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Sustentabilidade: fale menos e faça mais!

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Sustentabilidade: fale menos e faça mais!Com razão, o tema do momento é a sustentabilidade[bb] e seus desafios. Interessante notar, porém, que a maioria dos cidadãos não tem consciência do que representa o ato de tomar decisões sustentáveis, especialmente quando se trata das finanças cotidianas e do que realmente faz diferença . Para muitos, pensar de forma sustentável é apenas valorizar a reciclagem do lixo e materiais tóxicos, bem como valorizar iniciativas que não se beneficiem da exploração de áreas verdes e trabalho infantil.

Ser sustentável é muito mais que isso. Tomemos por exemplo a questão do consumo. Você tem o hábito de pesquisar preços, condições comerciais e características dos produtos e fornecedores? Estas atitudes podem oferecer a você e sua família condições mais interessantes diante de uma negociação (bom para o bolso) e também uma visão mais sistêmica da cadeia produtiva do bem adquirido – se a empresa trata bem a natureza, se tem uma política de investimento sustentável etc.

Em que condições o produto foi fabricado? Seus componentes contém material tóxico e de difícil decomposição? A empresa oferece meios dignos de trabalho aos seus funcionários e demais fornecedores? Repare como as questões extrapolam o simples ato de comprar, que é apenas o ato final de toda uma relação entre natureza, cidadania e economia. Porque soa hipócrita discutir sustentabilidade quando pouco a praticamos. Quanto você está realmente engajado?

Isso significa que você deve procurar detalhes sobre as práticas que vão além da negociação, valorizando empresas e prestadores de serviços que oferecem atenção e recursos à comunidade onde se insere, bem como às iniciativas relacionadas ao consumo consciente. A sustentabilidade tem que ser transformada em ações e atitudes no dia a dia, não apenas uma prática usada como diferencial e marketing por grandes corporações. Sugiro a leitura dos artigos “Inteligência Ecológica: o impacto do que consumimos” e “Impactos sociais e ambientais do consumo”, de Elaine Costa.

Como posso mudar o quadro?
Pense agora como um agente de mudança, alguém afim de investir recursos na luta por um mundo melhor. Ora, se você se preocupa de verdade com fatores sustentáveis e pretende alocar seus esforços em empresas/produtos que sejam, reconhecidamente, agentes de mudança ligados ao meio ambiente[bb] e aos meios de vida eficientes, você precisa se certificar de que tais empresas mereçam sua atenção. Como saber que iniciativas são mesmo sérias?

A primeira coisa a ter em mente é que um investimento sustentável normalmente visa o longo prazo. Mudanças importantes, capazes de alterar pra valer nossa realidade, tendem a surgir com o passar dos anos e depois de muita insistência. Além disso, o retorno nem sempre será medido em termos financeiros, mas também em satisfação pessoal e implementação de melhorias no dia a dia de comunidades e países. O retorno é poder fazer a diferença.

Neste sentido, além do consumo consciente já mencionado, procure investir tempo, energia, dinheiro e trabalho em ações tipo:

  • Investimento em empresas que adotam práticas de sustentabilidade: você pode optar por investir em ações[bb] de empresas de capital aberto cujas ações sociais e ambientais sejam reconhecidas e valorizadas. A BM&F Bovespa mantém uma referência às empresas com este tipo de objetivo através do índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE);
  • Investimento em movimentos sociais coordenados: você pode fundar uma Organização Não Governamental (ONG), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) ou decidir apoiar aquelas que já trabalham com os ideais que você valoriza. Você pode mobilizar vizinhos e amigos com o objetivo de questionar empresas, comércio e indústrias, cobrando-lhes comprometimento com a comunidade, a natureza e o futuro dos cidadãos;
  • Investimento em eficiência pessoal/familiar: você pode começar em casa, economizando energia com pequenas ações, como desligar os aparelhos que ficam em standby e/ou tomando banhos menos demorados. Você também pode evitar o desperdício de alimentos e água.

Resulta que a sustentabilidade não pode ser apenas uma meta de governos ou nações ou um assunto do noticiário. Como você percebeu, manter-se comprometido com as melhorias sociais, econômicas e ambientais dá trabalho. Precisamos mudar nossos hábitos, incorporando atitudes pregadas com tanto entusiasmo em nosso cotidiano. Fazer mais, falar menos. Ser sustentável é agir, decidir mudar. E mudar. Ou tudo continua uma simples demagogia.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Conrado Navarro

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Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

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Conheci o Dinheirama justamente numa fase "transitória" de minha vida... num momento onde estou em processo de total metamorfose e mudança de frequência mental. O Dinheirama está sendo pra mim uma carta de frequências, ajudando a sintonizar minha mente onde ela nunca esteve, no oceano de conhecimento da Educação Financeira, mar que nunca tive oportunidade de navegar no sistema educacional tradicional. Só devo agradecer!

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