da casa e dividimos os valores proporcionalmente à participação de cada um de nós no montante total de renda da casa.

    Ou seja, se eu ganhasse R$1.000,00 e ela ganhasse R$9.000,00, eu arcaria com apenas 10% dos gastos conjuntos que temos. Se eu ganhasse R$7.500,00 e ela R$2.500,00, eu arcaria com 75% dos gastos.

    Dessa forma eu mantenho a minha individualidade financeira ao mesmo ponto que mantenho meus compromissos financeiros como membro da família. E antes que alguém possa falar sobre isso, dentro dos gastos conjuntos já estão computados valores que guardamos como reserva de emergência e/ou para comprar móveis, reformas, etc.

    Não estou dizendo que não apoio a idéia da conta conjunta, acho que simplesmente se trata de uma questão de PERFIL. Tenho uma colega no trabalho que, apesar de ela e o marido manterem contas separadas, é ela que administra todas as finanças da casa, inclusive a conta do marido. Motivo? Ele não tem paciência para fazer esse tipo de coisa. Como eu disse, tudo é questão de PERFIL.

  • Pingback: Tweets that mention Casamento: como manter a unidade financeira do casal? | Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos -- Topsy.com

  • Victor

    Eu adorei esse artigoo…

    muito bacana o seu artigooo..

    Ainda mais quando você diz:
    “Casamento é somar, não dividir”

    Que bom se assuntos como esses, fossem
    passados na televisão..
    no lugar dessas novelas que só cria ilusão nas
    pessoas..

    Parabéns Ricardo Pereira

  • http://www.obolsodabombacha.blogspot.com Valdemar Engroff

    Buenas Noites Ricardo

    Estou nesta vida de casado há 20 anos e na época que casei foi por comunhão parcial, pois, eu e a esposa não tínhamos bens. Foi recomendação do cartório.

    Sempre trabalhamos e o que temos é uma casa que foi construída sem o SFH e está paga. Em 2008 começamos, meio tardiamente a pensar em previdência privada para toda a família, pois, até então somente eu tinha fundo de pensão. Hoje temos um planejamento financeiro da casa e um bom balaio de investimentos.

    Aproveito pra te dizer que o teu “chasque” (texto) coloquei no meu blog (galpão virtual), que é direcionado aos tradicionalistas do RS e do Brasil – http://www.obolsodabombacha.blogspot.com

  • http://nãotenho MÔNICA GUEDES

    NA BIBLIA DIZ QUE QUANDO UMA PESSOA CASA ELA COM OUTRA PESSOA ELA SE TORNA UMA SÓ CARNE.POR ISSO TUDO SE TORNA UM E NÃO DOIS.FAZER O QUE ESTA ESCRITO E MUITO DIFICIL,MAIS UM DIALOGO ENTRE UM CASAL SE TORNA FACIL.POR ISSO REFLITA ,COMO E COMPLICADO VC SER SÓ NUMA RELAÇÃO QUE E PRO RESTO DA VIDA.

  • http://engenheirocatolico.blogspot.com Alex

    Primeiramente, eu gostaria de parabenizar o autor do texto e dizer que, sinceramente, espero que este texto seja lido por muitas pessoas.

    Eu começo o comentário dizendo que ainda não sou casado, mas desde que comecei a namorar minha atual namorada, em maio de 2005, nós temos conversas abertas sobre nossas condições financeiras e sempre nos entendemos.

    Eu acredito que em qualquer relacionamento íntimo, mesmo amizades, deve haver confiança. A separação das contas faz com que cada um tenha sua “individualidade”, mas eu pergunto: se alguém está casado(a), o que esta pessoa pode querer esconder de seu parceiro(a)?

    Para terminar, eu cito Gn 2, 24: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.”

    E pergunto, você teria segredos com a sua própria carne?

    Abraços a todos.

  • Diego Cunha

    Hoje Muitas pessoas perderam o real valor do casamento, ainda mais quando as finanças estão envolvidas, quem casa mediante ao Regime de Separação de Bens, ja casa pensando na separação, pois caso não de certo é menos esressante o divorcio -como vc mencionou, começa mal- é altamente relevante que os conjuges levem em consideranção a idéia de unirem seus rendimentos, centralizando a administração do lar em dua pessosa- esposo e esposa.

  • ANA

    Eu concordo com a ideia q casamento abrange a questão financeira também.
    Acho ridiculo (me desculpem) quando cada um vive com o seu dinheiro. Nao sei como isso eh possível. Não é uma republica é um casamento. Já vi situações da esposa emprestar dinheiro para o marido. Como assim?
    Se o objetivo da pessoa é viver junto, como pode que um dos dois tenha um padrão de vida e de consumo maior que o outro só porque ganha mais?
    No meu casamento pagamos as contas com o que ganhamos e tudo que gastamos a mais, ou que decidimos poupar ou ate mesmo investir, é feito em conjunto.
    Nossa renda total é de cerca de R$ 3.000,00. Ambos temos 27 anos. E exatamente pela forma de planejarmos juntos hoje temos uma casa de cerca de R$ 220.000 (com R$ 40.000 financiado). um carro popular mas novo, uma moto… Isso começando do zero, sem ajuda de pais (tirando a faculdade que foi paga por eles, mas só). Temos uma vida tranquila, com nossos luxos (restaurantes, salão) e sempre investindo em educação (gasto medio de R$ 500,00 por mes com cursos e pos).
    Nunca conseguiriamos sozinhos. Inclusive quando começamos a namorar, mal mal pagavamos as contas. E isso a menos de 4 anos.

    Bom, minha opinião e minha vivencia.
    Mas não consigo nem imaginar as pessoas fazendo as contas de quanto cada um tem que dar pra pagar a conta de telefone desse mes…

  • Giselda

    Muito interessante o site, o tema é importantíssimo e o comentário a seguir tb valeu.

  • http://reis_natanael@yahoo.com.br Natanael Caires dos Reis

    matéria super interessante

  • Lorena

    Eu acho interessante a ideia de unificar as finanças, mas tenho uma certa relutancia quanto a isso, pois fico imaginando: quando eu quiser comprar roupas (ou qualquer outra coisa) para mim? Isso também deve ser previamente pensado? Devo ter uma quantia ‘para usar só pra mim’ todo mês? Eu dei ao meu amrido o livro Operação Páo de Queijo (não lembro o nome do autor, desculpe) que fala exatamente isso, que as receitas devem ser pensadas juntas, mas ainda não aderi completamente a ideia pois fico com o pé atrás de não poder fazer uma extravagância de vez em quando …

  • Marcos

    Olá, me chamo Marcos, tenho vinte anos,irei noivar em Fevereiro deste ano de 2010, achei super interessante este texto, pois ampliou ainda mais minha visão de como bem viver em um casamento, o texto é super coerente e franco, o que é de suma importância.

  • André Savi

    bem interessante essa materia, tenho 22 anos e namoro 8 meses, as pessoas podem achar q eh pouco tempo para pensar dessa maneira, mais eu e minha namorada compartilhamos da msm planilha orçamentaria, definimos ter um padrao de vida no qual utilizamos 40% da receita do casal (infelizmente nao eh possivel reduzir), os outros 60% sao destinados a investimentos com planejamento de 5 anos (ano q planejamos nos casar) temos definidos todos nossos gastos fixos, variaveis, despesas que estao fora do planejamento necessitando utilizar de nosso fundo de emergencia e despesas adicionais, temos um controle de verba q eh destinado para cada centro de custo (separamos nossos gastos em centros, como transporte, lazer, alimentacao, impostos, saude, cuidados pessoais e por ae vai…) cada um desses centros estao dentro de um tipo de despesa, controlamos o q ja foi gasto durante o mes com lazer por exemplo, se estiver no limite, nao saimos mais, deixamos de ir ao cinema, teatro, balada, ou qualquer item q esta dentro desse centro. pensamos assim desde cedo pois temos consciencia de q qto mais cedo encaramos a vida de casal, melhor!

    tem casal q tem medo d conversar sobre dinheiro. compartilhar esse tipo de informacao eh respeito, atencao e carinho, concretizando mais o q vc planeja ter com a pessoa q esta ao seu lado, qto mais o laco de uniao do casal mais forte sera o relacionamento! e como foi comentado, nao existe na minha visao um casal onde o homem e/ou a mulher deve um para o outro, eh tudo junto!

    parabens pelo artigo e por levar informacao de relevancia a comunidade!!!

    forte abraco e Deus abencoe todos!

  • http://www.dinheirama.com Ricardo Pereira

    Agradeço à todos pelo comentários. A nossa intenção antes de mais nada é levar a discussão financeira para dentro do lar, sendo dessa forma um instrumento de construção da harmonia e aprendizado dentro das famílias.

    Muito obrigado pelo apoio!

  • Eduardo

    Interessante a matéria. Parabéns!

  • Iasmine

    Isso serve para tudo ou só para as despesas da casa???? Porque vamos combinar que se o homem ou a mulher ganha mais que o outro, ele não dá “mesada” do que sobra do seu suado trabalho depois de pagar as despesas e investir. Ou seja, ainda assim não é 50/50, é mais ou menos cada um no seu quadrado…(depois de pagar o espaço do quadrado)!
    Sou a favor de que se você ganha mais e consegue pagar as contas, que bom! Se não consegue, vamos ver uma maneira de somarmos juntos (com algumas subtrações).
    Aqui em casa funciona assim: paga quem pode, ninguém reclama. Uma vez um, outra ouro. O segredo está em entender o outro, buscar ver o que se passa e concentrar na harmonia e paz mental do casal. Dinheiro não é problema, é solução!!!

  • André Savi

    vc ter dinheiro e saber administracao é solucao, o dinheiro por si so nao eh solucao!

    Iasmine, não sou casado e nao tenho experiencia nisso, mais como comentei acima, a vida de um casal, é compartilhada! vcs compartilham da msm casa, da msm cama e pq tb nao compartilhar tb o dinheiro!?

    se vc unir seu orçamento com o do seu marido, terao uma visao da capacidade de crescimento da FAMILIA e nao somente de um ou do outro!

    eu e minha namorada por exemplo, apesar de term a msm planilha, nao temos a msm conta-corrente! isso por enquanto, se casarmos um dia, ai sim podemos utilizar de uma conta conjunta!

    o dinheiro q eu ganho representa 80% da renda do casal, ou seja, eu ganho bem mais do q ela, mais eu nao estou nem ai! pagamos nossas contas juntos, dividimos o orçamento, as despesas e os investimentos! eh tudo uma questao de organizacao!

    a familia cresce junto, se uni mais e tem maior controle sobre sua situacao financeira!!!

  • André Savi

    so acrescentando, eu considero que isso serve pra tudo!!! independente se eh despesa da casa ou passeio pessoal!!!

    por exemplo, como citei no meu primeiro comentario, o centro de custo lazer, ele eh planejado pra termos um gasto mensal limite, temos disponivel XXX,XX reais com lazer, mais ela quer sair com as amigas dela e isso ira consumir 75% do valor que temos disponivel para lazer, nao tem problema! ela sai com as amigas se diverte e o casal acaba se limitando dps com o seu lazer. e assim serve pra mim, qdo saiu com meus amigos uso esse valor que é debitado do lazer do casal e nao so meu!

    so comentando, espero que tenha entendido, qualquer coisa estamos ai!

    abraco a todos fiquem com Deus!

  • http://yahoo.com.br adriana

    positivo e concordo que num casamento passamos a ser um só. logo deve-se compartilhar financeiramente.

  • http://www.raphaelcorrea.com Raph4 – Raphael Corrêa

    Excelente!
    Compartilho o pensamento com as ideias do artigo, tento repassar a algumas famílias que ainda tem a lamentável mania de separar os orçamentos. Aí, se enterra quem quer.
    Já vi famílias com um dos cônjuges fazendo aplicações e o outro no cheque especial. Tem um pingo de lógica uma coisa dessas?
    Separem logo…

    Bem lembrado, “quem casa pensando em separar, já começa mal”.

  • Gabriel

    Olá,

    Tenho uma pergunta a fazer: Se grande parte dos ganhos mensais de uma das partes do casal, advêm de investimentos financeiros, é justo que a outra parte leve parte do seu ganho mensal com ele?
    Pior ainda, se essa parte tiver 100% do seu ganho em investimentos, ela vai perder 50% de seu ganho mensal? É como se na separação você também levasse o salário de uma das partes, é justo?

  • http://www.dinheirama.com Ricardo Pereira

    Olá Gabriel como vai?

    Bom vamos lá, não sei se entendi o corretamente o que você perguntou. Você fala sobre a divisão a partir de uma separação é isso?

    Veja que em caso de separação é importante que o casal mantenha o mínimo de civilidade e pense com cuidado como irá manter a vida.

    O importante é que durante o casamento seja respeitado (pelo bem da saúde financeira do casal) a centralização de despesas e receitas em um único orçamento, independente de quem ganha mais e de como seja essa receita se oriunda de trabalho assalariado ou mesmo de investimentos.

    Dito isso, é preciso que cada um esteja ciente dos passos que virão a partir de uma possível separação, por isso é fundamental que uma relação não signifique o fim de uma vida, casamento não pode ser a morte profissional de alguém, ao contrário, as pessoas precisam sim aprimorar seus recursos acadêmicos e profissionais para que o futuro seja uma oportunidade de crescimento tanto na vida pessoal como na vida financeira.

    Ninguém casa esperando se separar, mas é bom estar ciente caso isso aconteça quais serão as consequências dentro de sua vida. Acho que esse assunto não tem muito com justiça, pois são duas realidades diferentes.

    Grande abraço

  • Pingback: Vida Financeira. Como evitar brigas? « Vida de Esposa!

  • Dora

    Eu sou completamente cética em relação a casamento + finanças. Não sei se é por causa da terrível experiência que tenho vivido. Eu sou bastante controlada nas finanças enquanto meu marido é totalmente o oposto. Vive no prejuízo, paga 4 funcionários para manter um escritório, resolve fazer “doações” a familiares dele e volta no negativo pra casa. Resultado: Quem anda segurando as pontas aos trancos e barrancos sou eu. E o pior, as vezes o rombo é tão grande que tenho que recorrer à minha poupança. Meu pai me fez uma poupança e hoje (1 ano e alguns meses depois) tem apenas 30% dela. Motivo: Corrigindo as trapalhadas do meu marido, que continuam, acho que até chegar no zero.
    Não sei mais o que fazer, já conversamos inúmeras e inúmeras vezes, acertamos tudo, mas não demora muito ele me vem com uma novidade de novo. Eu ando me privando de muitas coisas para poder pagar as contas. Toda vez ele chega e fala que é pra eu tirar X que depois ele repõe sendo que isso nunca acontece. Promessas e mais promessas… Tirei cartão de crédito, ah pra quê? Pra pagar tudo sozinha, claro. De vez em quando ele vem com uma conversa de querer fazer empréstimo no meu nome (porque o dele já tá queimado e ele não faz a mínima questão de limpá-lo, obviamente) e estou resistindo a essa idéia absurda. Já cansei de receber telefonemas de cobradores de coisas que eu nem sabia que ele tinha feito. Cheques sem fundo então, melhor nem comentar.
    Antes de eu casar minha vida era toda certinha, depois que casei se transformou num caos!
    Eu não quero me separar dele mas não estou vendo outra solução. Ou eu vou pro fundo do poço com ele ou tento me salvar, e salvar inclusive o patrimônio da minha família.

    Esse papo de versículos de Bíblia, romancismo exarcebado todo é tudo muito bonito, muito lindo, mas só em cinema e novela e na cabeça de pessoas que de tão apaixonadas perderam a razão e a noção de tudo. Na vida prática, não consigo enxergar assim. Se isso realmente funciona então é pra 1% da população na Terra.
    Quem ganha menos que o parceiro que deve achar super justo esse lance de conta conjunta, mas pessoas que vivem o meu caso, se sentem extremamente injustiçadas ( e olha que ainda bem que não cometi a loucura de fazer conta conjunta graças a muitos conselhos que recebi, principalmente de advogados).
    A questão da individualidade seria bem interessante se ele tivesse o próprio cartão de crédito e conseguisse usar seu próprio dinheiro, mas como isso nunca acontece, é também um sonho bem distante.
    Dizem aí que casamento é pra somar e não pra dividir, quem dera se no meu fosse assim. Aqui só existe subtração. A soma é de apenas um dos lados, o meu. E olha que nem temos filhos. E nem vou ter!
    E ainda já sofri o golpe final. Ganhamos um apartamento do meu pai (num valor de trezentos mil e portanto um patrimônio considerável da minha família) depois de casar e acabou ficando no nome de nós dois. Nem precisa dizer o que ele me disse caso a gente se separe né? Vai exigir a metade dele, claro. E eu não tenho mais nenhum outro patrimônio, o ap é tudo que tenho.
    Assim é fácil ganhar dinheiro. Isso é lei, isso é Brasil!

  • André

    Dora, o problema no seu caso é que você não soube escolher o marido!
    Não é culpa do Brasil e sim seu!

    Infelizmente a vida é assim mesmo, quem não escolhe direito se arrepende depois, nos investimentos é assim também.

    Boa sorte, fica com Deus!

  • Kayanne kley

    casei a pouco tempo, meu marido ganha muito bem e eu gasto todo o dinheiro…se ele ganha 4 mil eu ganto tudo mas tudo mesmo e nem sei com que que foi gasto…pago meu aluguel minha luz e a compra no mercado e saimos muito quando ele ta em casa,quero comprar um lote,um carro pagar um plano de saude mas nao sei por onde comecar…quero ser mas mao fechada e saber adiministrar bem o dinheiro mensal com sabedoria e ter caltela e fechar os olhos pra nao comprar tudo que velo pela frente.ele fala que vai tomar frente dos negocios e eu acredito to cansada de esperar e nao vejo nenhum resultado,preciso de uma orientao e quero edificar minha casa.

  • Kit Livros “Vamos Falar de Dinheiro?” e “Terapia Financeira” – FRETE GRÁTIS

    Kit Livros "Vamos Falar de Dinheiro?" e "Terapia Financeira" - FRETE GRÁTIS

    R$ 49,90
    Comprar
  • Kit Livros “Vamos Falar de Dinheiro?” e “Ter Dinheiro Não Tem Segredo” – FRETE GRÁTIS

    Kit Livros "Vamos Falar de Dinheiro?" e "Ter Dinheiro Não Tem Segredo" - FRETE GRÁTIS

    R$ 49,90
    Comprar
  • Kit Livro “Vamos Falar de Dinheiro?” + DVD + Brinde – FRETE GRATIS

    Kit Livro "Vamos Falar de Dinheiro?" + DVD + Brinde - FRETE GRATIS

    R$ 34,90
    Comprar
Livro Aprenda a Operar no Mercado de Ações Livro As Armadilhas do Consumo Livro Investimentos Inteligentes Livro: Pai Rico Pai Pobre Livro Steve Jobs – Biografia Oficial Livro Saga Brasileira

Quem já falou do Dinheirama?

Você conhece o @dinheirama? Melhor blog sobre finanças. Leia e estude o conteúdo; essencial para quem quer viver a aposentadoria com dignidade.

Pedro Delgado

Parcerias Exclusivas

Ueba

Disclaimer

Toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é única e exclusiva responsabilidade do leitor