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Uma marca chamada você

19comentários

Uma marca chamada você Um dos aspectos da gestão de carreira é a atenção ao Marketing Pessoal[bb]. A rotina do trabalho acaba levando as pessoas a se acomodarem e não darem a atenção merecida à sua imagem. Usar o marketing pessoal traz benefícios não só para quem deseja uma colocação no mercado de trabalho, mas também para quem deseja manter seu emprego. Praticar o marketing pessoal aumenta o nível de empregabilidade, cria oportunidades de ascensão profissional e promove descobertas interessantes no universo pessoal.

Marketing pessoal é um conjunto de ações planejadas com o objetivo de facilitar a satisfação profissional e pessoal. Um percurso individual onde o objetivo não é divulgar uma melhor imagem pessoal e sim tornar-se uma pessoa melhor. Trata-se de um processo de desenvolvimento individual e, por isso, a base para uma boa prática do marketing pessoal é o autoconhecimento.

A visibilidade pessoal e profissional é fator importante para o desenvolvimento da carreira, mas o reconhecimento de um trabalho bem executado muitas vezes é difícil de ser notado dentro do cotidiano das empresas. Aliás, é muito mais fácil ser criticado e cobrado do que receber elogios freqüentes. O fato é que precisamos tomar conta de nossa vida de uma maneira adequada, como nos alerta o consultor de marketing Seth Godin:

Muitos de nós fomos ensinados a fazermos o melhor e, em seguida, deixarmos que o mundo decida como nos julgar. Acho que é mais acertado você fazer o seu melhor e você decidir como quer ser julgado. E agir dessa forma.

Kotler e Armstrong dizem que a marca de produto não é só um nome ou símbolo, ela representa sentimentos na mente do consumidor-alvo. Quando falamos em marketing pessoal o produto em questão é você e tudo o que você representa para seu consumidor-alvo: nesse caso, a empresa e seus colegas de trabalho.

Uma imagem positiva e duradoura é construída e sustentada diariamente a partir de competências individuais e reais. Nossa marca pessoal depende de como as pessoas percebem nossos atributos pessoais e profissionais, dentre eles nossas atitudes, ética, aparência, comunicação[bb] e habilidades. Atenção! Vender uma imagem fantasiosa é comprometer o futuro, pois é muito difícil ser uma ilusão durante muito tempo. Veja o que diz o professor e escritor Bobbi Linkemer a esse respeito:

A imagem – profissional ou pessoal – deve ser a genuína expressão do que a pessoa é, e não um pacote de truques elaborados para enganar alguém que se está tentando impressionar; e essa expressão deve ser adequada à situação, ao ambiente ou à cultura que a pessoa está envolvida

Para iniciar a prática do marketing[bb] pessoal algumas perguntas são importantes, pois auxiliarão no exercício do autoconhecimento:

  • Você sabe qual é sua marca pessoal?
  • Como é visto pela sua equipe de trabalho?
  • Que diferença faz na empresa que trabalha?
  • Qual a primeira impressão que causa nas pessoas?
  • Que sentimentos desperta no ambiente que está?

Anote suas respostas, reveja-as depois de alguns dias e conseguirá encontrar mais informações a respeito de si mesmo. Tente um momento de pausa nessa vida agitada e esteja com você. Observe seu ambiente e como as pessoas agem procurando fazer um benchmarking pessoal. O assunto é rico, extenso e a intenção desse artigo é apresentar essa ferramenta e comentar alguns aspectos que julgo importantes para o início da prática do marketing pessoal:

  • Como a base para um bom marketing pessoal é o autoconhecimento, procure listar seus pontos fortes e seus pontos frágeis. O objetivo é investir nos aspectos fortes e melhorar os aspectos em defasagem. Pense em suas habilidades, conhecimentos, atitudes e temperamento;
  • Avalie seu networking. Há quanto tempo você não conhece pessoas novas, freqüenta seminários, eventos e feiras, reencontra antigos colegas ou pessoas influentes na sua área? O importante é a qualidade da relação que se estabelece e não o número de pessoas que conhece. Outra dica é que essas relações levam um tempo para se estabelecerem, assim é melhor estabelecer essa rede antes que precise dela;
  • Cartão de visitas é uma ferramenta importante, tenha-os sempre em mãos. Quem não tem é melhor providenciar um;
  • Aprimore atitudes e linguagem corporal, pois através delas sua imagem é formada. Procure ser positivo, olhar nos olhos, falar com firmeza, chamar os outros pelo nome, saber ouvir e ser objetivo;
  • Quais as oportunidades que tenho dentro da empresa e o que posso fazer para alcançá-las?
  • Quais as ameaças que consigo identificar em meu trabalho e o que posso fazer para neutralizá-las?
  • Que cuidados tenho com a minha saúde física, mental, emocional e espiritual?
  • As questões financeiras precisam estar dentro do limite aceitável para conseguir ter tranqüilidade para pensar nas questões acima.

O marketing pessoal representa ações integradas e sua prática repercute em todos os aspectos da vida do indivíduo. Quando estabelecemos uma marca forte ganhamos autoconfiança encantando as pessoas a nossa volta e aumentando nosso reconhecimento.

Gostou do artigo e quer saber mais sobre algum item abordado? Deixe seu comentário que escreverei mais sobre esse assunto a partir do interesse de vocês. Um abraço e até semana que vem!

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Bernadette Vilhena

Mais informações

Pedagoga empresarial, consultora em diversas instâncias da prática educativa nas empresas e autora do livro "Dinheirama" (Blogbooks). Especialista em Gestão de Pessoas e estudos nas áreas de Ergologia, Gestão do Conhecimento e Educação no trabalho.

Leia todos os artigos de Bernadette Vilhena

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  • Link Curto: http://bit.ly/y0ddXC
  • http://releravida.blogspot.com/ Monica Loureiro Jorge

    Um dos recursos que utilizei muito pouco na vida foi uma “postura” corporal decente. Sempre fui muito alta e muito encurvada.

    Desde que comecei a trabalhar meu corpo com Pilates e RPG sinto que minha “marca”, ou melhor, minha imagem com as pessoas está ficando melhor, mais segura até mesmo para mostrar meus projetos ( sou produtora de vídeo ).

    Se eu pudesse, teria “investido” em mim muito antes.

  • Rosana

    “Acho que é mais acertado você fazer o seu melhor e você decidir como quer ser julgado.”
    Gostei muito dessa frase pois somos nós que devemos comandar nossa vida e não deixar que outras pessoas o façam por nós já que dessa forma, a decepção, mais cedo ou mais tarde, virá.
    Interessante a parte sobre a marca pessoal, eu nunca tinha pensado muito seriamente sobre isso…
    Lendo com mais calma e refletindo um pouco sobre o que escreveu, vejo que tenho muito, muito a melhorar!
    Excelente artigo, me ajudará muito!
    Abraços e sucesso,

  • http://todospelodireito.blogspot.com Luís Emilio de Moraes

    Muito bom o texto. Realmente nossa imagem com as pessoas, ou nossa marca é o nosso maior patrimônio. Tenho trabalhado para mudar minhas posturas que considero negativas, não é uma tarefa fácil, mas com persistência acredito que será possível. Afinal, a maior dificuldade está em reconhecer essas posturas negativas para depois mudá-las ou excluí-las.

  • http://trotta.blog.br Trotta

    Olha que legal, também escrevi um pouco sobre marketing pessoal no meu blog! E o título é quase o mesmo http://trotta.blog.br/voce-e-sua-propria-marca Muita gente vê esse assunto com um certo preconceito, como se marketing pessoal fosse coisa de gente convencida. É importante termos mais textos sobre isso.

    Tem até uma promoção no meu blog, pra se lembrar mais do seu marketing pessoal. Você concorre a um boneco paper toy personalizado com o seu rosto. :) Bem bacana!

    Um abraço e parabéns pelo texto, Bernadette!

  • Tranquilino

    Muito interessante essa do marketing pessoal.Por isso mesmo resolvi colocar uma estória pessoal sobre isso,se não for muito incomodo;
    Na empresa onde trabalho,usei muito disso pra poder ser aceito,pois a seleção do pessoal era muito disputada.Na ocasião que tive com a primeira conversa com o gerente,não perdi oportunidade e gastei todo meu repertório ou meu “cartucho” em termos de apresentação pessoal e eloquência,creio que fiz bem meu comercial.Falei sobre 5s,6sigma,Kaisen…coisas concernentes a produção em grande escala.Creio que deixei meu gerente impressionado.
    Porém,seis meses depois,na primeira avaliação de desempenho que a empresa costuma fazer com os funcionários,meu gerente disse que estava muito decepcionado comigo,que esperava ver aquele super homem que conheceu na entrevista e isso não aconteceu,eu não me abalei por que achei que ele estava usando de algum método indutivo de persuasão e manipulação,respondi que apenas usei de marketing pessoal com ele e que não tinha culpa de nada,na verdade ele me prometeu uma coisa que era totalmente diferente que eu esperava,a recíproca era verdadeira,não vi nada do que ele me falou no meu setor pois não há como crescer onde estou,mesmo que eu esteja trabalhando em uma multinacional,isso me frusta um pouco,pois meu chefe sabe de minha qualidades e não move uma palha em relação a isso ou espera que eu me mova,só não sei para onde.
    Daí eu me pergunto,onde eu errei ou,onde estou errando?

  • Bernadette Vilhena

    Tranquilo,
    Sua experiência mostra que o tipo de administração pode limitar o uso do Marketing Pessoal. Acredito que certas políticas das empresas na condução das atividades não favorecem muito os funcionários, pense na sua realidade:

    * São atividades engessadas?
    * Existe margem para os funcionários colocarem em prática suas competências?
    * Os gestores fazem uma liderança participativa e priorizam o trabalho em equipe?

    Caso isso não aconteça estamos diante de uma administração “mecanicista” e realmente nesse caso o uso do Marketing Pessoal fica comprometido.

    Outro ponto é a falha na comunicação: o seu gestor espera determinadas atitudes de você mas será que ele deixou claro o que quer? Você compreendeu bem o que ele falou? Outro ponto que precisa ser revisto.

    Abraço

  • Tranquilino

    Bernadette,obrigado pelos conselhos.Suas dicas me fizeram refletir um pouco sobre o ambiente em que trabalho.
    Sim,as atividades são engessadas e não existe margem,como vc falou para que os funcionários pratiquem ou demonstrem suas competências,não há mérito em ser proativo,não há vantagem nisso,pelo menos é o que me parece mesmo que a empresa demonstre isso em suas políticas,no entanto,”a teoria é bem diferente da prática”,ainda mais em um ambiente de produção ininterrupta onde estou.E estou falando de uma multinacional.
    Os gestores,digo gerentes,aparecem na área uma vez perdida e cobram céus e terras de todos,delegado a liderança a terceiros,supervisores e encarregados que por sua vez,ficam sobrecarregados que também sobrecarregam os subordinados,provando mais uma vez que a teoria diverge da prática,mas o trabalho em equipe ainda existe.
    Pelo tom da minha conversa deixo transparecer que estou desmotivado,é vero,ainda mais com a denominação de administração mecanicista que vc frisou,pois é uma linha de produção e o termo mecanicista caiu muito bem,por que vejo pessoas com muita inteligência e sagacidade,com idéias muito boas desperdiçadas atrás de uma máquina.Talvez esteja errado em minhas conclusões,talvez esteja no lugar certo mas não tenho mais motivação.Na verdade,estou cansado e não vejo saída a não ser deixar a empresa que gosta de dizer que é uma das melhores do mundo no que fazem.

    Mais uma vez agradeço pelos conselhos.

  • http://www.maniadecelular.com.br Sophia

    Muito bom artigo. É incrível, como pequenas coisas (mudança na postura por exemplo) podem fazer uma grande diferença em como os outros nos veem e como poderíamos mudar isso… Valeu pelas dicas!

  • Mariana Ferraz

    Muito bom o artigo! De fato, é preciso não apenas ter competência, mas fazer com que a reconheçam e a respeitem. A rede social também pode ajudar bastante! O mundo não é uma ilha, não podemos nos isolar.

  • Fabio

    Em relação ao Tranquilino, acho muito interessante sua experiência porque mostra justamente que não adianta fazer um marketing pessoal diferente do que somos na prática e não somente no campo das idéias, pois estará causando uma decepção certa. É melhor comunicar aos outros suas reais possibilidades enquanto indivíduo. Não adianta causar uma boa primeira impressão se a segunda, a quinta ou a nonagésima impressão vão demonstrar que a primeira era fictícia.

  • nilton angelim

    Eu sempre achava que essa conversa de marketing pessoal fosse uma bobagem, no entanto passei a perceber que as pessoas que se vestiam bem, falavam bem explicado, eram atenciosas e educadas, sempre eram mais consultadas do que eu, mesmo que eu soubesse mais do assunto. Daí passei a perceber que o saber por se só não me garantia, pelo menos em princípio, sucesso na minha atividade principalmente quando eu tinha que me relacionar diretamente com o público, leia-se cliente.

  • http://nãotenhopreferência Ribamar Joaquim de Oliveira

    Artigo muito bom. É inevitavel que se vender-mos o que não temos, estamos fadados a decepção tanto profissional bem como pessoal, é melhor ser simplis e objetivo, seja “você mesmo” pois conhecimento e abilidades e outras coisas mais adquiri-se com dedicação no dia a dia, porem o que faz a diferença é a sua “atitude” que é para poucos.
    Valeu pelas dicas valiosas Bernadette.

  • Roberto

    Excelene artigo. Retrata exatamente a realidade que devemos viver, não montar uma imagem apenas ilusória, mas sim do que realmente somos, de maneira a sempre sermos associados as nossas características pessoais.

  • Luciana Loes

    Nossa adorei, um texto objetivo, simples e claro, as vezes pecamos em detalhes que fazem toda diferença.
    Esse foi um dos melhoes textos que li ate hoje!! Vou repassar para meus amigos!!

    Parabéns!!

  • kennedy

    Gostei muito deste artigo , porque atravez dele irei me alto conhecer e pesquisar sobre mim mesmo.Com certeza e um artigo objetivo e com perguntas diretas e claros.E acho sim que devemos nos fazer essas perguntas e nos alto avaliarmos!

  • cleidiana

    amei o artigo e incrivel como falou tudo q acontece no meu trabalho,ele é d+++.

  • josiane de jesus coutinho

    Bernadette, gostei muito do artigo acima, que me fez repensar alguns conceitos, há muito esquecidos por mim.
    Devido à alguns problemas pessoais, confesso que tenho deixado a desejar no meu trabalho, em relação ao meu humor, tento da melhor maneira possível me “segurar”, porém, muitas vezes fica difícil. Sou líder de 3 mulheres, no meu setor, uma com 30 anos, outras duas; 20 e 21, somos recepcionistas de um Edifício Executivo, com grande fluxo de funcionários e visitantes. Sou muito exigente quanto ao atendimento com todos, pois exigo simpatia, coerência, precisão, atenção, enfim, sou vista como chata, entre outros adjetivos que dispenso o comentário. Gostaria que tivéssemos um diferencial quanto ao atendimento e comportamento, que por várias vezes já tivemos reunião para falarmos sobre o assunto. Mas está cansativa a situação, elas mudam por um tempo, e depois voltam a cometer os mesmos erros. Gostaria de mudar esta situação sem ser taxada de chata, etc, e gostaria que elas vissem mudanças em mim, pois talvez eu esteja usando o método errado para atingir meus objetivos, com as funcionárias, e com o atendimento que gostaria que elas tivessem com as pessoas. Iniciei uma faculdade à pouco, trabalho no prédio à 8 anos. Sou solteira, tenho 37 anos, um filho de 17, lindo. Me considero uma pessoa feliz diante de tantos problemas e dificuldades que tenho enfrentado, tanto pessoal quanto profissional. Se puder me ajudar, eu agradeço imensamente. Você é ótima. Obrigada. Tudo de maravilhoso à você. Josiane

  • Paulo Galhardo

    Oi tudo bem? Bom dia! Bom gostei muito do seu texto, fez-me reflexionar um pouco sobre este assunto. Se tratando de aparência sempre fui cuidadoso,mas, no q se refere, talvés a fazer com q as pessoas vejam em mim, algo importante, fico a desejar!!.Fico pensando!Como posso fazer com q outros(Chefes, etc.) Vejam em mim uma pessoa q possa executar um serviço melhor?Como fazer através da minha aparência, um homem capaz de realizar tarefas desafiadoras??Estou no ínicio de faculdade, e as vezes me pego pensando, e agora?Como fazer com o diferencial q aprendí q outros(Empresários)vejam-me? Bom são algumas indagações q na prática são difíceis de serem respondidas…fico sem mais questionamentos…abraços! Paulo

  • Bernadette Vilhena

    Paulo,
    Obrigada pelo comentário. Penso que para todos seus questionamentos tenho uma única resposta:
    Você conseguirá um bom marketing pessoal através de sua postura e atitude diante a vida. É claro que a aparência é importante mas o “brilho” interno da autoconfiança e da boa autoestima levará você ao seu sucesso!

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