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Ousada e inovadora: e-store da P&G. Vai dar certo?

8comentários

Ousada e inovadora: e-store da P&G. Vai dar certo?Alguma vez você já pensou em vender seus produtos pela internet? E em comprar produtos simples pela rede, recebendo-os em casa, em vez de ir comprá-los no supermercado? A empresa Procter & Gamble não só imaginou como também já está concretizando estas ideias. E qual a importância disso? Uma das maiores fabricantes de itens de consumo do mundo agora terá uma página própria para vender seus produtos na web. Trata-se, no mínimo, de um posicionamento bastante inovador para o mercado atual.

O esperado é que o cliente, ao invés de ir ao mercado comprar fraldas, lâmina de barbear, xampu, sabão em pó etc., entre no site da marca e efetue a sua compra, recebendo em casa, pelo correio, os seus pedidos. O endereço eletrônico vai ao ar até o final de fevereiro, mas apenas para os norte-americanos. A ideia é futuramente atuar em todos os mercados em que a empresa está presente, inclusive no Brasil.

É possível que estejamos diante do início de um novo mercado, no qual os fabricantes (fornecedores) competem com as grandes redes de varejo como Walmart, Carrefour etc. Ousadia demais? O cliente precisa e quer isso? Quem sairá perdendo? Duvido que o consumidor seja o lesado nessa história. O mais provável é que surjam atritos entre esses fabricantes, revendedores e representantes caso essa relação não seja bem discutida e desenvolvida.

O CEO mundial da empresa, Robert Mcdonald, disse que a intenção dessa iniciativa é a de ampliar a relação com o consumidor, e não a concorrência com os varejistas parceiros. Pouco se sabe sobre o projeto, ou como será a logística da empresa. O único pronunciamento até o momento foi o vídeo (em inglês) publicado no site oficial da empresa, no qual argumenta o vice-presidente.

Essa ação promove alguns pontos que acho interessante abordarmos aqui. Não sabemos se essa ideia vingará, mas em caso positivo, será uma grande inovação (e das boas) na tentativa de se aproximar dos clientes. Dessa forma, será mais fácil falar com o consumidor mais apaixonado pelas marcas e entender com que freqüência ele adquire os produtos da marca, além da possibilidade de oferecer um produto mais barato do que o disponível no varejo (a margem se altera com um elo a menos na cadeia).

Quais vantagens e desvantagens você enxerga neste modelo de negócio? Acredita que as possibilidades de dar certo são grandes? Comente este nosso texto e deixe o seu parecer sobre os aspectos importantes para o sucesso de uma loja na internet e, principalmente, sua interação com os consumidores. Caso tenha se interessado pela iniciativa, pode ler mais em matéria da Revista ISTOÉ Dinheiro e no site da P&G. Aguardo o seu comentário. Um forte abraço.

Crédito da foto para stock.xchng.

Bruno Biscaia

Mais informações

Graduando em Engenharia de Produção Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), coautor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), e editor de empreendedorismo do Dinheirama. No Twitter: twitter.com/BrunoBiscaia

Leia todos os artigos de Bruno Biscaia

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  • Link Curto: http://bit.ly/A96auQ
  • Frota

    Qual foi mesmo a inovação ? Vender e comprar produtos pela internet ? UAAAAUUUU !!!! Bom avisar pro Mercado Livre, por que acho que eles ainda não sabem que foram inovadores…

  • http://dinheirama.com/members/brunobiscaia/ Bruno Biscaia

    Olá Frota, ela é considerada inovadora, pois foi a primeira Fornecedora de produtos simples a querer ocupar também o posto de Varejista de seus produtos. E isso sem falar na aproximação com os clientes que isso pode causar, auxiliando na captação de informações sobre os clientes que antes era muito complicado de se conseguir.

    E com toda certeza, não sabemos qual será o resultado disso. Não temos a mínima noção se o consumidor vai deixar de ir até o mercado para comprar seus produtos de uso rotineiro pela internet no site do fabricante. Imagine a diferença que será se ao precisar de um pacote de fraldas para seus filhos, você entrar na internet efetuar a compra a um preço mais baixo, direto do fabricante, e isso ser entregue em sua casa após algumas horas? Isso não muda as coisas? Vamos aguardar para ver como vai ser.

    Comente sempre, isso alimenta a discussão saudável que tem de existir para diferenciar os blogs dos portais de informação. Um abraço.

  • john

    Eu vejo problema com tempo de entrega, pelo menos se fosse implantado aqui no Brasil, nos EUA não conheço muito da gestão logistica.
    Aqui no Brasil a logistica é perfeita no Rio e São Paulo, exemplo de comprar livros e eles serem entregues no mesmo dia. Moro no interior do Paraná e qualquer compra por sedex são 3 ou 4 dias pelo menos e PAC uma semana. Assim, vou deixar meu filho cagado 3 dias porque a fralda não chegou?

    Uma ideia ousada da P&G, mas, esperar pra ver!

  • Rosana

    Eu gostei muito do artigo.
    Achei uma boa idéia a da P&G pois um elo a menos na cadeia faz uma grande diferença. Além disso, no site haverá muito mais variedade do que encontramos nos supermercados e vantagem sobre os sites tradicionais (Submarino, Americanas, etc) pois o preço será menor.
    Ganha o fabricante e ganha o consumidor.
    Seria bom se outras empresas também fizessem o mesmo.
    Só não entendo porque no Brasil algumas empresas que tem sites próprios de vendas na internet (Sony, Panasonic, Consul, etc) não tem um preço mais competitivo. Muitas vezes eles são até maiores do que o das lojas de departamento da internet (Submarino, Casas Bahia, Ponto Frio, Americanas, Extra, etc).

  • Rosana

    John,
    Concordo com o que disse sobre a logística. Nem em São Paulo funciona tão bem assim.
    Recentemente fiz uma compra de livros e recebi com uma semana de atraso. Nunca tive problemas com entrega mas dessa vez a empresa deixou a desejar. No site estava escrito “um dia útil para entrega”. O prazo divulgado deveria ser mudado ou então cumprirem o combinado.

  • http://blog.eduardohertz.com Eduardo Hertz

    Realmente a P&G foi ousada. A probabilidade de haver algum conflito no sistema comercial será grande. Se essa filosofia de compra desses tipos de produtos for aderida, com certeza os varejistas serão prejudicados. Como você disse no artigo, um elo a menos na cadeia. Um problema que vejo também foi o que o john disse: a questão da logística. Vamos ver como isso se sai nos EUA.

    Parabéns pelo artigo.

    Abraços.

    Eduardo Hertz

  • M. Manson

    Bruno, você está mal informado. Já ouviu falar em Pão de Açucar Delivery ou algo do tipo? Experimenta comprar peixe pela internet. Você tem a visão de uma pessoa que não costuma ir a supermercados. Nossa situação cultural não permite que isso aconteça aqui no momento. Isso só funciona para produtos enlatados e fast foods.

  • http://luizcarlos.otavio@hotmail.com Luiz Carlos

    A P&G sempre foi ousada e não está preocupada com as consequencias. Pois já teve outras atitudes muito mais ousadas.
    Está empresa tem bons produtos e já ganhou o mercado.
    Creio que será mais um empreendimento de sucesso.

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