22 set Negociação

Cartão de crédito é considerado pagamento à vista

Diferenciar preços para pagamento em dinheiro e cartão de crédito é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor. Entenda seus direitos e veja como negociar melhor o valor de sua compra.

por Conrado Navarro
há 4 anos

Cartão de crédito é considerado pagamento à vistaRodrigo comenta: “Navarro, entendo perfeitamente sua insistência em prol do pagamento à vista, em especial considerando bons descontos. Acontece que em muitos lugares nos forçam a pagar usando dinheiro e até cheque para obter descontos, alegando que para o cartão não há essa possibilidade. Ouvi dizer que o cartão de crédito também tem que ser considerado pagamento à vista. Estou certo? Como abordar a questão com o lojista? Obrigado”.

A discussão em torno da utilização do cartão de crédito como meio de pagamento à vista costuma gerar calorosos debates. De um lado os consumidores, que têm no cartão uma ferramenta própria de crédito que não envolve o lojista, o que não caracterizaria pagamento à prazo (há respaldo do Código de Defesa do Consumidor neste sentido). De outro os lojistas, que repassam as tarifas/juros das operadoras de cartão para os clientes argumentando custos elevados nestas operações.

Diferenciar preços é proibido!
Pessoalmente, entendo que o pagamento com dinheiro, cheque ou cartão deva ser considerado da mesma forma por parte dos comerciantes. Corroboram minha opinião a visão de servidores, juristas, advogados, órgãos de defesa do consumidor, além de dois aspectos observados na prática regulamentada do setor e respaldada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC):

  • O contrato firmado entre lojistas e administradoras de cartão de crédito possui uma cláusula que obriga o estabelecimento a não diferenciar preços para o pagamento em dinheiro e através do cartão de crédito;
  • Incorrer nesta prática caracteriza prática abusiva, segundo artigo 39, inciso X, do CDC.

Logo, oferecer preços distintos segundo a escolha do meio de pagamento é proibido! Optar por não trabalhar com cartões, no entanto, é uma opção. Segundo o Procon, o estabelecimento pode não aceitar determinada forma de pagamento, mas esta informação precisa estar visível para o consumidor quando este entra na loja. Trata-se do direito à informação prévia visando evitar constrangimentos.

A loja vende, o cliente compra.
A esta altura, a maioria dos consumidores sabe que as máquinas de cartão representam custos para os lojistas. Muitos dos comerciantes até comentam sobre isso com os clientes, explicando o porquê da falta de desconto na modalidade. Pior, realizam tal abordagem contando vantagem, buscando convencer os clientes de que a “transparência” é um valor crucial nos negócios da casa. Cuidado.

A verdade outra: oferecer a possibilidade de pagamento com o cartão de crédito aumenta (muito!) as vendas do lugar (em 2009 o número de cartões ultrapassou 150 milhões no Brasil). O faturamento aumenta consideravelmente e, com ele, os lucros. Além do que a formação de preços é tarefa do comerciante, não interessando ao cliente os detalhes de cada tipo de negociação com fornecedores e parceiros. Oferecer a possibilidade de pagamento com cartão aumenta consideravelmente a clientela. Simples assim.

Ao negociar, procure:

  • Discutir e buscar pelo melhor preço do produto, lutando por descontos e optando pelo pagamento à vista. Mencionar a forma de pagamento durante a negociação é secundário. No máximo discuta um preço para pagamento à vista e outro para parcelamento. Como pagar é uma questão a ser tratada no caixa;
  • Use o respaldo do CDC e negocie com firmeza. Desde 21 de julho de 2010 as lojas são obrigadas a manter uma cópia do CDC para consulta. Chame o gerente, mostre o artigo 39 e exija a verdadeira transparência na compra. Se preferir, telefone, de lá mesmo, para o Procon de sua cidade. Funciona.

Tudo pode mudar. Pode.
Há um projeto de lei (213/2007), de autoria do senador Adelmir Santana (DEM-DF), que promete tornar legal a fixação de preço diferenciado na venda efetuada em dinheiro de produtos ou serviços em relação aos preços pagos com cartão de crédito. Graças aos órgãos de defesa do consumidor, o projeto encontra dificuldades para vencer a Câmara dos Deputados. Um absurdo se tal possibilidade for aprovada. Não deverá ser.

Por enquanto, ao cliente cabe pagar de acordo com seus direitos. O CDC é claro neste sentido. Negociar é tão importante quanto definir limites para o orçamento. Comprar mais e melhor significa conhecer e valorizar seus direitos, premissa básica para o exercício da cidadania. Clientes bem informados e atuantes são melhores para os negócios, não tenha dúvida. Agora sim, boas compras.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Conrado Navarro

Educador financeiro, tem MBA em Finanças pela UNIFEI. Sócio-fundador do Dinheirama, autor dos livros "Dinheiro é um Santo Remédio" (Ed. Gente), “Vamos falar de dinheiro?” (Novatec) e "Dinheirama" (Blogbooks), autor do blog "Você Mais Rico" do Portal EXAME e colunista da Revista InfoMoney. No Twitter: @Navarro.

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  • Fernando

    Não consigo concordar com você quando fala que é um absurdo a cobrança diferenciada para diferentes formas de pagamento, pois quem menos ganha no modelo atual é o consumidor.

    No modelo atual, o comércio que aceita o pagamento em cartões de crédito coloca em todos os produtos uma margem maior para cobrir os custos do cartão de crédito. Ganha muito a operadora, pois o cliente vai preferir o pagamento em cartão que gera milhas e vantagens. Ganha o comerciante, pois a cada pagamento em dinheiro ele está ganhando a margem cobrada pela operadora do cartão. O consumidor que utilizou o cartão não ganha nem perde pois está pagando por uma conveniência sua. Já o consumidor que prefere o pagamento em dinheiro, sai perdendo por ser obrigado a pagar a conta do cartão de crédito sem ao menos possuir um.

    Certamente, a prática de cobrança diferenciada atualmente deve ser combatida pelo seu desacordo com o CDC, mas acredito que estas definições devem ser revistas para que passem a proteger mais o consumidor do que as operadoras de cartões de crédito.

    E deixo uma dúvida também. Sites como o pontofrio, que dão desconto para pagamento em boleto bancário, também se encaixam nesta prática? Lembro que outros sites grandes como o submarino e fastshop também davam descontos apenas no boleto há algum tempo atrás, mas hoje aceitam qualquer forma de pagamento à vista.

    • http://dinheirama.com/navarro Conrado Navarro

      Fernando e André, obrigado pela participação. Os argumentos são válidos, acho importante a discussão. Legal que podemos conversar sobre isso por aqui.

      Infelizmente, não é tão simples assim. Pagar em dinheiro não é uma realidade quando o bem custa mais do que alguns tantos Reais. Afinal, ninguém anda com tanto dinheiro na carteira por ai para comprar uma geladeira ou uma TV, por exemplo. O cheque? Uma alternativa, sem dúvida, mas que representa risco alto para o comerciante, especialmente se ele quiser vender para todo mundo sem ter que conhecer bem seu cliente (histórico etc.). Aceitar cheques de qualquer consumidor é arriscado, como sabem. Então temos o cartão, um meio seguro de pagamento para o consumidor (que até a fatura chegar tem alguns dias para conseguir o dinheiro, não precisa levar dinheiro, não precisa de cadastro etc.) e para o lojista (que tem a certeza de que irá receber, ainda que com atraso e aumenta significativamente suas vendas). É a realidade que está ai fora.

      O cartão não cai na hora, é verdade. A administração de capital de giro é tarefa do comerciante, que prefere (tenho certeza) aceitar muitos cartões e vender mais a fazer com que todos paguem com outros meios – ainda que ele insista nisso, muita gente deixará de comprar porque gostaria de pagar com cartão. E então: perder a venda ou oferecer o desconto no cartão de crédito e faturar? O que acontece é que não questionamos e pagamos do jeito que o comércio determina, com os custos repassados de um jeito ou de outro. Muita gente fecha pelo preço anunciado, que mesmo à vista no cheque conta com o repasse. Poucos pedem desconto. Minha intenção não é criticar o preço em si, mas sim dar um puxão de orelha no consumidor. O comércio faz o que deve fazer, não há dúvida, mas a contra-parte discute pouco.

      Valeu. Abração.

      • charada

        È so colocar o cartão de debito sem tachas , é só o banco cobrar menas taxas do correntista , e para compras a prazo o cartão de credito com taxas menores, é simples por que os consumidores não brigam por estas medidas. Varias grandes lojas como Marisa , magazine luiza e outras , colocam uma mercadorea ex: televisor a vista 1000,00 ou de10 parcelas de 100,00 , uma calça 100,00 a vista ou 6 de 10,00 , isso é justo para quem compra a vista.

  • http://www.andregugliotti.com.br/ André Gugliotti

    Qdo se paga com cartão de crédito, o lojista recebe da operadora na hora? Não, então não é à vista. Aqui no RS é muito comum ter desconto para pagtos em dinheiro e não vejo isso como errado.

  • http://www.zxy.com.br Jordano Santos Cerqueira

    Muito bom o artigo!

  • Xico

    Concordo com o Fernando:

    Resumindo, eu quero comprar pelo preço mais baixo possível!

    Se tiver que ser usando dinheiro vivo, que seja.

    Mas a lei me impede de pagar menos…

    Noticia de 07/05/2010:
    “Para BC, preço à vista deve ser diferente do de cartão”
    http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/05/para-bc-preco-a-vista-deve-ser-diferente-do-de-cartao.html

    Até!

    • http://dinheirama.com/navarro Conrado Navarro

      Xico, tudo jóia? Obrigado pelo comentário. A observação fundamental de quem defende a diferenciação está na questão do dinheiro para compra à vista e nas pessoas que não tem cartão. Acho legal dizer que para o primeiro caso existe o cartão de débito, que funciona muito bem, inclusive com descontos. Para o segundo caso, acho que a realidade mostra que cada vez mais pessoas são “bancarizadas” (mesmo a contra-gosto) e essa se tornará uma discussão menos relevante ao longo do tempo.

      Com isso quero dizer que é mais importante focar na questão da concentração e falta de concorrência no setor de cartões que na ponta do consumidor, forçando a diferença de preços para que aprendamos a negociar melhor. Isso está sendo feito, mas muito mais precisa acontecer. Com mais concorrência no setor, as tarifas cobradas de comerciantes cairão, as condições na negociação de prazos também serão facilitadas. Acho que o caminho é mais por ai. O consumidor tende a ganhar mais neste sentido. O que acha?

      Grande abraço.

  • http://www.guiacorretoras.webs.com/ Eduardo Cunha

    Navarro, ótimos artigos, como sempre.

    O que eu nunca li/ouvi ninguém comentar, é sobre o seguinte:

    Num país tão violento como o nosso, em que os assaltos aos pontos de comércio são uma realidade, quando paga-se com cartão, é menos dinheiro que está disponível para o ladrão levar, sendo assim, o pagamento com cartão apresentaria esta vantagem, já que o dinheiro é “virtual” e vai direto para a conta no banco.

    E também é menos dinheiro para levar-se ao banco para depositar, havendo no trajeto outra possibilidade de assalto. Então eu pergunto: será que uma coisa não compensaria a outra? (taxas do cartão vs menos dinheiro disponível num eventual assalto).

    • Fabio dos Santos

      Fora a questão da inadimplência zero em vendas a prazo. Mas as pessoas só querem as vantagens, as obrigações ninguém quer assumir.

  • http://epx.com.br EPx

    Eu acho o seguinte: “a lei é forte, porém mais forte é a necessidade”. Se as lojas insistem em fazer diferenciação entre pagamento a dinheiro e a cartão de crédito (geralmente de forma velada, na forma de um “desconto especial” se pagar a dinheiro ou com cartão de débito), é porque o cartão de crédito tem um custo não negligenciável para o lojista.

    Neste ponto de vista, forçar preços rigorosamente iguais é financiar as taxas de cartão de crédito em cima de quem não o possui, pois terá de pagar o custo embutido no preço “único”.

    Concordo que, como cliente, é extremamente aborrecido ter de lidar com preços “à vista” diferentes só porque muda a forma de pagamento. Uma época até bomba de combustível tinha 3 preços: à vista, cartão de crédito e pré-datado.

    Ao menos, pagamento com cartão de débito, que é tão prático quanto o de crédito, é considerado como dinheiro vivo. O jeito é começar a usá-lo mais. Pena que não vem uma fatura detalhada com as despesas para o cartão de débito.

  • http://direi.to Jorge Araujo

    Navarro,
    Muito bom o seu artigo. Em especial quanto à avaliação econômica feita – o lojista vende mais por aceitar o pagamento no cartão e não pode repassar ao consumidor os custos que negocia com seus fornecedores.
    No entanto me parece que as opoeradores de cartão de crédito no Brasil, a par dos bancos, se acostumou a uma conduta abusiva. Se era normal um custo de 5% por parte das empresas em tempos de inflação, isso não se justifica mais em uma época de estabilidade econômica. Ainda mais que sabemos que o comerciante suporta todos os custos de aceitar o cartão, incluindo ter que ter as maquininhas, linha telefônica, etc.
    Este projeto de lei me parece que tenderá a fazer com que as empresas se adequem à realidade de mercado atual. OU seja ou baixam os encargos para os lojistas ou terão seu faturamente reduzido. Me parece que quem ganhará vai ser o consumidor.

    • http://dinheirama.com/navarro Conrado Navarro

      Grande amigo Jorge, é uma honra tê-lo comentando por aqui.
      Na verdade, meu grande foco com o texto e crítica à diferenciação é o consumidor. Penso na possibilidade que o cartão de crédito dá ao cliente de comprar e ter alguns dias para pagar (até que chegue à fatura). Isso é muito interessante para o fluxo de caixa. Creio que a competitividade do setor de cartões deva ser mais acirrada, com a certeza de que isso fará o lojista tenha mais opções (com melhores condições). O cartão de crédito é uma realidade e não valorizar essa característica de centralizar os pagamentos e programar as compras de acordo com as datas de vencimento aproveitando condições de compra interessantes (descontos) é que acho uma lástima. Entendo perfeitamente que dinheiro e débito são realmente à vista, mas não gostaria de ver o cartão de crédito perder estes status porque utilizá-lo facilita muito a vida do consumidor inteligente. Entendo o lado da loja, é claro, mas acho que a solução deve surgir da maior concorrência no setor, deixando lado do consumidor intacto.
      Grande abraço.

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  • Ronaldo

    Funciona mais ou menos assim:

    Eu sou o comerciante e compro o dinheiro da administradora do cartão de crédito para meu cliente, o consumidor, pagar a mercadoria que ele compra no meu estabelecimento.

    É uma roda viva que faz andar toda a engranagem comercial e tem que funcionar exatamente dessa maneira.

    Pelo custo desse dinheiro, eu pago uma taxa de 4% ou 5 %, que eu já incluí há muito tempo no preço da mercadoria que coloquei á venda. Isto é ponto pacífico e ninguem vai poder negar.

    Quando eu falo em desconto, eu falo do que posso tirar do LUCRO que pretendo auferir na venda e NUNCA de ignorar o CUSTO da minha mercadoria.

    Conclusão: DESCONTO, se eu posso dar, tem que ser para todo e qualquer tipo de pagamento e qualquer coisa fora disso é mais uma forma que eu encontrei para enganar meus clientes.

    Simples assim!!!!!!!!!!!!!

    • Fabio dos Santos

      Perfeito. Dá pra fazer, é só se organizar.

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  • LUCIANO

    Concordo plenamente contigo.
    Mas fica a minha pergunta para as pessoas que são contra o que você escreveu:
    Será que o preço será realmente ajustado? Ou no comércio só se elevarão os preços para os produtos que forem pagos com o cartão de crédito.
    Amigos, hoje em dia mexer no bolso é pior que mexer com a família para algumas pessoas…
    Eu sinceramente acho que é isso que acontecerá se essa lei for aprovada. Os preços continuarão iguais, e os que forem pagos com cartão de crédito serão mais caros…
    Para quem consome a vantagem é 0.
    A propósito do que já foi dito, também concordo plenamente com a questão da segurança. Eu abriria mão de uma porcentagem do meu lucro (a taxa das operadoras) em prol da minha segurança. Vejam, a mãe de um amigo meu foi morta ao sair da pizzaria com o caixa da semana, assim que ia entrando em casa com o dinheiro.
    Se 100% das vendas dela fossem feitas com cartões de débito (ou crédito) ela não teria sido assaltada, tampouco morta pelo dinheiro da semana pois o mesmo estaria já na sua conta bancária.
    Quem discorda do que foi dito, pense nesses fatores de prejuízo e risco…
    Me parece ingenuidade achar que você vai pagar menos somente com aprovação de uma lei dessas, amigos…

  • Gisele

    Bom, o comentário do Fernando diz tudo.
    Concordo com você, Navarro, quando diz “ninguém anda com tanto dinheiro na carteira por ai para comprar uma geladeira ou uma TV, por exemplo.”, mas se eu quiser comprar um sapato de 50 reais, serei praticamente obrigada a comprar no cartão porque não há desconto para pagamento em dinheiro.

  • http://www.flickr.com/photos/lcflaminio luis cesar flamínio

    Depois de todas essas informações não vejo o porque de não acreditar em uma tendência atual na qual o pagamento através de cartões será mais valorizado por ambos os lados da moeda. O pagamento em dinheiro está em queda, a tecnologia avança e molda a sociedade. Sendo assim, pode ser que um dia o pagamento em dinheiro, mesmo à vista, não tenha maiores descontos que os realizados com cartão!

  • bethy

    desculpe, mas ainda continua com duvida, por ex sou comerciante,tenho vendas avista e a prazo, vista=debito ,prazo=credito, sendo que o consumidor comprou para o vencimento do cartao,seria no credito ,ok,mesmo eu nao sabendo quando ira vencer (quarenta dias) por ex, pela lei do consumidor sou obrigada a vender como se fosse avista ,pois ja tive varias vezes este mesmo problema

  • Rayane

    Isso é facil de resolver! O clientes exigem o seu direito, que é o de pedir descontos mesmo sendo a compra no cartão de credito. E o logista coloca um preço mais caro nas peças para que o valor da venda no cartao seja equivalente a venda com dinheiro ( depois que descontar as taxas do cartão)

  • http://www.clockscafe.com.br Fernando

    Estamos fugindo um pouco da verdadeira questão que é : ” Cartão de Crédito é venda à vista ou a prazo?”. O Próprio Navarro aceita que o consumidor ganha alguns dias para fazer o pagamento da fatura e o comerciante espera 30 dias para receber os valores de venda.

    Sou proprietário de um café e aceito cartão de crédito sem problemas algum. Até me aproveito dessa discussão para criar um diferencial aceitando no crédito com um sorriso, deixando o cliente bem a vontade para usar a forma de pagamento que desejar.

    Depois de muito refletir e conversar com pessoas da área financeira, concluí, que mesmo o CDC dizendo que é venda à vista, a venda no crédito é uma forma de pagamento à prazo na prática. Eu através da matemática consigo equilibrar o meu fluxo de caixa e aceitar sem problemas as vendas no crédito. Mas temos que concordar que comprar uma geladeira é diferente de comprar um café espresso (espresso com “s” mesmo, consulte o google antes de criticar) no crédito.

    Eu acho que o governo deveria legislar em favor da seu povo e não em favor exclusivo dos bancos. Operações de débito não deveriam ser tarifadas e o aluguel do equipamento deveria ser abolido uma vez que ele é parte indispensável para que exista a operação. O crédito poderia ser tarifado em 2% por operação e com a queda dos juros taxa dos adiantamentos deveriam ser reduzidas também.

    Mas se isso acontecesse, de onde sairia o capital para as milionárias campanhas políticas?

    Conclusão: Ou vc tem jogo de cintura e aceita esses sanguessugas como sócios de sua empresa ou procure um emprego e vá juntar milhas.

  • http://direitoetrabalho.com Jorge Araujo

    @Fernando,

    As normas do CDC vieram quando a inflação galopante tornava a taxa da administradora palatável para os comerciantes e a compra no cartão ficava um bom negócio para os consumidores.
    Acho que ninguém acredita que 5% sobre uma negociação praticamente isenta de riscos é aceitável hoje em dia e entendo que a alteração legislativa tentende a permitir que se dê descontos em vendas à vista vai fazer com que estas taxar reduzam-se.
    Seria interessante que se soubesse qual a taxa das administradoras em países como os da Europa e Estados Unidos para sabermos se estamos viajando ou com a razão.

  • LOJISTA BRASILERIO

    Olá. Sou lojista há pouco tempo. Lí todos os comentários e percebi que ninguém está realmente dando a mínima para o comerciante: a principal, se não, a única vítima de todo este processo.
    Primeiramente gostaria de salientar que discordo totalmente do comentário lá no começo do artigo: De um lado os consumidores, que têm no cartão uma ferramenta própria de crédito “QUE NÃO ENVOLVE O LOJISTA”, o que não caracterizaria pagamento à prazo. Permita-me uma correção: Se não envolvesse o lojista não haveria venda, tornando-o parte fundamental do processo. Ah, e isso nem se quer é uma boa justificativa para achar que este tipo de pagamento é à vista. Rapidamente: à vista = entrada imediata de dinheiro no caixa ou na conta da empresa. À prazo: acho que nem precisa explicar, o próprio nome já diz: PRAZOOOO… ok?
    Já usei muito cartões de crédito por todas as facilidades e os usava muito bem… Nunca paguei taxas por atrasos e anuidade. Porém, hoje como lojista vejo a realidade cara-cara e percebo (no bolso) o quão os cartões de credito ou debito são lesivos ao comércio.
    Em um comentário anterior um cidadão mostrou com simplicidade as vantagens dos cartões (para o consumidor). Agora tentarei mostrar, também com simplicidade, as desvantagens para o comerciante. Darei como exemplo um produto que vendo a R$126,90. O meu lucro neste produto é de R$21,18. Se vendido no cartão (taxa de4%), pagarei uma taxa de R$5,08, portanto a taxa que estou pagando refere-se a 23,98% (quase 1/4) do meu lucro e eu só vou receber o dinheiro daqui 30 dias.
    Numa outra hipótese, a facilidade de antecipar o recebimento me consome mais 4%, ou seja, terei de pagar R$5,08 pela transação e mais R$5,08 pela antecipação de recebíveis. E o que me sobra? Dos meus R$21,18 de lucro me sobra uma merreca de R$11,02. Simples assim: a operadora de cartão está consumindo 47,97% (quase metade) do meu lucro.
    Penso eu que as taxas deveriam ser TOTALMENTE repassadas ao consumidor. Ora, quem está tendo o crédito de poder pagar daqui 30/40 dias é o consumidor, então ele que pague por suas facilidades.

    Agora, VOCÊ CONSUMIDOR, pare e pense: Você acha que eu (comerciante) vou ficar no prejuízo? ÓBVIO QUE NÂO !!! As taxas são repassadas a você indiretamente, uma vez que a lei não permite diferenciar preços, não permite também te dar descontos quando você pagar à vista.
    Quer realmente saber quem paga todas as contas no final da história? VOCÊ CONSUMIDOR.
    E você ainda acha que tem o direito de querer desconto? Tenha o mínimo de bom senso!!! Você (utilizador de cartão de crédito) está promovendo toda essa algazarra no comércio mas, não sente que é a própria vítima.

    Pra finalizar gostaria de enfatizar que na minha opinião o cartão de crédito é como um CÂNCER NO COMÉRCIO, podendo este ainda ser malígno (atrase uma fatura de seu cartão e entenderá) ou benigno (no caso de consumidores que se conscientizarem).
    Eu também já promovi este distúrbio comercial, mas hoje eu me regenerei, eu evolui e não uso mais essa droga maléfica a fisiologia do comércio. Você também pode.

  • Roberto

    Não concordo com o texto e acho o projeto de lei exelente. Se eu posso ir a uma loja com mil reais no bolso para comprar uma televisão com o dinheiro e obter um desconto maior é melhor para mim e para todos os consumidores. A prática atual beneficia somente os bancos, as administradoras de cartão e as lojas que lucram mais vendendo financiamentos do que com os produtos em si.

  • Lila

    LOJISTA BRASILEIRO, coberto de razão. Existe a realidade e existe o mundo ideal. No mundo ideal o consumidor está sendo protegido, o comerciante que rala dia e noite está querendo levar vantagem e o banco é igual comercial de margarina. Na prática, não podemos dar descontos senão somos tratados como bandidos e as operadoras de cartões só faltam nos esfolar vivos, fazendo cara de paisagem, é claro. Já deixo uma boa parte do meu suor (e põe suor nisso) para os bancos. Resultado: não dou desconto nem por decreto.

  • Cleverson

    Mesmo tendo aviso prévio(cartazes) dizendo que determinadas mercadorias não podem ser vendidas em cartão, isso é correto ? Proibir do cliente levar uma mercadoria por não tem dinheiro em mãos, apenas o cartão de debito ou credito ?

    No aguardo

  • gabriela

    O valor À vista deve ser o mesmo cobrado no cartão de crédito…ok…mas isso também serve para compras parceladas???

  • iron

    O texto não abordou questões importantes, apenas utópicas, infelizmente. A única vantagem que vejo para o comprador é pelo risco de assalto por não andar com dinheiro. E a vantagem para o lojista é a garantia de receber o dinheiro, ao contrário do cheque.

    O lojista, além de pagar a mensalidade para a maquina de cartão de credito, ainda recebe uma garfada da operadora que pode chegar a 5%. Sem contar que o pagamento com debito não é à vista. Isso não importa tbm, desde q seja feito! rsrs

    Como o comerciante não pode ficar no prejuizo, se vê obrigado a repassar isso para o consumidor. Então, o desconto real não existe. Nessa questão vejo o quão enganado está sendo a população, que só trabalha para pagar impostos

  • Márcio

    muita baboseira cartão é custo e quem paga em dinheiro tem direito a desconto, vamos parar de demagogias, as pessoas só comentam de acordo com seu interesse, vc opta a dar descontos ao cliente ou bancar as administradoras. Quem deseja usar o cartão tem que arcar com o custo de seus benefícios, mas e quem não quer participar deste modo capitalista de pagamento é obrigado a pagar por quem usa, vamos ter um pouco de capacidade de analise, fico triste que pessoas que estudam a vida toda mas …pq… etc… e fazem comentários tão boçais

  • Gisele

    Oi bom dia,por favor gostaria de saber se os estabelecimentos que só aceitam compras com cartões de créditos ou débitos acima de cinco reais estão corretos? E tem estabelecimento que só aceitam a partir de dez reais, acho um absurdo. Se a pessoa tiver em sua conta menos de cinco reais e por exemplo precisa comprar pão no valor de dois reais com o debito,o que o cliente deve fazer nessa hora se o estabelecimento deixou escrito bem grande que “compras com cartões de créditos e débitos acima de cinco ou dez reais”. Aguardo sua resposta!
    Obrigada

  • Rafael Franco Barbosa

    Bom, sempre no meu estabelecimento acontece algumas discussões entre mim e meus clientes a respeito de cartão de (Debito) e (Credito).
    Quando o cliente quer pagar a compra no cartão (Debito) eu cobro a taxa de 3,5% que o banco me cobra, que por sinal dizem que é uma venda AVISTA, mas demora 24Hs para cair na minha conta. Minha margem de lucro é de 10,5% , e o produto custa, à preço de custo pra mim R$ 59,65, ou seja, meu lucro obtido é R$ 6,35 – 3,5% = 6,12, sei que a diferença é pouca nesse produto do qual eu sitei o preço, mas colocando essa taxa de 3,5 do cartão de (Debito) em uma compra alta vai me fazer muita falta na hora de pagar minhas despesas no fim do mês, e que se fosse paga em dinheiro meu lucro seria mais “auto”, que por sinal não tem nada de auto. Na minha opinião Conrado Navarro, descordo plenamente do que escreveu. Esse valor que na cabeça dos clientes é “insignificante”,no bolso do comerciante faz muita falta. Se colocar tudo na ponta da caneta, independente de que as vendas aumentem, vai fazer muita diferença nos lucros obtidos.
    Da mesma forma que os Bancos cobram a taxa do cartão de (Debito) dos comerciantes, cobram do cartão de (Credito), que por sinal é mais auto ainda. Para se ter uma noção, a taxa que me cobram no cartão de (Credito) é de 5% em cada venda, e demora 30 dias para cair na minha conta,as mercadorias que eu compro são todas pagas em DINHEIRO e AVISTA, e te pergunto: como que eu vou dar prazo de 30 dias para os meus clientes sendo que eu pago todas as mercadoria na hora que descarregam AVISTA? Se meus fornecedores me dessem prazo para eu comprar, eu não falaria nada, mas como são pagas AVISTA, ai não tem como. Nesse caso de eu pagar AVISTA tem até um jeito para que eu possa vender no cartão de (Credito para 30 dias), existe a antecipação de (Credito), que o banco me cobra 7,5% , sendo assim 5% da taxa da venta CREDITO +7,5% da ANTECIPAÇÃO encima de um produto que custa R$66,00 é = a 74,25. Já pensou se eu não cobrar essa TAXA encima desse produto que eu vendo a R$66,00 quanto eu iria perder? É fácil, é só fazer a conta R$ 66,00 – 12,5% = R$58,08, teria prejuízo de R$ 1,57 pois, esse produto à preço de custo sai pra mim por R$ 59,65 =]. Dentre tudo isso, ainda pra ficar melhor, o banco me cobra R$110,00 POR MÊS de ALUGUEL DA MAQUINA, fora a despesa da LUZ e a linha TELEFÔNICA que obrigatoriamente eu tenho que ter!!!!
    Bom, se eu estou errado, me desculpe por essa ladainha que eu escrevi… mas acho que os Bancos devem fazer fomas que facilitam o comerciante pois, facilitando as formas de trabalho nos comércios, consequentemente vai ajudar o consumidor também. Eu perco muitas vendas pelo fato de ter parado de mexer com o cartão de Debito e Crédito, mas gostaria de perguntar uma coisa: alguém ai gosta de levar prejuízo? Eu pelo menos não!
    Obrigado pelo espaço Conrado e tenha uma boa tarde! Abraços.

  • Marcos

    Onde é que existe isso de não poder diferenciar preço?
    Todo mundo hoje em dia faz isso. Tenho comércio à mais de 20 anos e nos últimos 15 adotei a diferenciação de preços para cartão, cheque, carnê e dinheiro.

    Meu volume médio de vendas nos primeiros 5 anos era:

    Para cartão de crédito = 9% (parcelamento em até 6x)
    Para cartão de débito = 1%
    Para cheque pré = 20% (muitos cheques “perdidos”, todos consultados no Serasa)
    Para cheque à vista = 5% (algumas perdas, consultados…)
    Para carnê (30 dias) = 45% (+ ou – 1/3 de inadimplência, até hoje espero receber…)
    Para dinheiro = 20%

    Meu volume médio de vendas hoje:

    Para cartão de crédito = 35% (parcelamento em até 6x)
    Para cartão de débito = 8%
    Para cheque pré = 0% (não aceito mais, salvo clientes antigos bons pagadores. Volume de vendas irrisória, nem entra no cálculo.)
    Para cheque à vista = 0% (não aceito mais, salvo clientes antigos…)
    Para carnê (30 dias) = 2% (não abrimos mais carnê, vendas apenas para clientes antigos que pagam em dia.)
    Para dinheiro = 55%

    O que mudou?

    Antes, praticava o mesmo preço para todas as formas de pagamento. Hoje, uso o seguinte esquema:

    Para cartão de crédito em 2x à 6x = preço normal
    Para cartão de crédito em 1x = 3% de desconto
    Para cartão de débito = 5% de desconto
    Para dinheiro = 15% de desconto

    Para cheques e carnê nem coloco no cálculo porque quase não vendo mais, apenas para clientes antigos que são bons pagadores conforme informei acima, nesses casos, o preço é normal.

    O que aconteceu?

    Meu negócio estava ruindo a beira da falência, hoje respiro aliviado e meu comércio cresce consideravelmente a cada ano.
    O esquema que eu uso acima é o mesmo que a maioria dos meus fornecedores me oferecem.

    Fora o negócio, também faço minhas compras pessoais e sempre quando dou uma “choradinha” em alguma loja, consigo um bom desconto prá pagar em dinheiro. Compro bastante também pela internet e quase todas as lojas, principalmente as grandes, de departamentos, têm preços diferenciados dependendo da forma e condições de pagamento.
    Não vou citar nomes de lojas virtuais aqui, mas procurem aí as de departamentos mais conhecidas. Verão que tem opção de pagamento no cartão com juros, sem juros, à vista no boleto bancário ou por transferência bancária com desconto de até 15%, isenção de frete para pagamento à vista, desconto extra para compras em maiores quantidades (compras coletivas), cupons de desconto para próxima compra, etc; sem falar nos brindes como (compre uma tv lcd e ganhe uma cafeteira elétrica – válido somente para pagamento à vista no boleto bancário). Aliás, qual é a diferença entre dar uma cafeteira elétrica de brinde ou ter um preço diferenciado – diga-se menor – para pagamento à vista no boleto ou em dinheiro vivo. Há pessoas que irão dizer: “isso é crime, fazer venda casada!”.
    Estamos no Brasil, o que vale aqui é a lei da livre negociação, não se deixem levar por alguns advogados que tentam nos empurrar goela abaixo um Código de Defesa do Consumidor com uma lei que nem existe.
    Pense no seu negócio e no lucro que você espera dele, o cliente deve ser seu PARCEIRO de negócio, essa coisa de dizer que o “cliente tem sempre razão” ou o “cliente é o seu melhor amigo”, só funciona prá marketing, se fosse assim, aquele seu antigo cliente que era o seu amigão não passaria a comprar no concorrente porque conseguiu um desconto a mais de 1%. Esse conceito é ultrapassado! Vale mais aqui o ditado popular: “negócios são negócios, amizade a parte”.

    Cliente bom é o que faz o seu negócio crescer (sem duplo sentido) rsrsrs.

    Além do mais, quem não gosta de ter uma vantagem numa compra à vista e em dinheiro? Que mal tem? É bom para o cliente, para o comerciante e até para o país, já que as taxas de juros estão pela hora da morte!
    Mas lembre-se, seja transparente sempre com seus clientes apresentando-lhes todas as opcões antes de concretizar uma venda.

    • Paulob

      O Procon deveria procurar sua loja. O que você está fazendo é crime!

      • Marcelo Quiroz

        que ridículo Paulo, os bancos e operadoras nos extorquindo e você ainda fica do lado dele…por causa da “lei” que no Brasil só existe para beneficiar uma minoria abastada !

        • Luiz Ribeiro

          Paulob, também sou lojista. A lei, como está, é devida ao lobby das operadoras de cartão sobre os legisladores (congressistas). O que os legisladores deveriam fazer é limitar as taxas ABUSIVAS, NA VERDADE ABSURDAS, que as administradoras cobram dos usuários e dos lojistas, ou seja, dos dois lados. Veja o seu lado: você, além da anualidade que deveria ser gratuíta, paga hoje, depois da redução, em média 7% ao mês de juros, a mais alta taxa do mundo. Para se ter uma idéia, a segunda mais alta do mundo é a do Peru, que é de 3,5%!! Metade!! Na Colômbia, 2,15%, e nos Estados Unidos, cerca de 1% ao mês.

          Saiba que, em cada venda o lojista paga cerca de 3% do valor da venda para as operadoras. Se a compra é de valor não muito grande, como por exemplo R$ 100, os lojistas costumam agregar os 3% no preço do produto, e os clientes não vão questionar o valor, mesmo aqueles que pagam em dinheiro. MAS, por exemplo, uma compra no valor de R$ 1500, terá o custo de R$ 45 somente de taxa do cartão para o lojista, fora os impostos. Você acha justo que mesmo aqueles que compram em dinheiro paguem esta taxa?!? Eu garanto para você, se a taxa por transação estivesse, por exemplo, em 1%, NENHUM lojista precisaria diferenciar preços, e as operadoras continuariam ganhando muito.

          Então, por que os lojistas oferecem venda a cartão? É porque o cliente EXIGE. Ao contrário do que comentou o blogueiro aí em cima, que com certeza nunca foi lojista, o lojista PERDE vendas se não tiver a maquininha (POS). Entenda, as vendas a cartão não aumentam o lucro, apenas evitam diminuir o faturamento (soma de todas as vendas).

          Ou seja, cartão de crédito aqui no Brasil só é perfeito para as operadoras. Para os lojistas e clientes é muito abusiva.

          • Simba

            o problema é logista e administradoras, o comprador não tem nada a var com isso,

            o cliente quer o direito a seu favor e os logistas podem vender só a dinheiro se estão demorando a receber. ahh! mas tem a concorrência que vende no cartão com um preço melhor? vai atrás de preço, diminui custo,

      • charada

        a mercadoria é dele, ele vende pelo preço que acha que ceve para ter lucros, a venda a vista no dinheiro é uma no cartão é outra , no cartão ele alem de esperar mais de trinta dias para receber um venda que ele fez a vista, ainda tem que pagar uma tacha que não é pequena, ainda pagar imposto sobre o valor da tacha que ele está pagando para a operadora. Crime é impor ao comerciante ter que vender seu produto a vista e ter que dar uma parte dos lucros para as operadoras. Cartão de credito tinha que ser uma obrigação dos bancos, cada banco teria o seu sem custo ou tachas (afinal o cliente ja deixa oseu dinheiro na conta, para o banco ganhar emprestando com juros altos) para o comerciante e tambem para o cliente (este salvo se pagar a fatura no dia do vencimento). Onde ja se viu falar de uma venda a vista que voce demora trinta dias para receber e ainda por cima receber menos do que se tivese recebido no dinheiro. ainda vem uns falar de abuso de poder dos comerciantes, abuso de poder é do governo, impor uma coisa dessa ao comerciante.

    • Rodrigo Oliveira

      Quanta conversa para justificar seus lucros. Tenho certeza que 99% dos lojistas não abrem mão do pagamento com cartão e embutem no preço à vista a taxa do cartão. Pior, colocam, como vc mesmo disse, 15% a mais, sendo que a taxa das administradoras chega no máximo a 5%. Então, quando um cliente paga em dinheiro vivo sem pedir desconto, vcs lojistas ficam calados e não oferecem os 15%. Esse dinheiro vcs não contam, né?
      Fora que, ao vender no cartão, com os 15% a mais, vcs embolsam 10%.
      É muito blablablá para justificar a ganância. A lei tem que meter o ferro mesmo!

  • cellia

    oii meu nome é cellia tenho uma loja de cosmetico , é um absurdo as pessoas pensarem que credito é iqual dinheiro ,pois tem taxas e mais taxas das operadoras de cartao nos lojistas só nao levamos cano mas temos que pagar a maquineta que custa em media 89,90 por mes e mais 3,65% credito e esperar 30 dias para botar a mao no dinheiro sendo que nossos produtos normalmente pagamos em 15 dias ,mania de comer hoje e pagar mes que vem só enchendo os bolsos da operadora e nos pagando a conta ……..

  • Marco1963

    meu caro, voce certamente deve saber o tempo que o lojista leva para ver a cor do dinheiro, as vezes leva quase dois meses para receber o dinheiro todo tarifado entres bancos e administradoras, voce esta certo quanto ao aumento das vendas, mas em certos caso é so pra movimentar o caixa, pois é muito dificil ser micro no brasil, hoje em dias as opredoras ja dão os cartões com anuidades gratis, contudo os lojista tem que pagar uma taxa mensal fixa…veja bem: é mensal….muito colocam o preço ja mais alto e só dão o desconto se vc quiser pagar em dinheiro, ja no cheque ninguem mais recebe, se o procon se acha no direito de fazer os lojistas receberem deveria fazer os clientes pagarem…o procon faz isto?

  • Marco1963

    agora só falta voce defender a ideia que os lojistas tem que pagar as faturas dos clientes, pois os mesmos são causadores do contrangimento aos clientes que não tem dinheiro para tais pagamentos…só falta isso

  • Zecadilaon

    gostaria de saber: fiz uma compra no valor de CR$300,00,devide e duas vezes,mas o valor das parcelas ficaram em CR$175.55 cada um, aumento de juros de 17% isto está certo,qual é o limete de juros no parcelamento com o cartão de crédito

  • Patricya_ferraz_bto

    Olha tenho uma duvida…Qual a diferença entre o débito e o credito??

  • Gabriel

    Fui em uma loja de material de construção fiz uma compra para parcelamento de 10 vezes e ao passar meu cartão de credito o vendedor me disse q seria cobrado 3% a mais na compra,
    pq é o que a loja perde para o cartão com vendas a prazo. isso é correto??

    • Luiz Ribeiro

      É isso mesmo. Algumas operadoras chegam a cobrar 4,5%. Se sua compra for alta (como normalmente são as compras de materiais de construção) o montante da taxa pode ser alto. Por exemplo, se a compra for de R$ 5000, a taxa incidente será de R$ 150.

  • convidado

    Esta revista deve ser patrocinada pelas empresas de cartão de crédito, porque hoje todos os lojistas são refens do cc , e não me venha com a história que ganhamos mais com o aumento das vendas, porque o aumento do endividamento deste cliente nas grandes redes esta acabando com as vendas do pequeno comerciante .Propaganda enganosa também deveria ser crime no caso dos cartões.

    • Fabio dos Santos

      Se não aumenta suas vendas, deixe de aceitar o cartão que tanto te abusa então.

  • Cesar

    Boa tarde!

    Como faço para denunciar um estabelecimento que cobra R$ 33,00 no valor pago por um botijão de gás, este em dinheiro, quando no cartão, o valor vai para R$ 40,00?

    • Luiz Ribeiro

      Ele cobra mais com cartão porque as operadoras cobram, além do aluguel da maquininha e da demora na transferência do valor para o lojista, taxas abusivas POR VENDA. Então não é justo a um cliente que paga em dinheiro ou cheque arcar com as taxas da venda a cartão. Pois a única forma de cobrar o mesmo preço é embutir a tal taxa em qualquer modalidade de venda. O que ocorre na prática é que os lojistas denunciados preferem parar com as vendas a cartão para não terem prejuízo.

  • Lukita Farma

    Se cartão de credito é pagamento a vista, cartão de débito é o que?

  • Bvy13

    Os lojistas que me perdoem mas é uma sacanagem a prática adota por uma grande parcela deles que na hora do fechamento da conta diz: Total R$220,00 mas com desconto R$200,00. Aí eu digo, tudo bem, desconta no crédito. E o lojista: então desculpa moço, no crédito é sem desconto. E eu pago os R$220,00. Podia deixar de comprar dele e ir em outra loja, mas pra que, lá a prática é a mesma.

    • Luiz Ribeiro

      Entenda que , se a prática é a mesma, algum motivo há. E os motivos você pode aprender aqui mesmo nos comentários de lojistas. É muito fácil os congressistas manterem uma lei que obriga a cobrar os mesmos preços em qualquer modalidade de venda. Isso é lobby das operadoras. Eu pergunto a você: é justo um cliente que paga em dinheiro arcar com as mesmas taxas abusivas que as operadoras cobram dos lojistas, do que um cliente que prefere pagar com cartão?

      • Fabio dos Santos

        O problema é fazer uma prática que é contra a lei e achar normal. Se acha as taxas abusivas, não assine um contrato com quem te abusa. Deixe de usar o cartão de crédito e venda apenas em dinheiro, cheque, ticket, como quiser. O que não vale é descumprir a lei e o seu contrato com a operadora se beneficiando do aumento de vendas pelo cartão. É o levar vantagem em tudo que tanto se condena no país. Aceitar cartão é uma OPÇÃO. Se não concorda, basta não aceitar e assumir a responsabilidade. Também sou lojista e não acho tão complicado precificar para chegar a um valor único para cobrar do cliente, deixando-o satisfeito e cumprindo a lei. Para quem me pede desconto para pagar em dinheiro, explico que divido com ele os custos para chegar em um preço razoável e que fazer isso é tão contra a lei quanto não emitir nota fiscal. É fácil de explicar e de entender. Não fico na internet reclamando e tenho um problema a menos para me preocupar, com a tranquilidade de atender bem. Porque isso é meu problema, não é do governo, das administradoras, do Papa, de ninguém. Não vou lá na porta da Ferrari reclamar que o carro é caro e deveriam baixar o preço só porque eu não consigo comprar.

  • Rosangela-azevedo333

    gostaria de saber se credito a vista e cartão de debito ambos fazem o mesmo efeito?

  • Albertovcavalcanti

    Nada mais justo que diferenciar os preços por forma de pagamento.

    Tenho um supermercado e meu lucro líquido é 4,5% sobre o faturamento. Enquanto isso, a Cielo e Redecard levam 3,45% (crédito) e 2,4% (débito) do faturamento somente com a taxa da venda. Um absurdo!!!!

    Travar a diferenciação do preço somente prejudica quem paga em dinheiro e burocratiza mais ainda o que já é complicado.

    Formar preços no Brasil com ICMS, Pis, Cofins, IPI, todos normais ou com ST, cada produto com alíquota diferenciada, 03 opções de recolhimento e incidencia alguns sobre a compra e outros sobre a venda já é complicadissimo o suficiente.

    Cada condição deve ser um preço. Porque quem paga em dinheiro deve receber os encargos de quem tem 40 dias pra pagar + taxa p/ loja de 3,45%? é injusto.

    Politica de preço único só serve pra fortalecer Operadoras de Cartão. Não o consumidor, como querem que pensemos.

    • José Borges

      Devido a falta de educação financeira de nós brasileiros, qualquer tipo de facilidade no consumo, nós apoiamos. Contudo, por mais que seja também comerciante, já tive problemas com o descontrole no consumo, de modo que valorizo as compras em dinheiro, pedindo desconto (como não há diferença em parcelar algo em 6x e pagá-la à vista?) e concedendo. Acho justo e valoriza quem prefere se organizar financeiramente. Acredito que a imensa maioria dos brasileiros apoiarão a utilização de cartões de crédito parcelados sem acréscimos. Descordo. Há um papo furado de “beneficiar ” o consumidor inclusive por parte da “justiça” com o seu braço o procon. Acho que um país sério exigiria educação financeira, invés de facilitar o consumo desenfreado. É um assunto que desperta a discussão por seus vários pontos de vista. Mas prefiro seguir o costume do primeiro mundo, onde a utilização de cartão é mínima, a poupança é sempre incentivada e o planejamento, uma regra.

  • Kalhamasso10

    Boa explicação, mas cartão de Crédito, não de Débito é considerado á vista?

  • http://www.facebook.com/edil.curvelo Edil Curvelo de Jesus

    O comércio no Brasil tem o péssimo vício de repassar tudo para o consumidor. Não querem ter dificuldade alguma, só lucro limpo. Como está na matéria, ninguém é obrigado a oferecer modalidade de pagamento com cartão de crédito, além do mais este é um acordo entre o comerciante e a operadora do cartão. Se o comerciante quer ser beneficiado com a possibilidade de oferecer mais uma forma de pagamento ao consumidor, ele que arque com as taxas que são cobradas “a ele”! O consumidor não tem nada com isso.
    Além do mais anunciar um preço cobrar outro na hora de pagar também caracteriza propaganda enganosa. Então na pior das hipóteses façam como o Marcos que da descontos dependendo da modalidade de pagamento mais anuncia o preço mais alto como normal.
    Quem cobra taxa ou acréscimo na hora do pagamento tem é que ir pra cadeia pra ver se toma um pouco de vergonha na cara!

    • CHARADA

      tODA PESSOA QUE ABRE UM COMERCIOÉ PARA TER LLLUCROS , SE ELE ABRIR PARA TER PREJUIZOS NÃO TEM COMO CERTO. O COMERCIANTE PARA VENDER SEU PRODUTO TEM QUE FAZWE O CALCULO DE TODAS AS DESPESAS , E O CARTÃO DE CREDITO É UMA DESPESA E DAS GRANDE, VOCES TINHAM QUE BRIGAR É COM O GOVERNO PARA ACABAR COM ESSAS TACHAS ABUSIVAS . E NÃO SE ESQUEÇA “NEM TODOS CONSUMIDORES SÃO COMERCIANTES, MAS TODOS COMERCIANTES SÃO CONSUMIDORES. E OUTRA COISA PIMENTA NO CÚ DOS OUTROS NÃO ARDE.

  • 100001144701297

    E como lidar com clientes que tem o hábito de perguntar se no dinheiro tem desconto? Quanto falamos que não eles acham um absurdo! Se for desconto no preço normal é correto?

  • 100000777225345

    O que se deve questionar são as taxas exorbitantes que as operadoras cobram dos logistas e dos clientes, além das arapucas como parcelar a fatura em 12 vezes, pagar contas de luz, gás e telefone no cartão.

  • 100000777225345

    O que se deve questionar são as taxas exorbitantes que as operadoras cobram dos logistas e dos clientes, além das arapucas como parcelar a fatura em 12 vezes, pagar contas de luz, gás e telefone no cartão.

  • 100000777225345

    O que se deve questionar são as taxas exorbitantes que as operadoras cobram dos logistas e dos clientes, além das arapucas como parcelar a fatura em 12 vezes, pagar contas de luz, gás e telefone no cartão.

  • 100000777225345

    O que se deve questionar são as taxas exorbitantes que as operadoras cobram dos logistas e dos clientes, além das arapucas como parcelar a fatura em 12 vezes, pagar contas de luz, gás e telefone no cartão.

  • 100000777225345

    O que se deve questionar são as taxas exorbitantes que as operadoras cobram dos logistas e dos clientes, além das arapucas como parcelar a fatura em 12 vezes, pagar contas de luz, gás e telefone no cartão.

  • adilson carneiro

    queria saber quantos dias leva para cair o dinheiro na conta da loja pagamentos feito por cartões quando optados por credito enão debito.

  • Manuelle

    Essa regra de que pagamento em dinheiro, pagamento no cartão de débito e de crédito são a mesma coisa não tem nenhuma lógica. O Governo tenta “beneficiar” o consumidor e acaba com os pequenos e médios empresários. A verdade é que se um comerciário estabelece um valor único para pagamentos em dinheiro, e cartão de débito e de crédito os clientes questionam que no débito deveriam pagar menos e no dinheiro menos ainda. Então se você estabelece preço diferenciado está incorrendo em uma prática abusiva. A questão é que quando se estuda a lógica de juros vê-se que o valor do dinheiro de 2 meses atrás não é o mesmo valor hoje. Isso porque se o comerciante tem a possibilidade de pegar um maior volume de dinheiro ele pode fazer uma compra sem necessitar atrasar nos boletos ou até recorrer a empréstimo em bancos. É por isso que tantas empresas de pequeno porte fecham literalmente as portas em 1 ano. Isso tudo parece um cartel para beneficiar e enriquecer as agencias bancárias e colocar o cliente contra o comerciante.

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