Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Home > Educação Financeira > É possível conciliar tempo, dinheiro e família?

É possível conciliar tempo, dinheiro e família?

27comentários

É possível conciliar tempo, dinheiro e família?Rápido. Tudo tem acontecido muito rápido e as mudanças impostas pelas invisíveis leis do alto desempenho recaem cada vez mais intensas sob os ombros de muitas famílias. Participar dos momentos familiares, educar os filhos para a cidadania, praticar exercícios, sustentar hábitos saudáveis, destacar-se no trabalho e ainda manter uma vida social satisfatória parecem atividades impossíveis de serem realizadas de forma complementar. Para muitos, são mesmo.

A verdade é que ninguém gostaria que fosse assim, mas, ao mesmo tempo, poucos desligam o piloto automático por alguns instantes e se concentram em avaliar sua situação pessoal e profissional de forma séria, determinante. Prioridade. Esta é a palavra-chave ignorada por muitos e que gera infindáveis discussões a respeito de carreira, dinheiro e prosperidade[bb]. Tais debates, sempre desgastantes, trazem a você meu desabafo.

Afinal de contas, é de se esperar que alguém equilibrado, coerente, afirme que sua prioridade é a qualidade de vida, a família e seus filhos. Não é. Estes são, cada vez mais, apenas pretextos para desafios profissionais cada vez maiores, mais complicados e exigentes. Está claro que trabalhar é mais do que uma opção, é um estilo de vida e uma necessidade. Trabalhar demais, no entanto, é uma escolha.

O desafio de viver!
Confesso que abordar este assunto gera um certo desconforto. Tudo porque temos como modelo de sucesso empreendedores, profissionais e celebridades viciadas em trabalho, com famílias destroçadas, pouquíssimos amigos e muito pouco tempo de lazer. Também porque certas famílias evitam tratar de tais problemas, o que significaria mexer na sua zona de conforto.

Na era da comunicação, que ironia, presenciamos cada vez mais casamentos “remotos”. O marido aqui, a esposa e os filhos lá e um fim de semana para os momentos familiares. Alguns casais amigos meus afirmam, categoricamente, que o relacionamento só funciona com a semana os separando – ou, do contrário, a saudade seria menor e as discussões maiores e mais perigosas. E o número de separações/divórcios, que só tem aumentado? Que modelo de família queremos construir? Queremos construir família?

Trabalhar demais é bom?
Na raiz da questão está o cada vez mais pesado fardo do trabalho. Fardo? Pois é, muitos brasileiros têm no trabalho sua fonte de renda para o consumo e realização de desejos. O dinheiro[bb] decorrente do trabalho serve, na maioria dos casos, para comprar, gastar e envolver-se na aparente sensação de liberdade e independência.

O resultado é que trabalha-se cada vez mais, com a certeza de que assim a família terá melhores oportunidades, mais felicidade e condições de prosperar como conjunto. E os pais dedicam-se ao trabalho durante 10, 12, 14 horas com esse nobre objetivo. Está na moda ser viciado em trabalho, ser workaholic. Aliás, parece que não está na moda ser “preguiçoso” segundo a visão do amigo Eduardo Cupaiolo. Certo dia, os viciados descobrem que o filho cresceu, não os respeita como gostariam e que os planos foram dando lugar aos gestos consumistas.

Mas a justificativa está na ponta da língua: “Se não for assim, me mandam embora e contratam outro”, “Sem todo esse esforço, nossos concorrentes vão ter mais destaque”, “Minha família compreende esses sacrifícios porque sabe que faço isso para que possamos ter mais qualidade de vida”, “Só cresce na empresa quem trabalha muito e se dedica aos jogos corporativos” e por ai vai. Você e eu poderíamos preencher todo este espaço com desculpas deste tipo. Sugiro que faça uma reflexão a partir das perguntas:

  • Você fica mais excitado com o seu trabalho do que ao lado de sua família e com os momentos ao lado de amigos?
  • Leva trabalho para casa? Para a cama? E nos finais de semana?
  • Sua família ou amigos desistem de esperá-lo quando sabem que você está vindo do trabalho?
  • Você fica impaciente e é pouco compreensivo com pessoas que tem outras prioridades além do trabalho? Como é para você ouvir “As 17h não posso me reunir porque preciso sair para fazer meu treino de corrida”?
  • Você fica irritado quando alguém pede para você trabalhar menos ou deixar de trabalhar por alguns instantes?
  • Você trabalha ou lê durante refeições?

Qual o legado deixado?
Depois de muito trabalhar e se sacrificar, resta aceitar, já na hora de se aposentar ou durante a terceira idade, que a vida passou rápido e que o “possível” foi feito. O possível, que é bem diferente do importante, do relevante. O resto fica como puro desejo. Desejo de ter economizado e investido para ter mais durante a aposentadoria[bb], de ter trabalhado menos para passar mais tempo com a família ou de ter praticado exercícios para minimizar os problemas de saúde, para ficar em poucos exemplos. Tudo isso já foi possível, mas não era relevante. Prioridade, lembra?

Utopia?
Eu passei por tudo isso. Cheguei a achar que passar por privações, experiências amargas de trabalho, ambientes corporativos recheados de tirania e problemas de saúde eram passos obrigatórios para uma vida plena, com dinheiro em caixa e possibilidades de realização pessoal/profissional. Fui na onda e acabei literalmente destruído. Depois percebi que nada disso é necessário para quem quer viver sua vida dentro dos limites do bom senso. De verdade.

Sem nenhuma vergonha, deixo aqui meu testemunho: morei cerca de 6 anos em São Paulo, de onde viajava de quatro a cinco dias por semana. Lá, começava a trabalhar às 8h e voltava depois de 20h para casa. Então tive um colapso no trabalho e problemas sérios de saúde. Meu casamento ruiu e veio a separação. Para alguns, eu tinha tudo (carreira[bb] promissora, reconhecimento, emprego, isso e aquilo). Na verdade, eu não tinha nada.

Então voltei para o sul de Minas, onde hoje programo minha agenda para no máximo dois dias fora de casa, acordo as 8h e trabalho das 9h às 17h, corro 50 km por semana e tenho uma alimentação balanceada. Finalmente estou vivo. Tenho tempo para manias, família, amor, livros, amigos, viagens e o que mais você imaginar.

Como vê, não sou demagogo. Babaquice por babaquice, prefiro a visão piegas de gente comum que encontra na vida simples inúmeras razões para ser feliz. Essa coisa de sucesso a qualquer custo, trabalho escravo e dedicação total ao trabalho pode torná-lo alguém muito influente, até rico e com muito patrimônio, está certo! Mas não inveje minha qualidade de vida e sossego. Prioridade, de novo, lembra? Uai…

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Conrado Navarro

Mais informações

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks) e autor do blog "Você Mais Rico" da Revista Você S/A. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente. No Twitter: @Navarro.

Leia todos os artigos de Conrado Navarro

  • Enviar por E-mail
  • Link Curto: http://bit.ly/yRQv0L
  • Flávio Silva

    É como diz a frase :

    “O homem passa a metade da vida gastando saúde para ganhar dinheiro; e a outra metade, gastando dinheiro para comprar saúde.”
    (George Bernard Shaw) PS : Já vi essa frase atribuída a Ghandi. Não sei ao certo de quem é.

    Conciliar trabalho, estudos (em virtude do trabalho) e família não é fácil. Mas não é impossível.

    Do mesmo jeito que o chefe olha e fala “Se vira, dá seus pulos” você precisa falar isso pra si mesmo.

    Vejo pais e mães trabalhando exaustivamente ficando o dia todo fora de casa para dar conforto aos filhos. Muitas vezes esse conforto está associado a coisas materiais como uma boa escola, brinquedos, eletrônicos, mesada entre outras coisas. Sendo que muitas vezes esquece de formar o carater do mesmo. Isso é muito fácil de fazer e mais barato que qualquer escola. E nisso que seus filhos e esposa vão lembrar pro resto da vida.
    Se você conseguir conciliar ambas as coisas, Parabéns você pode dizer que é um cara de sucesso.

  • Marcela Andrade

    Puxa vida Navarro! Que texto foi esse? Um tapa merecido em muitos hipócritas, workaholics e falsos pais de família por ai. Estão se matando no trabalho muitas vezes porque querem mais é ficar longe de casa, das responsabilidades que a família, o casamento e os filhos representam. Parabéns pela visão madura, adulta, real de qualidade de vida. Quisera eu ter parte de seu discernimento. Este é um daqueles artigos que merecem umas 10 lidas. E cada lida convida a mais reflexão. Você se superou! Nossa. Abs.

  • Thiago

    Caro Navarro,

    Fantástico esse texto.
    Fazia tempo que não encontrava um texto tão forte e que desse aquele tapa na cara para pensar em muitas situações do dia-a-dia.

    Parabéns.
    Abraços

  • Rosana

    Achei legal sua atitude em mudar de vida, você percebeu rápido que a vida não era exatamente aquilo que tinha em São Paulo. Você mais existia do que vivia.
    Infelizmente muitas pessoas passam a vida inteira achando que é normal e obrigatório ter que passar po etapas como as que você citou, que muitas vezes se transformam em problemas sérios de saúde. Acreditam que esse sacrifício todo vai trazer uma vida plena. Pode trazer dinheiro (isso quando não são gastos com medicamentos…) mas uma vida plena e feliz é algo totalmente diferente.

    Gosto muito da frase que o Flávio citou: gastamos a saúde para ganhar dinheiro e gastamos o dinheiro para recuperar a saúde. Isso quando conseguimos recuperar. Será que vale a pena?

    Eu acho que é válido um esforço maior desde que seja por um espaço curto de tempo, com um objetivo definido. Por exemplo, você vai trabalhar mais durante 5 anos para poder comprar uma casa.
    Mas passar a vida inteira trabalhando excessivamente e ao mesmo tempo deixando a vida escapar pelas mãos não é uma atitude muito inteligente.
    Trabalhar é uma necessidade mas muitas vezes gastamos mais do que deveríamos e aí entramos no círculo vicioso ganhar dinheiro, gastar, ganhar mais dinheiro, gastar…. Não me refiro aqui às coisas necessárias e sim aqueles impulsos que temos às vezes de sair gastando sem uma reflexão prévia. Eu arrisco a dizer que consumimos muito, muito mais do que precisamos.
    Deixo como sugestão a idéia Simplicidade Voluntária, que o Brunão comentou no artigo “Valorize aquilo que você já tem”. Procurem no Google, tem bastante coisa sobre o assunto.

    Qual legado deixaremos?

    Excelente texto, Conrado!
    Achei muito legal você ter escrito sobre isso.
    Quando eu comecei a ler os tópicos no site, de certa forma me surpreendi pois pensei que aqui o único assunto era o mercado financeiro. Gostei muito de ver que vocês abordam assuntos diversos, artigos como esse, que nos levam à reflexão. E essa reflexão nos leva à grandes mudanças.

    Abraços e sucesso,

  • http://www.webprincipiante.com/ Rafael Avelino

    Navarro eu concordo com tudo (ou quase) que você escreveu,eu penso que só de não ter dividas e poder levar uma vida confortavel já estaria ótimo para mim,e acredito que para ter isto é necessário ter seu negocio próprio.

    E dependendo da area é isso mesmo que você disse o cara trabalha demais e esquece da saúde,familia,amigos,etc,e chega na 3 idade e se arrepende de tudo que não fez,ai já é tarde!!rs

    Abraço!

  • http://www.viajarepreciso.net Junior

    Olá Conrado,

    Já conhecia o blog há um bom tempo, mas há pouco tempo tenho acompanhado a news. Parabéns pelo trabalho e em especial pelo texto.

    O modelo corporativo que temos hoje por mais que proporcione bons salários após alguns degraus na carreira e as empresas tentem construir bons ambientes de trabalho e fornecer ótimos benefícios para os colaboradores, no final das contas o que rege tudo é a mais-valia. E quem sempre sai ganhando é o dono e todos são descartáveis em algum momento.

    Esse texto vem para refletirmos sobre o que é essencial para cada um. Se é o trabalho que foque nisto, se não o é que assuma suas necessidades mais interiores e parta em busca de novos caminhos.

    Vejo somente que o grande problema para todos e me incluo nisto é a atitude para vencer a inércia na qual nos encontramos.

    Parabéns!

  • http://www.produzindo.net/ Bernardo Pina

    É, Navarro. Esse texto me fez lembrar de quando desisti de um trabalho que eu ganhava duas vezes mais do que eu estou ganhando hoje para ter qualidade de vida. Não adianta ganhar bem e ser uma pessoa triste e estressada. A qualidade de vida é o que nos faz realmente ser felizes e é o que todos deveriam buscar.

    Parabéns pelo EXCELENTE texto, queria ver algo assim escrito de você já há algum tempo. ;)

  • http://dinheirama.com Renato César

    Conrado

    Graças a Deus, graças aos meus estudos e graças ao seu site eu tenho uma carreira promissora com 23 anos.

    Pra mim o melhor este é o melhor texto que você já colocou em no seu site. O que eu tenho pra te oferecer de coração é que vc assista o filme “O Peregrino”. Caso não tenha visto e, se não, gostaria muito que você me desse uma resposta se gostou no meu e-mail seria uma honra.

    Se trata de um livro escrito em 1600 o 2º livro mais vendido do mundo depois da bíblia, esse filme foi traduzido em mais de 100 línguas.

    Abs.: Renato César.

  • Rosana

    Renato,

    Gostei da indicação do livro e do filme, vou procurá-los.
    Fiquei pensando no artigo e nos comentários e me lembrei de um texto que acho que tem muito a ver com tudo o que foi escrito aqui.
    Não sei se já conhecem, espero que gostem.

    O Paradoxo do Nosso Tempo
    George Carlin

    Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

    Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

    Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

    Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

    Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

    Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

    Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

    Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

    Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

    Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

    Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

    Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’.

    Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

    Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.

    Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

    Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

    Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame… se ame muito.

    Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

    Por isso, valorize sua família, são as que estarão com você nos momentos mais difíceis e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

    Acho que um dos trechos que mais tem a ver com o que falamos aqui é:
    “Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.”
    Vivemos realmente com qualidade?

    Abraços,

  • http://dinheirama.com Renato César

    Rosana
    Não tenha dúvidas que o filme é bom, afinal tudo que vem do dinheirama é de ótima qualidade sempre com bons exemplos profissionais e de vida para todos tipos de pessoas, um site iluminado com vários seguidores e pra mim não preciso de visitar outros do mesmo seguimento, aqui tem que tudo que preciso para da um UP no meu dia, bom, voltando o assunto do filme é um filme que já assitir duas vezes em 1 semana, e pretendo ver em vários momentos da minha vida o melhor filme que eu já vi e quero ler o livro agora, é um filme drámatico mas filmes de drama no final sempre deixa uma mensagem positiva ou negativa para refletimos e tentar seguir o melhor caminho da melhor maneira possivel.

    abs
    Renato César.

  • Carmen.

    Meu filho.

    Lembro-me bem daqueles dias, da dificuldade que você teve para admitir que não havia mais satisfação para sua vida pessoal e da sua difícil decisão de buscar um novo caminho.

    Como mãe, apenas fiquei do seu lado, apoiando você em tudo e aguardando o seu momento porque eu sempre soube que coragem é sua marca registrada desde a infância.

    Além disso e contra todas as minhas convicções, (porque para mim mãe é mãe e isso é tudo) me fiz sua amiga e fiquei ao seu lado tentando ajudar no que fosse possível, contudo procurando não intereferir nas suas escolhas.

    Hoje, passado algum tempo, lendo o seu texto e vendo o homem em quem você se transformou, lembro-me do bebezinho lindo que eu mesma ensinei a me chamar de mãe e que agora me enche do orgulho por não ter vergonha de ser feliz, prestando-me assim a maior homenagem que uma mãe pode receber.

    Agradeço a Deus todos os dias pelos filhos maravilhosos que Ele me emprestou e peço que abençoe você, Conrado, e Emanuelle, outro presente divino.

    Nesta oportunidade aproveito para homenagear a todas as mães leitoras deste blog, pelo próximo Dia das Mães, desejando seus corações estejam sempre plenos de felicidade e alegria por seus filhos.

    Do fundo do meu coração, muito obrigada, meu filho.

  • Rosana

    Renato,
    Depois do seu novo post fiquei ainda mais interessada no filme. E depois lerei o livro também. Eu sempre acabo preferindo o livro ao filme… rsrsrs

    Carmen,
    Gostei muito do seu post, maravilhoso e emocionante!
    Parabéns e um Feliz Dia das Mães à todas as mães do mundo!

  • http://twitter.com/alankelon Alan

    Navarro,

    Sua mensagem é importante. Vale como aviso para muitos que se atiram neste novo modelo de vida atribulado e super-produtivo. Prefiro não ser um vencedor, tal qual a música “O Vencedor”, de Los Hermanos: “Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor”.

    Fiquei curioso para saber se você resolveu mudar de vida antes ou depois de atingir sua independência financeira, conforme descrição de seu próprio perfil. Caso tenha sido antes, qual porcentagem de seu patrimônio foi conseguido antes de seu “colapso e problemas de saúde”?

    Abraços e sucesso!

    • http://dinheirama.com/navarro Conrado Navarro

      Flávio, você resumiu muito bem o que é importante: equilíbrio! Estou contigo. Obrigado pelo comentário.

      Marcela, só posso agradecer pelas palavras e firmar um compromisso de criar uma comunidade cada vez mais forte e unida em torno da educação financeira. Obrigado pelo carinho e visita, espero que nossos artigos possam sempre inspirar mudanças e melhorias. Muito obrigado.

      Thiago, confesso que pensei muito antes de publicar este artigo, mas minha cumplicidade junto a vocês, amigos leitores, prevaleceu e julguei oportuna a atitude de colocá-lo aqui. É forte, mas é sincero, de coração, porque realmente acredito que qualidade de vida não deve ser apenas uma meta perseguida. Tem que ser a realidade. De cada um, é claro, mas possível, no presente.

      Rosana, você sempre participando com intervenções fantásticas, muito bom senso e excelentes dicas. Muito obrigado pela presença constante, pelo apoio e pelos ótimos comentários. A discussão se enriquece, aprendemos muito com vocês e procuramos compartilhar, ainda que de forma singela, com agradecimentos e muito material. Fazemos porque acreditamos. E ficamos feliz quando nos retribuem em participações e amizade. Muito obrigado.

      Rafael, conheço na prática muitos amigos zumbis, que só trabalham e acham que é assim mesmo. Alguns estão obesos, outros com os sentimentos à flor da pele. Têm patrimônio, mas não tem liberdade. Será que vale a pena?

      Junior, obrigado pela participação. Gostei da palavra “essencial” usada em seu comentário. O que é essencial? Prioridade, certo? O caminho é esse mesmo.

      Bernardo, meu irmão, parceiro, que legal contar com sua participação. Peguei pesado? Obrigado pelo apoio e por ter sempre incentivado polêmicas saudáveis relacionadas à educação financeira. Sucesso!

      Renato, obrigado pelo comentário e indicação de livro e filme. Certamente vou atrás para podermos conversar melhor sobre o tema. Fico muito feliz que o blog tenha ajudado e seja útil para você e sua família. Sinta-se sempre em casa por aqui. Abraços.

      Mãe querida, se sou tudo isso que você falou é porque você soube criar um cidadão, alguém engajado com o outro, disposto a mudar o que for possível e tentar mudar o impossível. Fico sem palavras diante de sua maravilhosa declaração, porque filhos são feitos para amarem suas mães e familiares. TE AMO! Obrigado por existir, insistir e ensinar com sabedoria a desistir. Você é tudo, é meu farol! Vale?

      Alan, ser um poupador e um empreendedor é parte de minha natureza, então enquanto estudava e trabalhava fui capaz de guardar boas somas, investi-las e fazê-las ganhar velocidade em pequenos negócios, ações e afins. Com o colapso, decidi que, mesmo com um excelente salário, precisava valorizar a liberdade e então decidi acertar minha vida financeira e o patrimônio já conquistado para minha independência. A meta não era mais carro do ano ou diversas recompensas emocionais, mas geração de renda passiva. Investi em educação para poder escrever livros, montei uma boa carteira de dividendos e investi em imóveis para locação. E pude cuidar da vida com menos fluxo de caixa (mas o suficiente para não trabalhar mais) e mais qualidade de vida. Obrigado pela visita e participação. Sucesso e um abraço.

  • Pingback: Há relação entre riqueza e qualidade de vida? | Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos

  • Lillian Melo

    De fato estou tentando fugir dessa vida de só trabalho. Quero, e estou buscando, um equilíbrio entre o profissional e o pessoal. Trabalhar é importante, mas se divertir é essencial para arejar a cabeça. Deixar a que é “te distrai” de lado para se trabalhar com o pretexto de ter dinheiro é uma grande armadilha.
    Por isso acho importante a educação financeira: para não cair no erro de ter que se trabalhar demais para cobrir os gastos.

    Enfim, gostei muito do post! Acredito que vou conseguir ter uma vida equilibrada também!

    Um abraço!

  • http://almanaquedobem.com Fabio Camatari

    Conrado,

    Lendo todos os comentários (parabéns pelas palavras de sua mãe!), encontro dois pontos em comum: ponderações sobre sucesso e como sermos figuras de transição.

    Acredito que a real medida do sucesso sobre qualquer coisa está relacionada ao valor que damos a ela, quando em nosso íntimo definimos nossos valores pessoais. VALORES. Pessoais e intransferíveis.

    Quanto a sermos figuras de transição, basta olhar o papel que desempenhamos na busca deste referido sucesso. O sucesso de um projeto está em sua reprodutibilidade com iguais ganhos. O sucesso de uma vida está em quão frutíferas são as sementes que somos capazes de plantar.

    Parabéns pelo texto e por exercer seu papel como figura de transição!

    abraços!

  • http://www.neuronio20.com/ Júnior Gonçalves

    Comecei a me interessar por bolsa de valores ouvindo um podcast do Jovem Nerd e posteriormente lendo o livro “Pai rico, pai pobre”. Como ainda não tenho um reserva pra investir, acabei deixando de lado e parei de ler sobre o assunto, mas agora que descobri o Dinheirama e voltei a me interessar pois os textos são muito bons para entender os conceitos complicados. No entanto, o texto que mais chamou minha atenção foi este sobre “prioridade”, realmente EXCEPCIONAL!!! Parabéns!
    Abraços,
    Júnior Gonçalves

  • http://dinheirama.com Renato César

    Junior Gonçalves
    Não tenha dúvidas que o Dinheirama vai te ajudar e por toda a sua vida como fez na minha, sugestão é colocar em seus favoritos na “barra de favoritos” rs..sério!! pode seguir sem medo todos os texto desse site e filtre oque for melhor para você
    abrs..

  • http://www.macminds.com.br Gino Olivato

    Nav,

    Fantástico texto! Tive a honra de conviver em inumeros bons momentos com vc em SP! Parabéns por ser dono de sua vida. E não entregá-la a uma corporação.

    Abx

    GON

  • Rosana

    Júnior,

    O Dinheirama tem me ajudado muito, vale a pena acompanhar o site!
    Eu recebo os artigos por e-mail. Para mim isso facilita muito.
    Abraços e sucesso,

  • http://www.thecoachingoffice.com.br Eduardo Cupaiolo

    Inspirador como só quem vive o que fala pode ser.

  • http://www.ganhardinheirointernet.hd1.com.br Leo Freitas

    Muito bom.
    Sempre temos que ter tempo para a familia.

  • http://www.descubracomoganhardinheiro.net Davi – Ganhar dinheiro na internet

    Tempo para familía e amigos é o principal. Dinheiro é o segundo plano. De que adianta ter dinheiro e não tempo?

  • Pingback: Há relação entre riqueza e qualidade de vida? | AmigoRico.org

  • Pingback: TV Dinheirama: Como você trata o dinheiro em casa? | Destaques | Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação Financeira ao alcance de todos

  • Lui

    Você simplifica muito a questão como a maioria, como sempre…
    Você pensa como na era industrial que só bastasse entrar no trabalho, cumprir sua função, ir embora pra casa e levar o salário do mês… hoje as coisas mudaram… tem que se virar… pior a esposa que não entende nada disso e acha que está no tempo arcaico de ser dona de casa e esperar que o marido seja companheiro 24 horas… acorda para a realidade, cara…

Livro Steve Jobs – Biografia Oficial Livro Tranquilidade Financeira Livro As Armadilhas do Consumo Livro: Pai Rico Pai Pobre Livro Crash Coleção A Revolta de Atlas

Quem já falou do Dinheirama?

@Dinheirama, vocês sempre tem assuntos sérios, pertinentes e exclusivos, parabéns!!!

Cássio Rosas

Parcerias Exclusivas

Ueba Yahoo Posts

Disclaimer

Toda e qualquer decisão tomada após a leitura deste blog é única e exclusiva responsabilidade do leitor