Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Home > Finanças Pessoais > Endividados também podem alcançar a independência financeira

Endividados também podem alcançar a independência financeira

9comentários

Endividados também podem alcançar a independência financeiraSempre que exaltamos o planejamento financeiro como instrumento indispensável para que as pessoas consigam atingir a independência financeira[bb], muitas pessoas entram em contato para dizer que é muito fácil falar em planejamento para quem possui as contas e a vida financeira em dia. Argumentam que, para as pessoas endividadas e descontroladas, a independência financeira é uma meta muito mais difícil, senão impossível.

De fato, milhares de pessoas no Brasil passam pela realidade do descontrole financeiro. Pensando e mirando apenas a satisfação imediata, a grande maioria mete os pés pelas mãos e nem percebe que pode estar entrando no arenoso terreno das dívidas, da procrastinação. Desnecessário dizer que poucos avaliam que, para sair desta situação, será necessário um grande esforço. É neste momento que muitos preferem justificar, criar desculpas.

O responsável é você!
Se você está nessa situação, o mais sensato a fazer é encarar a situação e analisar onde está o erro. Admitir que os responsáveis pelo erro não são somente os juros exorbitantes dos produtos financeiros, nem o cartão de crédito – que estava ali “pedindo para ser usado“ – e nem mesmo a mídia (competente) que colocou em sua cabeça que esse era o momento certo para se endividar e comprar algo.

Não, o primeiro e principal passo é assumir, aceitar, que o grande responsável pela situação é você! Você decidiu entrar nesse poço, seja porque deu de ombros aos parâmetros envolvidos na negociação ou porque simplesmente afogou-se em produtos sem sequer considerar sua real capacidade de pagá-los.

A hora é de ser adulto, gente grande. Deixe as desculpas e o “blábláblá” de lado e tenha atitude! Por pior que seja a verdade, o passo crucial é descobrir o tamanho do buraco. Faça um levantamento detalhado de suas dívidas, levantando os valores devidos, quem são os credores, as taxas usadas nas correções etc. Faça um dossiê e tenha sempre tudo anotado.

De posse desse levantamento, vamos discutir as possibilidades para sair dessa incômoda situação de uma vez por todas. Você deve ter em mente que a independência financeira só é possível quando não sustentamos dívidas que prejudiquem nosso fluxo de caixa e o potencial de investimentos[bb]. Cabe ressaltar também que todo controle deve ser feito com base em sua renda, em seu padrão de vida.

Prioridades e sangue frio na negociação
Vamos eleger prioridades! Aquelas contas que são mais antigas e com juros maiores merecem um pouco mais de cuidado e devem ser definidas como ponto de partida dessa verdadeira operação de guerra. Guerra contra as dívidas. Nesse momento, não adianta dar um passo maior do que a perna. Traduzindo, existem despesas mensais que não podem ser desprezadas, como as contas de luz, água, aluguel, entre outras.

Ah, outro compromisso importante que deve já ser considerado é o investimento no futuro. Ainda que esteja super apertado(a), experimente separar um percentual, mesmo que simbólico, para o grande sonho de ser independente financeiramente. Sinta o poder de guardar com um propósito, de adiar uma decisão de consumo porque seu objetivo maior é mais valioso. Valorize este momento ao lado de sua família.

Confiança e planejamento para chegar lá
Durante a negociação, é importante buscar alternativas para as dívidas. Um bom exemplo é a troca de dívidas de juros maiores por outras de menores juros. Trocar os juros do cartão de crédito por empréstimos pessoais, como o crédito consignado, pode ser uma ótima saída. Como? Você pega o dinheiro emprestado considerando os juros menores, negocia uma parcela que caiba no seu orçamento[bb] e usa o montante para quitar o saldo devedor do cartão. E pára de usá-lo.

É bom lembrar que o credor tem todo o interesse em receber o valor atrasado. Assim, seja paciente em algumas oportunidades, anote tudo e não dê uma resposta imediata. Coloque tudo no papel e, antes de assinar qualquer acordo, veja se ele é realmente interessante para o seu bolso, se o valor das parcelas esta dentro do planejado. Afinal, não é hora de dar outro passo maior que a perna, certo?

Ameaças, tentações e opiniões confusas (muitas vezes ignorantes) de amigos e familiares podem surgir. Tenha a serenidade necessária para não deixar o seu planejamento ruir. Mantenha-se firme no propósito de reverter o quadro e passar de devedor a poupador.

Sim, você pode!
Como pode ver, as coisas não são tão difíceis assim. Tudo depende de sua capacidade de tomar a frente da situação e não delegar essa responsabilidade para outros. Tenha em mente que, quando se trata de endividamento, você deve resolver o problema e então se preparar para não cair outra vez na mesma cilada. Você! Tudo começa e termina com você! Você!

Seja mais persistente e menos suscetível a toda e qualquer frustração. Busque inspiração em cursos, livros, sites e desenvolva o hábito de planejar suas futuras aquisições. Comece de uma forma simples e inteligente: experimente comprar sempre à vista e com desconto. Faça o teste. Seu futuro será muito melhor e você poderá ajudar seus amigos e familiares que passam pelas mesmas dificuldades que você já começou e decidiu superar. Até a próxima.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Ricardo Pereira

Mais informações

Educador financeiro, palestrante, Sócio do Dinheirama é autor do livro "Dinheirama" (Blogbooks), trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama. No Twitter: @RicardoPereira

Leia todos os artigos de Ricardo Pereira

  • Enviar por E-mail
  • Link Curto: http://bit.ly/whoyRn
  • Pingback: Tweets that mention Endividados também podem alcançar a independência financeira | Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos -- Topsy.com

  • Rosana

    Assim como em outras áreas, sempre colocamos a culpa nos outros mas nunca em nós mesmos.
    A partir do momento em que nos responsabilizarmos por nossas ações, mudaremos nossas atitudes perante a vida.
    É como você bem colocou:
    “O responsável é você!”

    Abraços,

  • Gaudencio Pereira

    Muito bem colocado, mesmo com dívidas podemos prosperar.

    O Dinheirama é uma verdadeira escola de Educação Financeira com bons artigos, como este do Ricardo Pereira.

    Quando alguém endividado como a grande maioria das pessoas (me incluo) relutam para sair das dívidas, e estas dívidas insistem em continuar parecendo ter vida própria.
    De fato, a perpetuação dessas dívidas na nossa vida funciona como um buraco negro, parecendo que elas sempre são insuperáveis.

    Falar de dívidas, não é nada fácil, compreende-la nem se fala.

    A dívida em sí, não é tão ruim assim.
    O problema é que contrair a dívida é fácil, porque não se está pagando na hora.
    Pagar na hora (à vista) temos a mesma dificuldade de pagar posteriormente, ou seja, caimos sempre na falta de dinheiro.
    Daí em diante o início de um grande problema.
    E pior é quando a falta de dinheiro continuar (sempre falta), a dívida será sempre uma indesejável companheira.

    Mesmo assim a dívida não é o mal ; O mal é não poder pagar a dívida.
    Até porque existe dívida (crédito) que nos trazem excelentes lucros.
    Então quando bem utilizada , acelera o nosso progresso.

    Por fim, todo cuidado é pouco com dívidas, qualquer deslize cairemos no abismo.

    Abraços !!

  • http://www.dshost.com.br Daniel

    Concordo com tudo e estou agindo desta maneira.
    Apenas discordo do percentual de investimento durante as dívidas. Acho que todo esforço deve ser em prol das dívidas, já que em vias tradicionais nunca encontraremos investimento que renda mais que as dívidas.
    Mas é válido o artigo.

  • http://bahnana.blogspot.com Liana

    Eu uso apenas o cartão de crédito, pra tudo, pelo motivo que ele acumula pontos que podem ser convertidos para passagens aéreas. Obviamente tudo que gasto é anotado em uma planilha onde controlo todo meu fluxo de entradas e saídas, a diferença é que isso será pago de uma vez só, no fim do mês.

  • http://bahnana.blogspot.com Liana

    Como minha conta corrente tem uma poupança automática, o dinheiro que fica lá parado durante o mês (já que só uso o cartão de crédito), fica rendendo.

  • http://www.planetamoney.com.br Gerson Pereira

    Excelente artigo, de fato somos responsável por quase tudo que acontece em nossas vidas e as mudanças dependem muito das nossas atitudes.

    Abraços e parabéns

  • Pingback: Endividados também podem alcançar a independência financeira « Blog do Banco Intermedium – Crédito Consignado, Imobiliário, Middle Market e Captação

  • Leia Martins Franco

    xcelente artigo

Livro As Armadilhas do Consumo Livro Tranquilidade Financeira Livro Crash Livro: Pai Rico Pai Pobre Livro Saga Brasileira Livro Aprenda a Investir

Quem já falou do Dinheirama?

Enxergo o Dinheirama como uma das principais fontes de informação sobre educação financeira e investimentos na internet. Não porque não existem outras iniciativas com informações úteis, mas sim porque o Dinheirama fala tanto ao público experiente quanto para o público iniciante nessas áreas, e nesse último caso, faz com uma didática admirável e extremamente difícil de se encontrar por aí. Me ajudou muito, me ajuda e ainda me ajudará bastante, com certeza.

Bernardo Pina

Parcerias Exclusivas

Ueba

Disclaimer

Toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é única e exclusiva responsabilidade do leitor